A partir de 1970, a Região Centro-Oeste passou a desempenhar um papel importante na organização do espaço geográfico brasileiro. A expansão da fronteira econômica para a Região Centro-Oeste promoveu o de senvolvimento das atividades econômicas na região, com destaque para a agropecuária. O crescimento dessa atividade transformou a região em uma das principais produtoras e exportadoras de produtos agropecuários do Brasil.
O grande destaque econômico do Centro-Oeste é o agronegócio. A região é responsável por cerca de metade da soja e do milho produzidos no Brasil, que está entre os
maiores produtores do mundo. Também apresenta o maior rebanho de bovinos do país.
A partir da década de 2000, principalmente com a expansão da soja, a participação do Centro-Oeste no PIB do país tem aumentado significativamente e, em 2019, correspondia a aproximadamente 10% do total nacional. Ao mesmo tempo, o parque industrial vem se consolidando em torno das agroindústrias, e muitas delas provêm de estados sulistas e trazem consigo inovações técnicas de produção.
A partir da década de 1960, o governo federal colocou em prática projetos para
ocupar, povoar e integrar o Centro-Oeste a outras regiões. As principais ações realizadas
foram a construção de Brasília, a expansão das áreas agrícolas e a construção de rodovias.
Para promover a expansão das áreas agrícolas entre as décadas de 1970 e 1980,
algumas medidas foram implantadas. Entre elas, destacamos:
- financiamentos para que agricultores pudessem pagar as terras
adquiridas;
- investimentos em infraestrutura de transporte para facilitar o
deslocamento de pessoas e o escoamento da produção agro
pecuária – por exemplo, muitas rodovias ligando as capitais da
região ao restante do país foram construídas;
- desenvolvimento e introdução de técnicas modernas de produção, como as adotadas
para a correção dos solos do Cerrado, naturalmente ácidos e, até então, considerados
inadequados para o agronegócio.
Pessoas de outras regiões migraram para o Centro-Oeste, principalmente agricultores
do Sul, atraídos pelas grandes extensões de terras a baixos preços. De início, enfrentaram
diversas dificuldades para se estabelecer, pois a região contava com infraestruturas precárias ou inexistentes.
Os primeiros agricultores que se estabeleceram no Centro-Oeste eram chamados
de pioneiros. Uma vez instalados, eram seguidos por outros membros de suas famílias.
Atualmente, muitas empresas do agronegócio que atuam no Centro-Oeste pertencem
aos migrantes sulistas. Estima-se que, entre 1975 e 1996, aproximadamente 1 milhão de
famílias tenham migrado do Sul para o Centro-Oeste.
A produção agropecuária
A atividade agropecuária do Centro-Oeste desempenha um papel expressivo
na economia brasileira. Ela corresponde a aproximadamente 23% da produção
nacional.
Além disso, a elevada produção
agropecuária na Região Centro-Oeste ocorre, em parte, devido às
transformações ocorridas no campo
a partir da segunda metade do
século XX, quando o governo brasileiro passou a adotar medidas
para promover o desenvolvimento
regional. Entre essas medidas, houve o financiamento de pesquisas
para aprimorar as técnicas empregadas tanto na agricultura quanto
na pecuária.
Atualmente, a criação de gado bovino, os abatedouros, os e os frigoríficos relacionados à pecuária constituem a atividade econômica mais importante
da região Centro-Oeste. Segundo dados do IBGE, em
2016 a região Centro-Oeste abrigava o maior rebanho
de bovinos do país.
No início do processo de ocupação da região, os
criadores limitavam-se a deixar o gado solto no Cerrado
para que se alimentasse de pastagem natural. Hoje, as
fazendas cultivam seus pastos, confinam os animais na
época da engorda e têm alta produtividade.
Também se destacam na região os cultivos de milho, algodão, cana-de-açúcar e soja, que utilizam tecnologia de
ponta em cultivos de clima tropical. Essa produção tornou o Brasil o terceiro
maior exportador mundial de produtos agrícolas, atrás apenas da União Europeia e dos Estados Unidos.
