sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

América Anglo-Saxônica

A América Anglo-Saxônica se destaca pelo desenvolvimento socioeconômico de seus países, que concentram negócios em diversos setores da economia. Esse conjunto regional é formado por duas nações altamente industrializadas: os Estados Unidos e o Canadá.

O território da América Anglo-Saxônica

Um dos países mais extensos do mundo, os Estados Unidos é composto de terras contínuas, com 48 dos 50 estados da Federação, e ainda porções descontínuas, como o Alasca (que se situa próximo à região norte do Canadá) e o Havaí, um arquipélago localizado no Oceano Pacífico.

O Canadá, mesmo tendo vasta extensão territorial, apresenta baixa densidade demográfica. Essa característica pode ser explicada pelo fato de que boa parte de sua área se localiza nas proximidades e até mesmo dentro do Círculo Polar Ártico, o que resulta em condições climáticas extremamente rigorosas.

População e sociedade

Estados Unidos e Canadá

Os Estados Unidos da América (EUA) têm a maior população abso luta do continente americano, com aproximadamente 331 milhões de habitantes (dado de 2020). É for mado por 50 estados.

Já o Canadá, em 2020, tinha uma população absoluta de cerca de 37,7 milhões de habitantes. O país é o segundo maior do mundo em extensão, com uma área de 9 897 170 km2.

Composição e distribuição da população dos Estados Unidos

A população dos Estados Unidos se formou a partir da variedade étnica de grupos indígenas que já ocupavam as terras americanas, africanos escraviza dos para o trabalho nas colônias do sul do país, colonizadores ingleses e outros europeus, principalmente italianos e irlandeses, além de asiáticos. Atualmente, a maioria da população é branca – em torno de 76,3% do total (esse percentual inclui pessoas de origem hispânica ou latina). A população negra, ou afro-americana, compõe 13,4% dos habitantes, e os asiáticos, 5,9% (dados do censo do governo dos Estados Unidos de 2020). Os grupos indígenas do país encontram-se muito reduzidos – cerca de 0,9% do total da população –, devido à dominação e ao extermínio a que foram submetidos no processo colonial. Uma parcela da população dos Estados Unidos é composta de pessoas de origem hispânica ou latina, que somam cerca de 18,5% da população (2020). A maioria dessa população é mexicana, mas há um grande número de porto-riquenhos, cubanos e panamenhos. Ao longo do tempo, os EUA se transformaram em uma nação multiétnica, recebendo pessoas de diver sos países que imigraram em busca, principalmente, de emprego e oportunidades. Desde a segunda metade do século XX, é intenso o fluxo de imigrantes latinos, boa parte deles vivendo em situação de ilegalidade. Em abril de 2018, o governo federal do país estabeleceu uma política de “tolerância zero”, que desencorajou a imigração ilegal nos Estados Unidos. Em virtude da grande extensão territorial – 9 371 219 km2, a quarta maior do mundo –, os EUA têm baixa densidade demográfica, em torno de 35,6 hab./km².

A grande concentração urbana nos Estados Unidos possibilitou a formação de três megalópoles, áreas de intensa rede de cidades, com a conurbação de metrópoles.

- Chi-Pitts: situada na região dos Grandes Lagos, abriga as áreas me tropolitanas de Pittsburgh, Buffalo, Cleveland, Detroit, Milwaukee e Chicago. Trata-se de uma área que se caracteriza por ser polo indus trial, comercial e de serviços.

- Bos-Wash: localizada na região Nordeste, é a maior megalópole do país, abrangendo cidades como Boston, Filadélfia, Washington, Nova York (metrópole central) e Baltimore. É caracterizada por seu notável parque industrial, além de ter ampla gama de serviços e diversos órgãos da admi nistração federal.

- San-San: situada na Costa Oeste, abriga as áreas metropolitanas de São Francisco, Los Angeles, Seattle e San Diego. Esse corredor abrange polos tecnológicos, como o Vale do Silício, onde estão gigantes mundiais da informática.

Composição e distribuição da população do Canadá

Como foi colonizado por ingle ses e franceses, o Canadá é um país com duas línguas oficiais: o inglês e o francês. Devido ao histórico colonial, é formado majoritariamente pelas etnias inglesa e francesa; além dessas, vivem nele pessoas das etnias escocesa, irlan desa, alemã, italiana, chinesa, nativos da América do Norte, entre outras. Essa diversidade é resultado da política de imigração do país, que faz com que quase 22% da população seja de ori gem estrangeira (2019).

Quebec é a província francesa do Canadá, e a maioria da população do país é urbana. As grandes cidades estão localizadas no centro-sul e no sudeste do país, regiões próximas aos Grandes Lagos e ao Vale do Rio São Lourenço.

