A América apresenta grande diversidade natural. As caracterís ticas de hidrografia, relevo, clima e vegetação exercem influência na ocupação e distribuição da população, no território e nas atividades humanas, resultando em paisagens variadas de norte a sul do continente.
Hidrografia
Vários rios da América nascem nas montanhas do oeste e correm em direção ao leste.
Na América do Sul, encontra-se a maior bacia hidrográfica do mundo, a do Rio Amazonas, que recebe águas de afluentes cujas nascentes se localizam nas serras do Planalto das Guianas, na cordilheira dos Andes e em chapadas do planalto brasileiro. Na região amazônica, o transporte fluvial ainda é importante para a circulação de cargas e pessoas. Na Região Sudeste do Brasil, os rios Tietê e Paraná desempenham importante papel no transporte de mercadorias entre os países do Mercosul.
Na América do Norte, a maior bacia é a do Rio Mississipi. Esse rio, que deságua no Golfo do México, recebe afluentes que nascem no oeste (nas Montanhas Rochosas), como o Missouri e o Arkansas; e no leste (nos Apalaches), como o Ohio. Também ressalta-se a presença de muitos lagos na região, como os Grandes Lagos (Michigan, Erie, Huron e Superior), situados na fronteira entre Canadá e Estados Unidos e que têm importante aproveitamento para navegação e transporte. Muitos rios do continente americano são úteis para a geração de energia hidrelétrica. Estados Unidos, Canadá e Brasil figuram entre os maiores produtores desse tipo de energia no mundo. As bacias mais vantajosas para esse fim são as localizadas a oeste dos Estados Unidos e do Canadá, como as dos rios Colorado e Columbia. Os rios da Bacia Platina, na América do Sul, também se destacam no setor energético, principalmente os rios Paraná e Uruguai.
Vertente hidrográfica
Vertente hidrográfica é a direção na qual os rios de uma bacia hidro
gráfica correm e desembocam. Essa direção está associada à declividade
predominante do terreno.
O continente americano é muito rico em rios, com escoamento em quatro vertentes hidrográficas: do Ártico, do Atlântico, do Pacífico e do Golfo
do México.
Vertente do Ártico
São os rios do centro-norte do
Canadá que escoam para o Oceano
Glacial Ártico. Não é uma vertente
muito densa em rios, pois o clima
frio e polar da região os mantém
congelados quase o ano todo.
O principal desses rios é o
Mackenzie, no noroeste do Canadá,
navegável por aproximadamente
cinco meses ao ano e fonte de ali
mento para a pequena população
da região, além de ser um ponto
turístico.
A partir da década de 1970, o
potencial hidrelétrico do rio passou
a ser aproveitado, com a construção
da hidrelétrica do Rio Peace, cujo
potencial hidrelétrico é de cerca de
5 gigawatts por hora, o suficiente
para fornecer energia a aproxima
damente 450 mil residências.
Vertente do Atlântico
A vertente do Atlântico, Norte e Sul, é caracterizada pelas grandes bacias hidro
gráficas do continente e composta dos rios que se dirigem para o Oceano Atlântico.
- Vertente do Atlântico Norte
Às margens do Rio São Lourenço, principal rio da vertente
do Atlântico Norte, estão localizadas as áreas mais populosas
e industrializadas dos Estados Unidos e do Canadá.
Por ser navegável – principalmente depois de concluídas
as obras de alargamento e abertura de canais –, esse rio é rota
de transporte da produção industrial da região para o Oceano
Atlântico, além de possibilitar o comércio entre as cidades que
banha. Pelo São Lourenço escoam produtos agrícolas, merca
dorias do setor industrial e minérios.
Nos Estados Unidos e no Canadá, muitas cidades se
formaram ao longo do Rio São Lourenço, e algumas, como
Montreal, no Canadá, tornaram-se importantes centros de
comércio e de serviços.
Esse rio também liga o Oceano Atlântico à região dos Grandes Lagos
(Superior, Erie, Huron, Michigan e Ontário) nos Estados Unidos e no Canadá,
maior região lacustre do mundo.
