sábado, 2 de maio de 2026

OS ANIMAIS

Todos os animais têm características em comum: 

• Apresentam células eucarióticas. 

• São pluricelulares. A maioria apresenta células agrupa das em tecidos, que desempenham funções próprias. •São heterótrofos. O modo de conseguir alimento é bastante diverso. Algumas espécies caçam, enquanto outras realizam filtração de partículas da água, por exemplo. 

• Apresentam movimento em ao menos uma fase da vida. As esponjas, por exemplo, só apresentam movimento na fase larval.

Os animais são encontrados em ambientes muito diversos. Podem viver em ambientes aquáticos (de água doce ou marinhos), tanto na superfície como em grandes profundidades. Também são encontrados em ambientes terrestres: florestas, savanas, campos ou desertos, entre outros hábitats. Há ainda espécies que podem ser encontradas no ar.
A grande diversidade dos animais pode ser explicada como resultado do processo evolutivo pelo qual as inúmeras espécies de animais extintas e viventes passaram.
Os flamingos (família Phoenicopteridae) são animais vertebrados e pertencem ao grupo das aves. Eles são encontrados nas Américas, na Ásia, na África e no sul da Europa.

ORIGEM E DIVERSIDADE 


Estima-se que os primeiros animais tenham surgido há cerca de 650 milhões de anos, a partir de seres semelhantes a um protozoário. Esses organismos primitivos eram capazes de se agrupar, e acredita-se que, no decorrer de muitas gerações, suas células se tornaram especializadas em diferentes funções, originando os primeiros animais.
Simplificadamente, os animais podem ser divididos em dois grandes grupos: vertebrados e invertebrados. Esse agrupamento, no entanto, não é utilizado na classificação biológica, pois os animais denominados invertebrados não compartilham características exclusivas suficientes para serem considerados um grupo. Mesmo assim, esses termos são usa dos informalmente pelos biólogos, por tradição e praticidade. 

Animais vertebrados – apresentam crânio, estrutura geralmente óssea que protege o encéfalo, e vértebras alinhadas, formando a coluna vertebral. Essa estrutura contribui para a sustentação do corpo do animal. São tradicionalmente organizados em cinco grupos: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. 

Animais invertebrados – não têm crânio nem vértebras. Compreendem a maior parte das espécies de animais do planeta e são classificados em mais de 30 grupos, dos quais alguns serão estudados: poríferos, cnidários, platelmintos, nematódeos, moluscos, anelídeos, artrópodes e equinodermos. 


Os vertebrados

PEIXES E ANFÍBIOS


CORDADOS

Ao longo de sua evolução, surgiu nos animais uma estrutura chamada notocorda, que funciona como um eixo interno de sus tentação. Os animais que apresentam notocorda em ao menos uma fase de sua vida são chamados cordados. Agora, você vai aprender um pouco mais sobre três grupos de cordados: as ascídias, os anfioxos e os vertebrados.

ASCÍDIAS

As ascídias são animais marinhos que lembram as esponjas no aspecto externo, mas não apresentam parentesco evolutivo com elas. Os adultos vivem fixos e filtram a água para obter alimento. 
As larvas das ascídias, porém, são nadadoras e têm uma cauda para ajudar na locomoção. A notocorda está presente nessa cauda. Quando as larvas passam pela metamorfose para se trans formar em adultos, a notocorda regride até desaparecer.

ANFIOXOS 

Os anfioxos são animais que parecem larvas de peixes e vi vem com a parte posterior do corpo enterrada na areia do fundo do mar. Eles filtram a água para obter seu alimento. Nos anfioxos, a notocorda perdura por toda a vida. Essa estrutura dá sustentação e forma ao animal e auxilia na escavação. A locomoção dos anfioxos se dá por ondulações promovidas por contrações das fibras musculares dispostas ao longo do corpo.

Anfioxo da espécie Branchiostoma lanceolatum. 

VERTEBRADOS 


Na maioria dos cordados, a notocorda está presente apenas no embrião. Ainda no embrião, ela é substituída pela coluna vertebral. Os cordados com coluna vertebral são chamados vertebrados
O crânio forma a região da cabeça e está associado à coluna vertebral. Tanto a coluna vertebral como o crânio têm a função de proteger o sistema nervoso central, que é formado pelo encéfalo e pela medula espinal. No encéfalo, são elaboradas di versas informações que ajudam a regular o funcionamento do organismo, como comandos para mexer uma parte do corpo. Essas informações chegam ao encéfalo e saem dele por meio da medula espinal. 
O crânio e a coluna vertebral fazem parte do esqueleto interno, um conjunto de ossos que protege e sustenta o corpo de um vertebrado. Em muitas espécies, dois pares de apêndices loco motores estão ligados à coluna vertebral, que se alonga além do par posterior, formando uma cauda.

O esqueleto interno de um vertebrado é composto de dezenas de ossos. Na imagem, esqueleto de um gato.

PEIXES 


O termo peixe denomina vários grupos de animais vertebrados que vivem na água e, em geral, respiram pelas brânquias. São conhecidos fósseis de peixes com mais de 500 milhões de anos, sendo esses os vertebrados mais antigos.

CARACTERÍSTICAS GERAIS 

Os peixes têm, em geral, corpo alongado, com a cabeça e a cauda mais afinadas. O formato corporal, associado à presença de nadadeiras e à pele recoberta por escamas, facilita o deslocamento na água. 
O cérebro dos peixes é relativamente grande, se compara do ao dos invertebrados, e está ligado à medula espinal. Alguns nervos saem diretamente do cérebro para órgãos sensoriais da cabeça e de outras partes do corpo. Outros nervos saem da medula espinal e se comunicam com os músculos, controlando os movimentos do animal e permitindo sua locomoção.
De modo geral, a visão dos peixes é pouco desenvolvida, enquanto o olfato é bem desenvolvido. Células sensíveis às vibrações transmitidas pela água estão presentes sob a linha lateral, uma série de escamas dotadas de furos que pode ser vista desde as aberturas branquiais até a cauda. 
Além do crânio e da coluna vertebral, o esqueleto da maio ria dos peixes apresenta prolongamentos das vértebras que dão apoio à musculatura, que costumam ser chamados de espinhos. O impulso para a frente é dado por movimentos laterais do corpo e da nadadeira caudal. As demais nadadeiras contribuem para o equilíbrio e outros movimentos. A bexiga natatória, um órgão em formato de bolsa, pode se encher ou esvaziar de gás, auxiliando na flutuação. 
A respiração dos peixes se dá pelo fluxo de água que entra pela boca, passa pelas brânquias – situadas na altura da faringe – e sai por aberturas nas laterais do corpo. Em geral, as brânquias são protegidas por opérculos, estruturas ósseas móveis que funcionam como tampas. 
O sistema digestório é completo, com a presença de órgãos como fígado e pâncreas. O sistema circulatório é fechado, com o coração ocupando posição ventral. Os peixes são ectotérmicos, ou seja, a temperatura de seu corpo não é controlada pelo animal e varia de acordo com a temperatura do ambiente. 
A reprodução dos peixes é sexuada, e a fertilização pode ser interna ou externa, dependendo da espécie. Algumas são vivíparas, ou seja, os embriões se desenvolvem no corpo da fêmea.

