Função geral do sistema nervoso
É o sistema nervoso que se encarrega de interpretar as informações e produzir as sensações, como a visual e a auditiva, por exemplo.
A salivação é uma resposta acionada pelo sistema
nervoso. Ao sentir o cheiro da comida, esse sistema
prepara seu corpo para a digestão do alimento, que
começa na boca, com a salivação. É a interação do sistema nervoso com o sistema digestório.
O corpo humano pode ser comparado a uma orquestra, pois é formado
por um conjunto de órgãos que trabalham em sincronia, cada um responsável por determinadas funções, e o resultado é o equilíbrio dinâmico que
mantém o organismo vivo. E quem é o maestro nessa “orquestra”? Se
você pensou em
sistema nervoso
, acertou.
Cada ala de uma orquestra pode ser comparada a um sistema do corpo
humano e todos trabalham em harmonia. Coordenando todos está o sistema nervoso.
O sistema nervoso é formado por dois tipos principais de células: os neurônios e os gliócitos (ou neuroglias).
• Neurônios são células capazes de receber os estímulos e enviar respostas, ou seja, são células de comunicação.
• Gliócitos são células que protegem, sustentam e nutrem os neurônios. Estudos indicam que essas células se comunicam com os neurônios.
Os neurônios apresentam três partes principais: dendritos, corpo celular e axônio. O axônio pode ser envolvido por células de Schwann.
Exemplos de gliócitos são os oligodendrócitos e as células de Schwann. Esses dois tipos de célula envolvem o axônio (parte do neurônio), formando o estrato mielínico. Os oligodendrócitos estão presentes no encéfalo e na medula espinal, enquanto as células de Schwann estão presentes nos nervos, estruturas do sistema nervoso que serão estudadas a seguir.
O tecido nervoso, as células nervosas
e os nervos
Todos os órgãos do sistema nervoso são constituídos pelo tecido nervoso formado por dois
tipos de célula: os
neurônios
e os
gliócitos
(células gliais ou neuróglias).
A comunicação entre dois neurônios é realizada em um pequeno espaço entre um e outro, chamado
sinapse. A sinapse ocorre entre o axônio de um
neurônio e um dendrito de outro neurônio. Também ocorrem sinapses entre um neurônio e outro tipo de célula, por exemplo, uma célula muscular.
Na sinapse, as células não entram em contato direto.
Na região terminal do axônio existem vesículas que contêm substâncias químicas chamadas
neurotransmissores Ao receber um impulso nervoso, os neurotransmissores
são liberados na região da sinapse e atuam na célula seguinte. Instantes depois, os neurotransmissores que estão
na fenda sináptica são degradados, o que cessa os efeitos
deles.
Os neurotransmissores são específicos para os receptores presentes na célula seguinte e, portanto, provocam uma resposta específica. Essa resposta pode ser um
estímulo ou uma inibição, promovendo ou interrompendo
a transmissão do impulso, respectivamente.
A atuação dos neurotransmissores tem sido alvo de
muitas pesquisas. Os pesquisadores buscam entender
as causas de determinadas doenças e o desenvolvimento de medicamentos e tratamentos que possam ajudar
na melhora dos sintomas ou na cura de algumas patologias. Como exemplo, podemos citar os antidepressivos, que são medica
mentos que agem como neurotransmissores e reduzem os efeitos da de
pressão e de outras doenças relacionadas ao sistema nervoso. Para cada
caso clínico de depressão, há diferentes tipos de antidepressivos, que são de
uso controlado e só podem ser prescritos por médicos.
Os axônios dos neurônios são chamados fibras e conjuntos deles formam os nervos, como esquematizado na figura acima. Cada nervo possui, assim, vários conjuntos de axônios, formando feixes nervosos. Cada feixe é envolto por tecido conjuntivo, assim como ocorre com o conjunto total de feixes. Os nervos têm um revestimento externo protetor e são supridos por vasos sanguíneos.
Esquema de trecho de
um nervo, com parte
removida para mostrar
sua organização.
