O termo “Ecologia” foi empregado pela primeira vez em 1869 pelo
biólogo alemão Ernst Haeckel (1834-1919), que combinou a palavra grega
oikos, que significa casa, com logos, que significa estudo. Ecologia, por
tanto, é o estudo da casa dos seres vivos. Essa “casa” pode ser uma poça
de água, a beira de um rio ou qualquer outro local na Terra onde haja vida.
Pense nas plantas e nos animais que você encontra em seu dia a dia. Como esses seres se relacionam entre si e com o ambiente em que vivem?
Agora reflita sobre o clima no local em que você vive: há muitas chuvas fortes ou longos períodos de seca? Existem meses em que a temperatura é mais alta?
Por causa do tamanho e também da localização do Brasil, podemos observar regiões com climas e paisagens muito diferentes umas das outras.
Você já deve ter ouvido falar da Mata Atlântica, do Cerrado, do Pantanal Mato-Grossense, da Floresta Amazônica ou da Caatinga. Esses são exemplos de biomas brasileiros.
Cactos xiquexique no
município de Cabrobó (PE),
2020. Essa região do Brasil
costuma ter temperaturas
mais altas o ano todo e longos
períodos de seca.
Agora, vamos entender algumas das relações que existem entre os ambientes e seus elementos, como animais e plantas.
O muriqui, por exemplo, é o maior macaco do continente americano.
Ele é encontrado na Mata Atlântica, um dos ambientes com maior
variedade de espécies do planeta. Essa floresta ocorre principal
mente em partes próximas ao litoral do Brasil.
Vista aérea de trecho da Mata Atlântica localizado na Área de Proteção Ambiental (APA) de Cairuçu, em Paraty (RJ), 2021.
Em destaque, um
muriqui-do-sul (também
conhecido como mono-carvoeiro, atinge cerca de
50 cm de comprimento quando
adulto, desconsiderando a
cauda), espécie que pode ser
encontrada nessa mesma
reserva.
As relações que os seres vivos mantêm entre si e com o ambiente que habitam são estudadas por uma ciência chamada Ecologia. . Costuma-se dizer em Ecologia que todas as partes de um ambiente se relacionam. Isso significa que todos os seres vivos estabelecem relações entre si e com os recursos do ambiente, como a água, o ar e o solo.
No caso dos muriquis, a Ecologia pode estudar, entre outras coisas:
- as relações que um bando de muriquis tem com os outros seres que
habitam a floresta;
- como a extinção dos muriquis afetaria os outros seres do ambiente;
- a influência do clima sobre esses animais.
Níveis de organização ecológica
A Ecologia é um campo de estudo bastante abrangente. Ela envolve
a observação e a análise da interação entre os fatores bióticos e os fatores abióticos.
Os fatores bióticos são os seres vivos, sejam eles da mesma espécie
ou de espécies diferentes, e os fatores abióticos são os elementos não
vivos, como ar, água, temperatura, relevo, entre outros. Os fatores bióticos
e abióticos estão em interação contínua.
Para facilitar os estudos, foram criados níveis de organização de
seres vivos e ambiente, de forma hierárquica: biosfera, ecossistema,
comunidade, população e indivíduo. Esses níveis de organização são
importantes para delimitar os estudos em Ecologia, que podem ocorrer
em diferentes níveis.
indivíduo
Indivíduo é um representante de uma espécie. Por exemplo, cada capivara (nome comum), entre
outras capivaras, é um indivíduo da espécie de mamífero Hydrochoerus hydrochaeris.
População
Indivíduos de uma mesma espécie que vivem em determinada área geográfica formam uma
população. Por exemplo, as capivaras formam populações que vivem na beira dos rios do Pantanal.
Comunidade
As comunidades são compostas de populações de diversas espécies que vivem em uma mesma área geográfica. Por exemplo, as populações de capivaras, jacarés, tuiuiús e dourados formam
a comunidade dos rios pantaneiros. Dessa comunidade fazem parte também outras populações.
Ecossistema
O conjunto formado por uma comunidade e os fatores abióticos que a envolvem forma um
ecossistema.
