quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), indicador estabelecido pela ONU para avaliar o nível de desenvolvimento econômico e social dos países, foi criado por um grupo de especialistas para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O primeiro Relatório do Desenvolvimento Humano foi publicado em 1990, e, desde então, é atualizado anualmente, classificando os países do globo de acordo com seu nível de desenvolvimento econômico e social. É preciso ressaltar que a geração de um volume cada vez maior de riquezas (bens e serviços) não garante melhoria das condições de vida da maioria dos habitantes dos países porque essa riqueza, em geral, é mal distribuída, principalmente nos países em desenvolvimento. 
Há diversos casos de países que apresentaram expressivo crescimento econômico entre a segunda metade do século XX e este início de século, porém não acompanhado de um desenvolvimento social efetivo, ou seja, com benefícios a toda a população nas áreas de saúde, educação, habitação, saneamento básico, transporte, etc. 
Em razão das más condições de vida de parte de suas populações e das fortes desigualdades sociais existentes, países como Brasil, México e Argentina, por exemplo, são classificados como emergentes.
Para classificar os países, o IDH leva em consideração três dimensões do processo de desenvolvimento humano: 
• a longevidade, medida pela expectativa ou esperança de vida ao nascer, con siderando as condições de moradia, saúde e alimentação; 
• o conhecimento, que considera a média de anos de escolaridade dos habitan tes com 25 anos ou mais e os anos de escolaridade esperados, ou seja, o nú mero de anos de estudo que se espera de uma criança ao ingressar na escola; • o Rendimento Nacional Bruto (RNB) per capita (por indivíduo) ajustado, que é a renda nacional bruta dividida pelo número de habitantes do país, expres sa em dólares, considerando o poder de compra da população.
Embora o IDH não seja um indicador ideal, ele apresenta a vantagem de con siderar o desenvolvimento de forma mais abrangente e avaliar, até certo ponto, o acesso da população aos benefícios proporcionados pelo crescimento econômi co. Os indicadores mais gerais de desenvolvimento sempre estiveram limitados ao desempenho econômico, como o PIB ou o PIB per capita. 
A consideração do Índice de Riqueza Inclusiva exige uma alteração nos padrões de produção e consumo nos países. Demanda a busca por um desenvolvimento sustentável, ou seja, que atenda às necessidades das populações no presente sem comprometer as demandas das gerações futuras. 
Nessa perspectiva, a utilização dos recursos deve ocorrer de acordo com a capacidade de reposição da natureza, de modo que o crescimento econômico não agrida violenta e irreparavelmente os ecossistemas e possa, ao mesmo tempo, equacionar problemas sociais. Desse modo, deve ter como prioridade a diminuição da pobreza e da desigualdade social.

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