quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

África: aspectos econômicos

Espaço econômico


A colonização e a descolonização da África criaram repercussões que se fazem sentir ainda hoje, limitando o potencial econômico do continente. Antes organizado de acordo com os interesses das antigas metrópoles, o espaço eco nômico dos países africanos hoje é organizado, em parte, em função dos interesses das grandes potências e corporações mundiais.

Problemas econômicos na África 


Embora haja muitos contrastes socioeconômicos entre as nações da África, o continente abriga alguns dos países em desenvolvimento mais pobres do plane ta. Em 2019, por exemplo, 9 das últimas 10 posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global eram ocupadas por países da África Subsaariana, região com indicadores econômicos e sociais inferiores aos da África do Norte e de outras regiões do mundo.
As condições econômicas que atualmente marcam os países mais pobres da África têm raízes em seu passado colonial, com a intensa exploração das populações nati vas e a pilhagem dos recursos naturais presentes em seus territórios. Atualmente, embora o continente possua diversas riquezas naturais importantes, responde por apenas uma pequena fração de tudo o que é gerado no mundo.
A desigualdade econômica entre os países africanos é, contudo, um aspecto marcante. Apenas Nigéria, Egito e África do Sul respondiam por cerca de metade do PIB do continen te em 2021. 
A Nigéria tem o maior PIB do continente, mas a África do Sul representa o país com a economia mais moderna, diversificada e industrializada. 

Economia pouco desenvolvida 


Atualmente, a maior parte das nações africanas tem uma economia essencial mente primária. Além de questões históricas, esse é um dos fatores pelos quais a África participa da DIT como fornecedora de commodities e consumidora de pro dutos industrializados. Contudo, em muitos países africanos, a prestação de serviços e a indústria têm se destacado na composição do PIB. 
Nos últimos anos, Nigéria, África do Sul, Egito, Angola, Argélia, Etiópia e Tunísia, entre outras nações da África, vêm apresentando relativo crescimento econômico. No entanto, tal crescimento não diminui a gravidade da pobreza que assola vários países do continente. Embora muitos tenham se esforçado para diversificar seus parques industriais, uma série de desafios impediu que esse objetivo fosse conquistado, como falta de mão de obra qualificada, corrupção, ocorrência de conflitos internos e longos períodos de ditadura. Além disso, a falta de recursos financeiros e a precária infra estrutura (redes de transporte, energia e comunicação) em diversos países preju dica imensamente a inserção dessas nações na economia mundial. Nos últimos anos, a África participou de apenas 2% das relações comerciais mundiais e recebeu aproximadamente 4% de investimentos diretos provenientes de outros países.

A atividade agrária da África 


A agricultura e a pecuária, assim como o extrativismo, representam atividades de grande importância para a população e para a economia de boa parte dos paí ses do continente africano. Outros problemas interferem significativamente na economia de alguns desses paí ses, entre eles os efeitos proporcionados pelas condições climáticas adversas e práti cas tradicionais das atividades agropecuárias, que vêm gerando impactos ambientais como desertificação e erosão, ambos responsáveis pela perda de solo cultivável.
Em 2019, as atividades agrícolas eram responsáveis por empregar cerca de 53% da população da África Subsaariana, e os produtos agropecuários respondiam por 13% da pauta de exportações de seus países. Em alguns, como Serra Leoa e Chade, aproximadamente 30% do PIB provêm da agricultura.
De modo geral, o espaço agrário africano ainda preserva características do período colonial, proporcionando a existência simultânea das lavouras de subsis tência (agricultura tradicional) e também de grandes monoculturas de exportação (agricultura comercial). Entre os principais cultivos desenvolvidos, destacam-se alguns gêneros que compõem a base da alimentação das populações africanas e que são produzidos, principalmente, pela agricultura tradicional em pequena escala, como arroz, banana, mandioca, milhete, milho e painço. 
Já entre os principais cultivos para exportação, realizados por meio da agricultura comercial em larga escala, destacam-se algodão, cacau, café, chá, flores e óleo de palma (azeite de dendê). Nos extremos norte e sul do continente, os climas temperado e mediterrâneo também permitem o desenvolvimento de cultivos como trigo, oliveiras e uvas.
Contrastes entre modos de produção modernos e tradicionais ocorrem entre os países africanos. No Marrocos e na África do Sul, por exemplo, parte da produção agro pecuária comercial é desenvolvida por meio de técnicas modernas.
Com relação à produção pecuária, são importantes também as criações de bovinos, ovinos, suínos e aves, de acordo com a região do continente. Nas regiões mais ári das da África, é comum o pasto reio nômade, no qual as criações percorrem longas distâncias em busca de água e alimento.
Além dos efeitos da desertificação e das condições climáticas, podemos citar a bai xa fertilidade natural dos solos (cerca de um terço do continente é marcado pela presença de desertos e semiáridos), o uso inadequado da terra e a ausência de políticas que facilitem o acesso ao crédito rural e a insumos para os pequenos agricultores.
A maior parte das terras férteis do continente é ocupada pelas propriedades mo nocultoras de exportação. Muitos países africanos, embora exportem diversos pro dutos agrícolas, atualmente dependem da importação de alimentos, e assim necessitam investir recursos financeiros para importar comida. Além disso, a falta de in vestimentos locais e o baixo acesso a tecnologias digitais e sustentáveis, aplicadas para uma produção mais eficiente e menos nociva ao meio ambiente, contribuem para o escasso desenvolvimento de atividades rurais em vários países da África. 
Os recursos minerais e energéticos da África Atualmente, a mineração e a agropecuária representam, juntas, a base da eco nomia de muitos países africanos. Enquanto em alguns as economias são essen cialmente agrícolas, em outros a maior parte da receita de exportações advém do extrativismo mineral. 
No território africano, há uma grande diversidade de recursos minerais, como diamantes, ouro e cobre, além de recursos energéticos fósseis, como petróleo e gás natural. 
Entre os países africanos de economias petroleiras, destacam-se Angola e Nigéria, ambos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), além de Gabão, Congo, Sudão do Sul, Sudão e Chade.
Desde o período colonial, a explora ção das riquezas minerais da África tem ficado, em sua maior parte, a cargo de grandes empresas transnacio nais do setor, associadas algumas vezes a empresas estatais africanas. 
Nas últimas décadas, muitos países desenvolvidos europeus e também a China têm feito investimentos no continente, a fim de ampliar a exploração e controlar suas riquezas minerais.