A participação da região no total da produção agrícola do país vem aumentando graças a uma associação de vários fatores que permitiram grande ampliação da área cultivada e da produtividade, entre os quais estão:
- a correção da acidez natural dos solos desde a década de 1960, com a
utilização de calcário (técnica conhecida como calagem);
- os investimentos em pesquisa genética, desenvolvida especialmente pela
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o que permitiu
que várias plantas nativas de clima temperado fossem adaptadas ao clima
tropical, como soja e trigo;
- a mecanização do preparo dos
solos, do cultivo e da colheita;
- a ampliação da irrigação.
Os solos, que apresentavam baixa quantidade de nutrientes, foram corrigidos
por meio de técnicas como a calagem e a aplicação de fertilizantes, permitindo o
desenvolvimento de grandes lavouras monocultoras. Além disso, o emprego de
modernos maquinários agrícolas, entre eles semeadeiras e colheitadeiras, possibilitou o desenvolvimento e a expansão da agropecuária regional.
O desenvolvimento da atividade agropecuária no Centro-Oeste vem desmatando
extensas áreas de Cerrado. As queimadas irregulares, praticadas para ampliar as áreas de lavouras para o plantio de soja, arroz e milho e também para pastagem, sobre
tudo para a criação de gado bovino, têm alterado significativamente a extensão ori
ginal dessa formação vegetal. Além disso, com a destruição da vegetação nativa do
Cerrado, muitos animais estão perdendo seu hábitat natural.
Atualmente, o cultivo da cana-de-açúcar vem ganhando espaço nas lavouras da
região. Na última década, o número de usinas produtoras de álcool e a área plantada de cana-de-açúcar aumentaram consideravelmente.
Entre os principais motivos
da introdução do cultivo da cana na região está o crescente aumento da produção
de etanol feito de cana-de-açúcar. O etanol é usado, sobretudo, como combustível
para automóveis e figura como importante alternativa na substituição de combustíveis fósseis, pois é um recurso renovável e causa menos impacto ambiental.
Já a atividade pecuária foi inicialmente desenvolvida em áreas de vegetação de
Cerrado. Isso ocorreu em razão da proximidade com a Região Sudeste, grande mercado consumidor, e foi essencial para a ocupação da Região Centro-Oeste. Atualmente, essa atividade é impulsionada pelo mercado de
exportação, sobretudo para
países da União Europeia,
China e Estados Unidos.
Agricultura e tecnologia
A principal atividade econômica da região está
baseada na agricultura. Grandes rebanhos de gado,
principalmente em Mato Grosso, bem como vastas plantações de soja, são frequentes na paisagem do
Centro-Oeste.
Tanto a carne quanto a soja
produzidas visam, em primeiro lugar, ao comércio externo. No caso da carne, os principais destinos são a Rússia e os países europeus. Em relação à soja, China e Estados
a
Unidos são os maiores compradores.
O modelo de produção de soja para exportação adotado no Centro-Oeste é consequência de uma combinação de fatores: terrenos
planos, concentração de terras em grandes propriedades e chuvas regulares
em parte do ano.
Faltava corrigir o solo, que não era muito bom para o cultivo.
Com pesquisas desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa), esse problema foi corrigido e o resultado foi o crescimento da produção agrícola.
O domínio das grandes propriedades rurais
O desenvolvimento agropecuário da região também contou com a inserção de
máquinas agrícolas modernas (colheitadeiras e semeadeiras), com a utilização
de várias técnicas de manejo e com tratamentos específicos na criação animal,
garantindo, assim, um produto final com qualidade, além da elevada produção.
A maior parte das áreas agricultáveis pertence às grandes propriedades rurais,
constituídas por imensas lavouras monocultoras. Entre elas, destacam-se as lavouras
de soja, milho, arroz, cana-de-açúcar e algodão.
Na pecuária, a bovinocultura é a criação que mais se destaca, concentrando o
maior rebanho do país. São cerca de 75 milhões de cabeças de gado bovino criadas em vastas áreas de
Cerrado, sendo a maior parte de forma extensiva para corte.
A criação do gado bovino na região é destinada prin
cipalmente para o abastecimento do mercado nacio
nal, sobretudo para o mercado consumidor da Região
Sudeste. Porém, uma parcela significativa da produção
de carne é direcionada para o mercado externo.
Outra criação de destaque é a de suínos, principal
mente nos estados de Goiás e de Mato Grosso do Sul.
O avanço das atividades agropecuárias tem provo
cado grandes impactos ambientais na região, principalmente a devastação da vegetação nativa.