Elementos representados
em tamanhos não
proporcionais entre si.
O tecido nervoso tem capacidade limitada de regeneração. Lesões no
tecido nervoso podem ter, portanto, consequências graves e permanentes. A recuperação das funções da região lesada depende da idade do indivíduo, do tamanho e do local da área afetada, entre outros fatores. Embora
hoje se saiba que há possibilidade de diferenciação de novos neurônios em
adultos, os neurônios já diferenciados não dão origem a novos neurônios.
A ORGANIZAÇÃO DO
SISTEMA NERVOSO
O sistema nervoso pode ser dividido em duas partes, de acordo com sua anatomia: a parte central, formada pelo encéfalo e pela medula espinal; e a parte periférica, formada pelos nervos, que se originam na parte central e inervam outros órgãos do corpo, e pelos gânglios nervosos, associados aos nervos.
O sistema nervoso, para critério de
estudo, pode ser dividido em duas partes.
• Sistema nervoso central:
formado pelo encéfalo e pela
medula espinal.
• Sistema nervoso periférico:
formado pelos nervos (cranianos ou
espinais) e por gânglios nervosos.
Sistema nervoso central (SNC)
O sistema nervoso central (SNC) é encarregado de controlar as atividades
do corpo, tanto as voluntárias, que dependem da nossa vontade, quanto as
involuntárias, que não dependem da nossa vontade.
Ele é composto do encéfalo e da medula espinal, estruturas protegidas por
ossos: o encéfalo é protegido pelo crânio e a medula espinal pelas vértebras.
Experimente tocar o topo da sua cabeça ou o meio das suas costas. É provável que você consiga sentir essas formações ósseas que estão protegendo o
sistema nervoso central.
O encéfalo preenche totalmente a caixa craniana e é formado por cérebro,
tronco encefálico e cerebelo.
Cérebro: encarregado
de receber informações,
analisá-las e elaborar uma
resposta, organizando
as ações voluntárias.
Também é encarregado
das memórias e emoções. Responsável por
processar informações como
pensamento, controle emocional,
movimentos e fala, além da
percepção de sensações como
dor, temperatura, forma, cor,
movimento e sons.
Tronco encefálico: localizado
na base do cérebro, controla
funções vitais involuntárias,
como respiração, digestão,
frequência cardíaca e pressão
arterial.
Cerebelo: localizado
abaixo do cérebro,
coordena os
movimentos e informa
sobre a postura
corporal, ajudando
na manutenção do
equilíbrio do corpo. Faz isso com base
em informações captadas pelos
órgãos sensoriais de todo o corpo.
O encéfalo e a medula espinal formam a parte central do sistema nervoso. O encéfalo é formado pelo cérebro, cerebelo, diencéfalo, ponte e bulbo. A medula espinal está ligada ao encéfalo, em continuação ao bulbo.
A medula espinal, (também conhecida
como medula espinhal), pode ser entendida como um tubo nervoso protegido pelos
ossos da coluna vertebral. É por meio da
medula espinal que todo o corpo se comunica com o encéfalo. Ela leva informações
do SNP para o encéfalo e, da mesma forma, capta mensagens do encéfalo e as distribui por todo o corpo por meio do mesmo sistema.
Ela é encarregada de levar os estímulos das diversas partes do
corpo até o encéfalo e de transmitir as respostas elaboradas no encéfalo aos
órgãos adequados. Ou seja, ela é encarregada de intermediar a comunicação
entre o encéfalo e o corpo.
A parte central do sistema nervoso está protegida por ossos do esqueleto. O encéfalo se localiza dentro do crânio e a medula espinal
passa entre os orifícios das vértebras, ficando protegida pela coluna
vertebral.
Encéfalo e medula não ficam em contato direto com os ossos; essas estruturas estão envolvidas por membranas, as
meninges
, que
protegem o sistema nervoso contra choques mecânicos ou possíveis
lesões.