DIVERSIDADE DOS PEIXES


Existem mais de 30 mil espécies de peixes descritas. Dessas,
cerca de 5 mil ocorrem nas águas brasileiras. Os peixes atuais
podem ser classificados nos grupos descritos a seguir.

Agnatos 

Os agnatos ou ciclóstomos têm esqueleto cartilaginoso, não apresentam mandíbula e têm a boca circular. Formam um grupo pequeno, com pouco mais de 100 espécies, conhecidas popular mente como lampreias e feiticeiras. 
São dotados de crânio, mas suas vértebras são rudimentares ou mesmo ausentes. O corpo desses peixes é alongado, com até 1 metro de comprimento, e suas nadadeiras laterais são ausentes.

A lampreia (Lampetra planeri) é um peixe agnato.

Condrictes 

Os condrictes ou peixes cartilaginosos têm mandíbula, e seu esqueleto é cartilaginoso. Nesse grupo, que inclui os tubarões e as arraias, há 900 espécies conhecidas, e a maioria delas vive em águas salgadas. Todos os peixes desse grupo são predadores, e o comprimento de seu corpo varia bastante entre as espécies. 
A boca dos condrictes ocupa posição ventral, e os opérculos e a bexiga natatória são ausentes. Além da linha lateral, mui tas espécies têm um órgão sensorial exclusivo desse grupo, as ampolas de Lorenzini, que percebem os impulsos elétricos gerados pela atividade muscular dos animais, facilitando a localização de suas presas.

O tubarão-branco (Carcharodon carcharias) é um condricte.


Osteíctes 

Os osteíctes têm mandíbula, e seu esqueleto é ósseo. Com cerca de 28 mil espécies descritas, são o maior grupo de peixes, muito diversificados em formas e tamanhos. As espécies distribuem-se por vários hábitats, desde as águas oceânicas mais profundas até as cabeceiras de rios. Muitas espécies habitam lagos e pântanos que secam durante a estiagem. 
Os hábitos alimentares desse grupo são variados. A boca ocupa posição frontal, e o opérculo está presente. Na maioria das espé cies, as nadadeiras assemelham-se a leques: são delgadas e sus tentadas por finas estruturas alongadas que se apoiam na musculatura. A piaba, o pirarucu e o pacu são exemplos de osteíctes. 
Em algumas espécies, as nadadeiras laterais são carnosas, dotadas de musculatura e ossos internos. Algumas dessas espécies, como a piramboia, além de respirarem por brânquias, têm um órgão que permite respirar ar atmosférico. Acredita-se que, há cerca de 400 milhões de anos, espécies primitivas de peixes com dois pares de nadadeiras laterais carnosas podem ter dado origem aos vertebrados terrestres. 

ANFÍBIOS


Os anfíbios são um grupo de vertebrados que conquistaram parcialmente o ambiente terrestre. Uma série de características permite aos anfíbios viver nesse ambiente. Entre elas estão:

• o esqueleto mais robusto;
• a presença de quatro pernas;
• a respiração pulmonar;
• a pele semipermeável.

CARACTERÍSTICAS GERAIS 

Assim como os peixes, os anfíbios são animais ectotérmicos. Mesmo com adaptações ao ambiente terrestre, muitos anfíbios precisam viver em ambientes úmidos, em geral próximo a rios e lagos. Entre os motivos para isso, está o fato de os anfíbios de penderem da água para a reprodução. 
Em muitas espécies, a fecundação é externa, e os ovos são postos na água. Quando eclodem, os ovos geram larvas aquáticas – denominadas girinos – dotadas de brânquias e nadadeiras, que passam por uma metamorfose. Nesse processo, adquirem pernas e pulmões, tornando-se capazes de viver na terra. 
O sistema nervoso central dos anfíbios é formado por encéfalo e medula espinal, de onde partem nervos que chegam a todas as partes do corpo. O tato, o paladar, o olfato, a audição e a visão são responsáveis pela percepção. A audição tem importância especial para as espécies que se comunicam por sons, especialmente na época do acasalamento. 
A respiração pulmonar é complementada pela respiração cutânea, ou seja, pela pele. Para realizar as trocas gasosas, a pele deve ser permeável e úmida. Em ambientes áridos, portanto, a perda de água pela transpiração pode levar à desidratação dos anfíbios.
 
Esquema simplificado das estruturas externa e interna do corpo de um anfíbio macho. Como em todos os vertebrados, o sistema circulatório é fechado e o coração é ventral. 

DIVERSIDADE DOS ANFÍBIOS 


Os anfíbios provavelmente tiveram origem em peixes dotados de nadadeiras carnosas há cerca de 400 milhões de anos. Atual mente, são conhecidas cerca de 7 mil espécies, divididas em três ordens, que serão vistas a seguir. Os critérios para essa classificação incluem, entre outros, a presença de pernas e cauda.

Anuros 

Anuros são anfíbios desprovidos de cauda na fase adulta, como pode ser observado nos sapos, nas rãs e nas pererecas. Com aproximadamente 6 mil espécies descritas, são abundantes nas regiões tropicais e temperadas úmidas de todo o planeta. 
O tamanho dos anuros é bem variável: de 1 centímetro a qua se 30 centímetros de comprimento. São bons nadadores e, na terra, andam aos saltos. As larvas são geralmente herbívoras e os adultos alimentam-se de insetos, capturando-os com sua língua pegajosa. 
Os machos são conhecidos pelo coaxar: sons produzidos ao inflar o papo e forçar a passagem do ar. Esses sons são utiliza dos para atrair as fêmeas e defender o território. Cada espécie emite um som característico, possibilitando que os indivíduos da mesma espécie se reconheçam em uma lagoa ou em um brejo onde há várias espécies. 

O Bufo americanus é um anuro que fica com o papo inflado durante a produção de sons.

Caudados 

Também chamados de urodelos, são dotados de cauda. Esse grupo é composto de salamandras e de tritões. As cerca de 600 espécies conhecidas habitam as regiões tropicais do planeta e as zonas temperadas do hemisfério Norte. Costumam medir até 15 centímetros de comprimento. 
A maioria das espécies é terrestre e de hábitos carnívoros. Em geral, a fecundação é interna, e os ovos são depositados na água. Mas algumas espécies são totalmente terrestres, sem fase larval.

Ápodes 

Os ápodes, como o próprio nome indica, são desprovidos de pernas. Há cerca de 180 espécies descritas de ápodes, popularmente conhecidas como cecílias ou cobras-cegas. Encontrados nas florestas tropicais da América do Sul, da Ásia e da África, eles vivem em túneis no solo ou na água, onde caçam os invertebrados, como minhocas e vermes, de que se alimentam. 
A fecundação é interna, e o desenvolvimento do embrião se dá dentro dos ovos ou no interior do corpo das fêmeas. Na maio ria das espécies não há fase larval, e as fêmeas liberam filhotes com aparência semelhante à dos animais adultos.

