sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Agropecuária da Região Sudeste

O Sudeste destaca-se não só por seu desenvolvimento urbano-industrial, mas também pelo êxito alcançado na produção agropecuária.
A produção agropecuária da região Sudeste é muito dinâmica, apresenta alta produtividade e dispõe de eficiente infraestrutura de escoamento da produção por rodovias, ferrovias, hidrovias e portos. 
A região Sudeste concentra cerca de 40% da população brasi leira e nela se localizam as três maiores regiões metropolitanas do país, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além de Vitória, Campinas e outras. Cerca de 94% da população reside na zona urbana de seus municípios, gerando a necessidade de grande produção agrícola para abastecimento, associada à busca de alimentos nos mercados de outros estados e países.
A região concentra o maior volume e o maior valor da produção agrícola do Brasil e nela encontramos os mais variados tipos de produção e organização das atividades agropecuárias. Há diversas regiões onde se pratica agricultura familiar para abastecimento dos centros urbanos, muitas vezes com uso de tecnologia moderna e alta produtividade, e onde houve recente aumento da prática de agricultura orgânica. A agricultura de subsistência ainda é praticada em locais onde a terra é de baixa fertilidade e tem menor valor comercial. 
Em várias propriedades rurais do Sudeste, a introdução de um sistema produtivo de alto padrão tecnológico no campo tem garantido elevado índice de produtividade, tanto no cultivo de diversos gêneros agrícolas como na criação de animais.
Na região, também há pequenas propriedades, com técnicas tradicionais de cultivo e de criações. Como em outras regiões brasileiras, elas coexistem com a expansão das grandes propriedades monocultoras comerciais.
Nas médias e grandes propriedades também é desenvolvida uma grande variedade de atividades, com destaque para a exportação de produtos agroindustriais. 
Além de abastecer o mercado interno, essa atividade tem peso significativo entre os principais produtos que o Brasil exporta. Com o interesse de expandir cada vez mais o mercado exportador de produtos agropecuários, várias regiões do Brasil estão optando por produzir em extensas áreas agrícolas monocultoras.
Na Região Sudeste, entre as principais lavouras cultivadas nessas propriedades estão o café, a cana-de-açúcar e a laranja. As agroindústrias localizadas na Região Sudeste participam intensamente do crescimento agropecuário regional. Elas processam uma parcela relevante de produtos agropecuários exportados pelo país.

Com exceção do café, que, além de abastecer o mercado interno, é exportado sem nenhum processamento industrial, os demais produtos são comercializados no mercado interno e também exportados depois de serem proces sados nas agroindústrias, ou seja, após passarem por um processo de industrialização. Na região, entre outras produções agroindustriais, destacam-se: 
- o cultivo de laranja para produção de suco concentrado (o estado de São Paulo é o maior produtor mundial); 
- o cultivo de cana-de-açúcar para produção de açúcar e álcool (São Paulo é o maior produtor nacional e reúne a maior quantidade de usinas); 
- o cultivo de eucalipto para produção de papel e celulose, espalhado por várias sub-regiões (Minas Gerais é o maior produtor nacional); 
- a criação de gado para produção de carne, leite e laticínios, com a maior produção regional concentrada em Minas Gerais; - a criação de aves para produção de carne e ovos, com concentração de granjas no estado de São Paulo.