A disposição dos neurônios no sistema nervoso central ocorre de tal
modo que os corpos celulares e dendritos ficam concentrados em de
terminadas áreas e os axônios de todos os neurônios estão organizados
de maneira que fiquem próximos entre si. A região onde há concentração dos corpos celulares e dendritos forma a substância cinzenta e o
conjunto dos axônios forma a substância branca.
Na medula espinal e no bulbo, a substância cinzenta aparece internamente e a substância branca é externa; no encéfalo, com exceção do
bulbo, a substância branca é interna e a substância cinzenta aparece
externamente.
Sistema nervoso periférico (SNP)
O SNP é constituído por vários nervos que fazem a comunicação entre o SNC e as demais partes
do corpo.
Os nervos que trazem as informações dos órgãos sensoriais (olhos, orelhas, pele, língua e nariz) são chamados de nervos sensoriais. É graças
a eles que sentimos calor, frio e dor, por exemplo.
Os nervos que levam informações do SNC para os
órgãos são chamados de nervos motores porque
produzem algum tipo de movimento.
O sistema nervoso periférico (SNP) é encarregado de levar as
informações captadas pelos receptores sensoriais até o sistema nervoso
central e trazer as respostas deste para os órgãos que vão desempenhar
as ações adequadas. Ele é formado por nervos e gânglios nervosos.
• Nervos são agrupamentos de fibras nervosas, as quais, por
sua vez, são associações de prolongamentos dos neurônios. Há
nervos que partem do encéfalo (nervos cranianos) e nervos que
partem da medula espinal (nervos espinais). Os nervos se ramificam e chegam a todas as partes do organismo.
• Gânglios nervosos são agrupamentos de corpos celulares dos
neurônios.
Representação esquemática da medula espinal vista em corte, mostrando os nervos espinais com as raízes (dorsal e ventral). Elementos representados em tamanhos não proporcionais entre si.
A parte periférica do sistema nervoso é constituída pelos nervos e pelos gânglios. A palavra “periférica” é usada porque os nervos partem do encéfalo ou da medula espinal e chegam a todas as áreas do corpo, transmitindo impulsos da parte central do sistema nervoso para os outros órgãos, e vice-versa. Os gânglios, por sua vez, são formados pelos corpos celulares de neurônios, localizados fora da parte central.
Os nervos que conduzem mensagens do corpo para a parte central do sistema nervoso são compostos de fibras sensitivas; os que conduzem impulsos provenientes da parte central para os órgãos do corpo são compostos de fibras motoras. Existem, no entanto, nervos que apresentam os dois
tipos de fibra, conduzindo impulsos nos dois sentidos: são os nervos mistos.
Os nervos também são classificados em cranianos ou espinais. Os nervos cranianos são ligados ao encéfalo, e os espinais, à medula espinal.
Os nervos cranianos podem ser motores, sensitivos ou mistos. Um exemplo é o nervo vago, um nervo craniano misto que se origina no bulbo. Suas fibras sensitivas levam informações do coração, dos pulmões, da faringe, da laringe, da traqueia, dos brônquios e da orelha externa para o encéfalo. Suas fibras motoras levam impulsos do encéfalo para essas estruturas (com exceção da orelha externa).
Quanto aos nervos espinais, todos eles são mistos. Cada um desses nervos sai da medula espinal a partir de uma raiz dorsal, que é sensitiva, e volta a se comunicar com a medula pela raiz ventral, que é motora. As raízes dorsal e ventral unem-se após saírem da medula espinal.
Como exemplo, podemos citar o nervo femoral, que inerva os músculos da região anterior da coxa. Quando esse nervo envia impulsos aos músculos, a perna se estende.
Os atos reflexos
Você já passou por uma situação em que teve que reagir tão rápido que você nem se deu conta de que agiu? Situações como encostar em uma panela muito quente, tocar em um espinho ou levar um choque geram reações imediatas de afastar a mão (ou qualquer outra parte do corpo) daquilo que é interpretado como dano. São os chamados atos reflexos.