RÉPTEIS E AVES


RÉPTEIS 


Os cientistas consideram que os répteis são bem adaptados à vida fora da água. Algumas características desses animais contribuem para a vida em ambientes secos. 
O corpo dos répteis é coberto por uma pele espessa e resistente, que protege o animal contra a perda de água por transpiração. A pele impermeável não permite a troca gasosa por sua superfície, mas nos répteis o pulmão é bem desenvolvido. 
Os répteis são capazes de eliminar urina muito concentrada e, com isso, retêm mais água no corpo. Essa economia de água é fundamental para a vida no ambiente terrestre. 
A fecundação interna garante a proteção dos gametas dentro do corpo. O desenvolvimento de um ovo com casca coriácea e membranas internas impede a desidratação, protege e dá suporte à vida do embrião. Essa característica possibilitou a independência da água para a reprodução. 

CARACTERÍSTICAS GERAIS 

Os répteis são animais ectotérmicos, por isso, a maioria das espécies é mais ativa durante o dia, quando as temperaturas mais elevadas ativam seu metabolismo. 
A maioria das espécies de répteis se alimenta de insetos e de outros vertebrados. No entanto, algumas espécies de lagartos e de tartarugas terrestres são predominantemente herbívoras. Quanto à locomoção, a maioria das espécies tem pernas posicionadas lateralmente ao corpo e, quando anda, pratica mente arrasta o abdome no chão (em latim, reptare significa rastejar). Mesmo assim, pode se deslocar com velocidade, por curtos espaços.

Os répteis foram os primeiros animais a desenvolverem ovos com casca. A foto, feita na África em 2019, mostra a eclosão de ovos de tartarugas marinhas, após período de incubação.

Esquema simplificado da anatomia de um réptil fêmea. O sistema circulatório é fechado, e o coração é ventral. Nos répteis, o canal excretor (ureter), o intestino e o canal reprodutor (oviduto) abrem-se na cloaca.

Muitas espécies são ápodes, ou seja, não têm pernas, como as serpentes, que se deslocam rastejando com agilidade. Algumas espécies são excelentes nadadoras. Em espécies de hábito aquático, como muitas tartarugas, os membros são achatados em forma de remos, adaptados à natação. Embora desajeitadas em terra firme, essas espécies nadam com desenvoltura. 
O sistema nervoso dos répteis segue o padrão geral dos vertebrados. O cérebro, protegido pelo crânio, é ligado à medula espinal, protegida pela coluna vertebral. Com cérebro bem desenvolvido, esses animais são capazes de comporta mentos sofisticados. Exceto pela audição, os órgãos senso riais são bem desenvolvidos.
O ovo com casca coriácea apresenta três membranas: o âmnio, cheio de líquido, onde se desenvolve o embrião; o alantoide, que armazena os resíduos da urina e contribui para as trocas respiratórias; e o córion, membrana que envolve o conteúdo do ovo. O saco vitelínico funciona como uma reserva de nutrientes para o embrião.

DIVERSIDADE DOS RÉPTEIS 


Os fósseis de répteis mais antigos têm cerca de 350 milhões de anos. São conhecidas, atualmente, mais de 7 mil espécies de répteis, além das espécies extintas que incluem, entre outras, os dinossauros. 
No Brasil, ocorrem mais de 700 espécies. Os principais grupos de répteis atuais são os quelônios, os escamados e os crocodilianos.

Quelônios 

O grupo dos quelônios abrange mais de 300 espécies de tartarugas, jabutis e cágados, de vida terrestre, marinha ou de água doce. Apresentam tamanhos bem variados: algumas espécies têm poucos centímetros de comprimento, enquanto outras alcançam 2 metros de comprimento. 
Todos os quelônios têm uma carapaça dorsal – resultado da fusão das costelas com a pele – bastante enrijecida e coberta por queratina. Na região ventral, a carapaça é menos rígida e recebe o nome de plastrão.

A tartaruga-verde (Chelonia mydas) pode atingir até 2 metros de comprimento quando adulta.

Escamados 

É o grupo mais diversificado, com mais de 6 mil espécies de serpentes, lagartos, lagartixas, iguanas e cobras-de-duas-cabeças (anfisbenas). Como o nome sugere, o corpo dos escamados é coberto por escamas, camada superficial da pele que é trocada periodicamente. 
Outra característica desse grupo é a grande capacidade de abertura das mandíbulas, o que aumenta a força da mordida e permite engolir presas de grande tamanho.

A jararaca (gênero Bothrops) é uma serpente comum no Brasil. Note a língua bipartida, característica dos escamados e relacionada ao olfato desses animais.

Crocodilianos 

Esse grupo abrange cerca de 25 espécies atuais de jacarés, crocodilos, gaviais e caimãos. As principais características dos crocodilianos são o crânio alongado e a forte musculatura que movimenta as mandíbulas. São excelentes predadores. Dentre os répteis atuais, os crocodilianos são considerados o grupo evolutivamente mais próximo às aves, pois são os únicos que têm coração semelhante ao delas.

O jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) é comum nas beiras de rios e lagos da América do Sul. Na época da reprodução, constrói ninhos com gravetos e folhas. Esse animal já esteve na lista de espécies ameaçadas de extinção.

AVES 


Acredita-se que as aves tenham surgido há cerca de 150 milhões de anos, a partir de um grupo de dinossauros atualmente extintos. De fato, as aves têm características semelhantes às dos répteis. 
Algumas delas são: a presença de escamas, que nas aves estão presentes apenas nas pernas; o tipo de ovo, sendo que a casca do ovo das aves é calcária; a eliminação de urina concentrada, o que contribui para a economia de água e a redução do peso corporal. 

Fotografia de um fóssil de arqueoptérix, espécie extinta há cerca de 150 milhões de anos. Ela é considerada espécie de transição entre répteis e aves por apresentar tanto características de aves (penas) como de répteis (estrutura do esqueleto e dentes).


CARACTERÍSTICAS GERAIS 

As adaptações ao voo são as características principais das aves. Os membros anteriores são modificados em asas, e o corpo é revestido por penas leves e resistentes, formadas por que ratina, que possibilitam o voo e ajudam a manter a temperatura corporal elevada, essencial para voar. 

O esquema mostra algumas partes da estrutura de uma pena. (Representação sem proporção de tamanho


As aves são homeotérmicas, ou seja, sua temperatura corporal é constante, independentemente da temperatura do ambiente. O esqueleto é formado por ossos pneumáticos, ocos, leves e resistentes, o que diminui o peso corporal. A porção da coluna vertebral que sustenta a cauda é curta. O bico substitui os ossos das mandíbulas e os dentes, contribuindo para a redução do peso. O formato do bico é muito variável entre as espécies e reflete seus hábitos alimentares. 

Representação do esqueleto de uma ave. A estrutura corporal reflete as adaptações ao voo. Note a cauda curta e a caixa torácica reforçada. A musculatura peitoral, que movimenta as asas, apoia-se na quilha, bem desenvolvida nas aves voadoras e reduzida nas corredoras. As pernas podem ser adaptadas para nadar, correr ou agarrar. 

As aves são dotadas de sistema nervoso bem desenvolvido, o que possibilita comportamentos sofisticados, como o voo, a construção de ninhos e os rituais de acasalamento. Os sistemas respiratório e circulatório são muito eficientes, garantindo o suprimento de gás oxigênio para as células e a manutenção do metabolismo em níveis elevados.