Por exemplo, os fatores abióticos de um ecossistema na região do Pantanal Mato-Grossense são propícios à vida do tuiuiú (ave), do dourado (peixe), do jacaré (réptil) e de muitos
outros animais, além das plantas, pois todos os seres vivos precisam de água, dos gases do ar e
de nutrientes do solo.
Um lago, um rio, uma floresta e até mesmo um aquário são considera
dos ecossistemas. A vida dos seres vivos desse ecossistema depende
também das relações alimentares que se estabelecem entre eles.
O aquário marinho do Rio de
Janeiro (RJ) é um ecossistema
artificial, pois depende da
interferência humana para sua
manutenção. Fotografia de 2020.
A região da Floresta Amazônica
abriga diversos ecossistemas
formados por flora e fauna
características. Seu relevo e clima,
com chuvas contínuas e temperatura
elevada, compõem os elementos
abióticos dos ecossistemas.
Biosfera
A biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas da Terra, com interação constante entre os
fatores que a compõem. Pode-se dizer que a biosfera é a região do planeta mais propícia a abrigar
seres vivos no ar, na água ou no solo.
Os limites precisos da biosfera ainda geram debate entre os cientistas, pois cada vez mais são
catalogados seres vivos capazes de habitar ambientes extremos, denominados seres extremófilos.
Você consegue imaginar a importância de compreender essas relações? As
informações obtidas por meio dos estudos em Ecologia nos ajudam a melhorar
nossa relação com o ambiente. Entendendo como o ambiente funciona, podemos diminuir o impacto das ações humanas nos demais seres vivos. Além disso,
todas as ações que protegem o ambiente protegem também nossa saúde e a
das gerações futuras.
A seguir, vamos conhecer alguns termos usados em Ecologia e entender como eles nos ajudam a explicar o que acontece com os seres vivos e o
ambiente.
Espécie
As pessoas geralmente se encantam com filhotes de animais, como os de
gatos e cães. Os filhotes de gatos, por exemplo, nasceram do
dois gatos adultos.
Gata adulta com filhotes. Os gatos adultos medem cerca de 40 cm de comprimento, desconsiderando a cauda.
As onças-pintadas são outro exemplo de espécie de animal: elas podem cruzar entre si e gerar filhotes férteis. Embora gatos e onças tenham muitas semelhanças, eles pertencem a espécies diferentes e não podem cruzar entre si e gerar descendentes férteis.
Onça-pintada (Panthera onca; cerca de 1,8 m de comprimento, desconsiderando a cauda) com filhote, em Cáceres (MT), 2017.
Podemos dizer, então, de maneira geral, que uma espécie é o conjunto de indivíduos que, na natureza, são capazes de cruzar entre si e gerar descendentes
férteis.
A onça-pintada é conhecida por diferentes nomes, dependendo da região
do Brasil, entre eles: acanguçu, canguçu, jaguarapinima, jaguareté, jaguaretê
e jaguaruçu.
Em outros países da América do Sul, a onça-pintada é conhecida
como jaguar. Com tantos nomes, como os cientistas que estudam esse animal
podem se comunicar tendo a certeza de que estão se referindo a uma mesma
espécie?
Para possibilitar a comunicação e facilitar o estudo dos organismos, cada
espécie recebe um nome científico, que é composto de duas palavras em latim
(ou latinizadas, isto é, dá-se um formato em latim a uma palavra que não é latina).
O nome científico da onça-pintada, por
exemplo, pode ser escrito de duas formas: Panthera onca ou Panthera onca (sublinhado, quando escrito à mão). O nome da espécie humana pode ser escrito
Homo sapiens ou, quando escrito à mão, Homo sapiens.
Habitat e nicho ecológico
De forma semelhante ao que ocorre com o nome científico para o estudo
dos seres vivos, foi necessário criar alguns termos para facilitar o estudo do
meio ambiente. Vamos conhecer mais dois conceitos importantes a seguir.
O lugar em que uma espécie vive chama-se habitat. Já o conjunto de relações que a espécie mantém com as outras espécies e com o ambiente físico
recebe o nome de nicho ecológico.
