quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

O relevo brasileiro

O relevo brasileiro é resultado de processos que ocorreram ao longo de milhares de anos na superfície terrestre. A formação e a transformação sofrem influência de fatores internos (tectônica de placas, terremotos e vulcanismo, por exemplo) e fatores externos (ação dos ventos, chuvas, escoamento, erosão, etc.). O vulcanismo e o tectonismo, embora tenham influenciado o relevo brasileiro em períodos longínquos, atualmente não ocorrem com intensidade em nosso território por ele estar situado no centro de uma placa tectônica: a placa sul-americana.

O embasamento rochoso

O relevo brasileiro, em sua maior parte, é composto de rochas muito antigas, com predominância do embasamento cristalino (rochas ígneas e metamórficas). Em alguns trechos do território, esse embasamento rochoso está coberto por sedimentos, que formam as bacias sedimentares.
O embasamento cristalino é predominante na porção centro-leste do território brasileiro, inclusive formando a estrutura rochosa dos morros e serras que abrangem grande parte da porção leste do Brasil. Nessas áreas, estão as mais antigas rochas existentes no território, grande parte já desgastadas sobretudo pela ação do clima – inclusive com a presença de morros, chapadas e chapadões nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.
Presentes em todo o território, mas com predominância na faixa costeira e em grande parte do centro-sul e norte, estão as bacias sedimentares. São compostas por rochas relativamente mais recentes, formadas pela deposição dos sedimentos. Nas bacias sedimentares predominam planícies fluviais, planaltos e relevo caracterizado por colinas.
Na porção leste do Brasil, predominam conjuntos de morros e serras originados por dobramentos muito antigos e já bastante desgastados pela ação do clima, com altitudes que variam entre 400 e 2 000 metros.
Na faixa costeira e, a oeste, no Pantanal e na região Norte, predominam terrenos abaixo de 400 metros de altitude.

As unidades do relevo

As variadas formas de relevo presentes no Brasil podem ser agrupadas em três classes – ou unidades – principais: os planaltos, as planícies e as depressões.
Os planaltos são áreas em que predominam perdas de sedimentos e estão situados em diversas faixas de altitudes, tanto em embasamentos sedimentares quanto cristalinos. Na parte leste do território brasileiro, estão os planaltos e as serras do Atlântico Leste e Sudeste, onde se encontram as serras do Mar e da Mantiqueira, o planalto da Borborema e os planaltos e chapadas da bacia do Paraná. Nessa última, estão instaladas diversas usinas hidrelétricas, entre elas a de Itaipu, que aproveitam os desníveis no curso do rio Paraná e seus afluentes para a geração de energia.
Nas planícies predominam processos de deposição de sedimentos. Elas ocorrem em altitudes variadas. Formam-se ao longo dos leitos dos rios (planícies aluviais), em locais que recebem sedimentos marinhos (planícies costeiras) e pelo acúmulo de sedimentos em lagos (planícies lacustres). No Brasil, há duas grandes planícies: a do Pantanal, uma imensa área natural de alagamento no centro-oeste brasileiro; e a do rio Amazonas, que acompanha seu curso.
As depressões são áreas rebaixadas em relação ao seu entorno, onde predomina o processo de transporte de sedimentos. No Brasil, destacam-se a depressão Sertaneja e do São Francisco e da Amazônia Ocidental, por onde correm muitos afluentes do rio Amazonas.

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