Os atos reflexos são ações involuntárias e das quais geralmente só tomamos consciência depois que elas já aconteceram. Eles funcionam como um mecanismo que protege o corpo de acidentes, pois permite que os músculos reajam mais rapidamente do que reagiriam se os estímulos partissem do encéfalo, chegando depois à medula espinal e aos nervos.
Organização funcional do sistema nervoso
Sabemos que o sistema nervoso pode ser organizado, de acordo com sua anatomia, em parte central e parte periférica. No entanto, também pode ser organizado de acordo com suas funções, sendo dividido em parte somática e parte autônoma.
O SNP pode ainda ser dividido em SNP somático, o qual é responsável por ações voluntárias do corpo, e SNP autônomo, o qual
se encarrega das ações automáticas e involuntárias do organismo,
necessárias para a sobrevivência e a manutenção da homeostase.
A parte somática do sistema nervoso relaciona-se com a coordenação de ações voluntárias, e a parte autônoma, com ações involuntárias.
O termo “autônomo” se refere à autonomia, que significa “capacidade de comandar a si mesmo”. Apesar disso, não se deve pressupor que os nervos da parte autônoma do sistema nervoso são independentes do encéfalo e da medula espinal: eles apenas transmitem os impulsos gerados por essas estruturas até o alvo.
O SNP autônomo, por sua vez, pode ser subdividido em SNP
autônomo simpático e SNP autônomo parassimpático. Esses dois
subsistemas têm ações antagônicas, mas complementares.
As fibras motoras dos nervos da parte autônoma do sistema nervoso, por sua vez, são organizadas em duas divisões: divisão simpática e divisão parassimpática.
Geralmente,
o SNP autônomo simpático prepara o organismo para situações de ação
e emergência, enquanto o SNP autônomo parassimpático o prepara
para situações de relaxamento ou repouso.
Diante de uma situação de
perigo, por exemplo, os nervos do SNP autônomo simpático estimulam
o coração e outras regiões do organismo, preparando o corpo para a
ação. Passado o perigo, o SNP autônomo parassimpático faz o corpo
voltar ao normal. Todos os órgãos recebem nervos tanto do SNP autônomo simpático como do SNP autônomo parassimpático.
Divisão simpática e parassimpática dos nervos autônomos
As fibras que compõem a divisão simpática partem das regiões torácica e lombar da coluna vertebral; as que compõem a parassimpática partem da base do crânio e da região sacral da coluna vertebral.
As fibras simpáticas e parassimpáticas atuam nos mesmos locais, porém exercem efeito oposto. Dizemos, por isso, que suas ações são antagônicas.
Funcionamento da parte autônoma do sistema nervoso
A divisão simpática e a divisão parassimpática, apesar de serem antagônicas, promovem em conjunto o equilíbrio das funções vegetativas do corpo, ou seja, daquelas ações involuntárias que mantêm o organismo funcionando.
Interação entre SNC e SNP
De modo geral, podemos dizer que o SNC recebe, analisa e integra dados e informações, e o SNP
leva informações dos órgãos sensoriais (orelha, língua, pele e olhos, por exemplo) ao SNC, bem como
este envia comandos aos músculos e às glândulas,
que dão uma resposta aos estímulos recebidos.
Perceba, que a ação de pegar o alimento e levá-lo à
boca depende de sua vontade. Mas você é capaz de parar ou impedir a
salivação nessa situação? A resposta é não. Não temos controle sobre
esse tipo de resposta dada pelo corpo.
Existem muitas outras ações
que acontecem dessa forma, ou seja, que não dependem de nossa
vontade e são importantes, pois delas depende o bom funcionamento do corpo. As batidas do coração e o funcionamento dos sistemas
digestório e circulatório são exemplos de respostas involuntárias.
FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO
Os órgãos do sistema nervoso são formados por tecido nervoso. Os neurônios são as principais células do tecido nervoso. É por meio delas que as mensagens são recebidas e transmitidas por todo o corpo.