O Canadá tem uma das mais baixas densidades demográficas do mundo, apenas 4,2 hab./km² (2020), configu rando-se como um país pouco populoso e pouco povoado.

Indicadores sociais e econômicos

Os Estados Unidos, que integram os países do Norte na regionalização Nor te-Sul do mundo, têm bons indicadores sociais e econômicos. Estão entre as dez primeiras nações do planeta, com elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Esse índice mostra que, em linhas gerais, a população tem boas condições de vida; no entanto, encontram-se no segundo grupo de países com maior desi gualdade. Observe o mapa da página seguinte com os índices globais de IDH.

O Canadá tem o padrão socioeconômico mais elevado do continente americano e, assim como os Estados Unidos, integra os países do Norte na regionalização Norte-Sul do mundo. Apresenta um dos dez mais elevados IDHs, 0,929, que você pode observar no mapa acima (dados de 2017). Esse índice mostra que, em linhas gerais, a população tem boas condições de vida e o país apresenta menos desigualdade que seu vizinho do sul. O perfil etário estadunidense mostra que a maioria da população está na faixa de 25 a 54 anos, totalizando 38,92%. O crescimento populacional anual é de apenas 0,7% (2021). No Canadá, o perfil etário indica que a maioria da população também está na faixa de 25 a 54 anos (39,81%), e o crescimento populacional anual também é de 0,7% (2021). Veja, na tabela a seguir, alguns indicadores socioeconômicos dos dois países que compõem a América Anglo-Saxônica.

Principais características naturais da América Anglo-Saxônica

Os Estados Unidos e o Canadá têm grande diversidade de paisagens, resultan tes da interação entre suas formas de relevo, seus tipos climáticos e suas forma ções vegetais. Conheça mais sobre essa diversidade a seguir.

O relevo e a hidrografia

Os territórios do Canadá e dos Estados Unidos apresentam, em sua maior parte, baixas altitudes e contrastes evidentes entre suas porções leste e oeste. Analise o mapa a seguir e conheça algumas das principais regiões naturais do continente.

Montanhas e planaltos antigos do leste 

Essa área da América Anglo-Saxônica abrange o Planalto Laurenciano e os Montes Apalaches, um conjunto de montanhas e planaltos muito antigos e desgastados. Por isso, as altitudes são moderadas.
Montanhas jovens do oeste Estão situadas em uma extensa área de contato entre as placas tectônicas do Pacífico e Norte-Americana. Nessa re gião, no período terciário da Era Ceno zoica (entre 65 e 2 milhões de anos atrás), formaram-se as Montanhas Ro chosas, uma ampla cadeia que se esten de no sentido norte-sul.

Cânions 

Também na porção oeste dos Estados Unidos, encontramos o Grand Canyon, formado em áreas de rochas sedimenta res que, no decorrer de milhões de anos, vêm sendo desgastadas pelas águas do Rio Colorado, que percorre a região. Os processos erosivos desenham longos e profundos vales em forma de cânions.

Planícies centrais 

No centro da América Anglo-Saxônica estão localizadas extensas áreas de planí cie. Nelas, destaca-se o Rio Mississippi, que forma uma densa rede hidrográfica, com seus afluentes vindos dos Montes Apala ches a leste e das Montanhas Rochosas a oeste. Esse rio exerce um papel relevante para a navegação e a economia da região.

O clima e as formações vegetais 

A variedade climática da América Anglo-Saxônica, aliada a outros fatores, como o relevo, proporciona a existência de formações vegetais diversificadas, ainda que, atualmente, boa parte delas se encontre intensamente transforma da pela ação humana.
As montanhas localizadas na porção oeste da América Anglo-Saxônica representam uma barreira para as massas de ar que vêm do Oceano Pacífico em dire ção ao interior do território. Essa barreira bloqueia a umidade das chuvas e contribui para a formação de áreas com predomínio dos climas desértico e semiárido. A corrente marítima fria da Califórnia, que atua na porção oeste da região, reduz a evaporação e também favorece a existência de climas mais frios e secos nessa porção.

Nos territórios localizados na porção norte da América Anglo-Saxônica, registra-se a presença de climas mais frios (frio e polar), visto que há menor incidência direta de radiação solar nas áreas de elevada latitude. 
As condições do relevo e a corrente marítima quente do Golfo, por sua vez, propiciam a entrada de ventos úmidos e a formação de climas mais chuvosos e amenos na porção leste dos Estados Unidos, onde predominam os tipos climáticos temperado e subtropical.
As diferentes formações vegetais da América Anglo-Saxônica estão associadas à atuação dos tipos climáticos na região.

Tundra 

No extremo norte do continente, predomina a vegetação de Tundra, composta de musgos e liquens e que se adapta às áreas de ocorrência de clima polar. Nessas regiões, a superfície do solo permanece coberta de gelo durante a maior parte do ano. Nos curtos períodos de verão, quando o gelo derrete, a vegetação floresce e se reproduz. Logo depois, quando reinicia o longo inverno, a Tundra volta a desaparecer sob o gelo.

