quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Formas de regionalização

A regionalização pode considerar critérios naturais, políticos, sociais e econômicos, entre outros. Como campo do conhecimento geográfico, a Geografia física estuda a distribuição espacial de fenômenos naturais, como o relevo, o clima e a vegetação. Desse modo, podem ser elaborados mapas temáticos. 
Em âmbito mundial, a regionalização tem sido feita de várias maneiras, obedecendo a diversos critérios geopolíticos, culturais, sociais, econômicos, entre outros. Com base em diferentes critérios, estudaremos quatro possibilidades de regionalização: 
■ Por blocos geopolíticos, construída no período da Guerra Fria; 
■ Por grau de desenvolvimento, de acordo com a ONU; 
■ Por renda, segundo o Banco Mundial; 
■ Por blocos econômicos, conforme a Organização Mundial do Comércio.

Regionalização da época da Guerra Fria

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os Estados Unidos e a União Soviética despontaram como superpotências mundiais e passaram a disputar o poder político e econômico no mundo. 
Durante a Guerra Fria (1947-1991), em torno delas se organizaram dois blocos de poder antagônicos: o bloco “ocidental” e o bloco “comunista”. O primeiro era composto de países capitalistas, sob a liderança dos Estados Unidos. O segundo, de países de economia planificada, sob o comando da União Soviética. E entre eles, tentando não se alinhar a nenhum dos dois blocos, constituiu-se uma “terceira via”.
 Nessa situação de confronto, tornou-se comum classificar os países em um dos três blocos geopolíticos: 
■ primeiro mundo, formado por países capitalistas desenvolvidos, liderados pelos Estados Unidos; 
■ segundo mundo, composto pelos países socialistas, liderados pela União Soviética; 
■ terceiro mundo, integrado pelos países recém-independentes, a maioria da Ásia e da África, então considerados “subdesenvolvidos”.
Alguns países como a Índia, a Indonésia e o Egito, além de muitos outros localizados na Ásia e na África, procuraram não se alinhar geopoliticamente a nenhuma das duas superpotências. Na Conferência de Bandung eles fundaram o bloco dos países não alinhados, a origem do chamado Terceiro Mundo. No entanto, a América Latina, mesmo fazendo parte do bloco “ocidental” e alinhada com os Estados Unidos também era formada por países “subdesenvolvidos” e comumente inserida no Terceiro Mundo.
A partir de 1989, a economia planificada entrou em crise e gradativamente quase todos os países do bloco comunista adotaram o capitalismo. Em 1991 a União Soviética se desintegrou territorialmente, dando origem a 15 novos países, entre eles a Rússia. Com isso, o segundo mundo deixou de existir, assim como o bloco comunista. 
O terceiro mundo também se descaracterizou, pois muitos dos países desse grupo cresceram economicamente e se industrializaram. Hoje as nações do antigo terceiro mundo são chamadas de países em desenvolvimento e aqueles que se destacam economicamente nesse grupo são chamados de emergentes. 

