terça-feira, 14 de abril de 2026

Sistema esquelético

Quando o corpo se movimenta, diversas estruturas interagem: ossos, músculos, articulações, tendões, ligamentos e nervos. Os nervos fazem parte do sistema nervoso. Já as demais estruturas citadas participam de outros sistemas que, juntos, permitem a locomoção, a realização de diversos movimentos e a interação com pessoas e com o ambiente onde estão. Além dos movimentos, a interação entre os sistemas esquelético e nervoso garante a sus tentação e define a estrutura do nosso corpo. 
Esses sistemas também são responsáveis pela locomoção de outros animais que têm coluna vertebral: peixes, anfíbios, répteis, aves e demais mamíferos.

Ossos


Os ossos são os principais constituintes do sistema esquelético. Eles são responsáveis pela sustentação do corpo, suportam a força dos músculos na realização dos movimentos e protegem os órgãos internos. Por exemplo, o cérebro é protegido pelos ossos do crânio; o coração e os pulmões, pelas costelas; e a medula espinal, pela coluna vertebral.
Os ossos são formados principalmente pelo tecido ósseo, um tipo de tecido conjuntivo. A substância que fica entre as células desse tecido é rica em sais minerais, principalmente cálcio e fósforo, o que o torna duro e confere resistência aos ossos. Apesar de rígido, o tecido ósseo não forma uma massa uniforme e os ossos são leves. No interior deles, existem canais por onde passam vasos sanguíneos ou que estão preenchidos por medula óssea vermelha. 
Os vasos sanguíneos transportam sangue, levando nutrientes e gás oxigênio até as células ósseas e recolhendo os resíduos produzidos por elas. A medula óssea vermelha é o tecido que produz as células do sangue. Em ossos longos, também podemos encontrar gordura em uma região chamada de medula óssea amarela.
Apesar de resistente a impactos, uma pessoa pode sofrer uma fratura óssea, que consiste na ruptura de um osso. Esse tipo de rompimento pode ser diagnosticado por meio de uma radiografia, um exame de imagem que utiliza raios X. 
As células do tecido ósseo podem se regenerar, ou seja, se multiplicar e restaurar a região fraturada. Mas, para que isso ocorra, é importante manter a região imobilizada e é por isso que, em muitos casos, coloca-se gesso ao redor do membro fraturado. Algumas vezes também é necessária a realização de cirurgias.

Radiografia de membros inferiores mostrando osso fraturado  e osso íntegro.

Esqueleto humano 


Uma pessoa adulta tem 206 ossos. O conjunto desses ossos forma o esqueleto. Os ossos podem ser longos, como o fêmur; chatos ou planos, como os do crânio, ou curtos, como as vértebras. 
O esqueleto de homens e de mulheres pode apresentar algumas diferenças. Por exemplo, o quadril das mulheres geralmente é mais largo e circular. Já nos homens, o tórax e os ombros geralmente são relativa mente maiores e mais robustos. Essas diferenças são desencadeadas pela ação de hormônios que participam do desenvolvimento ósseo na adolescência.
No esqueleto humano, os ossos que protegem os órgãos vitais constituem o esqueleto axial: ossos do crânio e do tronco (coluna vertebral e caixa torácica). Os demais ossos estão relacionados à movimentação do corpo e formam o esqueleto apendicular: nos membros superiores (ossos das mãos, dos braços e antebraços) e da cintura escapular (ombro); nos membros inferiores (coxa, perna e pé) e da cintura pélvica (quadril). 

Ossos da cabeça 


Os ossos do crânio formam um tipo de capacete, que envolve e protege alguns órgãos do sentido e o encéfalo, do qual o cérebro faz parte. Não há espaços entre os ossos que formam a caixa craniana, eles estão firmemente unidos e são imóveis. Na face, a mandíbula é o maior e único osso móvel da cabeça. Os dentes localizam-se na mandíbula e na maxila e, ao mover a mandíbula, podemos mastigar os alimentos. 

