quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Questões ambientais na África


De modo geral, as questões ambientais na África são semelhantes às detecta das em outras partes do mundo e decorrentes tanto de fatores naturais como da atividade humana. No entanto, o contexto de extrema pobreza da população de alguns países agrava ainda mais essas questões no continente africano.

Problemas climáticos

Os problemas climáticos que atingem a África costumam se manifestar de duas maneiras distintas: na forma de secas severas, com consequente desertificação em áreas de degradação do solo, e na forma de chuvas torrenciais, com consequentes inundações. O processo de desertificação avança, especialmente, na porção sul do Deserto do Saara, na região semiárida conhecida como Sahel, que tem sofrido com o avanço gradual do deserto. A porção do continente que mais tem sentido o impacto decorrente de chuvas torrenciais nas últimas décadas é a África Oriental.

Questões energéticas

Em pleno século XXI, é preocupante constatar que, na África Subsaariana, cerca de 65% do total de energia gerada provém da biomassa. Enquanto a energia gerada pelas hidrelétricas e termelétricas se restringe, principalmente, ao abastecimento das cidades, em muitas áreas rurais do continente, a população depende, em larga medida, do uso de madeira e carvão vegetal para atender às suas demandas energéticas. Embora a madeira seja um recurso natural renovável, nesse caso, ela não provém de reflorestamento, mas da exploração excessiva de áreas florestais, agravando os problemas de desmatamento e degradação dos solos.

Desmatamento

A destruição das florestas e outros tipos de vegetação nativa vem afetando, principalmente, a ilha de Madagascar e os países das regiões da África Central e Oriental. Grande parte do problema advém das queimadas, das demandas energéticas por lenha e madeira e da superexploração florestal visando à exportação madeireira e à implantação de atividades agropecuárias.

Perda de biodiversidade

A desertificação e o desmatamento têm diminuído o hábitat natural de muitas espécies, contribuindo para reduzir a rica biodiversidade africana. Outro fator que agrava esse problema é a caça e o tráfico de espécies silvestres e exóticas. Tais atividades ilegais se destinam a abastecer o comércio ilícito de animais e itens, como chifres de rinoceronte e presas de marfim de elefantes, cobiçados em mercados de outros continentes.

A questão da água

O acesso, o uso e o consumo de água estão entre os maiores problemas ambientais da África. Apesar de grandes rios, aquíferos e, principalmente, lagos, a água está distribuída de maneira extremamente desigual pelas diferentes regiões africanas. Diversos países dependem do abastecimento de água proveniente de outras nações, em especial os que abrigam áreas de deserto, como Botsuana, Mauritânia, Níger e Sudão. As mudanças climáticas e a ocorrência de secas prolongadas têm tornado esse problema ainda mais grave.

Ajuda ao desenvolvimento na África

Diante dos diversos problemas socioeconômicos que afligem grande parte dos países em desenvolvimento, em 1970 a ONU afirmou, junto aos governos dos países desenvolvidos, sobretudo os que fazem parte da OCDE, o compromisso de financiar projetos que objetivem auxiliar essas nações.
Para isso, ficou determinado que os países desenvolvidos membros da OCDE deveriam converter 0,7% de sua renda nacional bruta (RNB) em doações e em préstimos que amenizassem problemas vivenciados pelas nações pobres do mun do. Entre os projetos, podem ser destacados a ajuda alimentar, o auxílio militar e financeiro e a assistência técnica em setores estratégicos, como a defesa (treina mento de tropas e fornecimento de equipamentos e suprimentos para o combate a grupos extremistas e milícias).
Ao longo dos anos, foram poucas as nações que atingiram a meta estipula da pela ONU. Com exceção de Luxemburgo, Suécia, Países Baixos, Noruega e Dinamarca, todos os outros incumbidos dessa responsabilidade, como Estados Unidos, Itália e Japão, não atingiram o valor estipulado que deveria ser desti nado a ajudar os países em desenvolvimento. 
A ajuda econômica aos países africanos, principalmente os da África Subsaariana, também envolve críticas em razão da elevada corrupção presente em muitos governos da região, dado que os recursos destinados à saúde e à educação não são devidamente investidos. Para muitos africanos, tal auxílio não encaminha para a resolu ção do problema, pois à medida que se destinam empréstimos aos países em desenvolvimento, como vimos anteriormente, estes se tornam cada vez mais dependentes e endividados, já que as taxas de juros aumentam o montante do valor emprestado.

