segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Economia da Região Centro-Oeste

A partir de 1970, a Região Centro-Oeste passou a desempenhar um papel importante na organização do espaço geográfico brasileiro. A expansão da fronteira econômica para a Região Centro-Oeste promoveu o de senvolvimento das atividades econômicas na região, com destaque para a agropecuária. O crescimento dessa atividade transformou a região em uma das principais produtoras e exportadoras de produtos agropecuários do Brasil.
O grande destaque econômico do Centro-Oeste é o agronegócio. A região é responsável por cerca de metade da soja e do milho produzidos no Brasil, que está entre os maiores produtores do mundo. Também apresenta o maior rebanho de bovinos do país. 
A partir da década de 2000, principalmente com a expansão da soja, a participação do Centro-Oeste no PIB do país tem aumentado significativamente e, em 2019, correspondia a aproximadamente 10% do total nacional. Ao mesmo tempo, o parque industrial vem se consolidando em torno das agroindústrias, e muitas delas provêm de estados sulistas e trazem consigo inovações técnicas de produção.
A partir da década de 1960, o governo federal colocou em prática projetos para ocupar, povoar e integrar o Centro-Oeste a outras regiões. As principais ações realizadas foram a construção de Brasília, a expansão das áreas agrícolas e a construção de rodovias. Para promover a expansão das áreas agrícolas entre as décadas de 1970 e 1980, algumas medidas foram implantadas. Entre elas, destacamos:
- financiamentos para que agricultores pudessem pagar as terras adquiridas; 
- investimentos em infraestrutura de transporte para facilitar o deslocamento de pessoas e o escoamento da produção agro pecuária – por exemplo, muitas rodovias ligando as capitais da região ao restante do país foram construídas; 
- desenvolvimento e introdução de técnicas modernas de produção, como as adotadas para a correção dos solos do Cerrado, naturalmente ácidos e, até então, considerados inadequados para o agronegócio.
Pessoas de outras regiões migraram para o Centro-Oeste, principalmente agricultores do Sul, atraídos pelas grandes extensões de terras a baixos preços. De início, enfrentaram diversas dificuldades para se estabelecer, pois a região contava com infraestruturas precárias ou inexistentes. 
Os primeiros agricultores que se estabeleceram no Centro-Oeste eram chamados de pioneiros. Uma vez instalados, eram seguidos por outros membros de suas famílias. 
Atualmente, muitas empresas do agronegócio que atuam no Centro-Oeste pertencem aos migrantes sulistas. Estima-se que, entre 1975 e 1996, aproximadamente 1 milhão de famílias tenham migrado do Sul para o Centro-Oeste.

