sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Relações entre Estados Unidos e Brasil

A história das relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos tem início em 1824, quando os estadunidenses foram os primeiros a reconhecer a independência de nosso país, ocorrida em 1822. No entanto, foi apenas a partir da Segunda Guerra Mundial que o Brasil estreitou relações com os EUA.
A adesão brasileira aos Aliados veio por meio de negociação promovida pelo então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, com os Estados Unidos. Como resultado, nosso país recebeu bases navais e aéreas dos Estados Unidos e forneceu a eles matérias-primas, como a borracha. Em contrapartida, o Brasil recebeu recursos financeiros que foram investidos na atividade industrial.
Desse momento em diante, os dois países permaneceram alinhados, embora em alguns momentos o Brasil tenha tentado traçar um caminho mais independente, com foco nas relações Sul-Sul, ou seja, com países da América Latina e da África, por exemplo. Hoje, Brasil e Estados Unidos mantêm acordos e diálogos sobre comércio, investimentos, energia, meio ambiente, educação, tecnologia, direitos humanos e segurança, entre outros.

Relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos 


Ainda que o Brasil não apareça como um dos principais exportadores e importadores comerciais dos Estados Unidos, nosso país é um de seus principais parceiros: cerca de 10,3% das exportações brasileiras vão para os EUA e mais de 17,6% das importações vêm de lá (2020). 
O Brasil sempre esteve historicamente ligado aos Estados Unidos: nas relações diplomáticas e econômicas, nos investimentos que este faz no Brasil, na sua influência cultural na sociedade brasileira – na música, no cinema, no turismo, no vestuário etc.
Em 2019, os principais produtos importados pelos Estados Unidos das indústrias brasileiras foram aviões e peças de aeronave. Alguns produtos essenciais para ambos os países são o algodão, o carvão mineral, o alumínio e o aço. O Brasil é um grande comprador do carvão mineral estadunidense, e os Estados Unidos são um dos mais importantes clientes do aço e do alumínio brasileiros.

Ao passo que perde mercado na América Latina para a China, os Estados Unidos disputam o mercado internacional de exportações com o Brasil, principalmente de gêneros agropecuários, como soja, milho, carne e etanol. Em meio a disputas econômicas, o Brasil já denunciou os Estados Unidos pela prática de dumping que é severamente combatida pela Organização Mundial do Comércio (OMC).


Multinacionais estadunidenses no Brasil 

O Brasil é a maior economia da América Latina e, historicamente, tem boas relações com os Estados Unidos. Os Estados Unidos, por sua vez, exercem influência econômica e política sobre o território brasileiro – assim como no restante da América Latina – apoiando, direta e/ou indiretamente, determinadas políticas governamentais em razão de interesses estratégicos na região.

Até o início do século XX, a maior parte dos investimentos estrangeiros no Brasil era proveniente da Inglaterra. No entanto, após a expansão econômica dos Estados Unidos, grupos empresariais estadunidenses passaram a investir maciçamente em nosso país e a instalar empresas multinacionais em território brasileiro. 

Atualmente, a maioria delas ainda permanece atuando no mercado nacional nos mais diversos setores de atividades, como o industrial (automóveis, medicamentos, produtos químicos etc.), o de comércio e serviços (seguradoras, bancos, redes de supermercado) e até mesmo o de produção cinematográfica. 
Suas transnacionais estão presentes no Brasil desde o início do século XX – são exemplos a General Electric, General Motors, Kodak, IBM, Avon e Johnson & Johnson, além de muitas outras. 
Até o ano de 2008, os Estados Unidos foram nosso principal parceiro comercial, sendo que, a partir de 2009, a China ultrapassou-os no comércio exterior com o Brasil.

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