Regionalização da ONU

Como consequência das transformações geopolíticas do final do século XX, a ONU criou uma nova regionalização para tentar compreender o mundo contemporâneo.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), uma agência da ONU, classifica os países de acordo com o índice de desenvolvimento humano (IDH), em quatro categorias: muito elevado, elevado, médio e baixo. Nesse caso, os países são agrupados segundo uma combinação de critérios sociais e econômicos, porém não formam regiões contínuas, porque em cada grupo há países de diversos continentes.
A ONU reconhece que não é simples classificar os países e criar uma regionalização com base no grau de desenvolvimento. Segundo essa organização: “As designações ‘desenvolvido’, ‘em transição’ e ‘em desenvolvimento’ foram adotadas por conveniência estatística e não necessariamente expressam um julgamento sobre o estágio alcançado por um país em particular no processo de desenvolvimento.” Apesar disso, essa regionalização é bastante utilizada.
Os países desenvolvidos são aqueles que em geral são industrializados e têm economias modernas, competitivas e boa infraestrutura (saneamento bá sico, telefonia, rodovias, ferrovias, portos, etc.); que dispõem de alta renda per capita e de bons indicadores sociais (escolaridade, mortalidade infantil, expec tativa de vida, etc.), o que se reflete em IDHs muito elevados. Vale destacar que nem todo país que tem alta renda e IDH muito elevado é considerado desenvolvido.
Muitos dos países em desenvolvimento foram colônias e a maioria ficou independente após a Segunda Guerra Mundial, como é o caso de praticamen te todos os africanos. Por isso, ainda hoje muitos deles sofrem as consequências desse passado de exploração colonial. Em geral o grau de industrialização e modernização de suas economias ainda é baixo e a infraestrutura apresenta muitas deficiências, o que impacta no nível de competitividade no mercado internacional. Com poucas exceções, a renda per capita é baixa ou média e muitos indicadores sociais são insuficientes, o que se reflete em IDHs baixo, médio e alto, raramente muito alto.
Como vimos, os países em desenvolvimento que se destacam pelo rápido crescimento econômico, avanço da industrialização, crescimento do mercado interno e pela capacidade de atração de investimentos estrangeiros, o que vem se refletindo na redução da pobreza e na elevação do IDH, são chamados de economias emergentes. Segundo a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad, sigla em inglês), em 2018 havia 37 países emergentes, entre os quais se destacam: Brasil, México, Argentina e Chile (América Latina); China, Índia, Coreia do Sul e Indonésia (sul e leste da Ásia); Turquia e Arábia Saudita (Oriente Médio); Rússia, Polônia e Hungria (Eu ropa oriental); África do Sul, Egito e Nigéria (África).
No grupo das nações em desenvolvimento há uma subclassificação que se refere aos países menos desenvolvidos, aqueles que apresentam graves proble mas socioeconômicos e os piores IDHs. Segundo a ONU são os 48 países mais pobres e vulneráveis do mundo: 34 estão na África, 13 na região da Ásia-Pacífico e um no Caribe.
As economias em transição contemplam os antigos países de economia planificada. Desde o início dos anos 1990, após o colapso da economia planifica da, eles vêm passando por grandes transformações e a maioria tem feito reformas eco nômicas de cunho capitalista. O país que se destaca nesse grupo é a Rússia, a maior economia entre os países em transição.

Regionalizações do Banco Mundial 

Um dos critérios usados pelo Banco Mundial para agrupar países é a renda per capita. A classificação se dá por países de alta renda, média-alta, média-baixa e baixa renda. Porém, assim como acontece com o IDH, a classificação dos países por renda não forma regiões contínuas porque em cada agrupamento há países de diversos continentes.
Segundo o Banco Mundial as economias de baixa e média renda são definidas como países em desenvolvimento e as economias de alta renda, como países desenvolvidos. Entretanto, como vimos, nem todo país de alta renda pode ser considerado desenvolvido, como é o caso da Arábia Saudita. Além disso, a renda não pode ser tomada como único critério para analisar o desenvolvimento de um país. 
As condições de vida da população também devem ser consideradas, além de outros indicadores sociais, econômicos e políticos. Por isso, nem todo país de alta renda tem boa colocação no ranking do IDH. Além da classificação dos países por renda, para fins administrativos e estatísticos, o Banco Mundial costuma dividir o mundo em sete regiões.

