domingo, 21 de dezembro de 2025

Brasil: macrorregiões geoeconômicas

O território brasileiro também pode ser regionalizado segundo outros critérios. De acordo com a regionalização geoeconômica, o Brasil está dividido em três grandes complexos regionais: Amazônia, Nordeste e Centro-Sul. Apresentada em 1967 pelo geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger.
Ele organizou o Brasil em três grandes blocos deno minados macrorregiões geoeconômi cas ou complexos ec onômicos regio nais. Para isso, ele considerou o grau de desenvolvimento das atividades econômicas e os aspectos naturais. Portanto, os critérios para sua delimitação são diferentes daqueles utiliza dos pelo IBGE.

Amazônia


Os limites da macrorregião Amazônia correspondem à área coberta originalmente pela Floresta Amazôni ca, o que inclui o centro-norte do estado de Mato Grosso, o oeste do Maranhão e grande parte do Tocantins. Além da floresta, em seu interior encontramos diversas outras formações vegetais, como Mangues, Cerrados e Campos. 
É a região de menor densidade demográfica do Brasil. Nas últimas déc adas, vem apresentando elevado crescimento urbano, investimentos em transportes, co municações e energia e é grande a diversificação de suas atividades econômi cas. Muitas áreas vêm sendo ocupadas de forma desordenada. 
Além disso, é importante destacar que o crescimento de atividades como cultivo agrícola, extração de madeira e mineração tem gerado grandes focos de desmatamento na região. 

Nordeste 


A região Nordeste, nessa divisão, abrange as áreas de clima semiárido, por isso também inclui o norte de Minas Gerais. Na faixa litorânea, estende-se pelas áreas mais exploradas no período colonial com emprego de mão de obra escrava e atualmente abriga diversos polos industriais. Onde o solo e o clima são favoráveis à agricultura, pratica-se agricultura desde o período colonial. 
Atualmente encontramos grandes áreas de agricultura irrigada no Sertão, associadas a complexos agroindustriais com produção voltada ao mercado interno e à exportação. Apesar das grandes mudanças nas últimas décadas, são dessa região os piores indicadores sociais do país (mortalidade infantil, analfabetismo, concentração de renda, etc.).

Centro-Sul 


Na região Centro-Sul concentra-se a maior parte da população brasileira e o maior volume e diversificação de atividades econômicas do país. 
Encontra-se a maior concentração de indústrias, uma rede de cidades mais densa e interli gada, agropecuária dinâmica e setor de serviços mais variado. 
Essa região, assim como as demais, possui grande desigualdade social e enormes bolsões de pobreza, principalmente na periferia das grandes cidades.

Os limites das macrorregiões não são fixos 


À medida que novas áreas do território se desenvolvem e ocorre uma descentralização industrial, os limites das macrorregiões geoeconômicas podem se alterar. Desde a década de 1980, as maiores metrópoles do Nordeste – Salvador, Recife e Fortaleza – vêm apresentando elevados índices de crescimento econômico, principalmente nos setores da indústria e do turismo, e várias cidades do interior estão se industrializando, além da modernização da agricultura em regiões como o Vale do São Francisco, como já foi mencionado, e o oeste baiano. 
Os investimentos em transportes e comunicações dos últimos anos também impulsionaram a modernização de outras áreas que antes estavam economicamente marginalizadas – como o sul de Goiás e parte de Mato Grosso do Sul, com a construção da hidrovia Tietê-Paraná; Rondônia e o norte de Mato Grosso, com a hidrovia do rio Madeira; o oeste baiano, Tocantins e parte do Maranhão, com a hidrovia Araguaia-Tocantins e a Estrada de Ferro Carajás. 
Outro exemplo é a expansão das atuais características da região Centro-Sul em direção aos estados de Mato Grosso, Tocantins, Bahia, Maranhão e Piauí, por causa da modernização agrícola.

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