sexta-feira, 15 de maio de 2026

Artrópodes

Os artrópodes, animais pertencentes ao filo Arthropoda, correspondem a cerca de 80% de todos os animais já descritos. Eles apresentam apêndices articulados, especializados em diferentes funções, e um esqueleto externo, o exoesqueleto, rígido e impermeável, que minimiza a perda de água por evaporação e fornece proteção e suporte para os músculos dos apêndices articulados. Em algumas regiões do corpo, como nas pernas, o esqueleto tem articulações que possibilitam a movimentação.

Uma das maiores espécies de besouro do mundo, o serra-pau da espécie Macrodontia cervicornis, habita a Floresta Amazônica. Note o exoesqueleto rígido e os apêndices articulados desse animal.

Por causa de sua rigidez, o exoesqueleto não permite o crescimento corporal, daí a necessidade de os artrópodes trocarem-no periodicamente para poderem crescer, em um processo conhecido como muda ou ecdise. Durante esse processo, o corpo do animal se expande, pois o novo exoesqueleto se mantém flexível durante um período. Passado algum tempo, ele se torna rígido novamente.
O corpo dos artrópodes é segmentado e dividido em cabeça, tórax e abdome. Em alguns artrópodes, como os camarões, os caranguejos e as aranhas, a cabeça e o tórax formam uma estrutura única, o cefalotórax. Vários representantes dos artrópodes têm capacidade de voar. 
O sistema digestório dos artrópodes tem boca e ânus, e a digestão é extracelular. A maioria das espécies apresenta reprodução sexuada e a fecundação pode ser externa ou interna. 
Os artrópodes são classificados em alguns grupos. Entre eles, destacam-se os crustáceos, os aracnídeos, os insetos, os quilópodes e os diplópodes.

Crustáceos 


O grupo dos crustáceos inclui animais como camarões, siris e tatuzinhos-de-jardim. O corpo desses animais se divide em cefalotórax e abdome e apresenta cinco ou mais pares de apêndices, além de dois pares de antenas. A respiração dos crustáceos aquáticos é feita por brânquias. 
A maioria apresenta sexos separados. A reprodução é sexuada, com fecundação interna ou externa, dependendo da espécie. Algumas espécies incubam os ovos, dos quais eclodem animais jovens semelhantes aos adultos. Na maioria das vezes, porém, dos ovos eclodem larvas, que se desenvolverão em adultos.

Aracnídeos 


O grupo dos aracnídeos é formado por artrópodes terrestres, como as aranhas, os escorpiões, os ácaros e os carrapatos. O corpo dos aracnídeos geralmente é dividido em cefalotórax e abdome. No cefalotórax, há quatro pares de pernas, um par de quelíceras (apêndices relacionados à manipulação de alimento) e um par de pedipalpos (apêndices que têm funções diversas nos diferentes grupos de aracnídeos). Alguns aracnídeos, como aranhas e escorpiões, produzem uma secreção tóxica denominada peçonha. Acidentes envolvendo esses animais podem causar problemas de saúde e até ser fatais, especialmente para crianças. 
No final do abdome, as aranhas possuem glândulas que produzem seda. Associadas a essas glândulas, existem pequenos apêndices que se movem e tecem a seda. Entre outras funções, a seda é empregada na construção de teias, utilizadas como armadilhas para capturar alimento, e na construção de ninhos e de abrigo para os ovos. 
Nesses animais, a digestão se inicia fora do corpo, quando substâncias são lançadas sobre a presa capturada; o líquido resultante da pré-digestão é ingerido. Geralmente, os aracnídeos têm sexos separados e fecundação interna. 

A tarântula-negra (Grammostola pulchra) é um exemplo de aracnídeo. Embora algumas pessoas a considerem um animal de estimação, sua captura e comercialização são proibidas no Brasil.