Escoamento da produção agropecuária
Por algum tempo, o escoamento da produção agrícola da região Centro-Oeste dependeu de transporte rodoviário entre as fazendas e as ferrovias do
Sudeste. A ferrovia Noroeste do Brasil, que liga Bauru (SP) a Corumbá (MS),
com conexão até Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, foi inaugurada em 1914 e
apesar das diferenças de entre alguns trechos, que exigiam transferên
cia de carga de um trem para outro, foi importante para a comunicação do
Centro-Oeste com o Sudeste e, consequentemente, com os portos de exportação.
A partir da década de 1990, importantes hidrovias, como as dos rios Paraguai, Madeira,
Araguaia e Tocantins, Tapajós-Teles Pires e outras, passaram a transportar grande parte dos
produtos agrícolas de exportação, tais como
soja, diminuindo o custo dos transportes e provocando em seu entorno um grande aumento da
produção.
Parte da produção agrícola da região também
é levada por caminhões até os municípios goianos
de Alto Araguaia, Alto Taquari e outros no entor
no do Distrito Federal, de onde é transportada
por trens até os principais portos do Sudeste –
Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Sepetiba (RJ) e
Vitória (ES).
Centro-Oeste: economia em expansão
A Região Centro-Oeste foi também a que apresentou o
maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nas últimas
décadas. Os dados de população e de PIB são indicativos de que o Centro-Oeste
se encontra em plena expansão econômica. Esse crescimento nos últimos anos se deve sobretudo ao setor agropecuário. A Grande Região
abrigava, em 2020, o maior rebanho bovino do país, com mais de 75
milhões de cabeças, o que corresponde a mais de um terço do total na
cional. Além disso, respondeu, em 2020, por quase metade da
soja produzida no Brasil (48,5%) – somente Mato Grosso contribuiu com
cerca de 29% da produção nacional. Foi também a maior produ
tora de milho em grãos.
Cada estado do Centro-Oeste se destaca em determinados produtos
agropecuários. Goiás foi, em 2020, responsável por cerca de 42% do
sorgo produzido no Brasil e sobressai também na produção de soja e
milho. Nesse ano, Mato Grosso foi o maior produtor nacional de cereais,
leguminosas e oleaginosas, e Mato Grosso do Sul, além de ser grande
exportador de carne, destacou-se na produção de soja, milho etc.
Fronteira agropecuária e a preservação ambiental
Nos últimos 50 anos, grandes áreas ocupadas originalmente pelo Cerrado e pela Floresta Amazônica, no norte de Mato Grosso, foram ocupadas
pela agropecuária. Apesar de ser o bioma mais bem preservado do país,
o Pantanal também foi agredido por intervenções humanas, que ameaçam a sua diversidade de flora e de fauna.
A expansão da fronteira agropecuária sobre essas formações vege
tais provocou alterações ambientais, com risco de perda de sua biodiversidade, e ainda é responsável pelo desmatamento daquelas áreas, que
continuam a ser ocupadas, sobretudo, pelo plantio da soja e pela pecuária.
Por isso, o grande desafio do Centro-Oeste é conciliar a expansão dessas
atividades com a preservação ambiental e o respeito ao modo de vida
dos povos tradicionais da floresta e do Cerrado, como quilombolas,
vazanteiros, pantaneiros, entre outros, que buscam o reconhecimento e
a proteção de seus territórios.
Daí a necessidade de disciplinar o uso do solo e dos recursos naturais
regionais por meio da fiscalização e da aplicação da legislação ambiental.
A indústria da Região Centro-Oeste
A Região Centro-Oeste é uma das menos industrializadas do Brasil. Assim como
a Região Norte, o Centro-Oeste teve seu processo de ocupação tardio em relação às demais regiões. Apenas na década de 1950 essa região passou a receber
a instalação de indústrias com base em incentivos fiscais e em investimentos do
governo em vias de transporte para o escoamento da produção industrial.
A maior parcela das atividades industriais do Centro-Oeste é composta por
agroindústrias. A expansão da agricultura e da pecuária na região vem promovendo
a ampliação desse tipo de atividade industrial. Essas indústrias estão ligadas tanto
ao beneficiamento de produtos agrícolas, transformando-os em alimentos e bebidas, quanto ao próprio trabalho nas lavouras, com a fabricação de maquinário e
insumos cada vez mais modernos e que possibilitem o aumento da produtividade
agrícola.