Agricultura e modernização no campo

Nas terras da Região Sudeste cultivam-se vários produtos, destacan do-se a cana-de-açúcar, a laranja, o café, o amendoim, a soja, o arroz, o milho, além de outras culturas. Na região se localizam os três maiores produtores de café do Brasil: Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, cuja produção, além de atender ao mercado interno, é destinada à exportação. 
A cultura da laranja é realizada principalmente no estado de São Paulo, onde se destacam os municípios de Matão, Araraquara, Bebedouro e São José do Rio Preto. 
As indústrias de suco de laranja aí instaladas são determinantes para que o Brasil seja o líder na exportação mundial desse produto. 
O Sudeste é o maior produtor nacional de cana-de-açúcar – o esta do de São Paulo lidera a produção brasileira de açúcar e a de etanol (álcool combustível para veículos automotores). No interior paulista, os canaviais e as grandes usinas de açúcar e álcool localizam-se principal mente nas proximidades de Ribeirão Preto, Bauru e Piracicaba. 
A produção de etanol permitiu ao Brasil desenvolver novas tecnolo gias agrícolas e industriais. O país ocupa a liderança mundial nesse setor.
A modernização agrícola do Sudeste apresenta outra face. A mão de obra empregada tanto na colheita de laranja como na de cana-de-açúcar é temporária, frequentemente realizada por boias-frias, originários da Região Nordeste, principalmente. 
O corte manual da cana-de-açúcar exige enorme esforço físico, e o trabalhador, submetido a condições desgastantes, é mal remunerado. 
Diante dessas condições, explicadas por um modelo de de senvolvimento caracterizado pela exclusão social, o corte manual de cana é uma questão que começou a ser enfrentada pelos governos. 
No estado de São Paulo, na safra 2007/08, apenas 42% da colheita foi realizada por máquinas, mas, na de 2018/19, atingiu-se mais de 95% de mecanização. 
Além disso, apesar de toda a modernização e da existência de le gislação ambiental específica, a cultura da cana-de-açúcar ainda provoca impactos ambientais, como poluição do ar causada pela queima da palha da cana e poluição dos corpos de água.

Cadeias produtivas agrícolas 

A agropecuária do Sudeste é bastante diversificada e tem sido fortemente in fluenciada pela produção industrial, fornecendo matéria-prima para a indústria ou comprando das fábricas máquinas agrícolas, fertilizantes químicos e agrotóxicos. Ou para produção de margarina e óleos vegetais. 
Destacam-se ainda a avicultura e a criação de gado leiteiro, seja, a cadeia produtiva agrícola combina produtos gerados na cidade para a produção agrícola e, também, produtos agrícolas que são beneficiados nas indústrias. 
O café, a cana-de-açúcar, a soja e a laranja são os cultivos mais importantes da região. Todas essas atividades integram cadeias produtivas. O café, por exemplo, pode ser colhido, torrado e moído antes de ser comercializado. A soja é usada para produção de margarina e óleos vegetais. Destacam-se ainda a avicultura e a criação de gado leiteiro, do qual se produzem manteiga, iogurte, entre outros produtos lácteos.
São Paulo se destaca pela produção de alimentos, em especial resultado do trabalho de assenta dos do Movimento Sem Terra que conquistaram a terra nas últimas décadas do século XX. Parte dessa produção não usa agrotóxicos ou complemen tos químicos, o que qualifica o resultado, que é comercializado a preço mais elevado que o que é produzido em larga escala com base naqueles produtos.
Os laços comerciais do Sudeste, principalmente São Paulo, com o resto do país são cada vez mais intensos. Muitas atividades agrícolas desenvolvidas em outras regiões estão relacionadas ao Sudeste. Por exemplo, a soja produzida em Mato Grosso do Sul é usada para produzir óleo de cozinha e, em alguns casos, biodiesel, em São Paulo.

Pecuária

Além da pecuária bovina de corte predominantemente extensiva, praticada sobretudo no norte de Minas Gerais, o Sudeste apresenta várias bacias leiteiras, ou seja, áreas de pecuária intensiva destinadas à produção de leite e seus derivados – queijos, iogurtes etc. 
Dotado de tecnologias adiantadas de produção e de seleção de raças leiteiras, o setor é expressivo na Região Sudeste, com destaque para o Vale do Paraíba, o sul de Minas Gerais, o Triângulo Mineiro e o leste do estado de São Paulo, próximo ao sul de Minas.