Insetos 


Os insetos constituem o grupo de artrópodes com maior número de espécies. Seu corpo divide-se em cabeça, tórax e abdome. A cabeça possui um par de antenas, um par de olhos e apêndices relacionados à alimentação, chamados peças bucais. No tórax existem três pares de pernas e a maioria apresenta dois pares de asas, mas há grupos que apresentam um único par, como as moscas, e outros que não possuem asas, como os piolhos. 
Os insetos apresentam indivíduos com sexos separados. A reprodução é sexuada com fecundação interna, e a fêmea põe ovos que se desenvolvem em novos indivíduos. O desenvolvimento pode ser direto ou indireto
No desenvolvimento direto, do ovo eclode um animal jovem semelhante ao adulto, porém menor em tamanho. No desenvolvimento indireto, o indivíduo recém-eclodido passa por um conjunto de transformações até adquirir a forma adulta, processo denominado metamorfose. A meta morfose pode ser completa ou incompleta.

Quilópodes e diplópodes 


Os quilópodes e os diplópodes são animais terrestres que vivem no solo úmido e sombreado, como embaixo de cascas de árvores, troncos e folhas caídas. 
Esses artrópodes apresentam o corpo alongado e dividido em cabeça e tronco. Na cabeça há um par de antenas e ocelos (olhos simples). O tronco é formado por muitos segmentos, cada um deles com um ou dois pares de pernas, sendo classificados em quilópodes e diplópodes, respectivamente. 
Os representantes dos quilópodes são as lacraias e as centopeias. Os indivíduos desse grupo têm um par de pernas por segmento do corpo. Já os diplópodes são popularmente conhecidos como piolhos-de-cobra, gongolos ou embuás. Têm dois pares de pernas por segmento do corpo. 





Moluscos

Esses animais pertencem ao filo Mollusca. Podem ser encontrados em ambientes aquáticos, principalmente marinhos, ou terrestres. São exemplos desse filo a ostra, o marisco, a lula, o polvo, a lesma e o caramujo. 
Os moluscos apresentam simetria bilateral e corpo mole, que pode ser dividido em cabeça, saco visceral e . Na cabeça estão a boca e os órgãos relacionados à percepção de estímulos, como olhos e tentáculos. O saco visceral contém os órgãos internos relacionados à digestão, respiração, excreção, circulação e reprodução. O pé é uma estrutura musculosa responsável pela movimentação e fixação do animal.
O corpo desses animais é recoberto por um tecido, o manto. Em muitas espécies, esse tecido é responsável pela produção de uma concha calcária que os envolve parcial ou totalmente, protegendo-os. 
A digestão pode ser intra ou extracelular, e os restos não aproveitados são eliminados pelo ânus. A respiração em alguns moluscos é realizada por brânquias, estruturas de paredes finas pelas quais circula o sangue, enquanto outros respiram por meio de cavidades internas revestidas pelo manto e ricas em vasos sanguíneos, semelhantes a pulmões.
Nos moluscos, a reprodução é sexuada, a fecundação é cruzada e, dependendo da espécie, pode ser externa ou interna. Há espécies hermafroditas, como a maioria dos caramujos, e espécies em que os sexos são separados, como as lulas e os polvos. Muitas espécies aquáticas apresentam estágio de larva. 
Os moluscos podem ser divididos em alguns grupos. Os gastrópodes têm como representantes os caramujos e as lesmas; os bivalves são representados por ostras, mariscos e mexilhões; e os cefalópodes mais conhecidos são as lulas e os polvos.

Gastrópodes, como o caracol de jardim da espécie Helix aspersa, podem ter uma concha espiralada e apresentam uma língua raspadora, a rádula.









Anelídeos

Os anelídeos, como as minhocas, as sanguessugas e os poliquetas, pertencem ao filo Annelida. Esses animais apresentam simetria bilateral, corpo cilíndrico dividido em vários segmentos ou anéis e vivem em diversos ambientes: marinhos, de água doce e terrestres úmidos. 
Todos os anelídeos possuem sistema digestório com boca e ânus e digestão extracelular. A maioria desses animais respira pela pele, que é fina e úmida. Seu sistema circulatório é fechado, ou seja, o sangue é transportado em vasos sanguíneos.
A maioria dos anelídeos apresenta cerdas na superfície externa do corpo. Trata-se de pequenos filamentos rígidos que auxiliam na locomoção e na fixação de espécies sésseis. De acordo com a quantidade e a presença ou não de cerdas, os animais desse filo podem ser classificados em três grupos.

O poliqueto séssil da espécie Serpula vermicularis apresenta filamentos ao redor da boca relacionados à respiração e à alimentação.