Nas últimas décadas, o Centro-Oeste vem apresentando um desenvolvimento
econômico significativo, em decorrência de diversos fatores, entre eles, está a
atividade industrial.
Grande parte desta atividade está atrelada ao setor agropecuário, o que caracteriza o predomínio de agroindústrias, que são, em parte, responsáveis pela expansão das monoculturas altamente mecanizadas na região.
Essas empresas, além de buscar a alta produtividade — capaz de abastecer o
mercado interno e o externo com as culturas, sobretudo, de soja e milho —
promovem sistemas de produção em parceria com produtores, a exemplo dos
avicultores de diferentes municípios da região.
Muitas agroindústrias instaladas no Centro-Oeste pertencem a grandes grupos
alimentícios que atuam no Brasil e no exterior. Atraídas por fatores como incentivos fiscais, oferta de terrenos a preço reduzido, disponibilidade de energia e melhoria na infraestrutura de transportes, as agroindústrias passaram a atuar cada
vez mais nessa porção do território.
Entre as agroindústrias que se destacam no Centro--Oeste estão os frigoríficos e as beneficiadoras de
soja, que produzem, sobretudo, óleo e ração para
animais.
Embora as agroindústrias constituam um ramo industrial de grande expressão no
Centro-Oeste, outras atividades industriais também são desenvolvidas. Predominando os ramos de extração e transformação mineral, química, de madeira, de alimentos (frigorífico) e bebidas, têxtil e alimentício estão instaladas na região, sobretudo nos
estados de Goiás e Mato Grosso.
Em Goiás, o perfil da industrialização vem sendo alterado
nos últimos anos, com o desenvolvimento das indústrias farmacêutica,
metalúrgica e de autopeças em Goiânia e com a instalação de montadoras
de veículos automotores da China e da Coreia do Sul em Anápolis.
Indústria automobilística
Nos últimos anos, atividades industriais começam a ter como destino estados do Brasil Central. Montadoras de automóveis escolheram Goiás para implantar suas fábricas.
Em 1998, uma empresa montadora de automóveis que tem origem no Japão inaugurou sua fábrica
em Catalão, no interior de Goiás. O município goiano foi escolhido por conta dos subsídios fiscais que
concedeu à montadora japonesa.
A montagem dos carros envolve várias outras empresas situadas no
Distrito Industrial de Catalão, distribuídas em 630 mil m² e que geram cerca de 2 mil empregos diretos.
A produção no final de 2017 era de cerca de 22 mil veículos por ano, enquanto que em 2014 chegou a
cerca de 45 mil.
Já outra empresa automobilística passou a montar veículos com origem na Coreia do Sul e na China.
Ela se instalou em Anápolis, que está a cerca de 55 quilômetros de Goiânia. Segundo dirigentes da em
presa, a opção por instalar a fábrica no município deu-se por causa da infraestrutura de transporte dis
ponível, além dos incentivos fiscais.
Em 2017, a fábrica empregava cerca de 1 300 trabalhadores e produzia cerca de 45 mil carros por ano.
Outra empresa de origem chinesa escolheu Itumbiara para instalar sua nova fábrica, que vai operar
a partir de 2019, para montar cerca de 35 mil automóveis por ano, com cerca de 800 trabalhadores.
É de São Paulo e Minas Gerais que saem muitas das peças dos carros monta
dos em Goiás. Esse caso serve como exemplo da influência que a região mais
industrializada do país exerce, mesmo sobre áreas de expansão industrial.
Outro importante elemento na estrutura de produção de carros em Goiás é o
chamado porto seco, um lugar que pode receber mercadorias importadas e servir
de ponto de partida de produtos exportados.
Em um porto seco são
realizadas operações de fiscalização pela Polícia Federal, que costumam ocorrer em
portos e aeroportos. Isso facilita muito a movimentação de partes de produtos que
são importadas, pois essas peças não precisam ficar aguardando a presença de um
fiscal em um porto fluvial ou marítimo. A principal vantagem para importadores e
exportadores é o tempo que ganham, o que torna seus produtos mais competitivos.