DIVERSIDADE DAS AVES 


As aves constituem o maior grupo de verte brados terrestres, com cerca de 10 mil espécies descritas até o momento. A maioria das aves é tipicamente voadora, mas algumas espécies se especializaram na natação, como os pinguins, e outras são corredoras, como as emas. 
Alguns beija-flores podem ter apenas 5 centímetros de comprimento, enquanto o avestruz pode chegar a 2,5 metros. Os cientistas dividem as aves em cerca de 30 subgrupos, alguns dos quais estão especificados nesta página: os galiformes, os passeriformes, os psitaciformes, os anseriformes e os falconiformes.

Galiformes

O grupo inclui as galinhas, os perus e outras aves domesticadas para fins de alimentação humana.

Gallus gallus, a galinha doméstica.

Passeriformes 

Popularmente denominados pássaros, incluem bem-te-vis, canários, pardais, sabiás, entre outros.

O sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) alimenta-se de pequenos invertebrados e de frutas.

Psitaciformes 

São os papagaios, as araras e os periquitos. Têm bico muito forte, adaptado para comer sementes.

O papagaio-verdadeiro ou papagaio verde (Amazona aestiva) costuma ser visto em casais ou em bandos.

Anseriformes 

O grupo inclui os patos, os marrecos, os gansos e os cisnes, adaptados para nadar.

O pato-do-mato (Cairina moschata) alimenta-se de plantas aquáticas e de pequenos invertebrados.

Falconiformes 

É o grupo das aves de rapina, como águias e falcões. O gavião-real ou harpia (Harpia harpyja), uma das maiores aves de rapina do mundo, é uma espécie presente nas matas brasileiras.

MAMÍFEROS


Os mamíferos da atualidade podem ser encontrados em todos os ambientes. Existem espécies terrestres, arborícolas, fossoriais, de água doce, marinhas e voadoras, que ocupam desde as regiões tropicais até as zonas polares do planeta. Entre as características exclusivas dos mamíferos, as principais são o corpo total ou parcialmente coberto por pelos e a presença de glândulas mamárias, desenvolvidas nas fêmeas. 
Os mamíferos, assim como as aves, são animais endotérmicos. Sua respiração é pulmonar, e seu sistema circulatório também é semelhante ao das aves. 
O sistema nervoso dos mamíferos inclui um cérebro bem desenvolvido, e esses animais têm grande aptidão para a aprendizagem e são capazes de modificar seu comportamento, adaptando-se a diversas situações. Muitos vivem em grupos e sociedades, o que exige boa capacidade de comunicação. 
Os órgãos sensoriais são bem desenvolvidos. A pele dos mamíferos apresenta glândulas secretoras, como as glândulas sebáceas e as glândulas mamárias. A fecunda ção desses animais é interna, e o desenvolvimento embrionário ocorre no útero materno na maioria das espécies.

O mamute-lanoso (Mammuthus primigenius), mamífero pré-histórico, foi extinto há cerca de 5 600 anos. O esqueleto da foto está em exibição no Museu Estadual da Pré-História, na Alemanha.  

LOCOMOÇÃO E SUSTENTAÇÃO 


Os mamíferos em geral são quadrúpedes, e seus membros são dispostos perpendicularmente ao corpo. As articulações da coluna vertebral participam, com os membros, da locomoção. O tamanho e o formato dos membros variam bastante: 
Membros alongados: Cavalos, antílopes e outros mamíferos corredores e saltadores apoiam apenas os dedos ou suas extremidades no solo. As unhas podem ser modificadas em cascos, como nos herbívoros, ou em garras, como nos carnívoros. 
Nadadeiras: Mamíferos aquáticos têm os membros em for ma de nadadeiras. Em alguns casos, como nos golfinhos e nas baleias, os membros posteriores são bastante reduzidos. Asas: Nos morcegos, os membros anteriores têm forma de asas e são adaptados ao voo, enquanto os membros posteriores são adaptados para agarrar. 
Polegares opositores: O dedo polegar, em muitas espécies, realiza um movimento oposto aos demais dedos, o que lhes per mite agarrar objetos com firmeza. Nos primatas em geral, isso ocorre nas quatro extremidades dos membros; nos humanos, apenas nos membros anteriores.

DENTIÇÃO 


Os mamíferos têm dentes especializados em diferentes funções: molares (dentes que trituram), incisivos (dentes que cortam) e caninos (dentes que rasgam). A dentição reflete o hábito alimentar de cada espécie.

Nos carnívoros, os três tipos de dente estão presentes, mas os caninos, usados como garras, são mais desenvolvidos.

Nos herbívoros, os incisivos são usados para cortar folhas, e os molares, para triturá-las. Os caninos são reduzidos ou ausentes.

DIVERSIDADE DOS MAMÍFEROS 


Os mamíferos originaram-se de um grupo de répteis, há mais de 160 milhões de anos. O grupo expandiu-se há cerca de 60 milhões de anos, e, atualmente, são conhecidas cerca de 5,5 mil espécies de mamíferos. Dessas, cerca de 700 es tão no Brasil. De acordo com características relacionadas ao modo de desenvolvimento dos embriões, os mamíferos são classificados em três grupos.

Monotremados 

Os monotremados apresentam características semelhantes às dos mamíferos ancestrais. Não têm placenta – órgão que une a mãe ao feto – e são ovíparos. Nas fêmeas, as glândulas mamárias são desenvolvidas. Atualmente, existem três espécies de monotremados: o ornitorrinco e duas espécies de equidnas.

Marsupiais 

Os mamíferos marsupiais e os placentários têm um ancestral comum e compartilham uma série de características, como a viviparidade. O marsúpio é uma bolsa localizada no ab dome das fêmeas, na qual os embriões completam seu desenvolvimento e onde estão as glândulas mamárias. São exemplos de marsupiais os cangurus, os coalas, o gambá e a cuíca.

Placentários 

Os mamíferos placentários são o grupo mais numeroso e diversificado de mamíferos. São divididos em 24 grupos, en tre eles os quirópteros (morcegos), os cetáceos (como botos, golfinhos e baleias), os carnívoros (como ursos, cães e gatos) e os primatas (macacos e seres humanos).


Animais invertebrados

Os invertebrados correspondem a mais de 95% das espécies conhecidas de animais. Eles apresentam uma grande diversidade, com representantes de forma e tamanho variados, e são encontrados em praticamente todos os ambientes do planeta. Para classificar essa diversidade, muitos critérios são utilizados, principalmente o tipo de organização corporal. 
Assim, os grupos são formados, em geral, por organismos mais assemelhados, que compartilham características exclusivas do grupo. É importante considerar que a semelhança pode refletir o grau de parentesco e a existência de um ancestral comum entre os seres.

SIMETRIA 


A simetria corporal é determinada quando o corpo de um ser vivo é dividido por um plano imaginário que passa pelo seu eixo central, resultando em duas partes iguais. Se o corpo é dividido por um único plano, a simetria é bilateral; se ele puder ser dividido em vários planos, a simetria é radial. 
Várias características do animal, como a locomoção, estão relacionadas ao seu tipo de simetria. Em geral, organismos que se locomovem livremente apresentam simetria bilateral, e animais sésseis, ou seja, que vivem presos a um substrato, apresentam simetria radial.
Portanto, o tipo de simetria é um dos critérios utilizados na classificação dos animais.
(A)

(B)
(A) A anêmona-do-mar apresenta simetria radial. Note que há mais de um plano de corte produzindo duas metades iguais. (B) A lagosta é bilateralmente simétrica, ou seja, apenas um plano de corte a divide em duas metades iguais. 