OCDE: Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, formada por 30 países, muitos deles altamente industrializados. Com sede em Paris, na França, a OCDE tem como um de seus objetivos promover o desenvolvimento econômico de seus países-membros.

Integração e a União Africana (UA)

Os países da África ainda não têm o mesmo nível de integração política e eco nômica verificado entre nações de outros continentes. Isso é evidenciado, por exemplo, pelo fato de que a vasta maioria dos Estados africanos realiza boa parte de suas transações comerciais com países de outras regiões do mundo. 
No entanto, avanços significativos direcionados a uma maior integração entre as nações africanas ocorreram no século XXI. O principal deles se deu em 2002, quando foi oficializada a UA, em substituição a sua antecessora, a Organização da Unidade Africana. Atualmente, todos os países do continente integram essa organização, cuja sede foi construída em Adis Abeba, na Etiópia, com investimentos chineses.
A UA abarca diversos órgãos e atua para promover a cooperação política, assegurar a manutenção da paz e estimular as relações comerciais entre seus países-membros. O principal órgão dessa organização é a Assembleia da União Africana, formada pelos chefes de Estado de todos os países africanos.
Além da integração econômica e política, um dos grandes desafios a ser supe rados pela UA atualmente é a promoção da democracia no continente, ainda mar cado pela presença de governos autoritários. A organiza ção busca também reduzir as desigualdades econômicas e, consequentemente, elevar o peso político e comercial da maioria de seus países-membros, muitos dos quais ainda estão à margem das ne gociações inter-regionais no continente.

As Comunidades Econômicas Regionais 

O órgão da UA responsável pelo desenvolvimento e estímulo à integração eco nômica é a Comunidade Econômica Africana (CEA). Para o futuro, destaca-se o plano de criar uma zona de livre-comércio no continente africano.
Atualmente, no entanto, os pilares da integração econômica da África são as Comu nidades Econômicas Regionais, ou CER, que atuam como blocos econômicos regionais do continente. 
Exemplos são a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (em inglês, SADC), a Comunidade da África Oriental (em inglês, EAC) e o Mercado Comum da África Oriental (em inglês, COMESA). Hoje em dia, a mais expressiva dessas comunidades é a SADC, bloco instituído ainda em 1992 com o propósito de estabelecer um mercado comum e intensificar as relações comerciais entre seus países-membros. 
Atua mente, 15 países africanos, que estão no mapa a seguir, compõem a SADC. Juntos, eles somam um PIB de apro ximadamente 623 bilhões de dólares e reúnem uma população de cerca de 362 milhões de pessoas.
Entre os países-membros, a África do Sul é o que mais se destaca, por ser a economia mais industrializada do continente. Nesse sentido, os produtos indus trializados sul-africanos dominam parte dos mercados nos demais países da SADC, e o país também é um dos maiores investidores do bloco.