A produção agropecuária


A atividade agropecuária do Centro-Oeste desempenha um papel expressivo na economia brasileira. Ela corresponde a aproximadamente 23% da produção nacional.
Além disso, a elevada produção agropecuária na Região Centro-Oeste ocorre, em parte, devido às transformações ocorridas no campo a partir da segunda metade do século XX, quando o governo brasileiro passou a adotar medidas para promover o desenvolvimento regional. Entre essas medidas, houve o financiamento de pesquisas para aprimorar as técnicas empregadas tanto na agricultura quanto na pecuária.
Atualmente, a criação de gado bovino, os abatedouros, os e os frigoríficos relacionados à pecuária constituem a atividade econômica mais importante da região Centro-Oeste. Segundo dados do IBGE, em 2016 a região Centro-Oeste abrigava o maior rebanho de bovinos do país. 
No início do processo de ocupação da região, os criadores limitavam-se a deixar o gado solto no Cerrado para que se alimentasse de pastagem natural. Hoje, as fazendas cultivam seus pastos, confinam os animais na época da engorda e têm alta produtividade. 
Também se destacam na região os cultivos de milho, algodão, cana-de-açúcar e soja, que utilizam tecnologia de ponta em cultivos de clima tropical. Essa produção tornou o Brasil o terceiro maior exportador mundial de produtos agrícolas, atrás apenas da União Europeia e dos Estados Unidos. 
A participação da região no total da produção agrícola do país vem aumentando graças a uma associação de vários fatores que permitiram grande ampliação da área cultivada e da produtividade, entre os quais estão:
- a correção da acidez natural dos solos desde a década de 1960, com a utilização de calcário (técnica conhecida como calagem); 
- os investimentos em pesquisa genética, desenvolvida especialmente pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o que permitiu que várias plantas nativas de clima temperado fossem adaptadas ao clima tropical, como soja e trigo; 
- a mecanização do preparo dos solos, do cultivo e da colheita; 
- a ampliação da irrigação.
Os solos, que apresentavam baixa quantidade de nutrientes, foram corrigidos por meio de técnicas como a calagem e a aplicação de fertilizantes, permitindo o desenvolvimento de grandes lavouras monocultoras. Além disso, o emprego de modernos maquinários agrícolas, entre eles semeadeiras e colheitadeiras, possibilitou o desenvolvimento e a expansão da agropecuária regional.
O desenvolvimento da atividade agropecuária no Centro-Oeste vem desmatando extensas áreas de Cerrado. As queimadas irregulares, praticadas para ampliar as áreas de lavouras para o plantio de soja, arroz e milho e também para pastagem, sobre tudo para a criação de gado bovino, têm alterado significativamente a extensão ori ginal dessa formação vegetal. Além disso, com a destruição da vegetação nativa do Cerrado, muitos animais estão perdendo seu hábitat natural.
Atualmente, o cultivo da cana-de-açúcar vem ganhando espaço nas lavouras da região. Na última década, o número de usinas produtoras de álcool e a área plantada de cana-de-açúcar aumentaram consideravelmente. 
Entre os principais motivos da introdução do cultivo da cana na região está o crescente aumento da produção de etanol feito de cana-de-açúcar. O etanol é usado, sobretudo, como combustível para automóveis e figura como importante alternativa na substituição de combustíveis fósseis, pois é um recurso renovável e causa menos impacto ambiental.
Já a atividade pecuária foi inicialmente desenvolvida em áreas de vegetação de Cerrado. Isso ocorreu em razão da proximidade com a Região Sudeste, grande mercado consumidor, e foi essencial para a ocupação da Região Centro-Oeste. Atualmente, essa atividade é impulsionada pelo mercado de exportação, sobretudo para países da União Europeia, China e Estados Unidos.

Agricultura e tecnologia 


A principal atividade econômica da região está baseada na agricultura. Grandes rebanhos de gado, principalmente em Mato Grosso, bem como vastas plantações de soja, são frequentes na paisagem do Centro-Oeste. 
Tanto a carne quanto a soja produzidas visam, em primeiro lugar, ao comércio externo. No caso da carne, os principais destinos são a Rússia  e os países europeus. Em relação à soja, China e Estados a Unidos são os maiores compradores.
O modelo de produção de soja para exportação adotado no Centro-Oeste é consequência de uma combinação de fatores: terrenos planos, concentração de terras em grandes propriedades e chuvas regulares em parte do ano. 
Faltava corrigir o solo, que não era muito bom para o cultivo. Com pesquisas desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), esse problema foi corrigido e o resultado foi o crescimento da produção agrícola.

O domínio das grandes propriedades rurais


O desenvolvimento agropecuário da região também contou com a inserção de máquinas agrícolas modernas (colheitadeiras e semeadeiras), com a utilização de várias técnicas de manejo e com tratamentos específicos na criação animal, garantindo, assim, um produto final com qualidade, além da elevada produção. 
A maior parte das áreas agricultáveis pertence às grandes propriedades rurais, constituídas por imensas lavouras monocultoras. Entre elas, destacam-se as lavouras de soja, milho, arroz, cana-de-açúcar e algodão. 
Na pecuária, a bovinocultura é a criação que mais se destaca, concentrando o maior rebanho do país. São cerca de 75 milhões de cabeças de gado bovino criadas em vastas áreas de Cerrado, sendo a maior parte de forma extensiva para corte.
A criação do gado bovino na região é destinada prin cipalmente para o abastecimento do mercado nacio nal, sobretudo para o mercado consumidor da Região Sudeste. Porém, uma parcela significativa da produção de carne é direcionada para o mercado externo. 
Outra criação de destaque é a de suínos, principal mente nos estados de Goiás e de Mato Grosso do Sul. O avanço das atividades agropecuárias tem provo cado grandes impactos ambientais na região, principalmente a devastação da vegetação nativa.