PORÍFEROS 


Popularmente conhecidos como esponjas, os poríferos são encontrados apenas em ambientes aquáticos, especialmente em águas salgadas. São conhecidas cerca de 8 mil espécies desse grupo. 
Esponjas do gênero Agelas sp. no litoral de Honduras, na América Central.

O nome do grupo se refere à presença de inúmeros poros na parede corporal desses animais. O formato do corpo varia bastante; os mais simples assemelham-se a um vaso. Não há
órgãos ou tecidos verdadeiros.
Os adultos não se locomovem e, geralmente, vivem presos a um substrato, como rochas ou recifes de coral.

CNIDÁRIOS 


Os cnidários são animais aquáticos com estrutura corporal bastante simples, mas possuem agrupamentos de células semelhantes entre si, organizadas em tecidos verdadeiros. 
O nome do grupo se refere à presença de cnidócitos, células que liberam toxinas com funções de defesa e captura de alimentos. São conhecidas cerca de 10 mil espécies de cnidários, que apresentam duas formas básicas: medusas e pólipos. 
Os pólipos geralmente vivem presos a um substrato, ao passo que as medusas podem se locomover livremente. Muitos cnidários têm alternância entre as duas formas corporais durante seu ciclo de vida, mas algumas espécies apresentam exclusivamente uma dessas formas. 
O corpo dos cnidários apresenta uma pare de corporal delimitando a cavidade gastrovascular, que se abre em uma boca. Os tentáculos, geralmente localizados ao redor da boca, são prolongamentos da parede corporal. Não há um esqueleto sustentando o corpo.
Células nervosas coordenam o movimento dos tentáculos, que capturam as presas. Os cnidócitos, abundantes nos tentáculos, liberam toxinas que podem paralisar e até matar a presa. Uma vez dentro do corpo, o alimento é digerido parcialmente na cavida de gastrovascular. A digestão é finalizada no interior de células especiais, e os resíduos da digestão são eliminados pela boca. 
As trocas gasosas dos cnidários são feitas diretamente pelas células corporais.
Anêmona da espécie Bolocera tuediae, um exemplo de pólipo. 


Água-viva da espécie Olindias formosus, um exemplo de medusa.


PLATELMINTOS 


Os platelmintos têm corpo maciço e achatado. Seu tamanho varia de 1 milímetro a vários metros de comprimento, dependendo da espécie. 
Como outros invertebrados alongados e de corpo mole, são popularmente conhecidos como vermes. São animais com simetria bilateral. O sistema nervoso dos platelmintos é pouco desenvolvido. Em geral, apresentam tubo digestório incompleto, sem ânus. Algumas espécies são parasitas e não têm sistema digestório, absorvendo nutrientes direta mente do hospedeiro. 
As trocas gasosas ocorrem diretamente entre as células e o meio externo. Os platelmintos não têm esqueleto. 
A sustentação é feita pelos músculos da parede do corpo e pelos líquidos internos. A locomoção em geral é feita por rastejamento.
Há cerca de 20 mil espécies conhecidas de platelmintos, a maioria de vida livre, habitando ambientes aquáticos ou ambientes terrestres úmidos. Alguns platelmintos são parasitas e vivem no corpo de animais hospedeiros. 
A tênia e o esquistossomo são platelmintos parasitas de humanos. Para se prevenir contra as doenças causadas por esses animais, é fundamental a adoção de medidas de saneamento básico e hábitos adequados de higiene e preparo dos alimentos.

As planárias do gênero Diversibipalium sp. são terrestres.


NEMATÓDEOS 


Assim como os platelmintos, os nematódeos são popular mente conhecidos como vermes. Eles têm o corpo alongado e cilíndrico, com uma cavidade interna cheia de líquido. Atual mente, são conhecidas cerca de 25 mil espécies de nematódeos. 
As espécies podem ser de vida livre e viver em ambientes aquáticos ou em ambientes terrestres úmidos. Algumas espécies são parasitas de outros animais ou plantas. A lombriga (Ascaris lumbricoides), causadora da ascaridíase, e o Ancylostoma duodenale, causador da ancilostomose, são exemplos de nemátodos parasitas do ser humano.

A lombriga pode atingir mais de 30 cm de comprimento.

Parte anterior do corpo do Ancylostoma. As estruturas pontiagudas na boca permitem a fixação desse animal no intestino humano. Foto ao microscópio eletrônico, imagem colorizada, aumento de cerca de 200 vezes.


Os nematódeos têm simetria bilateral. Na região anterior do corpo, encontram-se um anel nervoso, que desempenha funções semelhantes a um cérebro pouco desenvolvido, e os principais órgãos sensoriais. O tubo digestório é completo, com duas aberturas: boca e ânus. Os gases respiratórios atravessam diretamente a parede corporal. 
O corpo é recoberto por um tecido flexível e resistente chamado cutícula. A parede do corpo apresenta músculos que permitem os movimentos e a locomoção. A sustentação é feita em conjunto pela cutícula, pelos músculos e pela cavidade corporal. 

INVERTEBRADOS MAIS COMPLEXOS


MOLUSCOS 


Os moluscos são animais de corpo mole, geralmente cober to por uma concha rica em calcário. A concha é produzida por uma camada de células, chamada manto, que envolve o corpo desses animais. Em algumas espécies, a concha pode ser interna, ou mesmo estar ausente. 
O grupo dos moluscos é formado por mais de 90 mil espécies, encontradas principalmente em ambientes marinhos, mas também em ambientes terrestres e de água doce. Os biólogos reconhecem a existência de sete subgrupos, dos quais serão apresentados os três mais conhecidos.

GASTRÓPODES 


Maior grupo entre os moluscos. A maioria dos gastrópodes é coberta por uma concha externa e espiralada, como os caracóis e os caramujos. Algumas espécies aquáticas e terrestres não têm concha e são popularmente denominadas lesmas. A cabeça é bem desenvolvida e a boca apresenta uma estrutura para raspar o ali mento, denominada rádula. A locomoção é feita por rastejamento.


Os escargots (Helix aspersa) são exemplos de gastrópodes comestíveis. Muitas espécies de moluscos são de interesse econômico, por seu uso na alimentação, por seus impactos na
agricultura, entre outros fatores.

Anatomia interna Apesar da variedade de formas, há um padrão na organização corporal dos gastrópodes, com três regiões: cabeça, massa visceral e pé. Vamos usar um caracol como exemplo. O tubo digestório é completo, com boca e ânus, e os hábitos ali mentares são muito variados: há espécies filtradoras, herbívoras e algumas são predadoras eficientes. 
O sistema nervoso é formado por um anel nervoso, que funciona como um cérebro, nervos e órgãos sensoriais e pode ser muito desenvolvido em alguns grupos, especialmente nos predadores. 
O sistema circulatório é formado por coração e vasos sanguíneos, e o sistema respiratório pode ser branquial nas espécies aquáticas e pulmonar nas espécies que vivem em ambientes terrestres.

