sábado, 30 de maio de 2026

Covid-19

Existem vários vírus da família coronavírus, incluindo alguns que causam resfriados comuns. A covid-19 é uma doença recente causada por um co ronavírus chamado SARS-CoV-2. Os efeitos da covid-19 são muito variados, manifestando diversos sintomas. Há casos que necessitam de hospitalização e outros em que o quadro da doença se agrava, provocando o óbito. Desde o início da pandemia, a ciência coletou e analisou muitos dados para propor à sociedade estratégias para controlar a transmissão do vírus e proteger as pessoas de se infectarem.
Assim como todos os vírus, o SARS-CoV-2 não é constituído de células. Sua estrutura consiste em uma cápsula – feita de proteína e outros compostos – que contém o material genético dos vírus, ou seja, as informações necessárias para sua replicação.

Ilustração esquemática do SARS-CoV-2 aderido à superfície de uma célula. No detalhe, a estrutura do vírus, com o material genético no interior da cápsula. O diâmetro do vírus varia de 50 nanômetros a 140 nanômetros (o nanômetro equivale à milionésima parte do milímetro). 

A parte externa da cápsula lembra uma coroa. Foi essa característica que deu o nome a essa família de vírus: corona significa coroa.

Alguns tipos de vírus têm o material genético identificado abreviadamente por DNA. Outros, como é o caso do SARS-CoV-2, têm genes formados por outra substância química, identificada pela sigla RNA.

A origem da pandemia 


No final do ano de 2019, a comissão de saúde da cidade de Wuhan, na Chi na, reportou casos de uma pneumonia grave. Pouco tempo depois, os chineses atribuíram os casos a um novo vírus da família Coronavírus. Essa identificação rápida foi possível porque, entre outros fatores, outro vírus da mesma família já havia causado uma epidemia em 2002 e 2003, o SARS-CoV. 
Para conter o novo coronavírus, a cidade de Wuhan foi isolada ainda em 2019. No entanto, essa medida não foi tomada na velocidade suficiente para impedir que o novo vírus chegasse a outros países. O primeiro caso confirmado no Brasil foi registrado no dia 26 de fevereiro de 2020. Em meados de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou situação de pandemia.
Apesar de algumas tentativas de conter a pandemia por meio do fechamen to temporário de comércio e fronteiras, mais de 520 milhões de pessoas tinham sido infectadas no mundo até maio de 2022, o que resultou em mais de 6 mi lhões de mortes. No Brasil, até maio de 2022, mais de 30 milhões de pessoas tinham sido infectadas, resultando em mais de 665 mil mortes. 
Ciência e sociedade descobriram aos poucos as características da covid-19. Ainda não temos informações completas sobre a origem do vírus, mas sabemos que ele se espalha rapidamente; que a doença pode evoluir para casos graves; que pode sobrecarregar hospitais e causar muitas mortes. Também já conhece mos formas eficientes de prevenção, como veremos adiante. 