Ossos do tronco 


No tronco, encontramos principalmente duas partes do esqueleto: a coluna vertebral e a caixa torácica
A coluna vertebral funciona como um eixo de sustentação do corpo, ao qual estão ligados a cabeça, os membros superiores e os inferiores. É constituída por ossos pequenos chamados de vértebras. 
Entre as vértebras há os discos intervertebrais, estruturas cartilaginosas que amortecem os impactos quando movimentamos o tronco e que permitem alguns movimentos da coluna. O eixo de sustentação do corpo é, portanto, ao mesmo tempo forte e flexível.
Representação esquemática de uma vértebra e de um disco intervertebral.

Representação esquemática das regiões da coluna vertebral.

Em um indivíduo adulto, as quatro últimas vértebras se unem e formam o cóccix. As cinco vértebras anteriores ao cóccix também se fundem e formam o osso sacro. As demais vértebras são ossos pequenos, com um orifício no centro. A união dos orifícios internos das vértebras forma o canal vertebral, onde está a medula espinal, que faz parte do sistema nervoso. 
Na coluna vertebral podemos identificar cinco regiões: cervical, próxima à cabeça e que está na região que chamamos de pescoço; torácica ou dorsal, ocupando a maior parte das costas; lombar, região que antecede o início das nádegas; sacral, na região das nádegas; coccigiana, no final da coluna. 
A caixa torácica é formada pelas costelas e pelo osso esterno. Ela protege os pulmões e o coração. 
Na região posterior (das costas), as costelas estão ligadas à coluna vertebral. 
Na região anterior (no peito), há uma cartilagem que une as costelas ao osso esterno. 
A caixa torácica se movimenta durante a inspiração e a expiração, aumentando e diminuindo de volume e sendo fundamental para a entrada de ar nos pulmões e sua posterior eliminação.
Representação esquemática da caixa torácica em vista anterior, com destaque para o osso esterno e as costelas.

Ossos dos membros 


O esqueleto apendicular é formado pelos membros superiores, que incluem os ombros, os antebraços, os braços e as mãos; e pelos membros inferiores, compostos de quadril, coxas, pernas e pés. 
Na estrutura óssea do pé podemos encontrar diversos ossos distribuídos em ossos do tarso (ossos da parte superior do pé), do metatarso (ossos que se articulam com os dedos) e das falanges (ossos dos dedos). 
A estrutura óssea da mão também é formada por diversos ossos, como os ossos do carpo (ossos do punho), os do metacarpo (ossos da palma da mão) e as falanges (ossos dos dedos).
O esqueleto dos seres humanos se diferencia do esqueleto de outros mamíferos em vários aspectos, incluindo a capacidade de realizar alguns movimentos. 
Entre eles estão os movimentos dos dedos: nós podemos, por exemplo, fazer movimentação em pinça, unindo a ponta do dedo polegar com a ponta de um dos outros dedos da mesma mão. Esse movimento é possível por causa da posição do polegar em relação aos demais dedos da mão. 

Representação esquemática de esqueleto humano com a indicação das regiões dos membros superiores e inferiores.

O esqueleto dos seres humanos se diferencia do esqueleto de outros mamíferos em vários aspectos, incluindo a capacidade de realizar alguns movimentos. 
Entre eles estão os movimentos dos dedos: nós podemos, por exemplo, fazer movimentação em pinça, unindo a ponta do dedo polegar com a ponta de um dos outros dedos da mesma mão. Esse movimento é possível por causa da posição do polegar em relação aos demais dedos da mão. 

Articulações 


Os ossos são rígidos, não flexíveis. Ao dobrar a perna ou levantar o braço, os ossos daquela região do corpo permanecem com seu formato. 
Então, os movimentos corporais ocorrem graças às articulações, regiões de contato entre dois ou mais ossos. Nessas regiões há outros tipos de tecido conjuntivo protegendo os ossos, desse modo, o atrito entre eles é reduzido. 
As articulações estão presentes nos joelhos, cotovelos, punhos, tornozelos, ombros, entre outras regiões. Elas podem ser classificadas, conforme o grau de mobilidade, em móveis, semimóveis ou imóveis. 
As articulações móveis são flexíveis e possibilitam movimentos em uma ou mais direções, dependendo do encaixe dos ossos. São encontradas, por exemplo, nos ombros, nos joelhos e nos cotovelos. 
Nessas articulações, os ossos se mantêm unidos por um tecido conjuntivo de nominado ligamento. Além disso, entre as cartilagens que protegem os ossos existe um espaço preenchido pelo líquido sinovial, que reduz o atrito, atuando como um lubrificante e amortecendo as articulações durante os movimentos. 

