O reino Protoctista inclui seres eucarióticos conhecidos popularmente como protozoários e algas. Os protozoários são heterotróficos e unicelulares; já as algas são aquáticas, autotróficas fotossintetizantes e podem ser tanto unicelulares quanto pluricelulares.
As algas As algas formam um grupo muito numeroso. Existem algas de vários tamanhos: microscópicas ou macroscópicas. O corpo das espécies pluricelulares, denominado talo, pode formar filamentos, lâminas ou estruturas que lembram os caules e as folhas das plantas. No entanto, ao contrário do que acontece nas plantas, os talos não são constituídos de tecidos nem de órgãos.
Exemplo de alga pluricelular da espécie Ecklonia radiata.
A diversidade e a classificação das algas
As algas exibem uma enorme variedade de tonalidades. Além da
clorofila, sempre presente, possuem outros pigmentos. Essa variedade
de pigmentos é uma das características consideradas no estudo e na
classificação desses seres.
Entre as algas unicelulares destacam-se os dinoflagelados, os euglenoides e as diatomáceas. Entre as pluricelulares destacam-se as algas
pardas, as algas vermelhas e as algas verdes. Nesse último grupo, também
há diversas espécies unicelulares.
Algas pluricelulares apresentam estruturas mais complexas e podem
ter talos bastante especializados; elas vivem fixas no fundo de rios e
mares ou em pedras e outros substratos.
Euglena (Euglena sp.) (ampliada cerca de 700 vezes).
(C) Diatomácea da espécie Actinoptychus heliopelta (ampliada cerca de 80 vezes).
A reprodução das algas
As algas podem se reproduzir sexuada ou assexuadamente. A reprodução sexuada ocorre pela fusão de gametas. A assexuada pode acontecer nas algas macroscópicas pela fragmentação dos talos e nas algas
unicelulares por divisão binária.
Os protozoários
Os protozoários podem apresentar hábito de vida livre, ser parasitas
ou viver associados a outros organismos. Os de vida livre estão distribuídos por diversos ambientes, como rios, lagos, mares, solos úmidos e
substratos lodosos. Além disso, há protozoários que parasitam animais
e plantas, causando-lhes diversas doenças e problemas de saúde.
A diversidade e a classificação dos protozoários
Os protozoários são unicelulares, e a complexidade de suas células
pode variar muito entre as espécies. A presença de estruturas especializadas para a locomoção e os tipos dessas estruturas são características utilizadas para classificá-los em grupos. Descrevemos alguns deles
a seguir.
• Rizópodes: deslocam-se por pseudópodes, que são expansões do cito
plasma. Esse processo também é empregado na captura de alimento,
na chamada fagocitose. Exemplo: ameba.
• Flagelados: deslocam-se por meio de estruturas em forma de chicote,
os flagelos. Exemplos: giárdia e tripanossomo.
• Ciliados: locomovem-se por meio de numerosos cílios. Exemplo:
paramécio.
• Esporozoários: não possuem estrutura de locomoção. A grande
maioria é parasita. Exemplo: plasmódio.
Ameba da espécie
Chaos carolinense, emitindo pseudópodes sobre um corpo estranho (ampliada cerca de
16 vezes).
A reprodução dos protozoários O processo mais comum é o assexuado, por divisão binária, que ocorre em rizópodes, flagelados e ciliados.
Tripanossomos da espécie Trypanosoma cruzi, flagelados causadores da doença de Chagas (ampliada cerca de 3.080 vezes).
A reprodução dos protozoários O processo mais comum é o assexuado, por divisão binária, que ocorre em rizópodes, flagelados e ciliados.
Nos ciliados pode haver também outra forma de reprodução, a conjugação: os dois indivíduos se aproximam de forma que ocorra transferência
de material genético entre eles.
Os protoctistas na Saúde Pública, na Economia e no ambiente
Com o desmatamento e a transformação dos ambientes naturais,
decorrentes dos processos de urbanização e industrialização, o contato
entre seres humanos e o ciclo natural de diversos parasitas passou a
ser muito comum. Essa situação tem sido responsável por uma série de
problemas de saúde pública, a exemplo das altas incidências de doenças causadas por protozoários, como a malária, a doença de Chagas e a
leishmaniose.
As algas marinhas são utilizadas como alimento e fornecem produtos para o ser humano. Podemos citar, por exemplo, o comércio da alga
vermelha do gênero Porphyra, chamada no Japão de “nori” e usada para
preparar sushi (comida à base de alga e arroz).
O ágar, extraído de algumas algas, é utilizado nas indústrias de alimentos, cosméticos e medicamentos e, em atividades de laboratório, para o
cultivo de microrganismos.
A maioria das algas microscópicas flutua nas águas e, com as cianobactérias, compõem o fitoplâncton, base da cadeia alimentar dos
ecossistemas aquáticos. O fitoplâncton é responsável por cerca de 90%
de toda a produção do gás oxigênio do planeta.