Agropecuária de subsistência 


Na maioria dos países africanos de hoje, a agricultura é praticada de duas formas: de subsistência ou comercial.
A agricultura de subsistência, praticada em pequenas propriedades com o emprego de técnicas e instrumentos rudimentares, é desenvolvida para atender às necessidades do produtor e de sua família. Esse tipo de agricultura caracteriza-se pelos baixos rendimentos e pelo uso coletivo da terra, herança das comunidades tribais. Os principais cultivos de subsistência são a mandioca, o arroz, o milhete, o sorgo, o inhame e a batata.
Em alguns casos, a agricultura de subsistên cia está associada à prática do sistema itineran te, no qual se cultiva determinada área até que se esgote a fertilidade do solo, para depois abrir espaço para o cultivo em outra área, ateando fogo na vegeta ção e usando as cinzas como fertilizante. 
No entanto, esse sistema nem sempre é realizado com os cuidados necessários e, muitas vezes, acaba intensificando o desmatamento e a degradação dos solos. Sistemas mais sustentáveis, como as agroflorestas, também são desenvolvidos em muitos países, mas o financia mento para projetos de agricultura sustentável ainda é limitado.
A pecuária tradicional também faz parte do modo de vida em muitas partes da África, com destaque para áreas de clima árido e semiárido, onde se pratica o pastoreio nômade para criação de caprinos, ovinos e bovinos. Em alguns ca sos, esse sistema pode ocasionar o sobrepastoreio, contribuindo para intensifi car impactos ambientais nessas regiões.

Agropecuária comercial 


Durante e após o período colonial, a produção agrícola africana deixou de ser organizada de modo a atender às necessidades alimentares de seus habitantes, sendo substituída, em boa parte, pela agricultura comercial de expor tação, baseada no sistema de plantation, que gradualmente passou a ocupar as melhores terras do continente.
Praticado principalmente nas zonas litorâneas, esse sistema objetiva a pro dução de culturas destinadas ao abastecimento do mercado externo e é caracterizado pelo predomínio das monoculturas e das grandes propriedades. O uso de tecnologias modernas também é uma característica desse modo de produção, mas, no caso de alguns cultivos como tabaco, chá e cacau, destaca-se o uso de mão de obra em etapas, como a colheita. 
Na África, são produzidos em escala comercial, em boa parte destinados ao mercado externo, os seguintes produtos: cacau (Costa do Marfim, Gana e Nigéria), amendoim (Nigéria, Senegal, Guiné-Bissau e Gâmbia), café (Etiópia, Costa do Marfim, Angola, República Democrática do Congo, Camarões, Uganda e Guiné), algodão (Sudão, Nigéria, Egito, Mali e Etiópia), cana-de-açúcar (Angola, Moçambique, África do Sul e Marrocos) e chá (Quênia, Uganda, Moçambique e Malawi), além de frutas tropicais. 
A pecuária comercial é praticada principalmente na África do Sul, tanto de maneira extensiva como intensiva, incluindo criações de bovinos, suínos e avestruzes, além de um dos maiores rebanhos de ovinos do mundo, destinado, so bretudo, ao fornecimento de lã para as indústrias locais e para exportação.