O hábitat é o lugar em que uma espécie ou população vive. Pode ser pequeno, como o sistema
digestório humano, onde vivem bactérias, ou muito grande, como o da tartaruga-oliva, que se es
tende pelos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.
O nicho ecológico, por sua vez, é o “modo de vida” de um ser vivo na natureza, o papel que ele
desempenha no ecossistema. O nicho inclui os fatores bióticos e abióticos que interferem na sobrevivência e na reprodução de uma espécie, como a forma de explorar os recursos do ambiente, a
quantidade de luz solar e de espaço necessários à sobrevivência e a variação de temperatura que
essa espécie tolera. Em um mesmo hábitat, as espécies têm nichos ecológicos diferentes.
Para conhecer o nicho ecológico de uma espécie, precisamos conhecer seu
habitat e seus hábitos, como do que ela se alimenta, onde e em que hora do dia
obtém esse alimento, onde se reproduz e se abriga ou como se defende.
O nicho é, de modo simplificado, o modo de vida de uma espécie na natureza.
Por exemplo: a onça-pintada e a capivara podem ser encontradas no mesmo habitat, o Pantanal Mato-Grossense, localizado nos estados brasileiros de
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Mas a onça-pintada se alimenta de outros
animais, ou seja, é carnívora; enquanto a capivara se alimenta de plantas (é herbívora).
Esses diferentes modos de vida fazem com que essas duas espécies,
embora vivam no mesmo habitat, tenham nichos ecológicos diferentes.
No caso desses seres vivos, o nicho inclui fatores como: o local onde a planta está fixada, quais são os nutrientes que ela consome e de onde são obtidos esses nutrientes; as relações estabelecidas com outras espécies; e assim por diante.
As orquídeas, por exemplo, são plantas que vivem preferencialmente em ambientes sombreados e apoiadas
sobre troncos de árvores. Conhecendo o habitat e o nicho das plantas é
possível, por exemplo, cultivá-las para
comercialização.
As tartarugas-olivas (Lepidochelys olivacea) alimentam-se de animais marinhos e eventualmente de algas. Têm o ciclo de
vida longo e a maturação sexual ocorre após os 15 anos de idade. Desovam em praias do litoral brasileiro, onde escavam
buracos na areia e depositam em média cem ovos por desova. O sexo dos filhotes é influenciado pela temperatura dos
ninhos. Essas características compreendem aspectos do nicho ecológico da espécie.
População e comunidade
Indivíduos de uma mesma espécie que vivem em determinada região formam uma população. Por exemplo: todas as onças-pintadas do Pantanal formam uma população. As capivaras que também vivem nesse ambiente fazem
parte de outra população, pois são de outra espécie. No Pantanal, portanto, há
populações de capivaras, onças-pintadas e várias outras espécies de animais,
plantas e fungos.
Todos os seres vivos de um determinado lugar formam uma comunidade.
Isso significa que todas as populações do Pantanal, por exemplo, formam uma
comunidade.
População de guarás da Baía de São Marcos, em Alcântara (MA), 2019. No detalhe, um guará (aproximadamente 60 cm de comprimento) durante o voo.
Estabilidade ecológica
Os ecossistemas estão em constante estado de
perturbação e mudança. Contudo, há certa estabilidade entre os elementos vivos e não vivos que os com
põem, chamada estabilidade ecológica.
A estabilidade é a capacidade de resposta de
um ecossistema em caso de perturbação: envolve o
tempo de resposta à perturbação e a intensidade de
modificação que o ecossistema pode suportar. Dessa forma, a estabilidade ecológica é essencial para a
manutenção da qualidade e das características dos
ecossistemas.
Função de uma espécie na estabilidade ecológica
Para entendermos a função de uma espécie na
manutenção da estabilidade de um ecossistema,
basta imaginá-lo, de repente, sem essa espécie.
Observe um exemplo.