Industrialização na região Sudeste

Industrialição

A região Sudeste, nas primeiras décadas do século XX, reuniu as condições favoráveis à industrialização.
Aa cidade de São Paulo já era um importante centro comercial e financeiro e contava com uma boa infraestrutura. Tinha ainda uma população numerosa e pessoas com espírito empreendedor, com destaque para os imigrantes. Muitos estrangeiros tinham bom nível de qualificação profissional, porque seus países de origem começaram a industrializar-se antes do Brasil. 
Toda essa infraestrutura e esses recursos humanos, mais o dinheiro acumulado com as exportações de café ao longo do tempo, foram direcionados para o desenvolvimento de atividades industriais, e São Paulo começou a comandar o processo de industrialização nacional.
Até essa época, o café era o principal produto da economia brasileira, mas a atividade sofreu grande enfraquecimento a partir de 1929, quando teve início uma crise econômica mundial, que abalou o comércio internacional. Houve redução tanto no volume de exportações brasileiras como no de importações de produtos industrializados, o que tornou necessária a instalação de novas fábricas no país para produzir mercadorias que antes eram importadas.
O Rio de Janeiro – principalmente por ter sido a capital federal desde 1763 e por ter passado por uma onda de modernização com a chegada da família real, em 1808 – também dispunha de boa infraestrutura e uma diversificada rede de comércio e serviços, que serviram de base para o processo de industrialização. 
Em Belo Horizonte, o processo de industrialização ganhou impulso a partir da década de 1940, quando a extração de minérios e a produção de aço se tornaram atividades importantes em municípios próximos. Em 1942, Getúlio Vargas criou a Companhia Vale do Rio Doce, uma empresa de mineração que atraiu a instalação de muitas outras indústrias que utilizavam os minérios (ferro, alumínio, níquel e outros) como matéria-prima.
Além disso, a região Sudeste recebeu do governo federal muitos investi mentos em infraestrutura ao longo do século XX, principalmente durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1960), sobretudo em energia e trans portes. Isso aconteceu porque era mais barato concentrá-los espacialmente, pois as estruturas poderiam ser utilizadas de forma compartilhada. 
Esses investimentos por parte do governo brasileiro atraíram muitas em presas estrangeiras para o Brasil, com destaque para as indústrias automobi lísticas no ABC (municípios de Santo André, São Bernardo e São Caetano, que fazem parte da região metropolitana de São Paulo). 
A entrada das indústrias automobilísticas gerou investimento nacional e estrangeiro em vários outros setores complementares, como o da produção de máquinas e equipamentos industriais, vidros, bancos, peças para motores e muitos outros. Isso porque as indústrias automobilísticas não fabricam os auto móveis; na verdade, elas os montam a partir do que é produzido em outras fábricas. Por isso, são chamadas de montadoras de veículos.