Grande parte dos anelídeos apresenta reprodução sexuada e fecundação cruzada, ou seja, dois indivíduos hermafroditas que fecundam um ao outro. A fecundação pode ser interna ou externa, dependendo do grupo a que pertencem. 
As minhocas têm grande importância na agricultura. Quando se deslocam no solo, criam túneis por onde o ar e a água penetram e chegam facilmente às plantas. As fezes desses animais ajudam a compor o húmus, material rico em matéria orgânica que auxilia na nutrição das plantas. 
Já as sanguessugas são utilizadas em alguns tratamentos médicos, sendo úteis em pacientes que precisam reconstruir vasos sanguíneos, como os que tiveram membros reimplantados.








Nematódeos

Os nematódeos pertencem ao filo Nematoda. Apresentam simetria bilateral e corpo cilíndrico, alongado e com extremidades afiladas. Podem viver no mar, na água doce ou em solo úmido, em diferentes tipos de clima.
Algumas espécies têm vida livre e alimentam-se de pequenos animais e plantas, enquanto outras são parasitas. Os parasitas geralmente têm o corpo revestido por camadas resistentes, que os protegem em ambientes hostis.
Nesses animais, o sistema digestório é completo, portanto, o alimento é ingerido pela boca e os restos são eliminados pelo ânus. A digestão começa no intestino e completa-se no interior das células, sendo extra e intracelular. Os sistemas respiratório e circulatório são ausentes nesses animais.
Geralmente os nematódeos apresentam sexos separados, sendo a fêmea maior que o macho. A reprodução é sexuada e a fecundação é interna.

Nematódeo Ditylenchus sp. Esse animal é de vida livre.

Doenças causadas por nematódeos 


Ancilostomíase 


Pode ser causada pelos vermes Ancylostoma duodenale ou Necator americanus. Os vermes adultos vivem aderidos à parede do intestino por ganchos e placas cortantes presentes na boca. Como eles se alimentam do sangue da pessoa parasitada, os doentes costumam apresentar, entre outros sintomas, fraqueza, sangue nas fezes, anemia e pele amarelada. Por esse motivo, a ancilostomíase também é conhecida como amarelão.
Os vermes se reproduzem sexuadamente no intestino do hospedeiro, liberando ovos que são eliminados com as fezes. No ambiente, os ovos eclodem no solo e liberam larvas que podem penetrar a pele de seres humanos. Ao atingir a circulação sanguínea, passam por diversos órgãos até finalmente se instalarem no intestino, onde se tornam vermes adultos. 
Entre as medidas de prevenção da doença incluem-se a coleta e o trata mento adequado do esgoto doméstico, a utilização de calçados para evitar o contato com as larvas que vivem no solo e o tratamento dos doentes.
Necator americanus macho. Esses vermes são pequenos, medindo cerca de 1 cm. Imagem obtida com microscópio óptico e ampliada 10 vezes.

Ascaridíase 


É provocada pelo Ascaris lumbricoides, popularmente conhecido como lombriga. A ingestão de água e de alimentos contaminados com ovos desse nematódeo causa a doença. Os ovos ingeridos liberam larvas, que perfuram o intestino e entram na corrente sanguínea do hospedeiro. As larvas atingem os pulmões, perfuram-nos e sobem em direção à boca, provocando tosse, o que possibilita que sejam engolidas. De volta ao intestino do hospedeiro, as larvas se desenvolvem até se tornar lombrigas adultas. Nesse órgão, machos e fêmeas se reproduzem sexuadamente e formam ovos que são liberados com as fezes.
Essa verminose provoca cansaço, dores abdominais e emagrecimento. Em casos mais graves, em que há grande quantidade de vermes, podem ocorrer obstruções intestinais e os vermes devem ser removidos por cirurgia. 
Entre as medidas de prevenção da doença, destacam-se a construção de instalações sanitárias adequadas que impeçam a contaminação de água potável e de alimentos, a fervura da água antes do consumo, a higienização dos alimentos consumidos crus, como frutas e verduras, e o tratamento dos doentes.