- Vertente do Atlântico Sul
Na América do Sul, o Brasil é o país mais bem servido de rios. A Bacia do
Rio Amazonas é a maior do mundo. Os rios dessa bacia têm suas nascentes
na Cordilheira dos Andes, no Planalto das Guianas e no Planalto Brasileiro. Ela
drena a Floresta Amazônica e, por irrigar extensas áreas de planície, é ampla
mente utilizada para navegação.
A Bacia do Rio São Francisco é muito importante para o Nordeste brasileiro.
Seu rio principal é o São Francisco, que é navegável em alguns trechos e fornece,
por meio de usinas, energia elétrica e água para a população da região, muito utili
zada no abastecimento público e para irrigação de cultivos agrícolas. Esse rio, que
atravessa parte do sertão semiárido do Nordeste brasileiro, está ameaçado pelo
assoreamento, entre outras razões, graças à retirada de matas ciliares.
A Bacia Platina (ou do Rio da Prata) está entre as maio
res do mundo. O Rio da Prata tem curta extensão, mas recebe
águas de rios volumosos, como Paraná, Paraguai e Uruguai.
Os rios Paraná e Uruguai são grandes fornecedores de energia
hidrelétrica, e o Rio Paraguai é importante para a navegação
na região do Pantanal Mato-Grossense.
Outros rios importantes da América do Sul, com vertente
para o Atlântico, são o Orinoco, na Venezuela (formando a
Bacia do Orinoco), e os rios Salado, Colorado e Negro, na
Argentina (Bacia do Salado).
Os rios da América do Sul, assim como os de todo o continente, são utilizados para navegação, fornecimento de energia
elétrica, pesca, irrigação de terras agrícolas e abastecimento
de água para as áreas urbana e rural.
Além dos rios, o Brasil se encontra em situação privilegiada em relação à ocorrência de águas subterrâneas. Entre os aquíferos brasileiros está um dos maio
res mananciais de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo, o Aquífero
Guarani, que se estende por Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.
Sua maior ocorrência se dá em território brasileiro, abrangendo os estados de Goiás, Mato Grosso
do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
As águas subterrâneas vêm assumindo importante papel como fonte de
água potável.
Esse interesse surgiu em razão da grande disponibilidade (quantidade) e excelente qualidade natural associadas ao desenvolvimento tecnológico
que facilita sua extração. Atualmente, 40% da água de abastecimento público
no Brasil provém de reservas subterrâneas.
Vertente do Golfo do México
A Bacia do Rio Mississippi – da qual também fazem parte os rios Missouri,
Ohio e Arkansas, seus principais afluentes – é muito importante para a economia dos Estados Unidos.
O Rio Mississippi foi fundamental no processo de formação territorial do país,
porque foi por onde os exploradores ingleses se deslocaram rumo ao interior.
É considerada a terceira maior bacia hidrográ
fica do mundo, superada em área apenas pela Bacia
do Rio Amazonas, no norte da América do Sul, e
pela Bacia do Rio Congo, na região central da África.
Os rios da Bacia do Mississippi irrigam as ter
ras das planícies centrais dos Estados Unidos, cuja
elevada produção de grãos é neles transportada
para os portos do Golfo do México.
Dependendo da quantidade de chuvas na
região, podem ocorrer enchentes nos rios dessa
bacia, destruindo lavouras e acarretando prejuízo também para as cidades próximas.
Outro rio de destaque que deságua no Golfo do
México é o Rio Grande (ou Bravo do Norte). Esse
rio tem a função, em parte, de separar os territórios
dos Estados Unidos e do México.
Vertente do Pacífico
Os principais rios dessa vertente são os localizados na América do Norte:
o Rio Yukon, localizado no estado estadunidense do Alasca, que é separado
do restante dos Estados Unidos pelo território do Canadá, e os rios Colorado
e Colúmbia, nos Estados Unidos, com nascentes na região das Montanhas
Rochosas. São rios de pequena extensão e encachoeirados, muito utilizados
como fonte para a energia hidrelétrica.