Riquezas minerais 


Desde o período colonial, as riquezas minerais africanas são exploradas predominantemente por companhias estrangeiras. No período pós-independência, alguns governos chegaram a nacionalizar suas principais jazidas, mas a maior parte das áreas de extração segue concessionada às grandes empresas transnacionais. 
Entre os países com expressivas reservas de recursos minerais e energéticos, destacam-se: Angola, Líbia, Argélia e Nigéria, principais produtoras de petróleo do continente e que fazem parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep); a África do Sul, que possui amplas reservas de platina, ouro, diamante e carvão mineral; Botsuana, maior produtor mundial de diamantes; a República Democrática do Congo, que, além de diamantes, tem grandes reservas de cobre (representa cerca de 50% do valor total de suas exportações) e manganês; a Zâmbia, cuja economia é baseada na extração de cobre (corresponde a 80% das exportações do país); e Marrocos e Tunísia, grandes exportadores de fosfato. 
No século XXI, alguns países obtiveram expressivo crescimento econômico apoiados na exploração dos recursos minerais. Em Angola, por exemplo, o cres cimento do PIB foi superior a 20% em meados da década de 2000, graças às exportações de petróleo. 
Ainda assim, o crescimento econômico atrelado a essas exportações acaba beneficiando uma camada restrita da população. Além disso, essas atividades geram impactos ambientais como desmatamento, a poluição dos solos e das fontes de água, desestruturando atividades econômicas de subsistência nas áreas afetadas. 


A atividade industrial da África 


A maioria dos países africanos é dependente da importação de produtos industrializados e o setor industrial, em geral, tem baixa participação na composição do Produto Interno Bruto (PIB) da África. Indústrias de bens de consumo duráveis estão concentradas em alguns países, como Marrocos, Tunísia, Egito, Senegal, Argélia, Etiópia, Nigéria e África do Sul. 
Na maior parte dos países da África subsaariana, no entanto, a atividade industrial é restrita basicamente às indústrias de bens de consumo não duráveis, ou então atreladas ao setor extrativista. Em alguns países produtores e exportadores de petróleo, como Nigéria e Angola, o setor petrolífero vem apresentando crescimento e assume grande importância no cenário industrial africano.
De modo geral, os países da África têm setores industriais pouco diversificados e dependem da importação de diversos produtos industrializados, sobretudo os que são tecnologicamente mais avançados. Em muitos casos, as indústrias instaladas na África estão ligadas diretamente às atividades agrícolas e minerais, responsáveis por fornecer os principais produtos e matérias-primas da pauta de exportação de vários países africanos. 
Alguns países do continente destacam-se nos setores industriais mais desenvolvidos, como África do Sul, Angola, Argélia, Egito, Marrocos e Nigéria. Recente mente, a Etiópia também vem se tornando um polo manufatureiro no continente, atraindo indústrias estrangeiras por meio de vantagens, como mão de obra e energia baratas, e elevando suas exportações de produtos industrializados.
Os reduzidos investimentos externos e a falta de capital interno estão entre os principais empecilhos para o progresso do setor industrial africano. Muitos países desse continente, em razão do baixo crescimento econômico, não dispõem de meios necessários para se fortalecer e, assim, expandir a competitividade das ati vidades industriais. 
A maioria tem mercados consumidores ainda pouco expressivos e não dispõe de mão de obra qualificada e infraestrutura de energias e de transportes eficien tes. Alguns, como Zâmbia, Uganda e Botsuana, não têm saída para o mar, tornan do ainda mais oneroso o transporte de mercadorias das regiões produtoras até os portos para a exportação.

Economias vulneráveis


Ao mesmo tempo que os países do continente africano dependem da importação de gêneros industrializados e alimentos, a pauta de exportações dessas nações não é diversificada e inclui poucos produtos industrializados. Grande parte das exportações desses países africanos corresponde a gêneros primários. Essa característica torna os países do continente muito vulneráveis às oscilações no preço desses produtos no mercado internacional, pois significa que, se o preço desses produtos cair, as receitas de exportações dos países serão prejudicadas.
Os países com melhores redes de infraestrutura, com destaque para a África do Sul, oferecem vantagens às indústrias, que importam matérias-primas e exportam produtos com menores custos.

O crescimento econômico dos países africanos 


Desde o começo do século XXI, alguns países africanos têm despontado entre os que mais rapidamente crescem economicamente no mundo. 
Em 2020, os países africanos produtores de petróleo exploraram em média cerca de 7 milhões de barris desse combustível por dia, o que representa aproximadamente 8% da demanda mundial. A África atualmente abrange cerca de 7,2% das reservas de petróleo do mundo, e alguns países se destacam na produção desse recurso.
No entanto, a riqueza gerada pela exportação de petróleo leva a muitas contra dições. A maioria da população não se beneficia do fluxo de recursos provenientes dessas receitas, que acabam enriquecendo pequenas elites e empresas es trangeiras e não são revertidas em serviços essenciais. Além disso, a exploração petrolífera está associada a impactos ambientais e sociais. 
O desenvolvimento econômico da África, além da riqueza gerada pelo petróleo, carece tanto de investimentos em fontes de energia sustentáveis como em melhorias na qualidade de vida da população.