Regionalização da Organização Mundial do Comércio 

A Organização Mundial do Comércio agrupa os países por blocos econômicos regionais. Dependendo do grau de integração, é possível definir quatro tipos de bloco: Zona de livre comércio, União aduaneira, Mercado comum e União econômica e monetária. 
Os países participantes de uma zona de livre comércio firmam acordos para reduzir gradativamente os impostos de importação, denominados tarifas alfandegárias ou aduaneiras e deixam de pagar impostos sobre os produtos que circulam entre eles. O Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta – sigla em inglês), é uma zona de livre comércio.
Além disso, a união aduaneira estabelece uma tarifa externa comum, isto é, todos os países-membros devem cobrar o mesmo imposto sobre os produ tos importados de fora do bloco. Imagine, por exemplo, uma união aduaneira formada pelos países A, B e C. Antes da união, A cobrava 30% de imposto de importação de automóveis; B cobrava 20%; e C, 15%. Com a tarifa externa comum, todos passaram a cobrar 20%. Assim, os automóveis importados não entram somente pelo país C, onde o imposto de importação era menor, e são vendidos desse país para os demais membros. O Mercosul é um exemplo de união aduaneira, embora muitos produtos não tenham tarifa de importação comum em todos os países do bloco.
Em um mercado comum, além da livre circulação de mercadorias e da implantação de uma tarifa externa comum, há a livre circulação de investimen tos, serviços e pessoas. O único bloco desse tipo atualmente é a União Europeia. Nesse bloco houve a padronização dos impostos pagos pela população e pelas empresas, assim como de muitas leis civis, trabalhistas, sociais e ambientais. Uma união econômica e monetária incorpora todas as características dos blocos vistos anteriormente e, além disso, introduz uma moeda única e um banco central único. 
Os países participantes desse tipo de bloco, portanto, abrem mão de sua moeda nacional e de seu banco central. É o tipo mais abrangente de integração, e o único bloco que atualmente se aproxima desse modelo é a União Europeia. Porém, nem todos os 28 países-membros partici pam da união monetária. Destes, apenas 19 fazem parte da Zona do Euro. 
Embora as relações comerciais entre países de continentes diferentes sejam significativas e crescentes, a maior parte das trocas de mercadorias efetuadas no mundo ainda é intracontinental. Na Europa, por exemplo, cerca de 60% do comércio é realizado entre os países do próprio continente, a maior parte de les associados à União Europeia. O mesmo acontece com a circulação de pessoas – trabalhadores e turistas – e de investimentos na produção.

Diferentes formas e elementos de regionalização

Domínios morfoclimáticos

A combinação de características do quadro natural, conforme proposto nessa sobreposição, é um tipo de raciocínio que inspirou o geógrafo brasileiro Aziz Ab’Sáber a criar, em 1977, uma regionalização do Brasil e da América do Sul que ficou conhecida como “domínios morfoclimáticos”. Os domínios morfoclimáticos constituem regiões que apresentam uma combinação de condições climáticas, de relevo e de vegetação próprias. A relação entre esses elementos forma diferentes paisagens, que expressam um conjunto de características naturais que ocorrem de modo contínuo.

Ferramentas cartográficas a serviço da regionalização

A cartografia é uma ferramenta importante para a representação de uma regionalização. Os mapas permitem visualizar as propostas de regionalização. Os fenômenos podem ser representados em um mapa por meio de pontos, linhas ou manchas, conforme sua ocorrência. Em uma representação ordenada, ou seja, que mostre a ordem do fenômeno representado, as cores, pontos e linhas devem indicar também uma ordem visual.

Regionalização com base na sociedade 

A regionalização também pode ser feita com base na sociedade. É possível escolher fenômenos humanos, referentes a questões sociais, econômicas, políticas e culturais, e relacioná-los com outros critérios para regionalizar, isto é, agrupar regiões ou conjuntos de países que apresentam aspectos comuns. 
As anamorfoses são um tipo de representação do espaço geográfico no qual se distorcem a proporção e a forma dos territórios de modo a expressar visualmente os dados quantitativos. 

Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo: uma regionalização político-ideológica ultrapassada 

No século XX, criou-se uma regionalização do mundo que o dividia em três partes: Primeiro Mundo, Segundo Mundo e Terceiro Mundo. 
Essa classificação estava associada ao período da Guerra Fria, que teve início em 1947, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), e acabou em 1991. Nesse período, duas superpotências – Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), ou União Soviética – disputavam a hegemonia política, ideológica e econômica no mundo, e buscavam atrair países como aliados a seus interesses, oferecendo proteção militar e vantagens econômicas. 
A denominação Primeiro Mundo correspondia aos países do capitalismo, com elevado nível de desenvolvimento econômico e social. O Segundo Mundo era composto de países do socialismo. A expressão Terceiro Mundo, por sua vez, designava os países capita listas mais pobres. Este último termo foi usado pela primeira vez pelo francês Alfred Sauvy (1898-1990) em um artigo publicado no jornal L’Observateur. 
Com a desestruturação da União Soviética, em 1991 – acontecimento que marcou o final da Guerra Fria –, a expressão Segundo Mundo deixou de ser usada e a regionalização que a utilizava perdeu o sentido, tornando-se ultrapassada. 
Esse é um exemplo de que as dinâmicas políticas, ideológicas, econômicas e sociais do espaço geográfico tornam algumas regionalizações obsoletas. Por isso, ao nos depararmos com uma regionalização, é necessário refletir sobre as intenções de quem a produziu e sobre a validade atual do raciocínio empregado.