Escoamento da produção agropecuária 


Por algum tempo, o escoamento da produção agrícola da região Centro-Oeste dependeu de transporte rodoviário entre as fazendas e as ferrovias do Sudeste. A ferrovia Noroeste do Brasil, que liga Bauru (SP) a Corumbá (MS), com conexão até Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, foi inaugurada em 1914 e apesar das diferenças de entre alguns trechos, que exigiam transferên cia de carga de um trem para outro, foi importante para a comunicação do Centro-Oeste com o Sudeste e, consequentemente, com os portos de exportação.
A partir da década de 1990, importantes hidrovias, como as dos rios Paraguai, Madeira, Araguaia e Tocantins, Tapajós-Teles Pires e outras, passaram a transportar grande parte dos produtos agrícolas de exportação, tais como soja, diminuindo o custo dos transportes e provocando em seu entorno um grande aumento da produção. 
Parte da produção agrícola da região também é levada por caminhões até os municípios goianos de Alto Araguaia, Alto Taquari e outros no entor no do Distrito Federal, de onde é transportada por trens até os principais portos do Sudeste – Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Sepetiba (RJ) e Vitória (ES). 

Centro-Oeste: economia em expansão


A Região Centro-Oeste foi também a que apresentou o maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nas últimas décadas. Os dados de população e de PIB são indicativos de que o Centro-Oeste se encontra em plena expansão econômica. Esse crescimento nos últimos anos se deve sobretudo ao setor agropecuário. A Grande Região abrigava, em 2020, o maior rebanho bovino do país, com mais de 75 milhões de cabeças, o que corresponde a mais de um terço do total na cional. Além disso, respondeu, em 2020, por quase metade da soja produzida no Brasil (48,5%) – somente Mato Grosso contribuiu com cerca de 29% da produção nacional. Foi também a maior produ tora de milho em grãos. 
Cada estado do Centro-Oeste se destaca em determinados produtos agropecuários. Goiás foi, em 2020, responsável por cerca de 42% do sorgo produzido no Brasil e sobressai também na produção de soja e milho. Nesse ano, Mato Grosso foi o maior produtor nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, e Mato Grosso do Sul, além de ser grande exportador de carne, destacou-se na produção de soja, milho etc.

Fronteira agropecuária e a preservação ambiental 


Nos últimos 50 anos, grandes áreas ocupadas originalmente pelo Cerrado e pela Floresta Amazônica, no norte de Mato Grosso, foram ocupadas pela agropecuária. Apesar de ser o bioma mais bem preservado do país, o Pantanal também foi agredido por intervenções humanas, que ameaçam a sua diversidade de flora e de fauna.
A expansão da fronteira agropecuária sobre essas formações vege tais provocou alterações ambientais, com risco de perda de sua biodiversidade, e ainda é responsável pelo desmatamento daquelas áreas, que continuam a ser ocupadas, sobretudo, pelo plantio da soja e pela pecuária. 
Por isso, o grande desafio do Centro-Oeste é conciliar a expansão dessas atividades com a preservação ambiental e o respeito ao modo de vida dos povos tradicionais da floresta e do Cerrado, como quilombolas, vazanteiros, pantaneiros, entre outros, que buscam o reconhecimento e a proteção de seus territórios. 
Daí a necessidade de disciplinar o uso do solo e dos recursos naturais regionais por meio da fiscalização e da aplicação da legislação ambiental.

