segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Território e soberania

Para a Geografia, território representa uma área sobre a qual se exerce domínio, propriedade ou influência. Os países são territórios que correspondem a uma área continental ou insular da superfície terrestre, sobre a qual um Estado tem autoridade máxima, exercendo controle em seu território nacional. 
De um Estado fazem parte o governo e outras instituições políticas e adminis trativas responsáveis por organizar o país e estabelecer relações com outros paí ses. Existem diferentes sistemas de governos e o papel de principal representante público cabe ao chefe de Estado (presidente, primeiro-ministro etc.).

Limites e fronteiras

Cada país tem seu território definido por limites. Os limites entre os países são, em geral, estabelecidos por meio de tratados e acordos diplomáticos interna cionais, muitos deles coincidindo com marcos naturais, como rios, lagos, cadeias montanhosas, ou artificiais, como placas e pontes. A América do Sul, por exemplo, é formada por 12 Estados soberanos, entre eles o Brasil. A região também abrange a Guiana Francesa, que é uma possessão ultramarina da França.
Quando dois ou mais países possuem limites terrestres, entre eles forma-se uma zona ou faixa de fronteira, terrenos que se estendem ao longo dos limites nacionais. 
Considerada uma área estratégica para um país dos pontos de vista econômico, político e de segurança nacional, a faixa de fronteira apresenta intensos fluxos de pessoas e mercadorias.
Atualmente, muitas áreas de fronteiras nacionais são focos de tensões e disputas envolvendo países que reivindicam um mesmo território. Em algumas situações, as tensões resultam em conflitos ou levam a uma corrida entre governos, objetivando o desenvolvimento de armamentos bélicos avançados.

Culturas e nações pelo mundo 

Quando falamos em cultura, imediatamente pensamos em livros, obras de arte, músicas, teatro e cinema. Cultura é isso e muito mais, pois envolve tudo o que é criado e praticado pelas pessoas, como a língua falada, os objetos fabricados, o tipo da escrita, o modo de preparo dos alimentos, as crenças, as tradições e os hábitos. 
Desse modo, a cultura é um dos principais aspectos que dão identidade aos povos. Os grupos humanos que têm em comum a ancestralidade, o passado histórico e uma identidade cultural desenvolvida ao longo do tempo formam uma nação. 

Territórios e minorias nacionais 

Muitos países têm populações compostas de diferentes povos ou grupos étni cos. Em alguns casos, esses grupos se identificam como nações, mas os territó rios habitados por eles estão sob o governo de outras nações, caracterizando o que chamamos de minorias nacionais ou minorias étnicas. Quando essas minorias reivindicam a soberania sobre o território onde habi tam, formam movimentos separatistas. 
Em geral, esses movimentos recorrem a manifestações pacíficas para pleitear a independência e a criação de seu Estado soberano. Em certas situações, a soberania é conquistada por meio de plebiscitos e referendos, acompanhados de tratados e acordos internacionais. 
Em outras, os movimentos separatistas são combatidos e reprimidos pelos governos dos países onde habitam. Há, inclusive, casos em que ocorrem conflitos violentos.

Minorias nacionais, conflitos e fronteiras em transformação 

Atualmente, enquanto alguns governos estabelecem tratados que unificam seus mercados econômicos, outros vivenciam o processo de fragmentação de seus territórios e a definição de novas fronteiras.
Em algumas situações, o nacionalismo está associado a interesses econômicos e políticos de países que almejam expandir seus domínios territoriais. Entre os principais interesses econômicos estão as áreas ricas em recursos minerais, as significativas jazidas de petróleo e gás e a localização estratégica, em razão do acesso marítimo, que facilita o trânsito comercial de um país.

País Basco 

O País Basco não é um país independente, mas sim uma região do norte da Espanha habitada pelo povo basco, com identidade cultural própria. O dialeto falado na região, o euskara, foi proibido por muito tempo de ser usado, em re pressão ao desejo basco por independência. 
Entre 1980 e 1990, o grupo separa tista ETA (Pátria Basca e Liberdade) praticou atentados que vitimaram centenas de pessoas na Espanha. Re centemente, tornou-se uma organiza ção política.

Chechênia 

Após o fim da União Soviética, em 1991, a República da Chechênia passou a integrar a Federação Russa. Em 1994, porém, a Chechênia se declarou independente, levando a conflitos com a Rússia, que se estenderam até o ano 2000. A partir de então, os russos reestabeleceram controle sobre esse território. 
Grupos separatistas seguiram lutando pela independência da Chechênia. Alguns deles já realizaram ataques terroristas contra alvos civis e militares na Rússia.

Irlanda do Norte 

A Irlanda do Norte, localizada na Ilha da Irlanda, integra o Reino Unido. A maioria da população segue a religião protestante e apoia essa integração. A minoria católica, porém, reivindica que a Irlanda do Norte se desvincule do Rei no Unido e se integre à Irlanda.
Durante cerca de 30 anos, o Exército Republicano Irlandês (IRA), formado por separatistas católicos, lutou de maneira violenta para alcançar seu objetivo. Em 2005, no entanto, o grupo anunciou o fim da luta armada e seus integrantes, conhecidos como nacionalistas, formaram uma organização política.

Curdistão 

Atualmente, existem cerca de 30 milhões de curdos espalhados por Turquia, Irã, Síria, Armênia, Iraque e Azerbaijão. O povo curdo deseja a formação de um Estado próprio, o Curdistão. Contudo, os governos dos países que ocupam a região se opõem com veemência ao separatismo curdo. 
Na Turquia, onde vive a maior parte dos curdos, o grupo sepa ratista Partido dos Trabalhado res do Curdistão (PKK) já foi res ponsável por uma série de aten tados vinculados a manifestações separatistas.

Conflitos na Caxemira 

Um dos conflitos desenvolvidos em regiões fronteiriças e que vêm causando sérias preocupações entre as nações é a disputa pela Caxemira, região localizada em meio à cordilheira do Himalaia. Essa região vem sendo disputada por Paquistão, Índia e China. 
A disputa não envolve apenas questões territoriais, mas também questões religiosas e hídricas. Isso ocorre porque o Paquistão, de população predominantemente muçulmana, não permite que a região da Caxemira seja dominada por hinduístas de origem indiana. Os conflitos na região da Caxemira tornaram-se ainda mais tensos quando, em 1962, a China tomou parte dessa região da Índia e, posteriormente, anexou outra área, concedida pelo Paquistão. Em resposta, a Índia passou a reivindicar esse território perante a China.
A questão da Caxemira é de difícil resolução, pois nenhum dos países envolvidos na disputa está disposto a abrir mão da região, que é rica em recursos naturais, principalmente de nascentes de importantes rios para a Índia e o Paquistão. Outro aspecto que torna esse impasse ainda mais complexo é que um movimento pela independência total da Caxemira tem ganhado força, a fim de torná-la um Estado soberano. Protestos e repressões a esse movimento têm sido constantes na região.
Diversas tensões localizadas já ocorreram e, em dado momento, Índia e Paquistão estiveram perto de um conflito que poderia ser devastador, isso porque ambos desenvolveram armas nucleares de destruição em massa. 

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