Ao analisarmos a evolução do sistema capitalista, especialmente a partir da Primeira Revolução Industrial, destaca-se uma característica: o fortalecimento das relações internacionais. Graças ao desenvolvimento técnico, houve um au mento da produção e das exportações dos países, sobretudo dos mais industria lizados, o que proporcionou também a diversificação das atividades econômicas.
Os países fortemente industrializados e com amplo domínio tecnológico, que formam o grupo dos países desenvolvidos, foram conquistando novos mercados. A partir de meados do século XX, suas empresas se expandiram e abriram filiais em diversas partes do mundo, inclusive nos países antes denominados subdesen volvidos, nos quais obtinham benefícios dos governos locais. Esses benefícios au mentavam as margens de lucro dessas transnacionais, particularmente no Brasil, no México e na Argentina, que apresentavam grandes mercados consumidores.
A partir da década de 1980, o capitalismo passou por um processo de ex pansão no que se refere à sua abrangência mundial. Nesse contexto, os grandes agentes do processo de globalização são os países desenvolvidos, as empresas transnacionais e os organismos internacionais — FMI (Fundo Monetário Interna cional), Banco Mundial e OMC (Organização Mundial do Comércio), que substituiu o Gatt (iniciais em inglês de Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio) em 1994.
Os países desenvolvidos geram o maior volume dos investimentos para atividades produtivas e para aplicações financeiras. É principalmente nesse grupo de
países que são geradas tecnologias para a fabricação de diversos produtos e para a
inovação de sistemas de produção, entre outros. Esse grupo também investe maciçamente, por meio de recursos públicos e privados, em educação e pesquisa.
Além de dominarem os fluxos de comércio internacional, esses países rece
bem vultosas somas em dinheiro provenientes do pagamento de juros de dívida ex
terna, principalmente dos países em desenvolvimento; das remessas de lucros das
filiais de empresas multinacionais; do pagamento de royalties; dos lucros obtidos
nas aplicações financeiras realizadas por bancos ou grandes investidores, etc.
As empresas multinacionais, ou transnacionais, são as principais criadoras e
detentoras da tecnologia avançada e controlam boa parte dos capitais mundiais.
Enquanto no início dos anos 1970 havia cerca de 7 mil multinacionais em todo o
mundo, no início do século XXI já são 56 mil. Elas também são responsáveis por
grande parte dos fluxos internacionais de mercadorias e serviços.
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