África foi ocupada por europeus com base em seus interesses no comércio agrícola, na extração mineral e na exploração da mão de obra escravizada. O ouro africano trouxe muita riqueza para Portugal no início do século XVI, a qual se esgotou rapidamente.
No século XVII, Holanda, Inglaterra e França passaram a navegar pelo Atlântico e a questionar o monopólio dos portugueses sobre os territórios encontrados. Nos séculos XVI e XVII, as classes sociais dominantes desses países se interessaram pelas riquezas do território africano e organizaram companhias de comércio: fundaram feitorias, exploraram os recursos naturais e escravizaram a população nativa.
Esse processo resultou em uma nova divisão territorial africana que não respeitava a divisão dos povos nativos. A dominação e o estabelecimento de colônias criaram uma situação com alto potencial de conflitos internos entre as sociedades existentes que se intensificou no século XVIII, no contexto da Revolução Industrial e da corrida europeia por novos recursos minerais.
A partilha do continente africano entre as nações europeias começou na segunda metade do século XIX, culminando com a Conferência de Berlim, em 1884, que teve a participação de 15 países europeus, dos Estados Unidos e da Turquia. Esses países decidiram sobre o futuro do continente africano – a quantidade de pontes, portos e cidades que seriam construídos e quais atividades agrícolas e de exploração de minérios seriam implementadas – sem considerar fronteiras e populações locais (com diversas marcas culturais e identidades étnicas).
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