Regionalizações possíveis no mundo pós-Guerra Fria 

Com o fim da Guerra Fria, o capitalismo se tornou o sistema socioeconômico predominante no mundo. Entretanto, as desigualdades que ele produz inspiram regionalizações baseadas em níveis de desenvolvimento. 
É importante destacar que nem todos compreendem o termo desenvolvimento da mesma maneira. Para alguns, desenvolvimento remete ao dinamismo econômico. Nesse sentido, um país subdesenvolvido seria aquele marcado pela situação de estagnação da economia. 
Outros interpretam o desenvolvimento em uma pers pectiva evolutiva, na qual os países subdesenvolvidos (também chamados “países em desenvolvimento” ou “países emergentes”) estariam caminhando para a condição de desenvolvidos. 
Há também aqueles que entendem o desenvolvimento como resultado das trocas desiguais nas relações internacionais, assim, os exportadores de matéria-prima seriam subdesenvolvidos ou “países menos avançados” porque ocupam posição desvantajosa diante dos países que exportam produtos sofisticados do ponto de vista tecnológico. Por fim, há os que defendem que o desenvolvimento não pode ser associado apenas a questões econômicas, mas deve incluir as condições de vida da população, considerando o acesso a serviços fundamentais, como saúde e educação, bem como a qualidade desses serviços
Tais visões sobre o desenvolvimento influenciam as regionalizações propostas, podendo orientar políticas econômicas de modo diferenciado. De qualquer maneira, vale ressaltar que as regionalizações inspiradas no nível de desenvolvimento são feitas sobretudo por grandes organizações internacionais. Essas instituições são responsáveis, em grande medida, pelo capitalismo global. Entre elas estão o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.
De maneira geral, de acordo com o grau de desenvolvimento, é possível identificar pelo menos três grupos de países. O primeiro grupo é formado por países ricos, ou desenvolvidos, que sediam grandes corporações internacionais, utilizam tecnologia de ponta em sua produção e apresentam população com renda elevada, além de bons indicadores sociais, como expectativa de vida ao nascer e acesso a serviços de saúde.
O segundo grupo compreende os países que apresentam desenvolvimento intermediário, ou seja, são países industrializados, cuja produção utiliza tecnologias modernas, embora a renda da população seja relativamente baixa. São também chamados de emergentes pelo fato de terem aumentado sua influência no mundo, tanto no campo econômico, pelo crescimento do PIB, quanto no cenário político, devido à sua participação com destaque nas decisões mundiais ou regionais.
No terceiro grupo estão os países mais pobres, nos quais a população vive com baixa renda, a produção é pouco industrializada e a economia se baseia em produtos primários voltados à exportação. Nesses países, os indicadores socioeconômicos são baixos e a população carece de melhores condições sociais e econômicas: o acesso à água tratada e a serviços de saúde, por exemplo, é restrito a uma pequena parcela de seus habitantes.