Sintomas, transmissão e prevenção 


Os sintomas podem incluir dor de cabeça, febre, dores no corpo, fadiga; tos se, dor de garganta e coriza; diarreia e dor abdominal; entre outros. A perda temporária do olfato, do paladar ou de ambos pode ocorrer em pacientes de covid-19. Mesmo assim, é possível ter covid-19 e não apresentar a perda desses sentidos nem outros sintomas. 
Os sintomas aparecem, em geral, após um período assintomático de alguns dias após a contaminação. É importante lembrar que, mesmo sem apresentar sintomas, a pessoa pode transmitir o vírus. Por isso, uma forma de tentar conter sua disseminação é pela testagem e pelo isolamento de pessoas contaminadas e daquelas que tiveram contato com um indivíduo contaminado. Isso vale tam bém para pessoas sem sintomas. 
Indivíduos com mais de 60 anos ou com doenças preexistentes, como pres são alta, problemas cardíacos ou pulmonares, diabetes ou câncer, têm maior risco de desenvolver a forma mais grave da doença e morrer. Mas pessoas de qualquer idade e sem comorbidades podem desenvolver a forma grave da do ença e perder a vida. 
Ao longo da pandemia, descobriu-se que o vírus não causa apenas lesões nos pulmões, mas afeta também outros órgãos, como fígado e coração, e ou tras partes do sistema circulatório, além do sistema nervoso.
Foi também ao longo da pandemia que ficaram mais claras as principais for mas de transmissão do vírus. Você sabe como essa transmissão costuma acon tecer? Como esse conhecimento nos ajuda na prevenção contra a covid-19? 
O SARS-CoV-2 se espalha principalmente pelo ar, por gotículas contaminadas que podem ter diferentes tamanhos. Essas gotículas que contêm o vírus chegam a outras pessoas durante a respiração. Assim, quanto mais próximas as pessoas estiverem umas das outras, maior a chance de contaminação. É por isso que o uso de máscaras ajuda a controlar a transmissão do vírus. 
A transmissão deste coronavírus também ocorre por meio de gotículas muito pequenas, chamadas aerossóis. Esses aerossóis podem ficar por muito tempo em lugares fechados e mal ventilados, possibilitando a transmissão até entre pessoas que não se encontraram. Por isso, durante períodos mais críticos da pandemia, além de usar máscaras, é importante evitar locais fechados e manter as janelas sempre abertas.  
Uma pessoa contaminada pode espalhar o vírus ao tossir na mão e tocar em outras pessoas. Já a transmissão por superfícies e objetos contaminados, como embalagens, é mais difícil de ocorrer. Mas, como essa via é possível, recomenda-se que as pessoas lavem as mãos com frequência e evitem tocar o rosto.
Conhecendo as principais formas de prevenção é possível criar estratégias para evitar a contaminação dos indivíduos e o avanço da pandemia. 
Uma das medidas para conter a disseminação do vírus é o distanciamento social. Por meio dessa estratégia, as pessoas restringem o encontro com pessoas que moram em residências diferentes, o que reduz a circulação de indivíduos e, portanto, a transmissão do vírus. 
O trabalho e o ensino remotos, feitos com o uso de ferramen tas digitais, contribuíram para o controle da transmissão, salvando muitas vidas. Mas o distanciamento nem sempre é suficiente. Nesse caso, diante do número crescente de casos e de mortes, o governo pode restringir, em graus variáveis, a circulação da população. 
Lockdown é um termo em inglês para descrever medidas mais restritivas de cir culação e isolamento social: a população só é autorizada a sair de casa para traba lhar em atividades essenciais, como serviços de saúde e coleta de lixo, por exemplo. 
Essas medidas restritivas são adotadas por um período determinado para diminuir a velocidade de transmissão do vírus e o número de contaminações, hospitalizações e mortes. A ideia é evitar o colapso do sistema de saúde, que ocorre quando os hospitais estão cheios e não conseguem atender adequa damente a população, incluindo pessoas com doenças não relacionadas à covid-19. 

Testes 


O diagnóstico da covid-19 pode ser fei to por meio de exames e testes. Um tipo de teste busca a presença do material genético do vírus em material coletado no nariz e na garganta. O exame deve ser feito preferencialmente em pacientes com os primeiros sintomas (em geral, na primeira semana).
Outro tipo de teste é realizado com amostra de sangue e detecta a presença de anticorpos gerados pela infecção pelo SARS-CoV-2. 
O teste acusa a resposta imune do organismo ao vírus e por isso é feito, em geral, a partir da segunda se mana, quando a pessoa já está produzindo anticorpos contra o vírus. 
O resultado dos testes deve ser avaliado por um médico, que levará em con ta os sintomas do paciente e poderá pedir novos exames. Testar os indivíduos durante uma pandemia é fundamental para compreen der como e onde o vírus está circulando. 
Com os testes realizados, também fica mais fácil isolar indivíduos contaminados e seus contatos, reduzindo a dissemi nação do vírus.