Produção industrial

São Paulo é o estado responsável pela maior parte da produção industrial do país. Minas Gerais e Rio de Janeiro também se destacam nesse setor da economia. Todos os setores industriais estão presentes no estado de São Paulo. Além da Região Metropolitana de São Paulo, que concentra muitas indústrias, inclusive do setor automobilístico, elas estão presentes na Região Metropolitana de Campinas, onde atuam em presas do setor de autopeças e eletrônica; em São Carlos, com empresas automobilísticas e de produção de aeronaves; em Sorocaba, com destaque para papel e celulose; no Vale do Paraíba Paulista, com destaque para São José dos Campos, que reúne a maior parte das indústrias aeroespaciais do Brasil; em Taubaté e Caçapava, que sediam grandes empresas do setor au tomobilístico e alimentício; e em Pindamonhangaba, que se destaca pela reciclagem do alumínio.
Minas Gerais está voltada para a produção das indústrias de base, mas tam bém tem indústrias automobilísticas. Além disso, possui um importante polo de produção de máquinas e equipamentos, que fabrica máquinas que são usadas por outras indústrias — de produtos químicos e farmacêuticos. 
A área industrial distribui-se pelo Vale do Aço, que tem em Ipatinga sua principal cidade; pelo Triângulo Mineiro, com destaque para os municípios de Uberaba e Uberlândia; pelo sul do estado, onde a indústria eletrônica é bem desenvolvida no Vale da Eletrônica, como ficou conhecida Santa Rita do Sapucaí; pela Zona da Mata, onde Juiz de Fora é a cidade mais importante por abrigar indústrias automotivas; e pela Região Metro politana de Belo Horizonte, que tem uma atividade industrial diversificada, ainda que o setor automobilístico seja o mais importante. 
Minas Gerais também se destaca na mineração como um dos maiores estados produtores do país. Entretanto, em 2015 um terrível acontecimento gerou repercussões para além do território mineiro.
O Rio de Janeiro também conta com um parque industrial de destaque no Brasil. Ele está distribuído em municípios do Vale do Paraíba Fluminense, como Resende, que possui empresas diversificadas, como as dos setores automobilístico, siderúrgico e de produção de combustível nuclear, e em Volta Redonda, onde está a primeira empresa siderúrgica do Brasil. Macaé e Campos dos Goytacazes, que estão a leste da capital do estado, se destacam pela indústria de extração e processamento de petróleo; na Região Metropolitana do Rio de Janeiro estão presentes indústrias de diversos setores, com destaque para o setor naval, siderúrgico e químico.
No Espírito Santo, o setor industrial está concentrado junto à capital, Vitória. Nela se encontram indústrias dos setores siderúrgico e alimentício. Já no município de Aracruz está uma grande empresa do setor de produção de celulose, matéria-prima para a produção de papel.

Indústria e a população urbana

O processo de industrialização provocou grandes transformações na organiza ção do espaço geográfico da Região Sudeste.
A expansão da atividade industrial fez com que a Região Sudeste tivesse um expressivo aumento na população urbana. Isso ocorreu porque, à medida que as indústrias se multiplicavam, um grande contingente de trabalhadores era atraído em direção aos centros urbanos que se industrializavam. A partir da década de 1950, um grande número de nordestinos se dirigiu espe cialmente para o estado de São Paulo, que já se destacava como o estado mais industrializado do país. 
Dessa forma, podemos concluir que a industrialização do Sudeste contribuiu para torná-la a região mais urbanizada do país, pois ocorreu de maneira desigual e concentrada e impulsionou o crescimento de grandes cidades e metrópoles, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Isso explica por que o Sudeste é a região que apresenta a maior a taxa de urbanização do país. Atualmente, de cada 100 habitantes que vivem na Região Sudeste, 93 moram em áreas urbanas.

Concentração da atividade industrial

O desenvolvimento da atividade industrial no Sudeste caracterizou-se pela formação de um diversificado e vasto parque industrial, com indústrias de base, como siderúrgicas e petroquímicas; de bens intermediários, como as de autope ças; de materiais de transporte e máquinas industriais, que fabricam máquinas e equipamentos para outras indústrias; de bens de consumo duráveis, que são as automobilísticas e de aparelhos eletroeletrônicos, além de indústrias de bens não duráveis, como as alimentícias e de produtos de higiene e limpeza. 
Embora o Sudeste seja uma região bastante industrializada, a atividade industrial não está distribuída de maneira homogênea entre os estados que a compõem. As maiores concentrações industriais estão localizadas em seus grandes centros urbanos, sobretudo nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. 
Nessas cidades, também estão localizadas as grandes empresas nacionais e multinacionais e as sedes, no Brasil, dos grandes bancos internacionais e institui ções financeiras, como as bolsas de valores. Além disso, concentram as principais universidades e possuem os mais avançados laboratórios e centros de pesquisa, responsáveis pelo desenvolvimento de inovações tecnológicas produzidas no país. Isso explica por que, no Sudeste, estão instaladas indústrias de alta tecnologia, como as de informática, eletrônica, telecomunicações, aeroespacial e farmacêutica.