O hábitat do jacaré-do-pantanal são os rios da região do Pantanal Mato-Grossense e suas margens. Ele
se alimenta de uma grande variedade de seres vivos,
incluindo piranhas. As piranhas são peixes de cardume e se alimentam de várias outras espécies de peixes. Quando há muitas piranhas em um rio, elas podem atacar outros seres vivos maiores, como um boi
que atravesse o rio.
O jacaré-do-pantanal (Caiman yacare)
mede cerca de 2,5 m de comprimento e é
encontrado nos rios da região do Pantanal
Mato-Grossense.
A piranha (Pygocentrus nattereri) é um
peixe carnívoro de 30 cm de comprimento,
habitante dos rios da região do Pantanal
Mato-Grossense.
Os coureiros são caçadores ilegais de jacarés. Eles
matam os animais para comercializar seu couro. Vamos supor, de maneira simplificada, que os coureiros caçassem grande parte dos jacarés-do-pantanal
existentes nesse ecossistema. Sua retirada desse
ecossistema afetaria os seres vivos que dependem
direta e indiretamente do jacaré-do-pantanal, causando uma perturbação no ecossistema.
Como os jacarés se alimentam de piranhas, a quantidade delas aumentaria nos rios, e isso reduziria a
quantidade de outros peixes dos quais as piranhas se
alimentam. Se esses peixes forem alimento de outros
animais, estes sofrerão com falta de alimento e, provavelmente, sua população será reduzida.
Poderia haver também um aumento no número de ataques a animais e pessoas nesses rios, em razão da
maior quantidade de piranhas.
Apesar de ser apresentado de forma simplificada, o processo de perturbação e de retorno à
estabilidade pode demorar anos e envolve também uma série de outros elementos.
Cadeia e teia alimentar
Os seres vivos de um ambiente se relacionam de várias formas, e uma delas é pela alimentação. Pense nos últimos alimentos que você consumiu: talvez
você tenha comido carne ou ovos e é bem provável que tenha comido frutas,
verduras ou outros vegetais.
Ao ingerir alimentos, você participa de uma cadeia
alimentar.
A cadeia alimentar pode ser representada por um esquema que mostra
quem serve de alimento a quem.
capim ⇾ capivara ⇾ onça-pintada
O exemplo mostra que o capim serve de alimento à capivara, que serve de
alimento para a onça-pintada.
O capim e as demais plantas, assim como algas e algumas bactérias, absorvem
a energia luminosa do Sol e produzem açúcares e outras substâncias orgânicas
por meio da fotossíntese. Esses organismos são chamados produtores.
Nós, assim como os outros animais e muitos outros seres vivos, não conseguimos utilizar diretamente a energia do Sol para produzir alimento. Assim,
obtemos essa energia de forma indireta por meio do consumo de outros organismos. Os seres vivos que precisam ingerir outros para obter energia são
chamados consumidores.
Aqueles que se alimentam dos produtores são chamados consumidores
primários; já os consumidores secundários ingerem consumidores primários, e
assim por diante.
A figura abaixo apresenta uma cadeia alimentar em que há: produtor (capim);
consumidor primário (gafanhoto); consumidor secundário (rã); consumidor terciário (serpente).
↓
Exemplo de cadeia alimentar. As setas indicam que a transferência do alimento e da energia ocorre do produtor para os consumidores. (Comprimento médio dos organismos: capim: 20 cm a 50 cm; gafanhoto: 1 cm a 8 cm; rã: 14 cm a 18 cm; serpente: até 10 m.)
Os resíduos, como fezes, e outros restos de substâncias orgânicas, como animais e folhas mortos,
sofrem a ação dos organismos chamados decompositores, representados por bactérias e fungos. Eles transformam a matéria orgânica em
substâncias que são lançadas no ambiente e ficam
novamente disponíveis para serem usadas por plantas e outros seres produtores.
Os fungos, como as orelhas-de-pau, crescem
em troncos caídos e outros organismos mortos,
participando da decomposição dessa matéria
orgânica. Foto tirada em São Sebastião (SP), 2021.
