sábado, 21 de fevereiro de 2026

SUL DA ÁFRICA: COLONIALISMO E A EXPLORAÇÃO

Assim como aconteceu em toda a África, a ocupação europeia do território sul-africano não se deu sem que houvesse uma nova divisão territorial. Antes da existência dos territórios da República Sul-Africana (atual África do Sul), Zâmbia e Zimbábue, a região sul-africana era formada pelo Reino Butua, onde se situava o Império Monomotapa (séc. XIV-XVII). Sob influência dos portugueses, em 1629, o rei Mavura converteu-se ao cristianismo, o que contribuiu para que, aos poucos, o império fosse dissolvido por meio da mudança cultural. Como consequência, as raízes culturais enfraqueceram, e a região tornou-se mais vulnerável aos objetivos comerciais de portugueses e holandeses.
O importante subsolo sul-africano (assim como o do Zimbábue), rico em reservas de diamante, níquel, fosfato, manga nês, cobre, ouro, carvão mineral, cromo e urânio, gerou interesse nos colonialistas holandeses e, principalmente, ingleses ao longo dos séculos XVIII a XX, em decorrência da crescente industrialização europeia.
A necessidade de recursos minerais levou à ocupação holandesa do território dos povos bôeres. Os colonizadores instalaram-se em territórios sul-africanos para explorar as reservas de ouro e de minérios preciosos. No século XIX, os colonos de ascendência não inglesa migraram em direção ao interior, fundando o Estado Livre de Orange e a República do Transvaal, consolidando, assim, seus projetos coloniais.
O conflito entre britânicos e bôeres levou à Guerra dos Bôeres, no fim do século XIX e no início do século XX, e resultou da necessidade que os europeus – principalmente os empre endedores britânicos – tinham de consolidar redes de desenvolvimento econômico e indus trial na África para a exploração de minérios e, assim, enriquecer grupos de investidores e de empresários.
Entre eles está Cecil Rhodes (1853-1902), um dos principais responsáveis pelo projeto da ferrovia Cabo-Cairo, que atravessaria todo o continente africano no sentido sul-norte, em um trajeto de mais de 10 000 km. O porto egípcio era um dos principais polos de saída do que se produzia na África para o Império Britânico. Com a descoberta de enormes reservas de ouro e de diamantes na África do Sul em 1880, foi necessário pensar em uma rota ferroviária que incorporasse o montante produzido e levasse a riqueza mineral africana para territórios europeus. Esse processo levou a África do Sul a manter-se sob domínio britânico desde 1911, tornando-se independente em 1961.

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