Na história da ocupação e da formação territorial do Brasil, o Nordeste constitui-se como uma das primeiras regiões a concentrar os núcleos urbanos, as atividades agrícolas e, na vida cotidiana, a mistura de várias culturas e povos, como você já estudou. Esses fatos propiciaram a convivência de diferentes povos e possibilitaram a formação de uma cultura que confere uma identidade regional.
A cultura nordestina é o resultado da convivência de vários povos europeus, africanos e indígenas. Essa miscigenação cultural traz aspectos do catolicismo e das religiões africanas e indígenas e materializa-se em ritmos, danças, músicas e festas.
A miscigenação de grupos étnicos imprimiu à Região Nordeste grande
riqueza cultural. O evento cultural e popular de maior destaque é o Carnaval, que
atrai turistas do Brasil e do mundo, especialmente para Salvador, Recife e Olinda.
A dança é outra forte expressão popular na região, com inúmeros ritmos.
Entre eles, destacam-se o maracatu e o frevo, com origem em Pernambuco; o
maculelê e o axé, na Bahia; a dança do cavalo Piancó, no Piauí.
As festas também são marcantes, como a Festa de Iemanjá e a Festa do
Bonfim, na Bahia, e os festejos de São João, na Paraíba.
A literatura de cordel – estilo literário característico do Nordeste –, a culinária e o artesanato também integram essa rica e diversificada cultura.
Festas tradicionais
Festa tradicional desde o século XVIII no
Maranhão, o Bumba Meu Boi traz em seu enredo
vários elementos da história colonial do Nordeste,
como a pecuária, a monocultura, a presença indígena
e o trabalho escravizado.
No decorrer do mês de junho, em
vários lugares do mundo, acontecem
festejos em homenagem a santos católicos, como Santo Antônio e São José.
São as chamadas festas juninas. Essas
datas foram trazidas para o Brasil pelos
colonizadores portugueses e são muito
tradicionais no Nordeste. A tradição das
fogueiras, porém, é muito mais antiga
e se relaciona às comemorações pela
chegada do verão no Hemisfério Norte.
A Festa do Bonfim é uma celebração
que acontece todos os anos em Salvador,
na segunda quinta-feira do mês de
janeiro, e é um exemplo do sincretismo
religioso, ou seja, da fusão de elementos
de diferentes religiões. Na véspera, acon
tece a lavagem das escadarias da Igreja
do Bonfim por praticantes do candomblé,
em ritual que faz parte da celebração do
orixá Oxalá. No dia da festa, acontece
uma procissão em direção à igreja dos
praticantes do candomblé, que vestem
roupas brancas, a cor de Oxalá, e dos
católicos com imagens de Jesus Cristo.
O frevo é um ritmo e uma dança com
origem no estado de Pernambuco no
século XIX. Caracterizado por possuir
ritmo muito acelerado, foi criado por
músicos para gerar maior animação
durante os desfiles de Carnaval. Da
junção da música e da capoeira, nasceu
a dança do frevo, que possui mais de
120 passos específicos. Em 2012, foi
tombado pela Unesco como Patrimônio
Cultural Imaterial da Humanidade.
O maracatu nasceu no Recife (PE)
entre os negros que misturavam o culto
católico a Nossa Senhora com a
devoção a seus orixás nos xangôs, e
ainda conserva elementos iniciais. O
maracatu, uma das ricas manifestações
da cultura brasileira, é composto de
elementos da religiosidade afro-brasileira, expressos na forma de personagens que também representam a resistência dos povos africanos escravizados.
Os agrupamentos de maracatu saem
às ruas em cortejos com tambores e
outros instrumentos percussivos com
toques característicos do estilo.
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