terça-feira, 10 de março de 2026

Argentina

Na Argentina, cuja capital é Buenos Aires, vivem aproximadamente 45 milhões de pessoas. Cerca de um terço da população argentina vive na região metropolitana de sua capital e o restante em áreas do centro e do norte do país, como nas cidades de Córdoba e Rosário.
Entre as décadas de 1940 e 1960, os argentinos desfrutavam de um padrão de vida elevado. Depois des se período, no entanto, esse padrão começou a cair em razão de problemas internos e externos, durante e após a ditadura militar (décadas de 1970 e 1980).
A partir dos anos 1990, o país vivenciou um processo bastante intenso de abertura econômica e privatizações que, em um primeiro momento, provocou a queda da inflação e a estabilização da economia. Todavia, o que se verificou no longo prazo foi a estagnação econômica e a elevação das taxas de inflação, além do aumento da pobreza, das desigualdades sociais e da dívida externa.
Em 2001, a Argentina decretou a moratória (suspensão do pagamento da dívida externa) e passou a ser vista com desconfiança pelos investidores internacionais. Esse foi o período da mais grave crise econômica, social e política da conturbada história do país. 
Durante as últimas duas décadas, o único período de maior estabilidade econômica do país foi entre 2002 e 2007, quando o PIB cresceu em média 8,5% ao ano, resultado de políticas econômicas e do aproveitamento da capacidade industrial e de trabalho, que estavam ociosas na crise. No entanto, após essa breve estabilidade, o país voltou a passar por períodos de recessão. Em 2020, o PIB argentino foi de 389 bilhões de dólares.
Em 2014, o país decretou nova moratória, o que diminuiu as perspectivas de avanços econômicos e sociais para os anos subsequentes. A partir de 2016, com o governo do então presidente Maurício Macri, houve um crescimento econômico inicial (PIB de 2,9% em 2017), fruto da tentativa de controlar as contas públicas e a inflação. 
Porém, com a alta do dólar e dos juros nos Estados Unidos, a queda da safra agrícola em torno de 30% e a falha na tentativa de conter a inflação e os gastos públicos, o governo mergulhou em nova crise econô mica e de confiança e se viu obrigado a recorrer, em agosto de 2018, ao Fundo Monetário Internacional (FMI), algo que não acontecia desde 2003. Em 2021, o governo argentino iniciou a negociação de um novo acordo com o FMI, com o objetivo de refinanciar a dívida de 44 bilhões de dólares.

Espaço econômico


O território argentino está subdividido em quatro regiões que apresentam características específicas em relação à sua produção econômica: Pampa, Chaco, Patagônia e região andina. Observe o mapa do espaço econômico argentino.

O Pampa argentino


O Pampa é a região mais dinâmica do espaço geográfico argentino, concen trando grande parte das produções agropecuária e industrial e cerca de 70% da população nacional. É onde se situa Buenos Aires e as cidades de Rosário e Córdoba, as mais importantes do país.
Trata-se de uma das áreas mais produtivas do globo, com destaque para a agropecuária: na região é praticada atividade agrícola intensa, ao lado de uma próspera criação de bovinos e ovinos. O solo da região do Pampa é muito fértil, o que favorece a alta produtividade, principalmente do trigo. É dessa região que os argentinos obtêm metade de sua produção agrícola.
Essa região apresenta similaridade com o Pampa brasileiro, particularmente no que se refere à existência de pastos naturais e à criação de bovinos para corte, realizada de forma tanto extensiva como intensiva. O circuito da carne no Pampa argentino é marcado pela presença de grupos industriais frigoríficos (inclusive brasileiros que atuam na Argentina) que abastecem os mercados interno e ex terno com carne de alta qualidade. A atividade pecuária possibilita também a industrialização do couro para a fabricação de roupas, bolsas e calçados.
Em meados da década de 2000, a Argentina era o terceiro maior exportador de carne do mundo, mas a proibição temporária da exportação e a elevação de impostos no país contribuíram para uma diminuição no volume de carne argen tina direcionado ao mercado externo. Atualmente, a Argentina está entre os dez maiores exportadores. O país se destaca nas exportações de cereais (trigo e soja) e lã, produtos que, juntos, representam cerca de dois terços das expor tações argentinas. Os principais destinos são Brasil, China e Estados Unidos.

Demais regiões


O Chaco, região ocupada pelo povo indígena Guarani, apresenta baixa den sidade demográfica, com predomínio da pecuária extensiva de bovinos e de espaços agrícolas dedicados ao cultivo do algodão, do sorgo e do milho.
Na Patagônia, a região menos povoada do país, predominam as grandes propriedades rurais. A prevalência dos climas Desértico e Semiárido dificulta a produção agrícola, no entanto a região se destaca na criação de ovinos em sistema extensivo, assim como na extração de petróleo e gás natural. Recente mente, o turismo e o cultivo de uva para a fabricação de vinhos vêm se expan dindo na região.
Na região andina, onde predomina o cultivo de frutas – com destaque para a uva – e de oliveiras, a cidade mais importante é Mendoza, grande produtora e exportadora mundial de vinhos. A região também se destaca pela produção de azeite, além da extração de petróleo e gás natural.

O setor industrial


As indústrias argentinas se concentram principalmente na Região Metropo litana de Buenos Aires (siderúrgicas, estaleiros navais, refinadoras de petróleo, indústrias mecânica, têxtil e alimentícia). Outros centros industriais importantes ocorrem ao redor das principais cidades do país, como Rosário, Córdoba, Santa Fé e Mendoza.
Os setores industriais mais expressivos são o de alimentos (carne) e o têxtil (couro e lã), que aproveitam a grande disponibilidade de produtos agropecuários. Outros setores industriais presentes são o automobilístico, o metalúrgico e o da construção civil. As empresas transnacionais controlam boa parte dessas indústrias, como as fábricas do setor automobilístico, sendo marcante a presença do capital estrangeiro na economia do país.


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