Os neurônios enviam mensagens uns aos outros por meio de substâncias
liberadas pela porção terminal do axônio. A mensagem é passada do axônio de
um neurônio para os dendritos de outro neurônio próximo.
Para entender como o sistema nervoso funciona, é preciso saber como
ocorre a comunicação entre os neurônios.
Quando um neurônio é estimulado, acontecem mudanças de cargas elétricas em sua membrana plasmática, que se propagam rapidamente pelos
dendritos, pelo corpo celular e pelo axônio (sempre nesse sentido), formando
o que chamamos de impulso nervoso.
Quando o impulso nervoso chega à extremidade do axônio, substâncias
químicas são liberadas e atingem o neurônio seguinte.
Essas substâncias, chamadas neurotransmissores, provocam mudanças elétricas na membrana
plasmática do outro neurônio, fazendo com que o impulso nervoso continue
na célula seguinte, e assim por diante.
Dessa forma, o impulso nervoso passa de um neurônio a outro rapidamente (em questão
de milésimos de segundos). O ponto final de um impulso nervoso pode ser um neurônio, um
músculo ou uma glândula.
Os neurônios não estão conectados fisicamente uns com os outros. A conexão se dá
pelos neurotransmissores, e a região de conexão entre dois neurônios é chamada de sinapse.
Estudos científicos indicam que muitas doenças que afetam o sistema nervoso, como a
depressão e a ansiedade, são decorrentes da alteração na quantidade de alguns neurotransmissores.
O consumo de drogas, como bebida alcoólica, cocaína, tabaco e maconha, também
pode afetar o funcionamento do sistema nervoso, pois altera a passagem do impulso nervoso.
O cérebro é responsável por elaborar as respostas voluntárias. Algumas respostas, no
entanto, são elaboradas pela medula espinal. Essas ações são involuntárias, ou seja, feitas
independentemente da nossa vontade.
Por exemplo, tocar um instrumento musical é uma
ação voluntária, pois podemos decidir tocá-lo ou não, já a retirada da mão de uma panela
quente é involuntária: antes mesmo da sensação de que a panela está quente, a mão já
está longe do perigo.
No arco reflexo, geralmente estão envolvidos um neurônio
sensitivo, um neurônio associativo e um neurônio motor.
Os neurônios sensitivos são aqueles que captam o estímulo
e levam-no até o centro nervoso. Os neurônios motores são
aqueles que levam a informação até o órgão que efetuará
a ação. Já os neurônios associativos interligam os neurônios
sensitivos aos motores.
O SISTEMA NERVOSO E AS DROGAS
Substâncias psicoativas são substâncias que atuam no sistema nervoso central, produzindo alterações no funcionamento do corpo, no comportamento, no
humor e na aquisição de conhecimento do usuário, podendo levar à dependência.
Se essa descrição fez você se lembrar das drogas, saiba que está correto.
É certo que muitas pessoas já ouviram falar sobre drogas e, geralmente,
quando pensamos no que são essas substâncias, somos induzidos a associá-las
a alguma coisa que faz mal à saúde. Essa ideia não está de todo errada, mas
talvez esteja um pouco simplificada e incompleta.
Segundo a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), “droga
é qualquer substância não produzida pelo organismo que tem a propriedade
de atuar sobre um ou mais de seus sistemas, produzindo alterações em seu
funcionamento”.
Existem certas drogas que são usadas no tratamento de doenças e que são
consideradas medicamentos. Mas também existem drogas que prejudicam a
saúde, aquelas chamadas de tóxicos.
As drogas podem ser classificadas de diferentes maneiras. Do ponto de
vista das leis, as drogas podem ser lícitas ou ilícitas. Drogas lícitas são aquelas
cuja comercialização é permitida, podendo ou não estar submetida a algum
tipo de restrição.
Os principais exemplos são cigarro e bebida alcoólica, que
só podem ser comercializados para maiores de 18 anos. Drogas ilícitas são
aquelas cuja comercialização é proibida pela legislação, como cocaína e crack.
