Assim como o seu território, a economia da América Anglo-Saxônica é muito grande e importante no contexto mundial. Embora não seja possível comparar a economia dos Estados Unidos com a do Canadá, este último também ostenta uma posição de destaque.
O uso industrial do espaço da América Anglo-Saxônica
Os Estados Unidos se tornaram o principal país industrializado do mundo após a Segunda Guerra Mundial, da qual saiu vencedor depois de atuar em conjunto com os aliados. Enquanto a Europa, arrasada pela guerra, se reconstruía, os Estados Unidos conseguiram desenvolver muitas tecnologias, aplicadas no desenvolvimento industrial e na agricultura.
Distribuição espacial das indústrias Os Estados Unidos criaram indústrias de base e de bens de consumo, como a indústria automobilística, concentrada no norte do país, junto aos Grandes Lagos, principalmente em Chicago e em Detroit.
Essa área industrializada, que engloba o nordeste dos Estados Unidos, e a região dos Grandes Lagos são chamadas de Ma nufacturing Belt (cinturão da manufatura). Para impor sua força militar no mundo foi preciso que os Estados Unidos desen volvessem uma sólida indústria de armamentos, que se concentra na costa oeste, junto a cidades como San Diego e Los Angeles.
A partir do acordo de produção com a China estabelecido na década de 1980, porém, algumas indústrias se deslocaram para o território chinês, diminuindo a ca pacidade industrial estadunidense. Apesar disso, o país continua a manter um importante parque industrial. Essa parceria foi vantajosa a ambos os países, que se consolidaram como as mais importantes potências econômicas e políticas do mundo nas décadas iniciais do século XXI.
No Canadá, estão presentes todos os ramos de atividade industrial, com destaque para a indústria química. É com a produção madeireira, de celulose e de alumínio, porém, que o país se destaca mundialmente.
Mais dinâmica, a economia dos Estados Unidos influencia diretamente a do Canadá, que desenvolve atividades complementares às do país vizinho. Em Vancouver existe correspondência com Seattle no setor aeronáutico. Em Toronto e Montreal estão situadas fábricas de automóveis que podem ser consideradas uma extensão das matrizes dos Estados Unidos.
O uso agropecuário do espaço
Os Estados Unidos apresentam uma diversificada produção agrícola. O país está entre os principais produtores de soja, algodão, trigo e milho do mundo, além de também contar com um dos maiores rebanhos de gado bovino e suíno.
A agricultura é outro setor que se beneficia do desenvolvimento tecnológico dos Estados Unidos. A elevada mecanização aplicada no campo, com utilização de técnicas sofisticadas de produção, garantem ao país safras volumosas por muitos anos, embora reduza a mão de obra.
Uma tecnologia bastante usada no setor agrícola estadunidense, a das sementes transgênicas, é muito questionada em países europeus. Essa técnica consiste na alteração genética da planta para que ela adquira deter minadas características ou resista a organismos prejudiciais ao seu desenvolvimento.
Os cientistas alertam que ainda não se conhecem os efeitos que o consumo desse tipo de alimento pode causar à saúde humana ao longo dos anos. Também se critica a possibi lidade de contaminação de áreas natu rais protegidas, que poderiam ser desestabilizadas pela presença de uma vegetação que não existia antes na natureza.
No Canadá, por sua vez, o extrativismo é praticamente voltado à exploração de madeira, retirada da floresta Boreal, ou Taiga. Essa floresta tem uma pequena diversidade de espécies, com predomínio de coníferas. O Canadá é o principal produtor de madeira certificada, que é usada para a fabricação de celulose.
Na agricultura, o cultivo de cereais e de frutas ocorre nas Pradarias canadenses e na planície do rio São Lourenço. As terras cultiváveis são reduzidas em virtude da baixa temperatura e do predomínio da Tundra. Nessa área, uma camada de gelo que cobre o solo permanentemente, conhecida como permafrost ou pergelissolo, impede o cultivo mesmo no verão. No Canadá também se destaca a criação de gado, especialmente no sistema intensivo.
A produção em Ciência e Tecnologia (C&T) Em 2015, o Canadá investiu pouco mais de 1,6% de seu PIB no setor de pro dução em Ciência e Tecnologia, enquanto os Estados Unidos investiram cerca de 2,8% do seu PIB. Esse setor adquire importância cada vez maior no mundo contemporâneo, e os Estados Unidos ocupam a liderança mundial em inovação, inclusive como um importante país exportador de C&T.
Desenvolvimento tecnológico: redes sociais
Nas últimas décadas, foram criadas nos Estados Unidos diversas empresas de computadores e de tecnologia. O Vale do Silício, localizado na Califórnia, na costa oeste do país junto a São Francisco, recebeu esse nome devido à grande concen tração de empresas de informática. O silício é o elemento químico básico para a fabricação de componentes da indústria eletrônica e de informática, como processadores, circuitos e chips.
Essas empresas se dedicam à inovação de materiais, computadores, chips, monitores, telefones celulares e programas de computa dor. Na Califórnia, em Mountain View e em Palo Alto, estão sediadas também as principais empresas de tecnologia do país, que criaram as redes sociais e os sistemas de busca na internet usados em grande parte do mundo. A região onde se concentram as indústrias de alta tecnologia nos Estados Unidos é chama da de Sun Belt (cinturão do Sol, pois se loca lizam nas áreas de clima mais quente).
Tecnologias de ponta, como as do setor de informática, são criadas por profissionais locais, ainda que boa parte seja de imigrantes. Muitos estudantes vão aos Estados Unidos para se especializar em cursos de mestrado e doutorado e acabam fixando residência no país, aceitando convites de trabalho em empresas e universidades.
Os Estados Unidos são líderes nas inovações tecnológicas. Para alcançar esse desenvolvimento, o governo investe muito em Ciência e Tecnologia.
Vale lembrar que o país ostenta o maior PIB do mundo. Logo, o valor que investe é superior a todos os demais da ta bela. Os investimentos em C&T conferem vantagens às em presas estadunidenses. Além de fabricarem novos produtos tecnológicos, que são vendidos em todo o mundo, os Estados Unidos recebem pagamento pelo uso das tecnologias criadas em seu território quando o produto é feito fora do país. Muitas fábricas se deslocaram para o México e para a China, onde a produção é mais barata. Entretanto, as empresas remetem parte dos lucros aos Estados Unidos.
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