BIVALVES 


Os bivalves são moluscos aquáticos. Suas conchas são formadas por duas partes, articuladas entre si. Em geral, vivem fixos a um substrato, onde filtram a água para alimentar-se. Alguns conseguem se locomover expulsando a água do corpo, de forma que o jato de água impulsione o animal. As ostras, os mexilhões e os mariscos pertencem a esse grupo.

Mexilhões do gênero Mytilus sp. são bivalves que vivem presos às rochas na zona de arrebentação das ondas do mar.

A lula-mansa (Loligo forbesii) é uma das espécies de cefalópodes usadas na alimentação humana. 

CEFALÓPODES 


Os cefalópodes constituem um grupo exclusivamente marinho, do qual fazem parte os polvos, as lulas, as sépias e os náutilos. Dota dos de cérebro bem desenvolvido, esses animais são predadores e excelentes nadadores. Podem não ter concha ou apresentar concha reduzida e interna. O pé dos cefalópodes é modificado em tentáculos ou em braços. Muitas espécies são conhecidas pela capacidade de mudar de cor, confundindo-se com o substrato. 

ANELÍDEOS 


Os anelídeos são um grupo de animais que podem ser encontrados em ambientes aquáticos (marinhos e de água doce) e terrestres. O corpo desses animais é dividido em anéis, característica que dá nome ao grupo. O corpo da maioria das espécies é alongado e cilíndrico, coberto por cerdas – estruturas pontiagudas que auxiliam na locomoção e na defesa desses animais. Existem cerca de 17 mil espécies de anelídeos conhecidas, a maioria de vida livre. Minhocas, poliquetos e sanguessugas são exemplos de anelídeos.
Via de regra, os anelídeos são filtradores ou comedores de detritos. A minhoca, por exemplo, se alimenta do material orgânico presente na terra que ela ingere enquanto cava galerias no solo. 
Entre o tubo digestório e a parede corporal dos anelídeos, há uma cavidade cheia de líquido. Quando a musculatura se contrai, o líquido é pressionado, deixando o corpo do animal túrgido – como um balão cheio de ar. Essa turgidez e o apoio oferecido pelas cerdas favorecem sua locomoção. 
O sistema circulatório dos anelídeos é fechado, ou seja, o líquido corporal é bombeado pelo coração diretamente para os vasos sanguíneos e retorna ao coração. As trocas gasosas ocorrem pelas brânquias, nas espécies aquáticas, ou diretamente pela superfície corporal, nas espécies terrestres.

Alitta virens, um poliqueto marinho. Os poliquetos são um grupo de anelídeos aquáticos que têm muitas cerdas na lateral do corpo. A maioria das espécies rasteja no fundo arenoso ou enterra-se na areia.

ARTRÓPODES 


Os artrópodes formam o grupo mais diversificado de animais: são conhecidas mais de 1 milhão de espécies. Artrópode significa “pés articulados”. São características desse grupo a presença de: 
•esqueleto externo formado por quitina, um material im permeável e resistente que protege o corpo e fornece sus tentação para a musculatura do animal; 
•pernas articuladas, que atuam como alavancas, tornando a locomoção muito eficiente. 
Os artrópodes têm tubo digestório completo, simetria bilateral e sistema nervoso e sensorial bem desenvolvidos. O sistema circulatório é aberto, e a respiração pode variar de traqueal a branquial, dependendo do ambiente em que vivem.

CRUSTÁCEOS 


Os crustáceos apresentam exoesqueleto rígido, impregna do por cálcio, e corpo geralmente dividido em duas regiões: o cefalotórax – união entre a cabeça e o tórax – e o abdome. Esses animais têm dois pares de antenas e um número variável de pernas. 

Representação da estrutura corpórea do camarão. As pernas desse animal se distribuem na região cefalotorácica e na região abdominal.

Camarões, pitus, lagostas e siris são exemplos de crustáceos aquáticos. Os tatuzinhos-de-jardim e alguns caranguejos são exemplos de crustáceos terrestres. Todos respiram por brânquias. 
Os crustáceos têm hábitos alimentares variados: há espécies predadoras, espécies que se alimentam de detritos e espécies que se fixam a rochas, animais ou embarcações e filtram o alimento da água. 
Já os microcrustáceos vivem suspensos na água dos mares e dos oceanos e podem alimentar-se de algas, de microrganismos e de partículas em suspensão. 

INSETOS 


São conhecidas cerca de 1 milhão de espé cies de insetos, a maioria vivendo em ambientes terrestres. O corpo dos insetos é tipicamente dividido em três partes: cabeça, tórax e abdo me. Características como asas, exoesqueleto quitinoso e impermeável, pernas articuladas e respiração traqueal representam eficientes adaptações para a vida terrestre. 
Os insetos exploram vários recursos alimentares, como madeira (cupins e besouros), folhas (formigas e grilos), detritos (besouros), líquidos corporais de animais (mosquitos, pulgas e piolhos) e de plantas (pulgões), néctar e pólen (abelhas e borboletas). Também há insetos carnívoros (joaninhas e louva-a-deus, entre outras).

Um inseto típico tem cabeça com olhos, aparelho bucal e um par de antenas. O tórax apresenta três pares de pernas e dois pares de asas. Alguns insetos, como as pulgas, não têm asas. Outros têm apenas um par de asas, como as moscas.

Durante seu desenvolvimento, algumas espécies de insetos passam por um ciclo de transformações corporais, a metamorfose. Assim, ocorrem três tipos de desenvolvimento nos insetos: 

metamorfose completa – do ovo eclode uma larva semelhante a um verme segmentado. Após um período de crescimento, a larva tece um casulo, se transforma em pupa e passa por uma profunda transformação, que resulta no indivíduo com a forma adulta. Borboletas, formigas e abelhas, por exemplo, passam por esse tipo de desenvolvimento. 

 • metamorfose incompleta – observada em baratas e libélulas, por exemplo. Os indivíduos jovens, denominados ninfas, eclodem dos ovos. São semelhantes aos adultos, porém desprovidos de asas e imaturos para a reprodução. Após um período de crescimento, as ninfas adquirem a forma adulta. 

desenvolvimento direto – ocorre nas traças. Não há estágio larval nem metamorfose. Do ovo, eclode um animal jovem, com formato corporal semelhante ao do adulto.

Representação dos tipos de desenvolvimento dos insetos. 

ARACNÍDEOS 


Aranhas, escorpiões, ácaros e carrapatos são os aracnídeos mais conhecidos. O corpo dos aracnídeos é dividido emcefalo tórax – ao qual se prendem quatro pares de pernas – e abdome. Os aracnídeos não têm antenas nem asas. 
 
Nephila clavipes, ou aranha-de-teia-dourada, comum nas cidades brasileiras. As teias são tecidas com fios de seda produzidos no abdome.

 
Escorpiões do gênero Tityus sp., como o da foto, são responsáveis por muitos acidentes com aracnídeos no Brasil.