A África e a China

Por causa do passado colonial e das ligações históricas, econômicas e culturais, predominam capitais europeus no continente africano. Em geral, cada país europeu concentra o investimento em sua ex-colônia, como os negócios portugueses em Angola. Os Estados Unidos também investem no continente, sobretudo na África do Sul. 
Os países da África têm fortalecido parcerias comerciais e financeiras tanto entre si como com países de outros continentes, visando aumentar suas produções econômicas, atrair investimentos e diversificar os destinos de suas exportações.
Nesse contexto, muitos parceiros comerciais vêm surgindo no cenário econômico africano nas últimas décadas, sendo o principal deles a China. 
Os chineses, atualmente, são os principais parceiros comerciais da maioria dos países do continente e vêm aumentando consideravelmente seus investimentos na África.
Os chineses têm se empenhado em garantir seu abastecimento de alimentos, matérias-primas agrícolas e minerais, bem como de fontes de energia, para sustentar seu enorme crescimento econômico (no período de 2000-2017, o PIB chinês cresceu em média 9,7% ao ano).
Esse interesse nos países africanos é explicado por diversos motivos. A China é atualmente o segundo maior consumidor mundial de petróleo e obtém cerca de um terço de seu abastecimento do continente africano.
Além disso, em razão do aumento – também enorme – de suas exportações, eles acumularam grandes volumes de reservas internacionais (em 2017, eram 3,2 trilhões de dólares). Ou seja, os chineses estão com muito dinheiro em caixa e possuem grandes empresas que buscam se internacionalizar. Por isso, cada vez mais têm tomado o lugar dos europeus e estadunidenses como investidores no continente africano; no entanto, há uma diferença importante com a chegada dos chineses. 
Na época do imperialismo (século XIX e início do século XX), as potências europeias dominaram política e territorialmente as nações africanas, que foram transformadas em colônias de exploração. Queriam com isso garantir o fornecimento da matérias-primas baratas para seu processo de industrialização. 
Na época da Guerra Fria (1947-1991), os Estados Unidos estavam mais interessados em difundir seu modelo político-econômico aos países re cém-independentes, para conter o avanço da influência soviética, do que em fazer investimentos produtivos. 
No início do século XXI, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, agências de financiamento internacional controladas pelos Estados Unidos, só concedem empréstimos mediante a imposição de certas condições, como que os países adotem as políticas econômicas defendidas por essas instituições. 
Já a China, na atual fase da globalização, não está interessada em dominar politicamente os países africanos nem em lhes impor seu modelo político-econômico; quer sim investir suas enormes reservas de capitais acumula dos, seja por meio de investimentos produtivos ou de empréstimos. Dessa forma, a China pretende assegurar seu fornecimento de alimentos, matérias-primas e fontes de energia, garantindo seu desenvolvimento econômico e o dos países africanos, onde também tem investido em infraestrutura.
Os chineses também são compradores de 60% da madeira exportada da África, além de diversos recursos minerais essenciais à sua atividade industrial. Além de possuir numerosas fontes de recursos naturais e energéticos, o continente africano representa um grande mercado consumidor potencial dos produtos industrializados chineses.
Dessa forma, buscando fortalecer sua influência econômica e política nos países do continente por meio de uma diplomacia amigável e comercialmente favorável, os chineses vêm estreitando suas relações com as nações da África.
Os chineses defendem uma interação internacional baseada em ganhos mútuos. Por essa razão, têm aumentado sua presença em países em desenvolvimento, tanto na África como na América Latina. À medida que a presença da China aumenta, é natural que cresça também sua influência política, sobretudo em economias pequenas e dependentes, como as de muitos países africanos.
Em troca de acordos para a importação de recursos minerais e outras matérias-primas, os chineses concedem aos países africanos empréstimos em condições favoráveis e investem na ampliação da infraestrutura do continente, facilitando a inserção das nações da África nas cadeias mundiais de produção.
Nesse contexto, os chineses constroem pontes, estradas, ferrovias, usinas hidrelétricas, hospitais e escolas nos países africanos, participando até mesmo com a mão de obra, motivo pelo qual milhares de trabalhadores chineses têm migrado todos os anos para a África.
Entre as principais críticas a essa presença, destaca-se a dependência excessiva que alguns países têm em relação à economia chinesa atualmente, assim como o apoio chinês a governos autoritários, dificultando o avanço da democracia no continente.

África: aspectos econômicos

Problemas econômicos na África 

Embora haja muitos contrastes socioeconômicos entre as nações da África, o continente abriga alguns dos países em desenvolvimento mais pobres do plane ta. Em 2019, por exemplo, 9 das últimas 10 posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global eram ocupadas por países da África Subsaariana, região com indicadores econômicos e sociais inferiores aos da África do Norte e de outras regiões do mundo.
As condições econômicas que atualmente marcam os países mais pobres da África têm raízes em seu passado colonial, com a intensa exploração das populações nati vas e a pilhagem dos recursos naturais presentes em seus territórios. Atualmente, embora o continente possua diversas riquezas naturais importantes, responde por apenas uma pequena fração de tudo o que é gerado no mundo.
A desigualdade econômica entre os países africanos é, contudo, um aspecto marcante. Apenas Nigéria, Egito e África do Sul respondiam por cerca de metade do PIB do continen te em 2021. 
A Nigéria tem o maior PIB do continente, mas a África do Sul re presenta o país com a economia mais moderna, diversificada e industrializada. 

