Quando o corpo se movimenta, diversas estruturas interagem: ossos, músculos, articulações, tendões, ligamentos e nervos. Os nervos fazem parte do sistema nervoso. Já as demais estruturas citadas participam de outros sistemas que, juntos, permitem a locomoção, a realização de diversos movimentos e a interação com pessoas e com o ambiente onde estão. Além dos movimentos, a interação entre os sistemas esquelético e nervoso garante a sus tentação e define a estrutura do nosso corpo.
Esses sistemas também são responsáveis pela locomoção de outros animais que têm coluna vertebral: peixes, anfíbios, répteis, aves e demais mamíferos.
Ossos
Os ossos são os principais constituintes do sistema esquelético. Eles são responsáveis pela sustentação do corpo, suportam a força dos músculos na realização dos movimentos e protegem os órgãos internos. Por exemplo, o cérebro é protegido pelos ossos do crânio; o coração e os pulmões, pelas costelas; e a medula espinal, pela coluna vertebral.
Os ossos são formados principalmente pelo tecido ósseo, um tipo de tecido conjuntivo. A substância que fica entre as células desse tecido é rica em sais minerais, principalmente cálcio e fósforo, o que o torna duro e confere resistência aos ossos. Apesar de rígido, o tecido ósseo não forma uma massa uniforme e os ossos são leves. No interior deles, existem canais por onde passam vasos sanguíneos ou que estão preenchidos por medula óssea vermelha.
Os vasos sanguíneos transportam sangue, levando nutrientes e gás oxigênio até as células ósseas e recolhendo os resíduos produzidos por elas. A medula óssea vermelha é o tecido que produz as células do sangue. Em ossos longos, também podemos encontrar gordura em uma região chamada de medula óssea amarela.
Apesar de resistente a impactos, uma
pessoa pode sofrer uma fratura óssea, que
consiste na ruptura de um osso. Esse tipo de
rompimento pode ser diagnosticado por meio
de uma radiografia, um exame de imagem que
utiliza raios X.
As células do tecido ósseo podem se regenerar, ou seja, se multiplicar e restaurar a região fraturada. Mas, para que isso
ocorra, é importante manter a região imobilizada e é por isso que, em muitos casos, coloca-se gesso ao redor do membro fraturado.
Algumas vezes também é necessária a realização de cirurgias.
Radiografia de membros inferiores mostrando osso fraturado e osso íntegro.
Esqueleto humano
Uma pessoa adulta tem 206 ossos. O conjunto desses ossos forma o
esqueleto. Os ossos podem ser longos, como o fêmur; chatos ou planos,
como os do crânio, ou curtos, como as vértebras.
O esqueleto de homens e de mulheres pode apresentar algumas diferenças. Por exemplo, o quadril das mulheres geralmente é mais largo
e circular. Já nos homens, o tórax e os ombros geralmente são relativa
mente maiores e mais robustos. Essas diferenças são desencadeadas
pela ação de hormônios que participam do desenvolvimento ósseo na
adolescência.
No esqueleto humano, os ossos que protegem os órgãos vitais constituem o esqueleto axial: ossos do crânio e do tronco (coluna vertebral e
caixa torácica). Os demais ossos estão relacionados à movimentação do
corpo e formam o esqueleto apendicular: nos membros superiores (ossos das mãos, dos braços e antebraços) e da cintura escapular (ombro);
nos membros inferiores (coxa, perna e pé) e da cintura pélvica (quadril).
Ossos da cabeça
Os ossos do crânio formam um tipo
de capacete, que envolve e protege alguns órgãos do sentido e o encéfalo,
do qual o cérebro faz parte. Não há
espaços entre os ossos que formam a
caixa craniana, eles estão firmemente
unidos e são imóveis. Na face, a mandíbula é o maior e único osso móvel
da cabeça. Os dentes localizam-se na
mandíbula e na maxila e, ao mover a
mandíbula, podemos mastigar os alimentos.
Ossos do tronco
No tronco, encontramos principalmente duas partes do esqueleto: a
coluna vertebral e a caixa torácica.
A coluna vertebral funciona como um eixo de sustentação do corpo, ao
qual estão ligados a cabeça, os membros superiores e os inferiores. É constituída por ossos pequenos chamados de vértebras.
Entre as vértebras há
os discos intervertebrais, estruturas cartilaginosas que amortecem os
impactos quando movimentamos o tronco e que permitem alguns movimentos da coluna. O eixo de sustentação do corpo é, portanto, ao mesmo
tempo forte e flexível.
Representação
esquemática das regiões
da coluna vertebral.
Em um indivíduo adulto, as quatro últimas vértebras se unem e formam o cóccix. As cinco vértebras anteriores ao cóccix também se fundem e formam o osso sacro. As demais vértebras são ossos pequenos, com um orifício no centro. A união dos orifícios internos das vértebras forma o canal vertebral, onde está a medula espinal, que faz parte do sistema nervoso.