As substâncias que atuam sobre o sistema nervoso central são chamadas
drogas psicoativas e agem sobre os neurotransmissores. Elas podem ser classificadas em depressoras, estimulantes ou perturbadoras, conforme as modificações
da atividade mental ou do comportamento do usuário.
As alterações causadas no organismo dependem do tipo de droga psicotrópica ingerida. Existem três tipos:
- depressoras – diminuem a atividade do SNC e a pessoa fica “desligada”,
“devagar”.
As drogas depressoras diminuem a atividade do sistema nervoso central,
causando uma diminuição da atividade motora, prejuízo das funções sensoriais,
como visão embaralhada e menor sensibilidade à dor, e redução da ansiedade.
Bebidas alcoólicas são consideradas drogas depressoras: o usuário geralmente
tem um estado inicial de euforia, mas, posteriormente, apresenta sonolência
e dificuldade em raciocinar e tomar decisões.
- estimulantes – aumentam a atividade do SNC, deixando o usuário “ligado”,
“elétrico”, sem sono.
As drogas estimulantes aumentam a atividade do sistema nervoso central,
causando insônia e agitação. Cocaína, crack e bebidas com cafeína são drogas
estimulantes.
- perturbadoras ou alucinógenas – essas drogas prejudicam a interpretação
das informações pelo SNC, e o usuário tem uma percepção alterada da realidade, chegando a ter alucinações.
As drogas perturbadoras provocam alterações no funcionamento do
sistema nervoso central, causando delírios e alucinações. Por isso, elas também
são chamadas de alucinógenos. A maconha, o ecstasy e o LSD são considerados drogas perturbadoras.
O uso de algumas drogas – sejam medicamentos ou
tóxicos – causa dependência, prejudicando a saúde dos
usuários e, às vezes, interferindo até na vida em sociedade.
Nesses casos, as pessoas com dependência química precisam
procurar ajuda médica.
Alguns problemas relacionados com a saúde do sistema nervoso
Acidente vascular cerebral (AVC) – Ocorre quando uma artéria cerebral é obstruída ou rompida, de modo que os neurônios que dependem dela acabam morrendo. As consequências vão depender da área afetada pelo AVC, que pode levar à perda de visão, da fala, dos movimentos de parte
do corpo ou até à morte. Alguns fatores que podem ocasionar o AVC são hipertensão arterial, alta taxa de colesterol no sangue, obesidade, hábito de fumar e diabetes melito.
Cefaleias ou dores de cabeça – Causadas por vários fatores, como tensão emocional, problemas de visão, alterações hormonais, hipertensão arterial, jejum. No caso das mulheres, a tensão pré-menstrual pode ser desencadeante. Quando a dor é latejante, frequente e afeta geralmente apenas metade da cabeça, fala-se em enxaqueca. As crises de enxaqueca costumam vir acompanhadas de aversão à luz, náusea e vômitos.
Doenças degenerativas do sistema nervoso
São várias as doenças chamadas neurodegenerativas, em que há degeneração e morte de neurônios, afetando as diferentes funções coordenadas pelo sistema nervoso. As causas também são variadas, podendo ser decorrentes de fatores genéticos. Vamos comentar apenas duas delas: a esclerose múltipla e a doença de Alzheimer.
Esclerose múltipla – Doença que interfere na capacidade do cérebro e da medula de controlar funções motoras, como andar, e sensoriais, como visão e fala. Geralmente se manifesta por volta dos 25 a 30 anos de idade, sendo mais comum nas mulheres.
Doença de Alzheimer – Nome dado em homenagem ao neurologista alemão Alois Alzheimer (1864-1915), que descreveu a doença. Ela se caracteriza por degeneração progressiva do córtex cerebral, levando à perda progressiva da memória, da linguagem, dos movimentos e da capacidade de se responsabilizar por seu próprios atos. Manifesta-se em geral a partir dos 60 anos de idade.