A indústria da Região Centro-Oeste


A Região Centro-Oeste é uma das menos industrializadas do Brasil. Assim como a Região Norte, o Centro-Oeste teve seu processo de ocupação tardio em relação às demais regiões. Apenas na década de 1950 essa região passou a receber a instalação de indústrias com base em incentivos fiscais e em investimentos do governo em vias de transporte para o escoamento da produção industrial.
A maior parcela das atividades industriais do Centro-Oeste é composta por agroindústrias. A expansão da agricultura e da pecuária na região vem promovendo a ampliação desse tipo de atividade industrial. Essas indústrias estão ligadas tanto ao beneficiamento de produtos agrícolas, transformando-os em alimentos e bebidas, quanto ao próprio trabalho nas lavouras, com a fabricação de maquinário e insumos cada vez mais modernos e que possibilitem o aumento da produtividade agrícola.
Nas últimas décadas, o Centro-Oeste vem apresentando um desenvolvimento econômico significativo, em decorrência de diversos fatores, entre eles, está a atividade industrial. 
Grande parte desta atividade está atrelada ao setor agropecuário, o que caracteriza o predomínio de agroindústrias, que são, em parte, responsáveis pela expansão das monoculturas altamente mecanizadas na região. 
Essas empresas, além de buscar a alta produtividade — capaz de abastecer o mercado interno e o externo com as culturas, sobretudo, de soja e milho — promovem sistemas de produção em parceria com produtores, a exemplo dos avicultores de diferentes municípios da região.
Muitas agroindústrias instaladas no Centro-Oeste pertencem a grandes grupos alimentícios que atuam no Brasil e no exterior. Atraídas por fatores como incentivos fiscais, oferta de terrenos a preço reduzido, disponibilidade de energia e melhoria na infraestrutura de transportes, as agroindústrias passaram a atuar cada vez mais nessa porção do território. 
Entre as agroindústrias que se destacam no Centro--Oeste estão os frigoríficos e as beneficiadoras de soja, que produzem, sobretudo, óleo e ração para animais.
Embora as agroindústrias constituam um ramo industrial de grande expressão no Centro-Oeste, outras atividades industriais também são desenvolvidas. Predominando os ramos de extração e transformação mineral, química, de madeira, de alimentos (frigorífico) e bebidas, têxtil e alimentício estão instaladas na região, sobretudo nos estados de Goiás e Mato Grosso.
Em Goiás, o perfil da industrialização vem sendo alterado nos últimos anos, com o desenvolvimento das indústrias farmacêutica, metalúrgica e de autopeças em Goiânia e com a instalação de montadoras de veículos automotores da China e da Coreia do Sul em Anápolis.

Indústria automobilística 


Nos últimos anos, atividades industriais começam a ter como destino estados do Brasil Central. Montadoras de automóveis escolheram Goiás para implantar suas fábricas.
Em 1998, uma empresa montadora de automóveis que tem origem no Japão inaugurou sua fábrica em Catalão, no interior de Goiás. O município goiano foi escolhido por conta dos subsídios fiscais que concedeu à montadora japonesa. 
A montagem dos carros envolve várias outras empresas situadas no Distrito Industrial de Catalão, distribuídas em 630 mil m² e que geram cerca de 2 mil empregos diretos. A produção no final de 2017 era de cerca de 22 mil veículos por ano, enquanto que em 2014 chegou a cerca de 45 mil. 
Já outra empresa automobilística passou a montar veículos com origem na Coreia do Sul e na China. Ela se instalou em Anápolis, que está a cerca de 55 quilômetros de Goiânia. Segundo dirigentes da em presa, a opção por instalar a fábrica no município deu-se por causa da infraestrutura de transporte dis ponível, além dos incentivos fiscais. 
Em 2017, a fábrica empregava cerca de 1 300 trabalhadores e produzia cerca de 45 mil carros por ano. Outra empresa de origem chinesa escolheu Itumbiara para instalar sua nova fábrica, que vai operar a partir de 2019, para montar cerca de 35 mil automóveis por ano, com cerca de 800 trabalhadores.
É de São Paulo e Minas Gerais que saem muitas das peças dos carros monta dos em Goiás. Esse caso serve como exemplo da influência que a região mais industrializada do país exerce, mesmo sobre áreas de expansão industrial. Outro importante elemento na estrutura de produção de carros em Goiás é o chamado porto seco, um lugar que pode receber mercadorias importadas e servir de ponto de partida de produtos exportados. 
Em um porto seco são realizadas operações de fiscalização pela Polícia Federal, que costumam ocorrer em portos e aeroportos. Isso facilita muito a movimentação de partes de produtos que são importadas, pois essas peças não precisam ficar aguardando a presença de um fiscal em um porto fluvial ou marítimo. A principal vantagem para importadores e exportadores é o tempo que ganham, o que torna seus produtos mais competitivos. 
Além disso, junto a Anápolis, desenvolveu-se um importante polo de produção de fármacos. Esse segmento envolve pesquisa científica e tecnológica e pode gerar um novo dinamismo regional, já que visa abastecer o mercado bra sileiro, que não é pequeno. 

