A história das relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos tem início em 1824, quando os estadunidenses foram os primeiros a reconhecer a independência de nosso país, ocorrida em 1822. No entanto, foi apenas a partir da Segunda Guerra Mundial que o Brasil estreitou relações com os EUA.
A adesão brasileira aos Aliados veio por meio de negociação promovida pelo então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, com os Estados Unidos. Como resultado, nosso país recebeu bases navais e aéreas dos Estados Unidos e forneceu a eles matérias-primas, como a borracha. Em contrapartida, o Brasil recebeu recursos financeiros que foram investidos na atividade industrial.
Desse momento em diante, os dois países permaneceram alinhados, embora em alguns momentos o Brasil tenha tentado traçar um caminho mais independente, com foco nas relações Sul-Sul, ou seja, com países da América Latina e da África, por exemplo. Hoje, Brasil e Estados Unidos mantêm acordos e diálogos sobre comércio, investimentos, energia, meio ambiente, educação, tecnologia, direitos humanos e segurança, entre outros.
Relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos
Ainda que o Brasil não apareça como um dos
principais exportadores e importadores comerciais dos Estados Unidos, nosso país é um de seus
principais parceiros: cerca de 10,3% das exportações brasileiras vão para os EUA e mais de 17,6%
das importações vêm de lá (2020).
O Brasil sempre esteve historicamente ligado aos Estados Unidos: nas relações diplomáticas e econômicas, nos investimentos que este faz no Brasil, na sua influência
cultural na sociedade brasileira – na música, no cinema, no turismo, no vestuário etc.
Em 2019, os
principais produtos importados pelos Estados
Unidos das indústrias brasileiras foram aviões e
peças de aeronave.
Alguns produtos essenciais para ambos os países são o algodão, o carvão mineral, o alumínio e
o aço. O Brasil é um grande comprador do carvão
mineral estadunidense, e os Estados Unidos são um
dos mais importantes clientes do aço e do alumínio brasileiros.
Multinacionais estadunidenses no Brasil
Até o início do século XX, a maior parte dos investimentos
estrangeiros no Brasil era proveniente da Inglaterra. No entanto, após a expansão econômica dos Estados Unidos, grupos
empresariais estadunidenses passaram a investir maciçamente
em nosso país e a instalar empresas multinacionais em território
brasileiro.
Atualmente, a maioria delas ainda permanece atuando no
mercado nacional nos mais diversos setores de atividades, como
o industrial (automóveis, medicamentos, produtos químicos
etc.), o de comércio e serviços (seguradoras, bancos, redes de
supermercado) e até mesmo o de produção cinematográfica.
Suas transnacionais estão presentes no Brasil desde o início do século XX – são
exemplos a General Electric, General Motors, Kodak, IBM, Avon e Johnson & Johnson,
além de muitas outras.
Até o ano de 2008, os Estados Unidos foram nosso principal parceiro comercial, sendo que, a partir de 2009, a China ultrapassou-os no comércio exterior com o Brasil.
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