Relevo
O relevo do continente americano apresenta três modelagens, com altas
montanhas e planaltos elevados a oeste, planícies e depressões ao centro e planaltos a leste.
O relevo do continente americano apresenta similaridades entre as Américas do Norte, Central e do Sul. Distinguem-se três grandes unidades ou formas, que se diferenciam pelas altitudes, pela idade geológica e pelas características de formação dos terrenos: planaltos orientais, planícies centrais e cadeias montanhosas ocidentais.
Planaltos orientais
Na costa leste ou oriental da América há predomínio de planaltos antigos,
muito desgastados pela erosão, principalmente pelo vento e pelas chuvas.
Esse desgaste explica as altitudes mais baixas, quando comparadas com a
paisagem montanhosa da costa oeste do continente e os topos de formas, em
geral, mais arredondadas.
Nas terras planálticas, na porção leste do continente, há grande concentração populacional, principalmente nos Estados Unidos e no Brasil. Essa
concentração humana é ainda maior na direção das planícies litorâneas do Atlântico.
Essa foi a primeira região do continente a receber povoamento no período colonial.
Também há, nessas áreas planálticas, elevada urbanização e polos industriais.
Os planaltos são ricos em minerais metálicos, com destaque para o minério de ferro,
explorado por alguns países, principalmente Estados Unidos, Canadá e Brasil.
No leste do continente, encontram-se planaltos de altitudes modestas, formas de topos arredondados e bastante desgastados pela ação dos agentes externos do relevo. Os principais planaltos orientais são:
- Planalto do Labrador ou Canadense, localizado no nordeste do Canadá;
- Montes Apalaches, no leste dos Estados Unidos;
- Planalto das Guianas, Planalto Central e Planalto da Patagônia, na América do Sul.
Os planaltos orientais são ricos em recursos minerais, principalmente manganês, cobre, bauxita e minério de ferro, explorados por indústrias extrativistas e amplamente utilizados para produção de matéria-prima. A exploração dos recursos minerais tem provocado grandes impactos ambientais, como a retirada da cobertura vegetal e a destruição de morros e serras. Tanto na América do Norte quanto na do Sul, esses planaltos abrangem grandes cidades e importantes áreas industriais e agrícolas.
Planícies centrais
Na região central do continente americano predominam as planícies e depressões, de formação sedimentar recente. São exemplos a Planície Central na América do Norte, as planícies e depressões da Amazônia, a Planície do Pantanal e a Depressão do Chaco, na América do Sul.
Pelas características de relevo plano e
baixo, a maioria dessas planícies é formada
por rios navegáveis e aproveitada para atividades agropecuárias.
No Canadá, a Planície Central, em sua
porção sul, é uma região de grande cultivo,
principalmente de trigo. Nos Estados Unidos,
nessa forma de relevo pratica-se a ativi
dade agrícola, com destaque para o cultivo
de trigo, milho e algodão. Na América do Sul, as planícies são regiões menos
povoadas, geralmente com destaque para a pecuária e o plantio de soja, prin
cipalmente no Brasil e na Argentina.
Na porção central do continente predominam grandes planícies, banhadas pelas bacias de rios, como o Amazonas e o Mississipi. As principais planícies americanas são:
Planície Central, na América do Norte;
Planície Amazônica, Planície Platina e Planície do Pantanal, na América do Sul.
Nos Estados Unidos, a Planície Central é uma área de intensa atividade agrícola, com desta que para o cultivo de trigo e milho.
Cadeias montanhosas ocidentais
A porção oeste do continente americano, desde o Alasca até o extremo sul do Chile, é marcada pela presença de montanhas de formação geológica recente, vulcanismo e terremotos, o que dificulta a ocupação humana, mas não a inviabiliza.