As articulações semimóveis são flexíveis e apresentam cartilagens entre os ossos. Como o nome indica, a articulação semimóvel permite movimentação parcial, em que os movimentos não são tão amplos como os permitidos pelas articulações móveis. São exemplos de articulações semimóveis aquelas encontradas entre uma vértebra e outra, na coluna vertebral. 
As articulações imóveis são fibrosas e não permitem movimento entre um osso e outro. Nesse caso, as duas superfícies ósseas estão firmemente unidas, como a maioria das articulações que estão entre os ossos do crânio. 
Nos bebês recém-nascidos, entre os ossos do crânio há um espaço, constituído por tecido conjuntivo, chamado de moleira. Os ossos ainda estão se formando e, durante o nas cimento por parto natural, a moleira permite que alguns ossos se desloquem sem causar danos ao crânio. 

Representação esquemática do crânio adulto, com as articulações imóveis entre os ossos destacadas em marrom.







Sistema locomotor

A realização dos movimentos está bastante relacionada à estrutura dos animais, que, no caso dos vertebrados, é constituída pelos sistemas esquelético e muscular. Esses dois sistemas atuam de forma integrada e caracterizam o sistema locomotor. No entanto, o movimento só é possível graças à interação desses sistemas entre si e com o sistema nervoso.

MOVIMENTAÇÃO DOS ANIMAIS


O corpo dos animais tem diversos níveis de organização. Embora a presença de células seja uma característica comum, nem todos os animais apresentam tecidos, órgãos ou sistemas. Além disso, essa organização pode ser diferente, dependendo do animal. 
Um exemplo disso é a presença da coluna vertebral, parte de um esqueleto interno rígido, formado por ossos, a qual ocorre apenas em alguns animais, os vertebrados. Animais que não apresentam coluna vertebral são popularmente chamados de invertebrados. 
Peixes, sapos, jacarés, serpentes, aves, seres humanos, gatos e elefantes são exemplos de animais vertebrados. Águas-vivas, vermes, minhocas, insetos, aranhas e caranguejos são alguns exemplos de animais invertebrados.
Nos animais vertebrados, os ossos e os músculos estão relacionados à sustentação e à movimentação do corpo.

Esqueleto de um gato (aproximadamente 45 cm de comprimento) com a coluna vertebral em destaque.

Esqueleto de uma serpente (aproximadamente 4 m de comprimento) com a coluna vertebral em destaque.

O esqueleto de alguns animais invertebrados


Nos animais conhecidos como artrópodes (insetos, aranhas e caranguejos, por exemplo), o esqueleto é externo, chamado exoesqueleto. Essa estrutura dá sustentação ao corpo desses invertebrados. Um composto chamado quitina fornece rigidez ao exoesqueleto e protege o animal, mas também limita seu crescimento. Para que o animal continue crescendo, ele deve abandonar periodicamente o exoesqueleto antigo e produzir um novo.

Cigarra abandonando seu exoesqueleto antigo.


