Outra tendência importante verificada na atual fase do sistema capitalista é
a formação dos blocos econômicos regionais. Nesses blocos, os países buscam,
em geral, maior integração econômica, negociando maior liberdade comercial
entre os associados. São exemplos a União Europeia, o Mercosul e o acordo
Estados Unidos-México-Canadá (USMCA, das iniciais em inglês), entre outros.
Cada um deles apresenta particularidades e diferentes níveis de integração,
com o objetivo de se inserir no mundo globalizado de forma mais competitiva. Há também organizações e associações internacionais que
reúnem um grupo de países.
Além da regionalização do mundo em países desenvolvidos e em desenvolvimento, a definição de grandes blocos econômicos e organizações regionais
constitui outra maneira de regionalizar o espaço geográfico mundial.
Nesses blocos, os países buscam, em geral, maior integração econômica, negociando maior liberdade comercial entre os associados. São exemplos a União Europeia, o Mercosul e o Nafta, entre outros.
Cada um deles apresenta particularidades e diferentes níveis de integração, com o objetivo de se inserir no mundo globalizado de forma mais competitiva.
A globalização e a intensificação da concorrência no mercado mundial entre empresas e países impulsionaram a formação dessas alianças de integração econômica regional.
A expansão do sistema econômico capitalista pelo mundo ampliou o comércio
mundial e, consequentemente, aumentou os fluxos de mercadorias, pessoas e capitais entre as diferentes regiões do planeta. A fim de conquistar cada vez mais espaço
no comércio internacional e incentivar a cooperação econômica e política, muitos
países passaram a se unir e a formar blocos econômicos e organizações regionais.
Os blocos econômicos procuram se beneficiar economicamente no cenário
internacional por meio da ampliação das relações comerciais entre seus membros
e deles com outros blocos econômicos ou organizações regionais do mundo. Isso
ocorre, por exemplo, por meio de acordos que eliminam barreiras alfandegárias
internas, isto é, os produtos passam a circular livremente entre as fronteiras nacionais dos países-membros sem pagar impostos ou pagando uma taxa mínima.
Já as organizações regionais, em geral, dedicam-se também à cooperação em
outras áreas além da economia, como cultura, segurança, educação e saúde.
A partir do final do século XX, vários blocos econômicos e organizações regionais
se difundiram por todo o planeta. Os primeiros blocos econômicos regionais tiveram origem na Europa, após a Segunda Guerra Mundial, com a formação da Comunidade Econômica Europeia (CEE), em 1957, que evoluiu até se transformar, em 1993, em União Europeia (UE).
A liberalização comercial pode ocorrer tanto em âmbito mundial, por intermé
dio da OMC, como em âmbito regional, com os acordos comerciais definidos em
cada bloco econômico.
Cerca de 60% a 70% do comércio mundial ocorre dentro
dos acordos de livre-comércio ou de outras formas de integração comercial (ou
tros tipos de blocos comerciais).
As modalidades de blocos econômicos existentes no mundo são:
• Zona ou acordo de livre-comércio: pressupõe acordos comerciais que visam
exclusivamente à redução ou eliminação de tarifas aduaneiras (impostos de
importação) entre os países-membros do bloco. Exemplo: Nafta.
• União aduaneira: além de reduzir ou eliminar as tarifas aduaneiras entre os
países do bloco, estabelece as mesmas tarifas de exportação e importação
para o comércio com países fora do bloco, com a implantação da TEC (Tarifa
Externa Comum). É o caso, atualmente, do Mercosul.
• Mercado comum: visa à livre circulação de pessoas, mercadorias, capitais e
serviços. O único bloco que atingiu essa etapa foi a União Europeia, que também constituiu uma união econômica e monetária com a adoção de uma
moeda única.
É preciso lembrar que os blocos podem mudar sua forma de integração ao
longo do tempo. Desse modo, uma simples Zona de Preferência Tarifária, por
exemplo, pode se tornar uma União Econômica e Monetária. Além disso, novos
membros podem entrar ou sair de um bloco. Vale ressaltar também que um mes
mo país pode fazer parte de distintos blocos econômicos ou organizações que
visam à cooperação regional, dependendo dos seus interesses.
Desafios da cooperação regional
A ideia de articular forças para superar dificuldades e solucionar problemas e necessidades co
muns nem sempre é fácil de ser colocada em prática. No plano internacional, considerando as rela
ções entre os países e seus respectivos Estados, isso implica abrir mão de certo grau de sua sobe
rania, isto é, de sua autonomia na tomada de decisões que dizem respeito a questões de interesse
da população que representam.
A redução de tarifas alfandegárias para alguns tipos de produto, por
exemplo, pode afetar todo um setor da economia nacional, prejudicando-o. Por sua vez, essa mes
ma ação pode beneficiar outros setores. Além disso, os países integrantes de um bloco muitas vezes
apresentam disparidades econômicas, sociais e políticas que podem prejudicar a cooperação regional, afetando as negociações.
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