Muitas espécies de aranhas constroem teias, que podem ser usadas para capturar presas ou envolver os ovos, por exemplo. As aranhas em geral são peçonhentas, ou seja, produzem veneno e são capazes de injetá-lo nas vítimas, mas poucas espécies, como a aranha-marrom, a viúva-negra e a aranha-armadeira, representam risco para o ser humano. 
Os escorpiões têm o abdome segmentado com um aguilhão na extremidade, que é usado para injetar veneno nas presas que eles caçam ativamente, em geral pequenos artrópodes. Os ácaros e carrapatos têm o abdome fundido ao cefalotórax. Embora alguns ácaros sejam inofensivos, muitas espécies são parasitas, como é o caso do carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa. Ácaros microscópicos que vivem em meio à poeira das casas podem causar alergias respiratórias. 

MIRIÁPODES 


Os miriápodes são artrópodes com o cor po dividido em cabeça e tronco. Na cabeça, há um par de antenas e, em geral, olhos simples. As lacraias têm o corpo achatado e um par de pernas por segmento do tronco. Os gongolos ou piolhos-de-cobra têm o corpo cilíndrico e dois pares de pernas por segmento do tronco. 

Lacraias, como a da espécie Scolopendra polymorpha, são predadoras velozes que caçam ativamente larvas e pequenos artrópodes.

EQUINODERMOS

 
O termo equinodermo significa espinhos na pele, uma das principais características dos animais desse grupo, composto de cerca de 7 mil espécies de animais marinhos. As estrelas-do-mar, as bolachas-da-praia e os ouriços-do-mar são seus representantes mais conhecidos.

São características dos equinodermos: 

• simetria radial nos adultos na maioria das espécies; 

• esqueleto interno calcário; 

• sistema de tubos cheios de líquido (sistema ambulacral ou hidrovascular). Os canais do sistema ambulacral ter minam em pés que se apoiam no substrato. O líquido no interior dos canais pode ser bombeado para os pés, que se movimentam, permitindo o deslocamento do animal; 

• sistema nervoso formado por um anel de nervos em torno da boca, de onde partem nervos para as várias regiões do corpo do animal. Células sensíveis ao tato, à luminosidade e a certas substâncias químicas podem estar presentes na superfície corporal.

Esquema que representa a organização corporal de um ouriço-do-mar.

O hábito alimentar dos equinodermos é variado: as estrelas-do-mar, por exemplo, são predadoras de ostras e mexilhões, ao passo que os ouriços são herbívoros. Em geral, a boca desses animais situa-se na superfície que está em contato com o substrato, e o ânus situa-se na superfície corporal oposta. 
O desenvolvimento embrionário dos equinodermos apresenta semelhanças com o desenvolvimento dos animais vertebra dos, o que sugere que o grau de parentesco entre esses dois grupos pode ser maior do que o observado entre os vertebrados e os outros invertebrados.




Fotossíntese e respiração celular

Os animais e as plantas respiram


Respiração (ou respiração celular) é um processo em que a glicose (um tipo de açúcar) e o gás oxigênio são transformados em gás carbônico e água. Durante essa transformação é liberada energia, que é utilizada para o funcionamento do organismo e, quando é o caso, para o seu crescimento.
Os animais (entre os quais se incluem os seres humanos) e as plantas são exemplos de seres vivos que respiram, ou seja, que usam glicose e gás oxigênio para obter energia para sua sobrevivência. 
O gás oxigênio necessário à respiração é proveniente do ar, pois é um de seus componentes. Os animais obtêm a glicose ao ingerir alimentos que a contenham. Já as plantas produzem a glicose para seu próprio consumo.

 As plantas, além de respirarem, fazem fotossíntese 


As plantas produzem o açúcar de que necessitam. A produção de açúcar pela planta é denominada fotos síntese. Nesse processo, a planta consome água e gás carbônico, um gás presente no ar, e produz açúcar e gás oxigênio. O açúcar mais comumente produzido na fotossíntese é a glicose. 
A fotossíntese acontece quando, além de água e de gás carbônico, a planta recebe iluminação adequada. Energia proveniente da luz é transformada em outra forma de energia, a energia química, que é armazenada na glicose e será aproveitada quando essa glicose for usada na respiração.
Portanto, a água e o gás carbônico não são alimentos da planta. São substâncias empregadas por ela na produção de seu próprio alimento: a glicose. 
A luz também não é alimento para a planta. Ela fornece a energia necessária para que o processo de fotossíntese aconteça. 
A fotossíntese ocorre porque a planta apresenta, entre outros fatores, uma substância denominada clorofila, que capta a luz necessária ao processo. As plantas realizam fotossíntese e possuem clorofila.

Fotossíntese


Fotossíntese é o processo pelo qual alguns seres vivos produzem o próprio alimento. Esse processo usa a energia que vem do Sol (luz), gás carbônico e água como matéria-prima. Todo esse processo ocorre na presença do pigmento clorofila.
Quem realiza a fotossíntese? Os organismos conhecidos que fazem fotossíntese são: as plantas, as algas e as cianobactérias (do grego kyanos = therion = ‘azul'; bake = ‘pequeno bastão'; ‘animal'), um tipo de bactéria. Para um organismo realizar fotossíntese, ele deve ser capaz de utilizar o Sol como fonte de energia para produzir alimentos, o que, por sua vez, exige certas substâncias, como a clorofila.
Ou seja, o gás carbônico e a água, na presença da energia do Sol e da cloro fila existente nas partes verdes das plantas, sofrem transformações nas quais são produzidos o alimento da planta (glicose) e o gás oxigênio.

De onde vem o que é necessário para a fotossíntese? 


A água é fundamental para os seres vivos. As cianobactérias e as algas captam-na diretamente do meio aquático ou úmido em que vivem. 
Em grande parte das plantas aquáticas e terrestres, a água é absorvida pelas raízes – estrutura adaptada também para a absorção de nutrientes –, por meio de canais bem finos chamados vasos condutores de seiva, e segue pelo caule até chegar às folhas, às flores e aos frutos, quando estes existem. 
As raízes das plantas terrestres crescem na direção das partes mais úmidas do solo, o que facilita a absorção da água e dos nutrientes. Em algumas plantas muito pequenas, como os musgos, não há vasos condutores, e a água e os nutrientes passam de célula para célula.
O gás carbônico faz parte da composição do ar atmosférico. A maior parte das plantas é terrestre e, na fotossíntese, captura gás carbônico e libera gás oxigênio principalmente pelas folhas, onde ocorrem essas trocas gasosas. O gás carbônico existente no ar entra na folha através de minúsculas aberturas existentes nela, os estômatos, que só podem ser vistos com auxílio de microscópio. Já as algas, as cianobactérias e as plantas aquáticas que vivem submersas absorvem o gás carbônico que está dissolvido na água.
A fotossíntese ocorre nas folhas e em outras partes verdes, como o caule de algumas plantas. Nessas partes existe uma substância verde chamada clorofila (do grego khloros = ‘verde’; phycon = ‘folha’), que tem a propriedade de captar a energia luminosa do Sol. Plantas que não são verdes também têm clorofila; ela está com outros pigmentos que “escondem” a sua cor.
A energia do Sol é utilizada pela planta para produzir, na fotossíntese, a glicose, um tipo de açúcar. Os açúcares pertencem a um grupo de substâncias que chamamos carboidratos. 
Uma planta mantida permanentemente no escuro está impedida de fazer fotossíntese. Ela acaba morrendo, pois não consegue produzir glicose. 
Há situações em que a planta está iluminada, mas recebe pouca luz. Nessa condição de iluminação insuficiente, a quantidade de glicose produzida pode ser menor do que aquela de que a planta precisa. Ou seja, sem luz não há fotossíntese; com pouca luz a fotossíntese pode não ser suficiente para atender à necessidade de glicose que a planta tem.
Além da luz solar e da água, nutrientes como os carboidratos produzidos e os sais minerais absorvidos pelas raízes são necessários para o desenvolvimento das plantas e para a formação de substâncias como a clorofila.
A água é necessária para muitos processos vitais das plantas, entre eles a fotossíntese, que ocorre principalmente nas folhas. Quando regamos uma planta, colocamos a água na terra e não nas folhas. Então,  a raiz das plantas é capaz de absorver a água que está na terra. Dentro da planta há estruturas que atuam como pequenos “tubos” por onde essa água circula até chegar às folhas.

