segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)

A Otan é uma aliança militar formada por alguns países que estavam inseridos no bloco capitalista durante a Guerra Fria. Criada em 1949, por  meio do Tratado de Washington, incluía, inicialmente, doze países-membros: Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Reino Unido, Países Baixos, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega e Portugal.
Criada em 1949, em Washington D.C. (capital dos Estados Unidos), a Otan tinha como objetivo principal estabelecer uma aliança de defesa contra o avanço socialista. Por causa da presença de tropas soviéticas na Europa ao longo da Segunda Guerra Mundial e do desejo explícito de aumentar a influência do país naquela porção do mundo, os países europeus entenderam que era preciso se organizar para evitar a dominação socialista. 
O acordo que criou a Otan estabe leceu que os países-membros trabalhariam para a manutenção da paz e teriam o compromisso de reagir em conjunto em caso de ataque a uma das partes. 
O objetivo da Otan no momento de sua criação era conter os avanços do bloco socialista e preservar os interesses dos aliados do bloco capitalista na correlação de forças que regia a geopolítica internacional da época.
Como estratégia de defesa, os países socialistas do Leste Europeu se uniram e formaram o Pacto de Varsóvia, em 1955, com a finalidade de criar uma aliança militar em caso de ataques do bloco capitalista, protegendo sua área de influência de invasões.
O fim do Pacto de Varsóvia ocorreu com a dissolução da União Soviética na década de 1990 e colaborou para o estabelecimento de uma série de mudanças na Otan. 
Com a dissolução da União Soviética, em 1991, a Otan mudou seu papel. Ela passou a admitir novos membros, até mesmo países que estavam sob influência soviética no passado, o que reflete um movimento de expansão da influência da Otan para além da Europa e da América do Norte. 
De lá para cá, a organização ampliou sua área de interesse e passou a intervir em outros continentes e regiões, além da Europa.
Atualmente, a organização é considerada por especialistas como um meio utilizado por grandes potências mundiais para atuar militarmente em locais em conflito, de acordo com os interesses dos países-membros.
Em 2018, um total de 29 países integravam a Otan: Albânia, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Canadá, Croácia, Dinamarca, Espanha, Eslováquia, Eslovênia, Estados Unidos, Estônia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Montenegro, Noruega, Países Baixos, Polônia, Portugal, Romênia, Reino Unido, Re pública Tcheca e Turquia. Também nesse ano, a Colômbia informou sua entrada na organização, sendo o primeiro país da América Latina a integrar o grupo.
As decisões da Otan devem ser tomadas em consenso. Ao menos uma vez por mês, os membros se reúnem na sede atual, que fica em Bruxelas (capital da Bélgica), para tratar de temas relacionados à segurança e à defesa do grupo. 
Em 2011, em uma de suas ações mais polêmicas, tropas da Otan derrubaram Muamar Kadafi (1942-2011), líder da Líbia que exerceu o poder autoritariamente por mais de 40 anos. Foi a primeira vez que a aliança agiu sem que primeiramente um membro tivesse sido atacado.
Três dos cinco países com assentos permanentes do Conselho de Segurança fazem parte da Otan, porém algumas de suas intervenções são consideradas injustificáveis pela própria ONU.

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