Sistema esquelético


Os ossos são formados pelo tecido ósseo. Eles têm diversas funções no corpo dos animais vertebrados, entre elas, sustentar e apoiar a fixação dos músculos, proteger os órgãos internos e auxiliar na execução de movimentos.
O esqueleto determina a forma do animal. São constituídos por coluna vertebral e crânio. A maioria dos vertebrados possui membros anteriores e posteriores. A coluna vertebral é constituída por uma série de ossos sobrepostos chamados vértebras. 
Esses ossos estão empilhados e têm, em seu interior, um orifício onde se aloja a medula espinal. A coluna vertebral protege a medula espinal e os nervos que partem dela. Ela também atua na manutenção da postura e na locomoção, além de proporcionar flexibilidade ao corpo.
Entre as vértebras há estruturas formadas por tecido flexível, que possibilita movimentos da coluna e absorve impactos. O crânio protege o encéfalo, e a coluna vertebral protege a medula.
Os ossos são estruturas resistentes e têm diferentes formatos: eles podem ser chatos, longos ou curtos. O conjunto de ossos do corpo é chamado de esqueleto. O esqueleto de uma pessoa adulta tem 206 ossos. Além dos ossos, o esqueleto é formado por cartilagens, ligamentos e tendões. 
A região na qual dois ossos fazem contato é chamada de articulação óssea. As articulações podem ser móveis, permitindo que os ossos deslizem um sobre o outro, ou fixas, unindo firmemente os ossos, como as que existem no crânio. Nas articulações móveis, há cartilagens na extremidade dos ossos, o que garante o deslizamento das peças ósseas. 
Os ossos de uma articulação móvel mantêm-se no lugar com a ajuda dos ligamentos. Os ligamentos são feixes de um tipo de tecido bastante resistente que fixa um osso a outro.
Além de participar da movimentação do corpo, o esqueleto tem a função de proteger os órgãos internos. O crânio, por exemplo, protege o encéfalo, enquanto as costelas protegem os pulmões e o coração. Os ossos também são fontes de cálcio e local de produção de células do sangue.

Formação e estrutura dos ossos 


No ser humano, durante a formação dos ossos, ocorre, primeiramente, o desenvolvimento de um molde de cartilagem, tecido que será gradativamente substituído pelo tecido ósseo. Vasos sanguíneos se desenvolvem e levam nutrientes e gás oxigênio para o osso em formação.

 Representação da formação do fêmur.

Crânio de um recém-nascido. O contorno da parte mais larga do crânio tem cerca de 32 centímetros


Ao nascer, o ser humano apresenta 300 ossos. Parte desses ossos se funde como resultado do processo de ossificação, que continua após o nascimento. 
Um exemplo são os ossos que formam o crânio do bebê. Em alguns locais, chamados fontanelas, ainda não existem ossos. A fontanela é popularmente conhecida como moleira.

O esqueleto humano 


O esqueleto humano pode ser dividido em três partes: cabeça, tronco e membros (superiores e inferiores). A cabeça é dividida em crânio e face. O tronco é formado pela coluna vertebral e pela caixa torácica. Os ossos podem ser chatos, longos, curtos ou com formatos irregulares.
Os membros superiores ligam-se ao tronco por meio das escápulas e clavículas, e os membros inferiores, pelos ossos da bacia (ílio). 

As articulações 


Os ossos conectam-se uns aos outros, e a essa conexão damos o nome de articulações. Algumas articulações são fixas, como as dos ossos do crânio e da face (com exceção da mandíbula). Outras são pouco móveis, como as articulações entre as vértebras, e há aquelas que possibilitam vários tipos de movimento, por exemplo, as articulações dos ombros, cotovelos e joelhos. 
As extremidades dos ossos ligados por articulações que se movem são revestidas por uma camada de cartilagem, que evita o atrito dos ossos e seu desgaste. Além disso, em algumas regiões, essa membrana externa é constituí da por faixas fibrosas – os ligamentos –, que proporcionam maior estabilidade à articulação.

Sistema muscular 


O sistema muscular é mais um sistema importante na movimentação de cada parte do corpo. Os músculos relacionados à locomoção se ligam às articulações e aos ossos do esqueleto.
Os músculos, por sua vez, formam o que é popularmente chamado de “carne” do nosso corpo. Eles são constituídos basicamente por tecido muscular, caracterizado pela sua capacidade de contrair e relaxar. Os músculos podem ser grandes, como os músculos da coxa, ou bem pequenos, como alguns músculos do rosto.
O conjunto de músculos do corpo compõe o que chamamos de musculatura. Além dos músculos que são responsáveis pelos movimentos em associação com os ossos, há músculos que permitem o batimento do coração (músculo cardíaco), o deslocamento do alimento pelo tubo digestório, a circulação do sangue, a eliminação da urina, entre tantos outros movimentos que acontecem no organismo, cooperando para o seu funcionamento.