Economia pouco desenvolvida 

Atualmente, a maior parte das nações africanas tem uma economia essencial mente primária. Além de questões históricas, esse é um dos fatores pelos quais a África participa da DIT como fornecedora de commodities e consumidora de pro dutos industrializados. Contudo, em muitos países africanos, a prestação de serviços e a indústria têm se destacado na composição do PIB. 
Nos últimos anos, Nigéria, África do Sul, Egito, Angola, Argélia, Etiópia e Tunísia, entre outras nações da África, vêm apresentando relativo crescimento econômico. No entanto, tal crescimento não diminui a gravidade da pobreza que assola vários países do continente. Embora muitos tenham se esforçado para diversificar seus parques industriais, uma série de desafios impediu que esse objetivo fosse conquistado, como falta de mão de obra qualificada, corrupção, ocorrência de conflitos internos e longos períodos de ditadura. Além disso, a falta de recursos financeiros e a precária infra estrutura (redes de transporte, energia e comunicação) em diversos países preju dica imensamente a inserção dessas nações na economia mundial. Nos últimos anos, a África participou de apenas 2% das relações comerciais mundiais e recebeu aproximadamente 4% de investimentos diretos provenientes de outros países.

A atividade agrária da África 

A agricultura e a pecuária, assim como o extrativismo, representam atividades de grande importância para a população e para a economia de boa parte dos paí ses do continente africano. Outros problemas interferem significativamente na economia de alguns desses paí ses, entre eles os efeitos proporcionados pelas condições climáticas adversas e práti cas tradicionais das atividades agropecuárias, que vêm gerando impactos ambientais como desertificação e erosão, ambos responsáveis pela perda de solo cultivável.
Em 2019, as atividades agrícolas eram responsáveis por empregar cerca de 53% da população da África Subsaariana, e os produtos agropecuários respondiam por 13% da pauta de exportações de seus países. Em alguns, como Serra Leoa e Chade, aproximadamente 30% do PIB provêm da agricultura.
De modo geral, o espaço agrário africano ainda preserva características do período colonial, proporcionando a existência simultânea das lavouras de subsis tência (agricultura tradicional) e também de grandes monoculturas de exportação (agricultura comercial). Entre os principais cultivos desenvolvidos, destacam-se alguns gêneros que compõem a base da alimentação das populações africanas e que são produzidos, principalmente, pela agricultura tradicional em pequena escala, como arroz, banana, mandioca, milhete, milho e painço. 
Já entre os principais cultivos para exportação, realizados por meio da agricultura comercial em larga escala, destacam-se algodão, cacau, café, chá, flores e óleo de palma (azeite de dendê). Nos extremos norte e sul do continente, os climas temperado e mediterrâneo também permitem o desenvolvimento de cultivos como trigo, oliveiras e uvas.
Contrastes entre modos de produção modernos e tradicionais ocorrem entre os países africanos. No Marrocos e na África do Sul, por exemplo, parte da produção agro pecuária comercial é desenvolvida por meio de técnicas modernas.
Com relação à produção pecuária, são importantes também as criações de bovinos, ovinos, suínos e aves, de acordo com a região do continente. Nas regiões mais ári das da África, é comum o pasto reio nômade, no qual as criações percorrem longas distâncias em busca de água e alimento.
Além dos efeitos da desertificação e das condições climáticas, podemos citar a bai xa fertilidade natural dos solos (cerca de um terço do continente é marcado pela presença de desertos e semiáridos), o uso inadequado da terra e a ausência de políticas que facilitem o acesso ao crédito rural e a insumos para os pequenos agricultores.
A maior parte das terras férteis do continente é ocupada pelas propriedades mo nocultoras de exportação. Muitos países africanos, embora exportem diversos pro dutos agrícolas, atualmente dependem da importação de alimentos, e assim necessitam investir recursos financeiros para importar comida. Além disso, a falta de in vestimentos locais e o baixo acesso a tecnologias digitais e sustentáveis, aplicadas para uma produção mais eficiente e menos nociva ao meio ambiente, contribuem para o escasso desenvolvimento de atividades rurais em vários países da África. 
Os recursos minerais e energéticos da África Atualmente, a mineração e a agropecuária representam, juntas, a base da eco nomia de muitos países africanos. Enquanto em alguns as economias são essen cialmente agrícolas, em outros a maior parte da receita de exportações advém do extrativismo mineral. 
No território africano, há uma grande diversidade de recursos minerais, como diamantes, ouro e cobre, além de recursos energéticos fósseis, como petróleo e gás natural. 
Entre os países africanos de economias petroleiras, destacam-se Angola e Nigéria, ambos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), além de Gabão, Congo, Sudão do Sul, Sudão e Chade.
Desde o período colonial, a explora ção das riquezas minerais da África tem ficado, em sua maior parte, a cargo de grandes empresas transnacio nais do setor, associadas algumas vezes a empresas estatais africanas. 
Nas últimas décadas, muitos países desen volvidos europeus e também a China têm feito investimentos no continente, a fim de ampliar a exploração e controlar suas riquezas minerais.

