O capitalismo, desde sua origem, proporcionou integração entre diversos países. Atualmente, porém, os Estados-nações vêm atingindo um grau de interdependência jamais visto antes. A economia mundial capitalista, principalmente a partir dos anos 1970/1980, passou por rápidas e profundas transformações, que ficaram co nhecidas pelo termo globalização. São exemplos desse processo:
• o rápido avanço das tecnologias e sua distribuição desigual no mundo;
• os novos padrões de organização da produção e da gestão das empresas;
• o mercado mundial, marcado por grande aumento na exportação/importa ção de mercadorias, e os mercados dentro de blocos econômicos regionais;
• o aumento dos fluxos de capitais, mercadorias, informações e pessoas, com maior interdependência entre os países, a partir da estruturação de redes geográficas globais;
• a abertura das economias, sobretudo dos países subdesenvolvidos indus trializados, cujos governos implementaram processos de privatização e passaram a dar mais liberdade à entrada de capitais estrangeiros, inclusive para a compra de empresas nacionais;
• a expansão das empresas transnacionais;
• a maior interferência de organismos internacionais, especialmente FMI e Banco Mundial, em políticas econômicas dos países subdesenvolvidos;
• a modificação no papel do Estado em vários países, principalmente nos países em desenvolvimento, que, em razão do grande endividamento externo, passaram a depender mais intensamente dos organismos internacionais e do capital de investidores estrangeiros e empresas transnacionais;
• a participação da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O fenômeno da globalização proporcionou benefícios, como a disseminação de informações em escala
mundial, a maior difusão cultural entre os países, o
grande avanço tecnológico, a oferta de bens e serviços, a formação de ONGs que atuam globalmente,
entre outros.
No entanto, diversos geógrafos, econo
mistas, sociólogos e outros estudiosos vêm alertando
sobre os aspectos negativos desse processo, principalmente porque o aumento nos fluxos de capitais e
de mercadorias e as políticas neoliberais têm intensificado as desigualdades, tanto entre os Estados-na
ções como no interior deles.
As desigualdades se tornam mais evidentes se
considerarmos o fato de que a participação dos países
mais pobres (20%) no comércio mundial de mercadorias e serviços passou de 4%, nos anos 1960, para
1%, na segunda década do século XXI, além do fato de
existirem muitos países com baixa renda per capita
e da má distribuição de renda no mundo.
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