O movimento 


Muitos movimentos do corpo são realizados pela ação conjunta de ossos e músculos, e eles só acontecem porque os músculos estão conectados a neurônios que, ao liberarem neurotransmissores, promovem a ação muscular.
Os músculos têm a capacidade de se contrair. A contração ocorre devido a estímulos (por exemplo, a “vontade” ou a necessidade de levantar o objeto). 
O sistema nervoso processa e transmite a mensagem por meio dos neurônios até os músculos do braço e da mão, que se contraem de forma coordenada para fazer a ação pretendida: levantar o braço. 
Os músculos se prendem aos ossos por tendões, que são cordões fibrosos formados por um tipo de tecido bastante resistente. Quando um músculo é estimulado pelos impulsos nervosos, ele se contrai ou relaxa, movendo junto o osso ao qual está ligado.
Assim, podemos dizer que o sistema nervoso capta as sensações e “ordena” os movimentos a serem realizados pelos músculos e ossos. Alguns músculos atuam aos pares e de modo inverso.
Os músculos geralmente trabalham em duplas e com movimentos antagônicos: enquanto um músculo se contrai e produz movimento em um sentido, o outro produz movimento no sentido contrário, relaxando. Por exemplo, quando queremos dobrar o braço, nosso cérebro envia um sinal ao músculo que contrai, encurtando-se e puxando o osso ao qual está unido.

Movimentos do corpo


Nos animais vertebrados, a ação conjunta de ossos, músculos e articulações permite a realização de movimentos. A maioria desses movimentos requer a ação de músculos que se encontram fixados aos ossos pelos tendões, um tipo de tecido conjuntivo. 
Boa parte dos músculos se distribui em pares opostos nos ossos ou nas articulações, tendo ação antagônica. Isso quer dizer que, enquanto o músculo de um lado do osso ou da articulação se contrai, o do outro lado relaxa. 
Tomemos como exemplo o bíceps. Ao se contrair, ele encurta e, assim, puxa o antebraço para perto do braço. Durante esse movimento, o tríceps se mantém relaxado. 
No movimento contrário, o bíceps relaxa, o tríceps se contrai e encurta, mantendo o antebraço longe do braço. O bíceps e o tríceps são um par de músculos opostos com ação antagônica.

 A COORDENAÇÃO CONJUNTA


O sistema nervoso conta com a ajuda do sistema endócrino na coordenação do corpo. Esse sistema é formado pelas glândulas endócrinas, que produzem os hormônios. 
Os hormônios são substâncias químicas que, quando liberadas na corrente sanguínea, regulam o funcionamento das células. Embora atinjam praticamente todas as células do corpo, os hormônios atuam somente em algumas delas, nas chamadas células-alvo. 
Os hormônios regulam, por exemplo, o crescimento do corpo, o desenvolvimento dos órgãos genitais, a quantidade de glicose (açúcar) no sangue, entre muitas outras atividades. Muitas glândulas endócrinas estão sob o controle do sistema nervoso e a produção de vários hormônios é controlada por um mecanismo chamado de feedback negativo, ou retroalimentação negativa. 
Nesse mecanismo, o hormônio produzido por uma glândula controla a sua própria produção ou, ainda, uma glândula secreta um hormônio que estimula uma segunda glândula, que, por sua vez, secreta um hormônio que inibe ou paralisa a primeira.
Por exemplo, a secreção dos hormônios tireoidianos (hormônios produzidos pelas glândulas tireóideas) é feita por feedback negativo: a hipófise (glândula localizada na base do cérebro) estimula as glândulas tireóideas a produzir hormônios. 
Os hormônios tireoidianos, por sua vez, inibem o estímulo da hipófise, que para de estimular as glândulas tireóideas. Dessa forma, os níveis de hormônios e de outras substâncias são mantidos constantes e dentro de certos limites no organismo. Esse tipo de controle permite a homeostase, ou seja, a capacidade do organismo de manter suas condições internas relativamente constantes.