Floresta Boreal (Taiga) 

Desenvolve-se em regiões de clima frio, com apenas duas estações: um inverno longo e um verão curto. Nessas áreas, destacam-se as coníferas, que, de maneira geral, permanecem com suas copas esverdeadas mesmo durante os períodos mais frios.

Floresta Temperada 

Vegetação típica das áreas onde pre domina o clima temperado, marcado por quatro estações do ano bem definidas. Ocorre no litoral chuvoso da porção noroeste da América Anglo-Saxônica, as sim como na porção centro-leste. A vegetação dessa floresta é composta, principalmente, de espécies caducifólias, isto é, que perdem suas folhas nas esta ções frias (outono e inverno) e as retomam nas estações quentes (primavera e verão). Atualmente, essa vegetação está intensamente alterada pela ação humana.

Vegetação de Estepes e Pradarias 

Desenvolve-se na região central dos Estados Unidos, onde se verifica o predomínio de condições climáticas mais áridas. É caracterizada pela vegetação rasteira, predominantemente composta por gramíneas e herbáceas.

Deserto 

Ocorre nas regiões em que atua o clima desértico, muito seco ao longo de to do o ano. Nessas áreas, há poucas espé cies de animais e plantas. Destacam-se, nesse sentido, as plantas adaptadas à escassez de água.

Vegetação Mediterrânea 

Desenvolve-se no litoral sudoeste dos Estados Unidos, onde o clima proporciona verões quentes e secos e chuvas con centradas no inverno. É caracterizada por plantas de pequeno e médio portes, adaptadas a períodos secos. 

Vegetação de alta montanha 

Ocorre em áreas de altitude elevada, nas montanhas da região oeste dos Esta dos Unidos e do Canadá. Varia conforme a altitude, com predomínio de gramíneas e arbustos nas porções mais baixas e musgos e liquens nas partes mais altas.

Economia

Estados Unidos 

Considerada uma das mais influentes do mundo, a economia dos Estados Unidos alcançou em 2019 o Produto Interno Bruto (PIB) de 21,4 trilhões de dólares, sendo responsável por mais de um quarto do PIB mundial. 
Os Estados Unidos integram o G7, grupo dos sete países mais ricos e industrializados do planeta. Além de serem sede de diversas empresas trans nacionais, são líderes de investimentos em Bolsas de Valores, e sua moeda, o dólar, é adotada como padrão em transações financeiras internacionais.
As exportações estadunidenses somaram cerca de 1,6 trilhão de dólares em 2019. O país é o maior exportador de produtos agrícolas do mundo, sendo responsável por, aproximadamente, 10% da economia global. Canadá, México, China e Japão são os principais compradores, e os principais produtos expor tados são: gêneros agrícolas (soja, frutas e milho), bens de capital (aeronaves, autopeças, computadores e equipamentos de telecomunicações) e bens de con sumo (automóveis e medicamentos).
No entanto, suas importações atingiram mais de 2,5 trilhões de dólares em 2019. Os parceiros que mais exportam para os Estados Unidos são China, México, Canadá, Japão e Alemanha, especialmente no que se refere a produtos agrícolas, bens de capital (computadores e autopeças) e bens de consumo (automóveis, roupas, medicamentos e brinquedos). 
Com base nesses dados, percebe-se a relevância da China para as relações comerciais com os Estados Unidos, bem como seu poder de concorrência na economia global. Nos últimos anos houve um acirramento da disputa comercial entre os dois países, especialmente no período de 2017 a 2020, o que vem resultando em uma série de negociações.

Indústria e agricultura 

Um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento industrial dos Estados Unidos é sua grande riqueza em recursos minerais e energéticos, como petróleo, carvão, gás natural, minério de ferro, cobre e bauxita. 
São o quinto maior produtor mundial de petróleo cru (quase 11,3 milhões de barris por dia), o terceiro de refinados (mais de 20 milhões de barris por dia) e o 11° em reservas de petróleo (cerca de 36 bilhões de barris), além de ocuparem o segundo lugar no maior consumo desses produtos (cerca de 18,1 milhões de barris por dia).
O país também tem a maior reserva de carvão do mundo – 23% do total –, produz cerca de 4 trilhões de kW/h por ano e é o segundo maior con sumidor mundial de energia elétrica.