A indústria e o turismo 


Nas últimas décadas vem aumentando a instalação de indústrias ligadas a produtos agropecuários no Centro-Oeste, tais como processadoras de alimen tos e usinas de açúcar e álcool. Mas a região também começa a se destacar pela ampliação e diversificação do setor industrial. 
Em Goiás há um parque industrial bastante diversificado, que vem crescen do nas últimas décadas. Anápolis (GO) abriga um distrito que concentra a produção dos setores químico e farmacêutico, além de indústrias automobi lísticas, alimentícias, têxteis e de bebidas. No sul de Goiás, destaca-se a cida de de Catalão, onde estão instaladas uma montadora de automóveis e outras indústrias mecânicas, químicas e alimentícias. 
Em Rondonópolis, a segunda maior economia de Mato Grosso, também foram instaladas empresas de diversos segmentos e, em Mato Grosso do Sul, chamam a atenção a produção industrial de Dourados e de Três Lagoas (es pecialmente a de celulose). 
O turismo é uma importante atividade econômica que vem crescendo na região Centro-Oeste. O Pantanal e os diversos Parques Nacionais, com suas belezas naturais, atraem grande número de turistas que buscam o contato com a natureza. Brasília (declarada pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, por sua arquitetura) e algumas cidades históricas e estâncias hidrotermais, como Pirenópolis e Abadiânia, entre outras, também são atrações turísticas dessa região, que dispõem de boa infraestrutura para hospedagem, alimentação, transporte e outros serviços de atendimento aos visitantes.

Mudando tradições 


Ao longo dos rios de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso se desenvolveu a atividade do garimpo do ouro e de pedras preciosas. Nesse processo muitos indígenas foram escravizados. Além disso, algumas fortificações com o objetivo de defender as terras sob domínio português foram instaladas em locais que, mais tarde, viraram cidades. 
Depois, o Brasil central, coberto pelo Cerrado, foi ocupado pela pecuária e pela agricultura. A expansão da produção cafeeira em São Paulo permitiu que novas áreas fossem incorporadas à produção agrícola, em especial no Centro-Oeste. 
Nos últimos anos, o patrimônio histórico de áreas como a cidade de Pirenópolis, em Goiás, passou a ser valorizado, em especial, para a atividade turística, o que gerou novas oportunidades de negócios. São agências de viagens, pousadas, restaurantes, guias de turismo locais, que passam a oferecer serviços a quem busca conhecimento e diversão com o chamado turismo cultural.

A atividade extrativa  


A atividade extrativa do Centro-Oeste também desempenha importante papel na economia regional.
Na Região Centro-Oeste, a atividade extrativa iniciou-se com a garimpagem de ouro e diamante no século XVIII. Atualmente, a maior parte do extrativismo mineral no Centro-Oeste é de minérios de ferro e manganês, que atendem, principalmente, às indústrias siderúrgicas localizadas nas proximidades da cidade de Corumbá, no estado do Mato Grosso do Sul.
A produção desses minerais também segue para exportação, sendo escoada tanto pelo rio Paraguai, com destino aos países da América Latina, quanto pelo rio Paraná, até alcançar os portos de Santos, em São Paulo, e Paranaguá, no Paraná.
A extração mineral está presente desde a época da colonização, de modo que até hoje o garimpo de ouro e diamantes é bastante praticado, principalmente nos estados do Mato Grosso e em Goiás. 
No extremo oeste do Mato Grosso do Sul, próximo ao município de Corumbá, está localizado o maciço do Urucum, on de existem importantes reservas de minério de ferro e manganês. A produção desses minérios é destinada tanto para o mercado externo quanto para o interno, servindo dessa maneira como matéria-prima para várias indústrias siderúrgicas nacionais.
Além da atividade extrativa mineral, a extração vegetal de madeira e borracha também sobressai, principalmente na área de floresta Amazônica, no norte do Mato Grosso.

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