As drogas psicoativas e o sistema nervoso

Substâncias psicoativas são substâncias que atuam no sistema nervoso central, produzindo alterações no funcionamento do corpo, no comportamento, no humor e na aquisição de conhecimento do usuário, podendo levar à dependência. 
Se essa descrição fez você se lembrar das drogas, saiba que está correto. 
É certo que muitas pessoas já ouviram falar sobre drogas e, geralmente, quando pensamos no que são essas substâncias, somos induzidos a associá-las a alguma coisa que faz mal à saúde. Essa ideia não está de todo errada, mas talvez esteja um pouco simplificada e incompleta. 
Segundo a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), “droga é qualquer substância não produzida pelo organismo que tem a propriedade de atuar sobre um ou mais de seus sistemas, produzindo alterações em seu funcionamento”. 
Existem certas drogas que são usadas no tratamento de doenças e que são consideradas medicamentos. Mas também existem drogas que prejudicam a saúde, aquelas chamadas de tóxicos.
Diversas substâncias artificiais que interferem no organismo podem ser chamadas de drogas. Os medicamentos, por exemplo, são drogas. Por isso as farmácias também são chamadas drogarias.
Aqui, no entanto, vamos abordar as drogas de abuso. Estas contêm as chamadas drogas psicoativas, que são aquelas que atuam na parte central do sistema nervoso, interferindo no funcionamento do cérebro.
A presença dessas substâncias no organismo pode causar distorções na percepção dos sentidos, nos pensamentos, nos movimentos, entre outros efeitos.
As substâncias psicoativas podem estar presentes também em medicamentos, como antidepressivos e ansiolíticos, em proporções controladas. Quando as drogas são consumidas em altas quantidades, essas substâncias podem causar danos ao sistema nervoso, prejudicando a saúde do indivíduo. Nesse caso, as drogas são chamadas de drogas de abuso.
As substâncias psicoativas chegam ao encéfalo pela circulação sanguínea e atuam nas sinapses, em especial no chamado sistema de recompensa do cérebro. Esse sistema, quando ativado, proporciona sensações de prazer tais como as que temos ao saborear um prato de que gostamos, ao nos sentirmos protegidos e amados, entre outras. Nesses momentos, os neurônios desse sistema liberam um neurotransmissor produzido por eles, que é a dopamina.
A dopamina atua na sinapse, estimulando os neurônios. No entanto, ela é logo recuperada pelos neurônios, de modo que deixa de atuar na sinapse. O que as substâncias psicoativas fazem é impedir o retorno da dopamina da sinapse para o interior do neurônio. Com isso, ela continua na sinapse, estimulando os neurônios e prolongando a sensação de prazer. Em busca dessa sensação de prazer é que os usuários procuram as drogas de abuso.
Muitas pessoas experimentam drogas de abuso e acreditam que o uso ocasional não leva à dependência. No entanto, o consumo de drogas pode facilmente se tornar um hábito e uma desastrosa relação de dependência.
Os usuários podem apresentar tolerância à droga, fazendo com que a quantidade consumida tenha de ser cada vez maior para que obtenham a mesma sensação das primeiras vezes. Nessa fase, geralmente, as pessoas não percebem que estão abusando da droga e se tornando dependentes.
A dependência pode ser física e/ou psíquica. No primeiro caso, o indivíduo passa a depender da droga para que as sinapses de algumas vias neurais sejam ativadas. Se ficar sem consumir a droga, surgem os sintomas da crise de abstinência: um conjunto de sinais físicos, como dores de cabeça e tremores. 
Já no caso da dependência psíquica, o consumo das drogas pode representar uma solução imediata para os momentos de tristeza ou ansiedade; no entanto, trazem sérios riscos à saúde e à própria vida e são responsáveis por novas manifestações de desconforto, sofrimento e depressão.

As drogas podem ser classificadas de diferentes maneiras. Do ponto de vista das leis, as drogas podem ser lícitas ou ilícitas. Drogas lícitas são aquelas cuja comercialização é permitida, podendo ou não estar submetida a algum tipo de restrição. 
Os principais exemplos são cigarro e bebida alcoólica, que só podem ser comercializados para maiores de 18 anos. Drogas ilícitas são aquelas cuja comercialização é proibida pela legislação, como cocaína e crack.
As substâncias que atuam sobre o sistema nervoso central são chamadas drogas psicoativas e agem sobre os neurotransmissores. Elas podem ser classificadas em depressoras, estimulantes ou perturbadoras, conforme as modificações da atividade mental ou do comportamento do usuário. 