Muitos animais têm uma alimentação variada. Algumas aves se alimentam de diferentes seres vivos (elas comem tanto insetos quanto frutas, por
exemplo), além de servirem de alimento para outras espécies. Como resulta
do, as diversas cadeias alimentares que existem em um ambiente se cruzam
e formam o que chamamos de teia alimentar. Todos os
organismos de uma teia alimentar servem de alimento aos decompositores.
A eliminação de alguns organismos de uma teia alimentar acaba prejudicando outros seres vivos. O que você acha que poderia acontecer, por
exemplo, se as aves, as aranhas e os outros animais que comem insetos
fossem eliminados?
Sem esses predadores, o número de insetos que se alimentam de plantas poderia aumentar muito. Como resultado, muitas plantas, ou plantações inteiras, poderiam desaparecer, pois seriam intensamente consumi
das pelos insetos.
Ecossistemas
Todos os seres vivos e os componentes não vivos de um ambiente, como
água, minerais do solo e luz, somados a todas as relações que existem entre
esses elementos, formam um ecossistema.
A Mata Atlântica e o Pantanal Mato-Grossense são exemplos de ecossistemas, assim como ambientes menores, como
uma poça de água na mata ou a água acumulada em uma
bromélia, um tipo de planta.
O conjunto de ecossistemas do planeta é conhecido como
biosfera.
Biodiversidade
O Brasil é considerado o país com a maior biodiversidade do mundo. São
mais de 116 000 espécies de animais e mais de 46 000 espécies de plantas conhecidas.
Estima-se que isso represente mais de 20% do total de espécies do
planeta. Como você explicaria, então, o conceito de biodiversidade?
A biodiversidade é a variedade de espécies existentes em determinado
espaço.
Atualmente, milhares de espécies correm o risco de desaparecer, principal
mente devido à ação do ser humano. A destruição dos ambientes, a poluição, a
caça e a pesca sem controle são algumas dessas ações.
As espécies fazem parte de teias alimentares, e a extinção de uma ou mais espécies provoca desequilíbrios ecológicos sérios, afetando vários organismos, inclusive os seres humanos.
Além disso, boa parte dos medicamentos e de vários outros produtos utilizados pelo ser humano é produzida a partir de seres vivos. Assim, com o desaparecimento de algumas espécies, perdemos também possíveis produtos que
nos seriam úteis.
A produção de muitos medicamentos e outros compostos se dá a partir de
pesquisas científicas e da colaboração de povos indígenas e outras comunidades tradicionais que, por conhecerem muito bem a biodiversidade dos locais
em que residem, indicam quais plantas devem ser usadas para determinados
propósitos.
Com a diminuição da biodiversidade, perdemos parte do equilíbrio e da beleza presentes na natureza que, entre outros benefícios que nos proporciona,
é fonte de criações artísticas, de lazer e de recreação. Por isso, preservar os
ambientes e a biodiversidade é também preservar nossa saúde física e mental.
Para proteger a biodiversidade, é preciso preservar o habitat das espécies.
Por isso, é fundamental criar e manter unidades de conservação – como parques
nacionais e reservas biológicas –, combater o desmatamento ilegal e garantir o
cumprimento da legislação ambiental e o respeito às comunidades tradicionais.
Para a preservação da biodiversidade, é importante também combater a
biopirataria, ou seja, a caça, a coleta e o envio ilegais de plantas e animais ao
exterior para extração de compostos e pesquisa de medicamentos, cosméticos
e outros produtos.
É preciso, ainda, diminuir os danos causados ao ambiente, adotando, por
exemplo, técnicas de conservação do solo, especialmente em áreas ocupadas
por atividades humanas, como a agropecuária.
Dessa forma, é possível atender às necessidades do ser humano, melhorando a qualidade de vida da população, e preservar a biodiversidade e a diversidade cultural. Essas condições fazem parte do chamado desenvolvimento sustentável ou sustentabilidade.
Uma atividade sustentável é aquela em que os indivíduos que a praticam se
preocupam em aproveitar um recurso de modo a garantir o bem-estar econômico e social também para as gerações seguintes. Ela deve estar voltada não
apenas para a melhoria do mundo hoje, mas também para deixar recursos e um
mundo melhor para as próximas gerações.