Norte e Sul geoeconômico 

A análise dos indicadores socioeconômicos também pode ser utilizada como critério de regionalização. Das regionalizações baseadas no nível de desenvolvimento, uma das mais usuais é aquela que divide o mundo em duas regiões geoeconômicas: o Norte (países ricos/desenvolvidos) e o Sul (países pobres/subdesenvolvidos ou em desenvolvimento). 
Essa divisão norte e sul difere da divisão geográfica que tem por base a linha do equador, separando a Terra em dois hemisférios. 
Trata-se de uma classificação geoeconômica que remete a uma linha simbólica denominada “Linha Norte-Sul”. Segundo os critérios econômicos adotados por essa regionalização, países desenvolvidos situados no hemisfério sul, como a Austrália e a Nova Zelândia, são considerados países do Norte. Por outro lado, a Mauritânia, por exemplo, que se situa no hemisfério norte, é considerada um país do Sul. 
Nessa regionalização, os países do Norte são aqueles que primeiro dominaram o modo de produção industrial, ampliando seus ganhos econômicos. Nesses países, o Estado produz maior riqueza e, portanto, tem maior poder de investimento em tecnologia e em setores sociais, como saúde, educação e moradia. 
Os países do Sul são aqueles que realizaram um processo de industrialização recente e dependente de investimentos e de tecnologia externa. Entre os países do Sul, há uma região formada por países que, por meio de diferentes estratégias, têm alcançado taxas expressivas de crescimento econômico: os países emergentes. 
Apesar de contribuir para evidenciar a desigualdade econômica global, como em toda regionalização, suas regiões não são homogêneas. As sim, esse modelo não é capaz de mostrar as disparidades existentes no interior dos países. Há casos de países prósperos financeiramente, mas que contam com altas taxas de desigualdade de renda e não oferecem serviços que garantam o bem-estar da população. Nos Estados Unidos, por exemplo, os níveis de pobreza e desemprego têm crescido, apesar de o país ocupar posição de destaque entre os mais ricos do mundo. Em 2020, havia 37,2 milhões de estadunidenses na pobreza.
Entre os países do Sul também existe uma enorme diversidade: há países que, apesar do baixo desenvolvimento industrial, conseguem atender a população em suas necessidades essenciais, enquanto há outros em que muitos vivem na miséria.  
Ainda que a atividade industrial esteja presente em boa parte  do mundo atual, nos países do Sul há dependência das tecnologias desenvolvidas nos países do Norte. Além disso, eles atraem empresas transnacionais para seu território, que buscam explorar a mão de obra barata e transferir seus seus passivos ambientais. 

Regionalização segundo a renda 

A regionalização com base na renda da população é elaborada segundo critérios propostos pelo Banco Mundial, que considera a renda per capita. 
Essa regionalização agrupa os países da seguinte forma: renda baixa – países com renda inferior a 1 035 dólares per capita; renda média baixa – países com renda de 1 035 a 4 085 dólares per capita; renda média alta – países com renda de 4 086 a 12 616 dólares per capita; renda alta – países com renda superior a 12 616 dólares per capita. 
Vale lembrar que o cálculo se baseia na média de renda, omitindo, portanto, as desigualdades econômicas existentes no interior do país.
A renda per capita é um indicador cujo cálculo se baseia na média de renda da população de um país, portanto não significa que todos os habitantes tenham a mesma situação econômica. Em todos os países há pessoas com maior e menor capacidade de compra. 

Regionalização por continentes 

Continente é uma extensa porção de terras contínuas. O planeta é dividido em seis continentes: Europa, América, Ásia, África, Oceania e Antártica.
Essa divisão está associa da a um fenômeno natural (a distribuição das terras emersas), forjado ao longo de milhões de anos pela movimentação das placas tectônicas. 
No entanto, essa divisão também está associada a fenômenos humanos, isto é, não deixa de ser também uma convenção construída historicamente. 
A Europa e a Ásia, por exemplo, embora tradicionalmente sejam consideradas dois continentes, são terras contínuas. Se observarmos o mapa a seguir podemos perceber que ambas formam uma única porção de terra conhecida como Eurásia. Por que, então, são consideradas dois continentes? 
Essa divisão é uma convenção que se construiu ao longo da história. Muito antes da expansão marítima do final do século XV, os europeus já costumavam dividir o mundo conhecido por eles entre Ocidente (do latim occidens, 'sol poente'), que de maneira geral correspon dia à Europa, e Oriente (do latim oriens, 'sol nascente'), que correspondia à Ásia. 
O cristianismo, desde o início de nossa era, e o capitalismo, desde o final da Idade Média, marcaram profundamente a história dos povos europeus e definiram uma particularidade cultural em comparação aos dois outros continentes que compunham o chamado velho mundo: a Ásia e a África. 
O fato de os países estarem situados em um mesmo continente, pela proximidade e vizinhança, historicamente incentivou vínculos econômicos, facilitou as trocas comerciais e as migrações, aumentou as afinidades culturais e, por vezes, criou relações de solidariedade, embora, em alguns casos, também de conflitos. 

México

O México, pela sua localização, pertence à América do Norte e, segundo a regionalização histórico-cultural, pertence à América Latina. Com a...