  

Platelmintos

Os platelmintos pertencem ao filo Platyhelminthes. Apresentam simetria bilateral e corpo alongado e achatado. Algumas espécies são de vida livre e vivem no mar, em água doce ou em solos úmidos, como as planárias. Há também espécies parasitas, que causam doenças, inclusive no ser humano, como as tênias e o esquistossomo. 
Platelmintos de vida livre alimentam-se de pequenos animais ou de restos de animais em decomposição. Sua boca está localizada na extremidade de um tubo alongado, a faringe, na face ventral do corpo. O intestino ramifica-se por todo o corpo, auxiliando na distribuição dos nutrientes. A digestão ocorre dentro e fora das células. Os platelmintos não possuem ânus; por isso, os restos não aproveitados dos alimentos são eliminados pela boca. Não possuem sistema circulatório ou respiratório, trocam gases diretamente com o ambiente pela superfície corpórea.
Algumas espécies são parasitas, ou seja, vivem no interior de outro organismo, denominado hospedeiro, e se alimentam dele. Alguns, como as tênias, não têm boca nem sistema digestório e absorvem os nutrientes pela superfície corpórea. Podem existir dois tipos de hospedeiros: o hospedeiro intermediário, onde ocorre a reprodução assexuada do parasita, e o hospedeiro definitivo, onde ocorre a reprodução sexuada. 
Os platelmintos podem se reproduzir assexuada ou sexuadamente. Algumas espécies são hermafroditas, enquanto outras apresentam indivíduos macho e fêmea. 

Planária Dugesia gonocephala, uma espécie de platelminto de vida livre. Essa espécie de platelminto apresenta órgãos sensoriais simples, os ocelos, que captam estímulos luminosos.

Doenças causadas por platelmintos 


Esquistossomose 


É causada pelo esquistossomo, platelminto da espécie Schistosoma mansoni. Machos e fêmeas adultos instalam-se nos vasos sanguíneos que irrigam o intestino, o fígado e o baço do ser humano, onde se reproduzem sexuadamente; por isso, o ser humano é considerado o hospedeiro definitivo. 
A esquistossomose, também conhecida como barriga-d’água, traz complicações que podem levar à morte. Entre os sintomas estão diarreia, coceiras, vômitos, aumento do baço e do fígado e acúmulo de plasma (parte líquida do sangue) nos tecidos, acarretando a distensão do abdome. 
O tratamento da doença é feito com o uso de medicamentos específicos. A prevenção da esquistossomose envolve medidas de saneamento básico, como coleta e tratamento de esgoto, tratamento de doentes, ações educativas em saúde e eliminação de possíveis criadouros do caramujo, que é o hospedeiro intermediário.

Teníase e cisticercose 


Ambas as doenças são causadas por platelmintos do gênero Taenia. Na teníase, o platelminto também é chamado de solitária, pois pode ser encontrado um único indivíduo no hospedeiro. Adquire-se teníase pela ingestão de carne de boi ou de porco malcozida e contaminada por larvas, os cisticercos. 
Duas espécies de tênia são parasitas dos seres humanos: a Taenia solium, que é contraída ao se ingerir carne de porco contaminada com cisticercos, e a Taenia saginata, que pode ser contraída pela ingestão de carne bovina nessas mesmas condições. O verme adulto vive preso ao intestino do hospedeiro por ganchos e ventosas localizados na cabeça. 
As tênias são hermafroditas, e seu corpo é dividido em partes chamadas proglótides. A reprodução sexuada ocorre por autofecundação, quando um indivíduo hermafrodita fecunda a si mesmo, formando muitos ovos que são eliminados com as proglótides nas fezes. 
No ambiente, os ovos podem contaminar água e alimentos. Diarreia, cansaço, alterações no apetite, emagrecimento e dores abdominais são sintomas de teníase. Entre as medidas preventivas pode-se citar educação sobre saúde e higiene, saneamento básico, controle sanitário das carnes e tratamento adequado dos doentes.
Na cisticercose, o contágio ocorre pela ingestão dos ovos das tênias, que contaminam a água e os alimentos, como frutas e verduras. Dentro do corpo humano, os ovos dão origem a larvas que podem se alojar em diversos órgãos, como os olhos, os músculos, os pulmões e o cérebro. 
Os sintomas variam dependendo da localização dos cisticercos, e podem ser gravíssimos. A prevenção da cisticercose é semelhante à da teníase, mas inclui também a higienização adequada de frutas e hortaliças que serão in geridas cruas.