A atividade industrial da África 

De modo geral, os países da África têm setores industriais pouco diversificados e dependem da importação de diversos produtos industrializados, sobretudo os que são tecnologicamente mais avançados. Em muitos casos, as indústrias instaladas na África estão ligadas diretamente às atividades agrícolas e minerais, responsáveis por fornecer os principais produ tos e matérias-primas da pauta de exportação de vários países africanos. 
Alguns países do continente destacam-se nos setores industriais mais desen volvidos, como África do Sul, Angola, Argélia, Egito, Marrocos e Nigéria. Recente mente, a Etiópia também vem se tornando um polo manufatureiro no continente, atraindo indústrias estrangeiras por meio de vantagens, como mão de obra e energia baratas, e elevando suas exportações de produtos industrializados.
Os reduzidos investimentos externos e a falta de capital interno estão entre os principais empecilhos para o progresso do setor industrial africano. Muitos países desse continente, em razão do baixo crescimento econômico, não dispõem de meios necessários para se fortalecer e, assim, expandir a competitividade das ati vidades industriais. 
A maioria tem mercados consumidores ainda pouco expressivos e não dispõe de mão de obra qualificada e infraestrutura de energias e de transportes eficien tes. Alguns, como Zâmbia, Uganda e Botsuana, não têm saída para o mar, tornan do ainda mais oneroso o transporte de mercadorias das regiões produtoras até os portos para a exportação.

Economias vulneráveis

Ao mesmo tempo que os países do continente africano dependem da importação de gêneros industrializados e alimentos, a pauta de exportações dessas nações não é diversificada e inclui poucos produtos industrializados. Grande parte das exportações desses países africanos corresponde a gêneros primários. Essa característica torna os países do continente muito vulneráveis às oscilações no preço desses produtos no mercado internacional, pois significa que, se o preço desses produtos cair, as receitas de exportações dos países serão prejudicadas.
Os países com melhores redes de infraestrutura, com destaque para a África do Sul, oferecem vantagens às indústrias, que importam matérias-primas e exportam produtos com menores custos.

O crescimento econômico dos países africanos 

Desde o começo do século XXI, alguns países africanos têm despontado entre os que mais rapidamente crescem economicamente no mundo. 
Em 2020, os países africanos produtores de petróleo exploraram em média cerca de 7 milhões de barris desse combustível por dia, o que representa aproximadamente 8% da demanda mundial. A África atualmente abrange cerca de 7,2% das reservas de petróleo do mundo, e alguns países se destacam na produção desse recurso.
No entanto, a riqueza gerada pela exportação de petróleo leva a muitas contra dições. A maioria da população não se beneficia do fluxo de recursos provenientes dessas receitas, que acabam enriquecendo pequenas elites e empresas es trangeiras e não são revertidas em serviços essenciais. Além disso, a exploração petrolífera está associada a impactos ambientais e sociais. 
O desenvolvimento econômico da África, além da riqueza gerada pelo petróleo, carece tanto de investimentos em fontes de energia sustentáveis como em melhorias na qualidade de vida da população.


Questões ambientais na África

De modo geral, as questões ambientais na África são semelhantes às detecta das em outras partes do mundo e decorrentes tanto de fatores natu...