Vacinação 


Vacinar a população é uma medida fundamental para controlar uma pande mia. Vários tipos de vacinas foram desenvolvidos desde o início da pandemia e muitas delas utilizam tecnologias que já estavam sendo usadas antes da pandemia da covid-19. 
O objetivo é estimular o organismo humano a produzir anticorpos contra o vírus da covid-19. Vacinas, como a maioria dos medicamentos, não são 100% eficazes: elas não garantem que todos os vacinados passem ilesos pelo vírus. Mas elas diminuem muito a chance de o indivíduo ficar doente e a severidade da doença, o que sal va milhares ou até milhões de vidas. 
A vacina da gripe, por exemplo, tem eficácia entre 46% e 60% e mesmo assim salva muitas vidas todos os anos.
As vacinas desenvolvidas para controlar a pandemia de covid-19 também não têm 100% de eficácia. Por isso, mesmo após uma pessoa ser vacinada con tra a covid-19, é importante que ela continue tomando todos os cuidados, como forma de proteger pessoas que ainda não foram vacinadas. 
Uma das grandes vantagens das vacinas é que elas provocam uma imuni zação mais potente e duradoura do que a imunização natural, adquirida pelas pessoas que já se contaminaram. Além disso, as vacinas trazem riscos muito pequenos quando comparados aos riscos de desenvolver a infecção. 
Vale destacar ainda que, caso ocorra algum efeito adverso grave após a aplicação de uma vacina, nem sempre é possível afirmar que ela tenha sido a causa direta de tal efeito. Uma conclusão simplista como essa, sem base em ne nhum estudo, trata-se de uma falácia, isto é, um raciocínio que é falso, embora possa parecer lógico. Essa falácia é conhecida pela expressão em latim post hoc ergo propter hoc, que significa “depois disso; portanto, por causa disso”. 
Um exemplo muito usado para ilustrar falácias como essa é pensar na relação entre o canto do galo e o nascer do Sol. Embora os eventos possam ocorrer ao mesmo tempo, sabemos que não é o canto do galo que causa o nascer do Sol. Percebe-se, assim, a importância de investigar de maneira sistemática se os efeitos adversos foram de fato causados por uma vacina.
A vacinação é uma forma de prevenção coletiva, e não individual. Quanto mais pessoas estiverem vacinadas, mais protegida a população estará. Por isso, é muito importante que existam doses de vacina suficientes para a maior parte das pessoas. Quando isso não acontece e a taxa de transmissão continua muito alta, os vírus podem sofrer mutações que reduzem a eficácia das vacinas. 
As variantes dos vírus podem também provocar reinfecções, o que é mais um motivo para não abandonar as outras medidas preventivas (máscara e dis tanciamento), enquanto não houver um número alto de pessoas vacinadas.




Viroses

Os vírus são parasitas que obrigatoriamente precisam de outros seres vivos para sobreviver, como bactérias, protozoários, algas, plantas e animais. 
Muitas doenças causadas por vírus (viroses) – como a gripe, o resfriado, a poliomielite, o sarampo, a rubéola, a caxumba ou parotidite e a catapora – são transmitidas de uma pessoa para outra por meio de espirro, tosse ou fala, que espalham gotículas no ar. A transmissão dessas doenças pode ocorrer também por meio de água ou alimentos contaminados com a saliva de pessoas infecta das. Com exceção do resfriado, há vacinas eficazes contra essas doenças citadas. 
Outras viroses, como a dengue, a zika, a chikungunya e a febre amarela, são transmitidas por mosquitos, enquanto a raiva é transmitida por mordidas de animais infectados. Vamos conhecer com mais detalhes algumas viroses.

Gripe e resfriado 

A gripe e o resfriado são causados por vírus diferentes. No entanto, alguns de seus sintomas são semelhantes: coriza, nariz entupido, tosse e espirro; em geral, a febre só aparece nos casos de gripe. Nos dois casos, a transmissão se dá quando os vírus de uma pessoa infectada são espalhados por gotículas eliminadas pelas vias respiratórias durante a fala, o espirro ou a tosse. 
O contágio acontece também quando se leva a mão ao nariz ou à boca depois de ter tocado em uma superfície contaminada com o vírus. Por essa razão, medidas de higiene, como lavar as mãos com frequência e usar lenços ao espirrar ou tossir, podem evitar essas infecções virais.
A vacina contra a gripe oferece uma proteção limitada, de cerca de um ano. Isso acontece porque os vírus da gripe sofrem muitas mudanças em seu mate rial genético, ou seja, mutações. Assim, depois de um ano, novas variantes do vírus já estarão no ambiente e não serão sensíveis às mesmas vacinas.  
O SUS fornece gratuitamente a vacina para certas idades (idosos e crianças), profissionais da área da saúde, professores das redes pública e privada, entre outros. 