A descentralização industrial no Sudeste

Até o final do século XX, a atividade industrial brasileira esteve concentrada, sobretudo, no eixo formado pelas cidades localizadas entre as capitais de São Paulo e do Rio de Janeiro.
A partir desse período, algumas indústrias passaram a transferir suas unidades de produção para outras áreas da própria Região Sudeste, como o estado de Minas Gerais e o interior do estado de São Paulo. Algumas delas também se instalaram nas demais regiões do Brasil, principalmente nos estados das regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste.
A Região Sudeste concentra importantes tipos de indústria, como siderúrgicas, metalúrgicas, mecânicas, alimentícias, extrativas minerais, além das de alta tecnologia, como informática e aeroespacial. 
No entanto, a maneira como estão distribuídas pelo espaço regional é bastante desigual. A maior parte está localizada nos grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Só a região metropolitana da capital paulista, por exemplo, abriga a maior parte das unidades fabris e, consequentemente, o maior número de pessoas empregadas nesse setor. 
A indústria da Região Sudeste responde por 54% do PIB gerado pelo setor industrial do país. Muitos produtos fabricados pelas indústrias, além de abastecer o mercado interno, são responsáveis por incrementar a diversidade do que é exportado.
Nos últimos anos, um grande número de indústrias tem deixado áreas de concentração tradicionais do Sudeste para se instalarem em outras regiões do Brasil ou até mesmo em áreas no interior da própria Região Sudeste, movimento co nhecido como descentralização industrial. Esse movimento se deve à busca de custos mais baixos com transportes, imóveis, impostos e salários.
Esse processo de descentralização espacial da atividade industrial foi de sencadeado por uma série de fatores, como incentivos fiscais ofertados por estados de outras regiões, diminuição dos custos com transporte e mão de obra, diminuição das despesas imobiliárias e, principalmente, redução dos encargos tributários.

Cadeias produtivas industriais 

Muitas fábricas se estabeleceram no Sudeste para desenvolver atividades complementares. A indústria automobilística, por exemplo, compra das fábricas de peças e acessórios vários componentes utilizados na montagem final dos carros (espelhos, vidros, chave de roda, bateria, entre outros). Além dos milhares de carros produzidos diariamente, são fabricados no Sudes te aviões, navios, sapatos, roupas, geladeiras e muitos outros produtos industrializados. 
Esse conjunto de atividades industriais estimula o desenvolvimento do comércio, dos transportes, dos serviços e liga esse complexo regional aos demais do país. Também permite a produção para exportação de máquinas, automóveis e aviões, entre outros produtos. O desenvolvimento dessas atividades fortaleceu as relações econômicas no país. 
A atividade industrial do Sudeste necessita de diversas matérias-primas, localizadas muitas vezes em outras regiões. A indústria vai então buscá-las onde for preciso para manter em funcionamento a sua linha de produção. Por causa de atividades localizadas em torno de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG), o Sudeste lidera o desenvolvimento econômico do país. 
Junto às áreas industriais está a maior oferta de rede de água, esgoto e energia elétrica do país. Também se concentram estradas e ferrovias, além de se en contrar o maior porto de exportações e importações do Brasil. Nessa região ainda ficam os principais centros financeiros, comerciais, culturais e de desenvolvimento científico e tecnológico do país.
São Paulo e Rio de Janeiro influenciam atividades econômicas dispersas pelo território nacional. Além disso, estão integradas a fluxos produtivos internacio nais e alojam sede de empresas que atuam em vários países. Por isso, são consideradas cidades globais por alguns pesquisadores. Elas também fazem parte da megalópole em formação no país, pois suas áreas urbanas espraiam-se uma em direção à outra.


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Vivemos em um mundo no qual vêm ocorrendo grandes mudanças em ritmo cada vez mais intenso, mas que apresenta fortes desigualdades: países co...