A indústria estadunidense é altamente diversificada e desenvolvida. Destacam-se no setor os ramos petroquí mico, siderúrgico, automobilístico, aeroespacial, químico, madeireiro, de telecomunicações, de eletrônicos, de bens de consumo, de alimentos processados e de mineração. 
As indústrias tradicionais estão concentradas no nor deste e na área dos Grandes Lagos, região conhecida como manufacturing belt (cinturão industrial). Nela se agrupam setores como o automobilístico, o eletroeletrônico, o ali mentício, o siderúrgico, o aeronáutico e o naval. 
Nas últimas décadas, as regiões sul e oeste se trans formaram no mais novo foco de industrialização do país, por apresentarem menores custos de produção e maiores incentivos fiscais do governo. 
Essa área é conhecida como sun belt (cinturão do sol), porque tem clima predominan temente quente e ensolarado, e nela se destacam as indús trias aeroespacial e petroquímica. Na Costa Oeste há o Vale do Silício, na Califórnia, onde se concentram empresas de tecnologia de ponta, ligadas a microeletrônica, informática e robótica, além de intensa atividade de pesquisa.

Belts agropecuários 

Os Estados Unidos aprimoraram o sistema de cultivo em cinturões agrícolas, conhecidos como belts. São áreas, principalmente na Planície Central, especializadas em mono culturas, que formam o “celeiro agrícola” estadunidense. 
Os principais belts são o cinturão do algodão (cotton belt), o do leite (dairy belt), o do trigo (wheat belt), o do milho (corn belt), o da pecuária (ranching belt) e o da fruticultura (fruit belt).

Canadá: economia 

Considerado um dos países mais desenvolvi dos do mundo, com PIB de 1,6 trilhão de dólares, o Canadá também integra o G7. Cerca de 70% do valor da produção industrial canadense é proveniente das províncias de Quebec e Ontário. Os principais setores são o madeireiro (papel e celulose), o siderúrgico e o eletrônico, o de equipamentos de transporte e aviação, o de telecomunicações e informática. 
As indústrias do país – com destaque para a siderurgia, a metalurgia e a indústria de papel e celulose – estão localizadas principalmente na região dos Grandes Lagos e nos arredores de Vancouver, na Costa Oeste. 
A atividade industrial é favorecida pelos valiosos recursos minerais do subsolo canadense, como cobre, zinco e ferro, além de contar com uma grande dispo nibilidade de recursos energéticos, como petróleo, gás natural e hidreletricidade.
O Canadá é o quarto maior produtor mundial de petróleo cru (mais de 5,1 milhões de barris por dia) e o terceiro em reservas de petróleo (cerca de 168,1 bilhões de barris). 
O país é um grande exportador de riquezas mine rais, configurando-se como o terceiro maior exportador de minérios do mundo, com destaque para o alumínio, o zinco, o ferro e o chumbo. 
A intensa exploração de madeira da Floresta Boreal oferece matéria-prima à indústria de papel e celulose, muito desenvolvida no país, além de abas tecer cerca de metade da demanda de papel-jornal de todo o mundo.
Outra atividade econômica importante do Canadá é a agricultura mecanizada, realizada sobretudo nas áreas úmidas e férteis da Planície Central, também conhecida como prairies (pradarias). Com relevo plano e solo fértil, a planície concentra 75% das áreas de cultivo do país. 
A região dos Grandes Lagos e o Vale do Rio São Lourenço também têm agricultura desenvolvida, principalmente na produção de hortifrutigranjeiros, para abastecer seu grande mercado consumidor. 
O Canadá é considerado um dos principais produtores de alimentos do mundo, com destaque para cereais como trigo, aveia, centeio, cevada, canola e linhaça, exportados especialmente para os Estados Unidos. As exportações canadenses somam cerca de 103 bilhões de dólares (2019). Os parceiros para os quais o Canadá mais exportou, em 2019, foram Estados Unidos e China. 
O país importa mais de 120 bilhões de dólares em mercadorias (2019), sobretudo dos Estados Unidos, da China e do Japão. Canadenses e estaduni denses são importantes parceiros econômicos, mas essa relação passa por um período de crise, iniciado pelo comércio do aço.

Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta)

Estados Unidos e Canadá participam de diversas organizações internacionais, entre elas, até o ano de 2018, o acordo de livre-comércio Nafta (sigla para North America Free Trade Agreement, ou Acordo de Livre Comércio da América do Norte). 
Esse acordo se originou em 1988, com Estados Unidos e Canadá. Em 1991, os dois países assinaram o Acordo de Libera lização Econômica, formalizando sua relação comercial. O México aderiu a ele em 1992, e o Nafta entrou em vigor em 1994, estabelecendo o prazo de 15 anos para a eliminação de todas as barreiras alfandegárias entre seus signatários. 
Em mais de duas décadas, o Nafta aprofundou as relações comerciais entre seus membros, mas trouxe insatisfações de trabalhadores, empresas, políticos e especialistas. Por isso, no início de 2018, os governos dos Estados participantes do Nafta iniciaram discussões para reformar o acordo. Com o fim do Nafta, entrou em vigor o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), em 2020.



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