O relevo da costa oeste ou ocidental do
continente americano é predominantemente
montanhoso. Sua estrutura geológica é formada por dobramentos modernos, do Período
Terciário (Era Cenozoica). Essa modelagem do
relevo, com forte atuação de agentes internos,
é o mais extenso conjunto de cadeias montanhosas do mundo, estendendo-se por mais
de 40 mil quilômetros, do Alasca, extremo
norte da América do Norte, ao sul do Chile,
extremo sul da América do Sul.
Essas cadeias montanhosas recebem
nomes diferentes no continente. Na América do Norte, a principal cadeia montanhosa
é denominada Montanhas Rochosas; no
México, Serra Madre (ocidental e oriental); e
na América do Sul, Cordilheira dos Andes.
Por serem formações geológicas recentes
(surgidas há cerca de 65 milhões de anos),
as montanhas ultrapassam os 4 mil metros
de altitude, com formatos pontiagudos e
neve nos picos. O ponto culminante da
América está na Cordilheira dos Andes, o
Aconcágua, localizado entre a Argentina e
o Chile, com 6 962 metros.
Essa região montanhosa da costa oeste da América é uma área de contato
de placas tectônicas, com frequente atividade sísmica e, com menor regularidade, atividade vulcânica. O relevo montanhoso, associado ao clima frio de
montanha, dificulta a presença humana por causa das condições difíceis de vida
em áreas elevadas, limitando principalmente as atividades produtivas. Assim,
em vários trechos da Cordilheira dos Andes e das Montanhas Rochosas, a den
sidade demográfica é muito baixa, muitas vezes inferior a 1 hab./km².
Entre essas montanhas e as planícies da costa oeste do continente também
há planaltos de altitudes elevadas e, em alguns espaços, grande concentra
çãopopulacional, como os planaltos elevados do México, entre a Serra Madre
Oriental e a Serra Madre Ocidental.
Áreas populosas também existem nos altiplanos andinos, na América do
Sul, principalmente na Bolívia. Esses altiplanos já foram habitados no passado
por tiahuanacos, aimarás, incas e outros grupos étnicos nativos.
Clima
A diversidade climática na América é influenciada por diferentes fatores, como latitude, altitude, relevo, massas de ar e correntes marítimas. Esses fatores exercem influência direta sobre os elementos climáticos: temperatura, precipitação e pressão atmosférica.
Diversidade de climas
Por ter grande extensão territorial no sentido norte-sul, o continente americano apresenta muitos tipos climáticos, desde condições extremas de frio no
norte da América Anglo-Saxônica e no sul da América Latina até o clima tropical
da maior parte da América Latina.
Essa diversidade climática explica-se por diversos fatores, principalmente
pela latitude, pois a América é o maior continente disposto no sentido norte-sul,
cortado por quatro paralelos principais.
Além da latitude, as correntes marítimas, as massas de ar e a disposição do
relevo interferem na variedade climática do continente.
Climas da América Anglo-Saxônica
Na maior parte da América Anglo-Saxônica predominam climas temperados e frios, pois, em grande
parcela, os países que a compõem estão localizados
entre o Trópico de Câncer e o Círculo Polar Ártico,
em altas latitudes.
Os tipos
climáticos dessa porção do continente americano apresentam características diversas de temperatura e de índices de chuva ao longo das estações
do ano.
No extremo norte do continente americano
(parte do Canadá, Alasca e Groenlândia), as temperaturas são negativas o ano todo por conta do
clima polar, caracterizando áreas de baixa densidade demográfica.
Ao sul das regiões polares, ocorre o clima frio,
com invernos rigorosos e verões curtos. Canadenses e estadunidenses estão adaptados a essas
condições climáticas e contam com serviços de
remoção de neve e residências e áreas comerciais
equipadas com sistema de calefação.
Nos Estados Unidos predomina o clima
temperado, que apresenta estações do ano bem
definidas. No litoral ocorre maior quantidade de
chuvas graças às massas de ar úmidas provenien
tes dos oceanos, e no interior o clima é mais seco,
pois as cadeias montanhosas impedem o avanço
dessas massas para a região. Na área central, são frequentes os tornados.