Poliomielite 

Na maioria das pessoas, a poliomielite causa ape nas febre e mal-estar. Em algumas, porém, pode afetar o sistema nervoso e provocar paralisia ou até levar à morte (o nome “poliomielite” vem do grego poliós = ”cinzento“; mielos = “medula”; ite = “inflamação”; o vírus ataca as células na parte cinzenta da medula). 
O vírus é transmitido por meio de água ou alimentos contaminados ou por contato com a saliva ou fezes de uma pessoa doente. Para evitar a doença, é muito importante as crianças serem vacinadas na época recomendada pelas autoridades de saúde pública. Também são importantes o saneamento básico e as medidas de higiene para evitar a propagação do vírus.
Com as campanhas de vacinação, o número de casos de pólio caiu drasticamente no mundo todo. Mas, mesmo sendo considerada oficialmente eliminada em muitos países (como no Brasil), não se pode garantir que o vírus tenha sido extinto. Além disso, como o vírus ainda existe ao redor do mundo, pode reaparecer em países onde já está eliminado. Por isso, a vacinação deve continuar.

Sarampo, rubéola, catapora e caxumba 

O sarampo, a rubéola, a catapora e a caxumba são doenças virais comuns em crianças. Elas geralmente se curam sozinhas depois de alguns dias, mas po dem causar algumas complicações que exigem cuidados médicos. Todas elas podem ser prevenidas por meio de vacinação. 
O sarampo acomete principalmente crianças de até 10 anos de idade. Elas apresentam tosse, febre alta e manchas vermelhas no corpo, mas geralmente são curadas naturalmente em poucos dias. Mas, sobretudo em crianças com problemas de nutrição, podem ocorrer complicações. Nesses casos, a criança deve receber atendimento médico imediato. A transmissão se dá pela eliminação do vírus pelas vias respiratórias. A prevenção é feita com vacina (vacina tríplice viral contra sarampo, rubéola e caxumba). 
A rubéola também é doença típica de crianças. Seus sintomas são semelhantes aos da gripe, além de aparecerem manchas rosa na pele, menores que as do sarampo. A doença geralmente termina naturalmente, mas, em mulheres grávidas, o vírus pode passar através da placenta e provocar problemas no feto, como surdez. 
A catapora é uma doença comum em crianças. Entre os sintomas estão febre, enjoo, vômitos e pequenas bolhas no corpo. A pessoa geralmente melhora sozinha em poucos dias, mas pode ser necessário procurar um médico. As bolhas não devem ser coçadas, pois pode haver contaminação por bactérias.
Em alguns casos, o vírus pode permanecer anos sem efeito, mas provocar sintomas no adulto, como bolhas na pele e dor. A caxumba é uma inflamação que atinge mais comumente a parótida (glândula salivar situada à frente da orelha). Daí o nome parotidite para a doença. 
A cura é espontânea, mas o doente deve ficar em repouso. Em adultos, pode haver complicações em outros órgãos, como os testículos e os ovários (nesse caso, pode causar esterilidade). A vacinação é a melhor medida preventiva.

Dengue 

Essa virose é causada por um vírus transmitido principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti (figura 7.19). O mosquito não causa a doença, mas transmite o vírus e por isso é chamado de vetor. 
Os sintomas mais comuns da dengue são febre alta, mal-estar, muito cansaço, dores de cabeça, nos olhos, nos músculos e nas articulações. Podem aparecer também vômito, diarreia e vermelhidão no corpo. 
Pessoas com suspeita de dengue devem procurar atendimento médico imediato, para que se identifiquem os sinais de alarme, que indicam evolução mais grave e necessidade de cuidados maiores, com hidratação intravenosa e até internação. Além de repouso e reposição de sais e líquidos, o médico pode indicar remédios para baixar a febre.