O potencial econômico da África 


A África é um continente com grande potencial de de senvolvimento, sobretudo em razão da riqueza de recursos naturais, da população predominantemente jovem e da localização geográfica estratégica, com acesso à Europa e à Ásia. 
No contexto da economia globalizada, contudo, os investimentos estrangeiros são, em geral, canalizados para os países que oferecem mão de obra especializada, mercados consumidores em expansão, capacitação tecnológica e boa infraestrutura de transportes e de comunicações. Diante dessas exigências, diversos países africanos são excluídos do mercado mundial. 
Recentemente, os crescentes investimentos chineses na África vêm contribuindo para elevar o potencial econômico de muitos desses países. No entanto, além da baixa diversificação econômica, diversos fatores limitam o potencial das economias africanas, entre eles:
- O elevado deficit comercial, que tem impacto nas recei tas dos governos africanos. As exceções são a África do Sul e alguns dos grandes exportadores de petróleo do continente, como Líbia, Gabão, Nigéria, Angola e Argélia. 
- O endividamento externo, que, no caso de alguns países, che ga a ser dezenas de vezes superior às exportações ou ao PIB. 
- A existência de regimes antidemocráticos, democracias frágeis e governos corruptos em alguns países. 
- A existência de redes de transporte, comunicação e energia insuficientes e, em alguns casos, precárias, que desestimulam os fluxos comerciais. 
- Dependência tecnológica e financeira em relação aos países desenvolvidos. 
- Taxas de desemprego elevadas e que não são reduzidas ao longo do tempo, dificultando a inserção de jovens no mercado de trabalho.

O desemprego e a fuga de cérebros 


Nos países africanos, o desemprego afeta principalmente os jovens – grupo que hoje representa a maioria da popula ção do continente. Esse é um dos principais fatores que con tribuem para o fenômeno da “fuga de cérebros”, resultante da emigração de indivíduos com alta qualificação para ou tros países e regiões que oferecem melhores oportunidades de trabalho.

A China na África 


Vimos que as relações comerciais entre a China e os paí ses africanos vêm crescendo significativamente no século XXI. 
Nesse contexto, os chineses financiam obras de infraestrutura no continente, construindo rodovias, ferrovias, portos, redes de energia elétrica e comunicação e planos de geração de energia alternativa. Além disso, diversas parcerias – joint ventures – nos setores petrolífero, minerador, de geração de energia, de indústria de transformação e de telecomunicações já foram estabele cidas entre empresas chinesas e africanas. 
A China acaba se beneficiando desses investimentos, pois é a principal parceira econômica dos países africanos e uma parte significativa dos recursos naturais importados pelo país (incluindo cerca de 30% do petróleo) vem da África. 
As ações chinesas na África fazem parte de um ambicio so projeto denominado Nova Rota da Seda (observe o mapa a seguir). Em seu conjunto, a iniciativa abrange o território de 68 países e envolve os continentes asiático, europeu e africano por meio da instalação de redes de cabos de fibra óptica, oleodutos, gasodutos, complexos portuários, rodovias e ferrovias.

O turismo 


Apesar da riqueza cultural e natural da África, que estimula o desenvolvimento do turismo, apenas recentemente a atividade passou a apresentar importância significativa na economia africana. Na África do norte, destaca-se o patrimônio histórico e cultural de países como o Egito, que conta com pirâmides, templos, museus, mesquitas e outras atrações que o eleva à condição de país mais visitado da África. Já na África subsaariana, a África do Sul é o país que mais se destaca na atividade turística. 
No contexto da maioria dos países da África subsaariana, destaca-se a importância de parques nacionais e outras áreas de conservação, sobretudo aquelas dotadas de savanas e florestas tropicais. Nessas áreas, os famosos safáris (a palavra safári vem da língua suaíli e significa “viagem”), destinados à observação de animais, atraem milhares de turistas de todo o mundo. Os mais visitados estão na África do Sul, em Botsuana e no Quênia.
O crescimento do turismo no continente africano no século XXI vem contribuin do para o desenvolvimento econômico, gerando empregos e renda para a população. A falta de infraestrutura hoteleira e de transportes somada à instabilidade e às condições de insegu rança em alguns países são alguns dos fatores que desestimulam o turismo no continente, que também foi profundamente afetado pela pandemia de covid-19 – que, em 2022, ainda limitava os fluxos de turistas em direção à África.

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