Na
costa atlântica é comum a ocorrência de furacões, que se formam no Golfo do
México e atingem a porção sudeste dos Estados Unidos. Tornados e furacões, são ventos bastante fortes que podem causar muita destruição. A duração do furacão é maior
que a do tornado, podendo atingir uma mesma área durante vários dias.
Climas da América Latina
Na América Latina predominam climas quentes, pois a maior parte de
suas terras está localizada entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio.
Nessa região também predominam as correntes marítimas e as massas de
ar quente. Além disso, ela recebe maior incidência dos raios solares e tem
pluviosidade elevada.
Na América Latina também há os extremos climáticos, como o Sertão do
Nordeste brasileiro, com elevadas temperaturas o ano todo; as áreas de baixas
temperaturas, como o extremo sul da Argentina e do Chile; e as áreas áridas,
como no deserto de Huacachina, no Peru.
O clima das diferentes regiões da Amé
rica Latina depende
de diversos fatores,
sobretudo da altitude,
da maritimidade e dos
deslocamentos das
massas de ar.
As massas de ar tropicais, por
exemplo, apresentam
altas temperaturas,
enquanto as massas
polares trazemtem
peraturas mais baixas.
Isso ocorre porque a
incidência dos raios
solares diminui com o
aumento da latitude.
As massas marítimas são, em geral, mais
úmidas do que as continentais, em decorrência
da maior evaporação em áreas oceânicas. Ao se deslocarem, as massas de ar
carregam as características dos locais de onde se originam.
Latitude
Os climas polar e frio, caracterizados por médias baixas de tempera tura, ocorrem no extremo norte do continente, região localizada em altas latitudes. Os climas quentes e úmidos, como o equatorial e o tropical, encontram-se em áreas de médias e baixas latitudes na América Central e na América do Sul.
Altitude e relevo
O relevo influencia os climas por causa da ação que exerce sobre as massas de ar. A baixa umidade e as médias de temperatura elevadas dos climas semiárido e desértico quente nos Estados Unidos e no México sofrem influência das grandes cadeias de montanhas, que barram as massas de ar úmidas vindas do Pacífico. Na porção leste do continente, as planícies facilitam a entrada de massas de ar frias e úmidas originadas nas regiões polares. Na América do Sul, essas massas se dirigem para o norte pelas planícies Platina e do Pantanal, alcançando, às vezes, a Amazônia e provocando o fenômeno denominado friagem.
Correntes marítimas
As correntes marítimas quentes elevam as temperaturas e a umidade do ar, enquanto as correntes marítimas frias exercem efeito contrário. Em alguns casos, as correntes marítimas contribuem para a formação de desertos.
A corrente do Golfo (quente) é formada no Golfo do México e ameniza as temperaturas dos climas frios da costa leste norte-americana até a costa da Noruega, no norte da Europa.
A corrente do Peru (fria), também denominada corrente de Humboldt, atua na costa oeste sul-americana e influencia a formação do deserto do Atacama, no Chile. Por ser uma corrente fria, atua diminuindo a evaporação das águas do oceano Pacífico na região e, em consequência, a umidade e a possibilidade de chuvas, tornando o clima seco.
Vegetação
A vegetação tem estreita ligação com os tipos de clima, relevo e solo. As diferentes espécies adaptam-se às condições climáticas, como baixas ou altas temperaturas, escassez ou abundância de chuva etc.
De norte a sul, as vegetações apresentam formações das mais variadas,
indo da florestal – mais exuberante – às arbustivas e herbáceas – com árvores
mais baixas, arbustos e espécies rasteiras.
A vegetação nativa do continente americano foi bastante devastada, dando lugar a cidades, áreas agrícolas e de pastagens, estradas, hidrelétricas etc. Analise algumas paisagens do continente americano, onde a vegetação original ainda resiste.
A Taiga é adaptada ao clima rio, com invernos longos e rigorosos. As espécies vegetais ue se destacam na paisagem são as coníferas.
