Do lado socialista, em 1955, foi criado o Pacto de Varsóvia, uma aliança militar firmada na capital da Polônia. Para muitos autores, o objetivo maior do Pacto era defender os países socialistas europeus e equilibrar a relação com a Otan. Participaram os seguintes países: Albânia (que saiu em 1968), Bulgária, Tche coslováquia (que na época reunia a República Tcheca e a Eslováquia), Hungria, Polônia, República Democrática da Alemanha, Romênia e União Soviética.
Um episódio marcou a criação do Pacto: o questionamento da hegemonia soviética pela Iugoslávia, governada pelo marechal Tito (1892-1980), também socialista, que não aceitou ingressar na aliança. O argumento de Tito era o de que os interesses soviéticos eram diferen tes dos de seu país.
Os objetivos do Pacto de Varsóvia eram muito semelhantes aos da Otan. A ideia era criar um siste ma de defesa mútuo, que proteges se os membros contra agressões externas. Mas havia uma cláusula que restringia a liberdade dos países e que praticamente os obrigava a permanecer no Pacto. As reuniões de seus membros eram anuais.
O novo papel da Otan e o fim do Pacto de Varsóvia
Após a crise dos países socialistas do Leste Europeu, no fim da década de
1980, o Pacto de Varsóvia esvaziou-se, e acabou sendo dissolvido em 1991.
Com o fim da Guerra Fria, a Otan vem passando por uma reestruturação e
iniciou um processo de expansão para áreas do antigo bloco soviético na Europa.
Em 12 de março de 1999, a República Tcheca, a Hungria e a Polônia ingres
saram na organização. Em 2004, foi a vez de Bulgária, Romênia, Eslovênia, Eslo
váquia, Letônia, Lituânia e Estônia. Posteriormente, ocorreram outras adesões de
países do chamado Leste Europeu.
A Otan constitui atualmente uma organização militar que oferece apoio e
cooperação em matéria de segurança para a ONU, defesa contra o terrorismo e
combate ao tráfico de drogas.
Estrategicamente, a manutenção de uma organização militar envolvendo a
Europa e os Estados Unidos reduz a possibilidade de criação de uma organização
dessa natureza representando a União Europeia.
Assim, ampliar a atuação da Otan nos principais conflitos mundiais e pro
cessos de ocupação significa ampliar a participação financeira da Europa nesses
processos. A Otan, dessa forma, vem se colocando em uma posição de equilíbrio
entre Estados Unidos e União Europeia, apesar dos desentendimentos entre am
bos, como no caso da ocupação do Iraque, em 2003.
Em maio de 2002, a Rússia e a Otan selaram um acordo de cooperação,
com a criação do Conselho Otan-Rússia. Até 2014, o país participou das deci
sões dos países-membros em assuntos de interesse mútuo, como a definição
de estratégias político-militares a serem aplicadas no controle da proliferação
de armas nucleares e no combate ao terrorismo.
Nesse ano de 2014, no entanto, a Rússia anexou a Crimeia, república autônoma, pertencente à Ucrânia,
e, em razão disso, a Otan suspendeu o acordo de cooperação e, desde então,
somente em abril de 2016 ocorreu um encontro que contou com a participação
de representantes russos.
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