As alterações causadas no organismo dependem do tipo de droga psicotrópica ingerida. Existem três tipos: 

- depressoras – diminuem a atividade do SNC e a pessoa fica “desligada”, “devagar”.
As drogas depressoras diminuem a atividade do sistema nervoso central, causando uma diminuição da atividade motora, prejuízo das funções sensoriais, como visão embaralhada e menor sensibilidade à dor, e redução da ansiedade. Bebidas alcoólicas são consideradas drogas depressoras: o usuário geralmente tem um estado inicial de euforia, mas, posteriormente, apresenta sonolência e dificuldade em raciocinar e tomar decisões. 
- estimulantes – aumentam a atividade do SNC, deixando o usuário “ligado”, “elétrico”, sem sono.
As drogas estimulantes aumentam a atividade do sistema nervoso central, causando insônia e agitação. Cocaína, crack e bebidas com cafeína são drogas estimulantes.
- perturbadoras ou alucinógenas – essas drogas prejudicam a interpretação das informações pelo SNC, e o usuário tem uma percepção alterada da realidade, chegando a ter alucinações.
As drogas perturbadoras provocam alterações no funcionamento do sistema nervoso central, causando delírios e alucinações. Por isso, elas também são chamadas de alucinógenos. A maconha, o ecstasy e o LSD são considerados drogas perturbadoras. 
O uso de algumas drogas – sejam medicamentos ou tóxicos – causa dependência, prejudicando a saúde dos usuários e, às vezes, interferindo até na vida em sociedade. Nesses casos, as pessoas com dependência química precisam procurar ajuda médica.

Vamos comentar um pouco a respeito de algumas dessas drogas.

Nicotina


Essa substância está presente no tabaco e no cigarro, tem efeito estimulante e causa dependência. Em cerca de sete segundos, a nicotina entra pelos pulmões, atinge a circulação sanguínea e depois o cérebro.
Há uma breve sensação de estar mais atento e bem-disposto, que passa alguns minutos depois de fumar.
A maioria dos fumantes desenvolve tolerância à nicotina, o que significa que precisam de quantidades cada vez maiores para ter as mesmas sensações. O cigarro – de qualquer tipo – também contém outras substâncias prejudiciais ao organismo, aumentando muito o risco de câncer, entre outras doenças.

Álcool


O álcool atua como substância depressora do sistema nervoso. Ao consumir bebida alcoólica, os primeiros efeitos geralmente são de relaxamento do controle do comportamento; assim, a pessoa pode se sentir mais descontraída e menos inibida. 
Passados alguns minutos e/ou aumentando-se a dose de álcool no organismo, outras funções do corpo são inibidas e surgem a falta de reflexos, a tontura e os problemas de equilíbrio.
Podem ocorrer problemas no fígado, vômitos e desmaios e, após embriaguez profunda, a pessoa pode entrar em coma alcoólico.
A concentração de álcool a partir da qual os efeitos são mais devastadores depende do organismo de cada um. O álcool, porém, causa dependência em muitas pessoas, principalmente a dependência psíquica.

Cocaína e crack


A cocaína é obtida da planta chamada coca. A obtenção da coca é feita de modo clandestino, pois é uma droga proibida por lei. A cocaína pode ser aspirada, injetada ou fumada, na forma de crack, o que torna sua ação ainda mais destruidora, podendo até levar à morte. 
Seu efeito estimulante é praticamente imediato, durando pouco tempo, o que faz o usuário consumir cada vez mais. O organismo rapidamente desenvolve tolerância e dependência à droga.

Maconha


Os efeitos da maconha são causados principalmente por uma substância cuja sigla é THC (tetraidrocanabinol), extraída da planta da maconha.
É uma droga perturbadora do sistema nervoso, proibida por lei. Os efeitos geralmente são: olhos vermelhos, boca seca, coração disparado, sensação de fome, relaxamento, sensação de calma e/ou de angústia (os efeitos variam de acordo com a pessoa).
Dependendo da quantidade usada, do organismo da pessoa e do tempo de uso, surgem outros efeitos, como dificuldade de concentração e problemas de memória, alterações na percepção do tempo e do espaço físico, entre outras. Esses efeitos podem acabar prejudicando o dia a dia do usuário.



Sistema esquelético

Quando o corpo se movimenta, diversas estruturas interagem: ossos, músculos, articulações, tendões, ligamentos e nervos. Os nervos fazem par...