Aedes aegypti (cerca de 5 mm de comprimento), mosquito transmissor da dengue. No detalhe, fase larval do mosquito (1 mm a 6 mm de comprimento, conforme estágio larval).

O mosquito vetor da dengue põe ovos em água parada. Por isso, é necessário que a população não deixe água acumulada em vasos de plantas, garrafas, etc. É preciso também que, nas regiões mais atingidas pela dengue, sejam feitas campanhas de educação e conscientização da população, com material educativo. Outra medida promovida pela saúde pública é o uso de produtos que matam as larvas ou os insetos adultos.



domingo, 24 de maio de 2026

Cólera

A cólera é causada por um tipo de bactéria. Seus principais sintomas são diarreia aquosa abundante, vômitos e cãibras nas pernas. 
A perda rápida dos líquidos do corpo causa desidratação e fraqueza. Se não houver tratamento, pode ser fatal. 
A principal via de transmissão é a contaminação da água e de alimentos por fezes de indivíduos doentes. Frutos do mar contaminados ingeridos crus também são de alto risco.
A incidência de cólera era praticamente restrita à Índia até 1817. Com o avanço das viagens e navegações, chegou a outros países e continentes. O primeiro caso registrado no Brasil ocorreu na década de 1820, no Rio de Janeiro, então capital do país. 
Em 1855, mais de 200 mil pessoas morreram somente nessa cidade. No final do século XIX, a doença foi erradicada do país graças a melhorias no saneamento básico nas principais cidades, mas infelizmente retornou depois de quase cem anos.
A primeira epidemia de cólera na América Latina no século XX começou no Peru. No Rio de Janeiro, o primeiro caso foi confirmado em novembro de 1991, pelo Laboratório de Saúde Pública Noel Nutels e pela Fiocruz. 
Já em meados de julho de 1991, a Organização Mundial de Saúde (OMS) registrava, só na América Latina, mais de 251 mil casos com 2 618 mortos. A OMS também registrava o avanço da doença em dez países da África, que passou de epidemia para pandemia.

Bacterioses

São doenças causadas por bactérias. Em geral, as bacterioses são tratadas com antibióticos. Um exemplo é a cólera, doença causada por um tipo de bactéria chamado vibrião.
As bactérias são seres microscópicos e de estrutura muito simples, que fazem parte do reino Monera. Além delas, compõem esse reino as cianobactérias, também conhecidas como algas azuis ou cianofíceas. Uma das principais características dos seres desse reino é serem unicelulares, isto é, constituídos de apenas uma célula. Sua célula é bem simples, sem o envoltório que separa o material genético do restante do conteúdo celular.
Esses seres têm grande importância ambiental. Assim como os fungos (dos quais falaremos mais adiante), atuam como decompositores nas cadeias e teias alimentares. As bactérias também têm importância econômica, pois realizam processos químicos que permitem a produção de alimentos, por exemplo, a coalhada, o vinagre e os iogurtes. 
Elas também são utilizadas em pesquisas científicas, que levam à produção de novos medicamentos, vacinas e alimentos, e podem trazer respostas a muitas questões que intrigam os cientistas e a problemas que afetam a humanidade, como a degradação de materiais plásticos, por exemplo.
As bactérias que causam doenças são chamadas de patogênicas. 
A forma desses organismos pode variar. Além do tipo vibrião, temos entre as formas mais comuns de bactérias: bacilos, cocos e espirilos.

Microbiota ou flora intestinal humana 


É o grupo formado predominantemente por bactérias, mas também outros microrganismos que vivem no intestino, que facilitam o processo de digestão, evitam várias doenças e colaboram para o equilíbrio do organismo como um todo. Esses seres ajudam a evitar a proliferação de outros que causam doenças. 
A microbiota se forma logo após o nascimento e vai se modificando aos poucos. Cada pessoa tem microbiotas diferentes das outras, em parte definidas geneticamente e em parte determinadas por características individuais e ambientais, como modo de nascimento (parto normal ou cesariana), idade e hábitos alimentares. A má alimentação (muita gordura e poucas fibras, por exemplo) e o uso indiscriminado de alguns medicamentos (automedicação geralmente) são os maiores responsáveis pelo desequilíbrio da flora intestinal, o que pode causar distúrbios de diferentes gravidades.