Cnidários

Os cnidários pertencem ao filo Cnidaria, que inclui animais como as águas-vivas, as anêmonas-do-mar e os corais. Apresentam simetria radial e vivem apenas em ambientes aquáticos, principalmente marinhos, mas também há espécies de água doce. 
O corpo dos cnidários pode se organizar de duas formas diferentes ao longo de seu ciclo de vida: pólipo e medusa. Algumas espécies apresentam apenas uma dessas formas. Os pólipos geralmente têm formato cilíndrico, com a boca localizada na parte superior do corpo. São sésseis, vivendo fixados a muitos tipos de superfície, como a das rochas. 
As medusas são de vida livre e muitas são capazes de nadar. Seu corpo geralmente tem formato semelhante ao de um guarda-chuva, com a boca localizada na parte inferior.
Os cnidários capturam pequenos animais com o auxílio de tentáculos, que geralmente se localizam ao redor da boca. Os tentáculos têm células urticantes, os cnidoblastos, que, ao serem tocados, disparam filamentos que liberam compostos tóxicos na presa. 
Os cnidoblastos são utilizados para alimentação e defesa, pois a substância tóxica paralisa o ser vivo que tocar os tentáculos. 
Após ser capturado, o alimento é levado pelos tentáculos até a boca do cnidário e passa para a cavidade gastrovascular, onde ocorre parte da digestão, que se completa no interior das células. Os materiais não digeridos são expelidos pela boca. Nos cnidários, pode ocorrer tanto a reprodução assexuada (geralmente realizada pelos pólipos) quanto a reprodução sexuada (geralmente realizada pelas medusas).
No ciclo de vida de diversas espécies de cnidários ocorre alternância de gerações. Gerações de pólipos (fase assexuada do ciclo) se alternam com gerações de medusas (fase sexuada do ciclo). Medusas‑machos liberam espermatozoides e medusas‑fêmeas produzem óvulos. 
Após a fecundação, forma‑se o zigoto, que dá origem a uma larva. A larva fixa‑se ao substrato, transformando‑se em pólipo, o qual se desenvolve e dá origem, de forma assexuada, a novas medusas.

Acidentes com cnidários 


Durante o verão, aumenta a inci dência de acidentes envolvendo seres humanos e animais marinhos, entre eles os cnidários, como as águas‑vivas e as caravelas‑portuguesas. O contato de banhistas com os tentáculos desses animais dispara os filamentos dos cnidoblastos, que libe ram toxinas responsáveis por causar ardência, bolhas e lesões semelhantes a queimaduras. 
Em caso de acidente, não é recomendado esfregar o local afetado nem lavar com água doce, o que pode aumentar a liberação da toxina. Deve‑se procurar um médico para avaliação.

Physalia physalis, cnidário colonial conhecido como caravela- -portuguesa. Possui tentáculos extensos e difíceis de serem percebidos na água pelos banhistas. As lesões causadas pelo contato com seus tentáculos causam fortes dores.








 

Poríferos

Os poríferos, animais pertencentes ao filo Porifera, são popular mente chamados de esponjas. São animais aquáticos; a maioria vive em ambientes marinhos, embora também existam espécies de água doce. Os indivíduos adultos são sésseis, ou seja, vivem fixados em substratos, como rochas e conchas.
Os poríferos são filtradores. Eles mantêm um fluxo contínuo de água através de seu corpo para obter alimento, realizar trocas gasosas e eliminar resíduos.
Os poríferos possuem organização corporal muito simples: não apresentam tecidos nem órgãos. Algumas espécies de esponjas são assimétricas, ou seja, não existe um plano imaginário que divida o corpo desses animais em metades iguais.
Podem se reproduzir assexuada ou sexuadamente. Na reprodução sexuada, os gametas masculinos, denominados espermatozoides, são liberados na água, enquanto o gameta feminino, chamado óvulo, fica retido no corpo da esponja, onde é fecundado. A fecundação é interna e gera uma larva, que se locomove até encontrar um local onde possa se desenvolver em uma esponja adulta séssil.
Os poríferos já foram utilizados como esponjas pelas pessoas e, atualmente, também são utilizados em pesquisas para desenvolver medicamentos e novos materiais para a indústria.



Artrópodes

Os artrópodes, animais pertencentes ao filo Arthropoda, correspondem a cerca de 80% de todos os animais já descritos. Eles apresentam apêndi...