Carboidratos 


Os carboidratos, também chamados de açúcares (ou glicídios), são a principal fonte rápida de energia dos seres vivos. São principalmente de origem vegetal, encontrados em cereais, batata, mandioca, arroz, cenoura, beterraba, alimentos preparados e adoçados com o açúcar da cana, do mel, entre outros, sendo este último de origem animal. 
Alguns carboidratos desempenham funções diferentes no organismo: 
• atuam como substância de reserva de energia, como é o caso do amido nas plantas e do glicogênio nos animais; 
• funcionam como substância que dá estrutura para as plantas, como é o caso da celulose. 

Respiração celular: do alimento à energia 


Todos os seres vivos precisam de alimento para sobreviver. Entre outras funções, o alimento fornece a energia necessária para os seres vivos desempenharem todas as suas atividades. 
O processo de quebra do alimento para a disponibilização da energia é conhecido como respiração celular.
Pense nas seguintes situações: O que faz o motor do carro funcionar para que ele se movimente? E o que faz com que uma árvore ou um animal se mantenham vivos e cresçam? Para o motor de um carro funcionar, ele precisa de combustível (gasolina, etanol, etc.). 
Dentro do motor, o combustível e o gás oxigênio sofrem transformações, produzindo gás carbônico e água e liberando energia. E quanto à árvore? O combustível que a mantém viva e a faz crescer é a glicose. A glicose e o gás oxigênio sofrem transformações nas células, produzindo gás carbônico, água, entre outras substâncias, e liberando energia.
Embora os processos sejam diferentes, nos dois casos ocorre liberação de energia. O que ocorre no motor do carro é chamado combustão, e o que ocorre na árvore é chamado respiração celular.
Ou seja, a glicose e o gás oxigênio sofrem transformações químicas nas quais são produzidos gás carbônico e água. Nesse processo, a energia necessária para as atividades dos seres vivos é liberada.

Combustão, respiração celular e ventilação pulmonar 


Combustão. 

Quando você vê alguma coisa pegando fogo, costuma dizer que aquilo está queimando. Em outras palavras, está ocorrendo uma combustão. Frequentemente, é um pro cesso rápido, que libera grande quantidade de energia na forma de calor. Em geral, percebemos uma combustão pelo aparecimento de chama. 

Respiração celular. 

É um processo que acontece no interior das células dos seres vivos. Ocorre de maneira contínua e controlada, liberando energia de acordo com as necessidades do organismo. 

Ventilação pulmonar. 

É o ato de um animal inspirar (colocar para dentro) e expirar (co locar para fora) o ar de seus pulmões. O processo de entrada e de saída de ar nos pulmões (ventilação) é popularmente chamado respiração. Contudo, “respiração” é a denominação do processo de respiração celular, que só ocorre dentro das células.

De onde vem o que é necessário para a respiração celular? 

Para a maioria dos seres vivos, são necessários alimentos (o açúcar glicose) e gás oxigênio para que ocorra a respiração celular.

Alimentos 

• As plantas produzem o próprio alimento por meio da fotossíntese. 
• Os animais obtêm alimento ingerindo outros seres vivos, como plantas ou outros animais. 
• O alimento (glicose) e o gás oxigênio são utilizados na respiração celular para a obtenção de energia (liberada do alimento), com produção de gás carbônico e água. Isso ocorre em praticamente todos os seres vivos. 
• Em algumas bactérias e alguns fungos ocorre respiração celular, sem a utilização do gás oxigênio. 

Gás oxigênio 

• As plantas podem conseguir gás oxigênio pela fotossíntese ou diretamente do ambiente, por minúsculas aberturas em suas folhas, que permitem a entrada e a saída de gases. 
• As plantas aquáticas, além do gás oxigênio obtido na fotossíntese, obtêm o gás oxigênio dissolvido na água pelas raízes e o retiram do ar por meio dos poros de suas folhas emersas. 
• Os animais terrestres têm diferentes formas de obter gás oxigênio. Certos animais, como as minhocas, que vivem em ambientes terrestres úmidos, obtêm gás oxigênio do ar atmosférico pela pele. 
• Outros animais têm estruturas mais especializadas para captar gás oxigênio, como os pulmões dos moluscos terrestres (caracóis e lesmas) e a traqueia de insetos e de certas aranhas. 
• Alguns peixes, os anfíbios adultos (que também fazem trocas gasosas pela pele), os répteis, as aves e os mamíferos têm pulmões bem diferentes dos encontrados nos moluscos.
• Os animais aquáticos podem obter gás oxigênio dissolvido na água diretamente pela superfície do corpo, como no caso das esponjas, das águas-vivas, dos corais ou das sanguessugas; ou por meio de estruturas especializadas, como as brânquias, encontradas em crustáceos (siris, camarões, lagostas), em moluscos (polvos, lulas, mexilhões, ostras), em equinodermos (ouriços-do-mar) e na maioria dos peixes e nas larvas de anfíbios. Apesar de a estrutura ser chamada brânquia em todos esses grupos, ela difere bastante entre esses organismos.

Fotossíntese e respiração celular nas plantas 


Uma confusão muito comum é pensar que as plantas não respiram enquanto realizam fotossíntese. Na verdade, as plantas, assim como os animais, respiram o tempo todo: de noite e de dia, embora só realizem fotossíntese na presença de luz. 
Todos os seres vivos precisam da energia vinda da respiração celular para sobreviver. Por meio da fotossíntese, a planta produz seu alimento. Enquanto isso, a respiração celular utiliza o alimento produzido para obter energia. 
As cadeias alimentares começam sempre com os produtores, que, na maioria dos casos, são seres vivos que realizam fotossíntese. Os produtores fabricam o próprio alimento e podem ainda servir de alimento para os consumidores primários, os quais, por sua vez, podem servir de alimento para os consumidores secundários, e assim sucessivamente. Dessa forma, o alimento de onde se obtém a energia para a sobrevivência de todos os seres vivos vai passando de nível em nível no ecossistema.
O alimento, no caso a glicose, armazena energia; e, na quebra da glicose, pelo processo de respiração celular, a energia é liberada e usada para desempenhar todas as funções vitais de um ser vivo. A maioria dos seres vivos depende da fotossíntese. Todos nós dependemos da energia do Sol e, portanto, somos seus filhos. 

OS ANIMAIS

Todos os animais têm características em comum:  • Apresentam células eucarióticas.  • São pluricelulares. A maioria apresenta células agrupa...