Protozooses

Protozooses são doenças causadas por protozoários. Podemos citar como exemplos a doença de Chagas e a malária.
Os protozoários são organismos unicelulares de estrutura mais complexa que as bactérias. Existem várias espécies de protozoários, e elas podem ser classificadas em vários grupos. O critério mais utilizado pelos cientistas para essa classificação é o tipo de locomoção.
Sarcodíneos (ou rizópodos) são protozoários que se locomovem estendendo pseudópodes, expansões em sua célula que atuam como “falsos pés”. As amebas são um exemplo de sarcodíneo. Os flagelados são os que “nadam” com auxílio de flagelos. Um exemplo de flagelado é a giárdia. Os ciliados são seres que utilizam cílios na locomoção, como o paramécio.
Algumas doenças, como as protozooses, são mais comuns em localidades onde não há saneamento básico e a população é de baixa renda. Elas são chamadas de doenças negligenciadas e recebem menores investimentos para a produção de remédios e pesquisas científicas. 

Micoses

São doenças causadas por fungos. Estes podem infectar nossa pele e se multiplicar, o que causa as micoses. Essas infecções ocorrem em partes úmidas e quentes do corpo, como virilhas, entre os dedos (principalmente os dos pés) e no couro cabeludo. Por essa razão, para evitar micoses é preciso garantir que a pele esteja sempre limpa e seca. Exemplo: candidíase oral ou “sapinho”, doença causada pelo fungo Candida albicans.
Os fungos são seres vivos de formas e tamanhos bastante variados; podem ser unicelulares ou pluricelulares. Esses seres não têm clorofila e são heterótrofos; portanto, não são capazes de produzir o próprio alimento. 
Os fungos, ao se alimentarem, retiram dos restos de plantas e animais a matéria orgânica que é aproveitada pelo seu organismo. Ao fazer isso, decompõem a matéria orgânica, e a transformam em moléculas inorgânicas. 
Além do importante papel no equilíbrio ambiental, como seres decompositores, os fungos também podem ser parasitas ou viver associados de outro modo a outros seres. 
Os fungos parasitas vivem à custa de outros seres vivos, e podem provocar doenças em plantas e animais.

Verminoses

São doenças causadas por diferentes tipos de vermes parasitas que se instalam no organismo do hospedeiro, muitas vezes nos intestinos, mas que podem abrigar‑se também em outros órgãos, como o fígado e os pulmões. O termo verme, de modo geral, refere‑se a animais de corpo alongado e mole. Os vermes são divididos em dois grupos principais, descritos a seguir.

Platelmintos


São vermes de corpo achatado, em forma de fita, cujo comprimento pode variar desde poucos milímetros até vários metros, como é o caso da tênia, também chamada de solitária. Nesse grupo existem tanto animais de vida livre, como a planária, quanto parasitas. Os platelmintos parasitas absorvem, pela superfície do corpo, o alimento previamente digerido pelo hospedeiro. Entre os platelmintos parasitas que causam prejuízos à saúde temos o esquistossomo e a tênia.

Nematoides 


Tênia, com seu corpo achatado. São vermes de corpo cilíndrico e afilado nas extremidades, antigamente chamados nematelmintos. Os nematoides de vida livre, que se alimentam de pequenos animais e plantas, habitam tanto a terra quanto as águas doce e salgada. Entre os nematoides estão alguns dos parasitas mais comuns, que causam prejuízos à saúde do ser humano e de outros animais, como a lombriga, o oxiúro, a filária e o ancilóstomo.

Covid-19

Existem vários vírus da família coronavírus, incluindo alguns que causam resfriados comuns. A covid-19 é uma doença recente causada por um ...