Em um indivíduo adulto, as quatro últimas vértebras se unem e formam o cóccix. As cinco vértebras anteriores ao cóccix também se fundem e formam o osso sacro. As demais vértebras são ossos pequenos, com um orifício no centro. A união dos orifícios internos das vértebras forma o canal vertebral, onde está a medula espinal, que faz parte do sistema nervoso.
Na coluna vertebral podemos identificar cinco regiões: cervical, próxima à cabeça e que está na região que chamamos de
pescoço; torácica ou dorsal, ocupando a maior parte das costas;
lombar, região que antecede o início das nádegas; sacral, na
região das nádegas; coccigiana, no final da coluna.
A caixa torácica é formada pelas costelas e pelo osso esterno. Ela protege
os pulmões e o coração.
Na região posterior (das costas), as costelas estão
ligadas à coluna vertebral.
Na região anterior (no peito), há uma cartilagem
que une as costelas ao osso esterno.
A caixa torácica se movimenta durante
a inspiração e a expiração, aumentando e diminuindo de volume e sendo
fundamental para a entrada de ar nos pulmões e sua posterior eliminação.
Representação
esquemática da
caixa torácica em
vista anterior, com
destaque para o osso
esterno e as costelas.Ossos dos membros
O esqueleto apendicular é formado pelos membros superiores, que
incluem os ombros, os antebraços, os braços e as mãos; e pelos membros
inferiores, compostos de quadril, coxas, pernas e pés.
Na estrutura óssea do pé podemos encontrar diversos ossos distribuídos em ossos do tarso (ossos da parte superior do pé), do metatarso
(ossos que se articulam com os dedos) e das falanges (ossos dos dedos).
A estrutura óssea da mão também é formada por diversos ossos,
como os ossos do carpo (ossos do punho), os do metacarpo (ossos da
palma da mão) e as falanges (ossos dos dedos).
O esqueleto dos seres humanos se diferencia do esqueleto de
outros mamíferos em vários aspectos, incluindo a capacidade de
realizar alguns movimentos.
Entre eles estão os movimentos
dos dedos: nós podemos, por exemplo, fazer movimentação em
pinça, unindo a ponta do dedo polegar com a ponta de um dos
outros dedos da mesma mão. Esse movimento é possível por
causa da posição do polegar em relação aos demais dedos
da mão.
Representação
esquemática de
esqueleto humano
com a indicação das
regiões dos membros
superiores e inferiores.
O esqueleto dos seres humanos se diferencia do esqueleto de outros mamíferos em vários aspectos, incluindo a capacidade de realizar alguns movimentos.
Entre eles estão os movimentos
dos dedos: nós podemos, por exemplo, fazer movimentação em
pinça, unindo a ponta do dedo polegar com a ponta de um dos
outros dedos da mesma mão. Esse movimento é possível por
causa da posição do polegar em relação aos demais dedos
da mão.
Articulações
Os ossos são rígidos,
não flexíveis. Ao dobrar a perna ou levantar
o braço, os ossos daquela região do corpo
permanecem com seu formato.
Então, os movimentos corporais ocorrem graças às articulações, regiões de contato entre dois ou mais
ossos. Nessas regiões há outros tipos de tecido conjuntivo protegendo os ossos, desse
modo, o atrito entre eles é reduzido.
As articulações estão presentes nos joelhos, cotovelos, punhos, tornozelos, ombros,
entre outras regiões. Elas podem ser classificadas, conforme o grau de mobilidade, em
móveis, semimóveis ou imóveis.
As articulações móveis são flexíveis e possibilitam movimentos em
uma ou mais direções, dependendo do encaixe dos ossos. São encontradas, por exemplo, nos ombros, nos joelhos e nos cotovelos.
Nessas
articulações, os ossos se mantêm unidos por um tecido conjuntivo de
nominado ligamento. Além disso, entre as cartilagens que protegem
os ossos existe um espaço preenchido pelo líquido sinovial, que reduz
o atrito, atuando como um lubrificante e amortecendo as articulações
durante os movimentos.
As articulações semimóveis são flexíveis e apresentam cartilagens
entre os ossos. Como o nome indica, a articulação semimóvel permite movimentação parcial, em que os movimentos não são tão amplos
como os permitidos pelas articulações móveis. São exemplos de articulações semimóveis aquelas encontradas entre uma vértebra e outra,
na coluna vertebral.
As articulações imóveis são fibrosas e não permitem movimento
entre um osso e outro. Nesse caso, as duas superfícies ósseas estão
firmemente unidas, como a maioria das articulações que estão entre
os ossos do crânio.
Nos bebês recém-nascidos, entre
os ossos do crânio há um espaço,
constituído por tecido conjuntivo,
chamado de moleira. Os ossos ainda
estão se formando e, durante o nas
cimento por parto natural, a moleira
permite que alguns ossos se desloquem sem causar danos ao crânio.
Representação esquemática do crânio adulto, com as articulações imóveis entre os ossos destacadas em marrom.