Além disso, junto a Anápolis,
desenvolveu-se um importante polo de
produção de fármacos. Esse segmento
envolve pesquisa científica e tecnológica
e pode gerar um novo dinamismo regional, já que visa abastecer o mercado bra
sileiro, que não é pequeno.
A indústria e o turismo
Nas últimas décadas vem aumentando a instalação de indústrias ligadas a
produtos agropecuários no Centro-Oeste, tais como processadoras de alimen
tos e usinas de açúcar e álcool. Mas a região também começa a se destacar
pela ampliação e diversificação do setor industrial.
Em Goiás há um parque industrial bastante diversificado, que vem crescen
do nas últimas décadas. Anápolis (GO) abriga um distrito que concentra a
produção dos setores químico e farmacêutico, além de indústrias automobi
lísticas, alimentícias, têxteis e de bebidas. No sul de Goiás, destaca-se a cida
de de Catalão, onde estão instaladas uma montadora de automóveis e outras
indústrias mecânicas, químicas e alimentícias.
Em Rondonópolis, a segunda maior economia de Mato Grosso, também
foram instaladas empresas de diversos segmentos e, em Mato Grosso do Sul,
chamam a atenção a produção industrial de Dourados e de Três Lagoas (es
pecialmente a de celulose).
O turismo é uma importante atividade econômica que vem crescendo na
região Centro-Oeste. O Pantanal e os diversos Parques Nacionais, com suas
belezas naturais, atraem grande número de turistas que buscam o contato
com a natureza. Brasília (declarada pela Unesco como Patrimônio Cultural
da Humanidade, por sua arquitetura) e algumas cidades históricas e
estâncias hidrotermais, como Pirenópolis e Abadiânia, entre outras, também são atrações turísticas dessa região, que dispõem
de boa infraestrutura para hospedagem, alimentação, transporte e outros serviços de atendimento aos visitantes.
Mudando tradições
Ao longo dos rios de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso se desenvolveu a
atividade do garimpo do ouro e de pedras preciosas. Nesse processo muitos indígenas foram escravizados. Além disso, algumas fortificações com o objetivo de
defender as terras sob domínio português foram instaladas em locais que, mais
tarde, viraram cidades.
Depois, o Brasil central, coberto pelo Cerrado, foi ocupado
pela pecuária e pela agricultura. A expansão da produção cafeeira em São Paulo
permitiu que novas áreas fossem incorporadas à produção agrícola, em especial
no Centro-Oeste.
Nos últimos anos, o patrimônio histórico de áreas como a cidade de Pirenópolis, em Goiás, passou a ser valorizado, em especial, para a atividade turística, o
que gerou novas oportunidades de negócios. São agências de viagens, pousadas,
restaurantes, guias de turismo locais, que passam a oferecer serviços a quem
busca conhecimento e diversão com o chamado turismo cultural.
A atividade extrativa
A atividade extrativa do Centro-Oeste também desempenha importante papel na economia regional.
Na Região Centro-Oeste, a atividade extrativa iniciou-se com a garimpagem de
ouro e diamante no século XVIII.
Atualmente, a maior parte do extrativismo mineral no Centro-Oeste é de minérios de ferro e manganês, que atendem, principalmente, às indústrias siderúrgicas localizadas nas proximidades da cidade de Corumbá, no estado do Mato
Grosso do Sul.
A produção desses minerais também segue para exportação, sendo
escoada tanto pelo rio Paraguai,
com destino aos países da América
Latina, quanto pelo rio Paraná, até
alcançar os portos de Santos, em
São Paulo, e Paranaguá, no Paraná.
A extração mineral
está presente desde a época da colonização, de modo que até hoje o garimpo de
ouro e diamantes é bastante praticado,
principalmente nos estados do Mato
Grosso e em Goiás.
No extremo oeste do Mato Grosso do
Sul, próximo ao município de Corumbá,
está localizado o maciço do Urucum, on
de existem importantes reservas de minério de ferro e manganês. A produção desses minérios é destinada tanto para o
mercado externo quanto para o interno, servindo dessa maneira como matéria-prima para várias indústrias siderúrgicas nacionais.
Além da atividade extrativa mineral, a extração vegetal de madeira e
borracha também sobressai, principalmente na área de floresta Amazônica, no norte do Mato Grosso.
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