As espécies vegetais da Tundra são rasteiras, compostas predominantemente de liquens, algas e musgos. É a vegetação característica do clima polar, com ai as temperaturas e solos congelados durante grande parte do ano.
Na Floresta Temperada, as árvores perdem as folhas no inverno (decíduas) e têm tons vermelhos e amarelos no outono. No Brasil, a Floresta Subtropical representa uma formação vegetal que pode ocorrer em associação às Florestas Temperadas, em áreas de temperaturas mais amenas. Ao contrário da Floresta Temperada, as espécies encontradas na Floresta subtropical são perenifólias, ou seja, as folhas nunca caem.
As expressão Floresta Tropical engloba grande diversidade de formações vegetais, as quais ocorrem em áreas que se estedem pela América Central e do Sul, abrigando a maior parte da biodiversidade terrestre. As Florestas Tropicais úmidas estão sempre verdes e são constituídas por árvores de grande porte, densas e exuberantes. Estão associadas aos climas tropicais e equatoriais, quentes e úmidos.
As Savanas estão associadas aos climas tropicais, quentes e com estação seca bem definida. Enconradas em climas quentes, podem ser consideradas Florestas Tropicais secas, também ocorre do em porções da América Central e do Sul. No Brasil, correspondem ao Cerrado, que apresenta vegetação variada com áreas de vegetação densa e outras com árvores de pequeno porte, arbustos e vegetação rasteira constituída por gramíneas.
Na América, as Estepes são encontradas em áreas de transição entre os climas semiárido e subtropical, marcados por uma estação seca prolongada. Correspondem às Pradarias norte-americanas e aos Pampas sul americano. Constituem estensas áreas de pastagens naturais, com destaque para plantas herbáceas.
Formações vegetais
da América Anglo-Saxônica
Composta de musgos e liquens, a tundra é a vegetação
da região ártica – Canadá, Alasca e sul da Groenlândia – de
clima polar. Em áreas do Alasca e na região centro-norte do
Canadá, onde o clima é frio, desenvolve-se a floresta boreal
ou de coníferas, também conhecida como taiga, uma vegeta
ção de grande porte, com predomínio de espécies de pinheiros.
Na região centro-leste dos Estados Unidos, onde o
clima é temperado, forma-se a Floresta Temperada. Essa
floresta foi muito devastada, principalmente pelo avanço da
agricultura mecanizada, pela formação das cidades e pela
construção de estradas.
Pradarias ou estepes formam-se na região das
planícies centrais dos Estados Unidos e do Canadá, e, no
sudoeste dos Estados Unidos, onde o clima é árido, forma-se a vegetação desértica.
Formações
vegetais da
América Latina
Nas áreas de clima equatorial
desenvolve-se a floresta equatorial
ou tropical úmida.
A Floresta Amazônica é um exemplo de floresta
equatorial que vem sofrendo um
sistemático processo de desmata
mento, principalmente por causa do
avanço das atividades de agricultura
e pecuária.
Nas áreas de clima tropical
desenvolve-se a floresta tropical,
como a Mata Atlântica, na costa leste
do Brasil. Seu desmatamento ocorreu por conta do crescimento populacional
e do consequente aumento dos espaços urbanos.
A vegetação de savana desenvolve-se em boa parte do México, caracterizada principalmente pela presença de extensas áreas de gramíneas, arbustos
e árvores baixas. Na região central do Brasil, onde o clima é tropical, ela é cha
mada de cerrado e sofre desmatamento em razão do avanço da agricultura e
da pecuária e da atividade do garimpo, com perdas importantes para a biodiversidade. No Sertão do Nordeste brasileiro é classificada como caatinga, com
clima semiárido e predomínio de cactáceas.
Estepes e pradarias (campos) são áreas de clima subtropical, observadas no
Rio Grande do Sul, na Argentina e no Uruguai (pampas). No sul do Brasil predomina
a Mata de Araucária (floresta subtropical) e, no litoral do Peru, no litoral norte do
Chile e na Patagônia (sul da Argentina), encontra-se a vegetação desértica.