Características das plantas
Atualmente, são conhecidas cerca de 250 mil espécies de plantas. Esses organismos possuem grande diversidade de formas e cores, porém compartilham algumas características: são seres pluricelulares e eucarióticos, ou seja, são constituídos de mais de uma célula, e essas células têm núcleo delimitado por membranas. São também autotróficos, pois são capazes de produzir seu próprio alimento por meio do processo de fotossíntese.
As plantas apresentam ciclo de vida com alternância entre uma forma que produz gametas e outra que produz esporos. Os embriões das plantas desenvolvem-se à custa da planta-mãe, que é a planta que originou o embrião e a semente.
Alguns representantes das plantas:
Licopódio da espécie Lycopodium clavatum.
Araucária (Araucaria angustifolia).
Tomateiro
(Solanum lycopersicum).
As células das plantas
As células eucarióticas são constituídas de membrana plasmática, núcleo com material genético e citoplasma, no qual se encontram diversos
organoides (ou organelas) celulares. Além dessas estruturas básicas, as
células vegetais apresentam algumas características particulares, como
presença de parede celular, vacúolos bem desenvolvidos e plastídios (ou
plastos).
A parede celular é uma estrutura localizada externamente à membra
na plasmática. É constituída por celulose, que confere rigidez e suporte
à célula e, consequentemente, à planta.
Os vacúolos são organoides em forma de bolsa que armazenam substâncias, como água e sais minerais.
Os plastídios ou plastos são organoides que recebem nomes específicos dependendo do pigmento ou da substância que armazenam, como
os cloroplastos, os cromoplastos e os leucoplastos.
Os cloroplastos, por exemplo, são plastos que têm clorofila, pigmento
verde. São encontrados nas folhas e nos caules verdes.
Os cromoplastos
geralmente contêm pigmento amarelado ou avermelhado e são encontrados nas flores, em folhas velhas, em algumas raízes ou nas cascas
e polpas de certos frutos. Já os leucoplastos não são pigmentados e
armazenam substâncias nutritivas, principalmente amido. Costumam ser
encontrados em partes da planta que estocam materiais, como certos
tipos de raízes e caules.
Células das raízes da planta aquática
Spirodela oligorrhiza. Em azul,
observamos o núcleo; em verde,
os cloroplastos; e, em preto, a
parede celular.
Os tecidos das plantas
Nos seres vivos pluricelulares, como as plantas, as células desempenham
funções definidas e atuam de modo integrado, formando os tecidos. Na
maioria das plantas, há diferentes tipos de tecido: de revestimento, sustentação, condução e crescimento.
As células que compõem o tecido de revestimento são achatadas e geralmente formam uma única camada. Esse tecido protege toda a superfície
da planta, evitando a perda excessiva de água.
As células do tecido de sustentação possuem paredes grossas e sua
função é dar firmeza, suporte e proteção aos órgãos das plantas, principal
mente as de pequeno porte. A parede celular das plantas de grande porte,
como as árvores, geralmente contém uma substância, a lignina, que confere
maior sustentação ao organismo.
Os tecidos condutores são responsáveis pela condução de substâncias
para várias partes da planta. Existem dois tecidos condutores: o xilema e
o floema. Muitas de suas células são semelhantes a tubos finos. O xilema
conduz a seiva mineral (rica em água e sais minerais) das raízes para todas
as regiões da planta. Já o floema conduz a seiva orgânica (rica em açúcares)
geralmente das folhas até as outras regiões da planta.
As células que formam o tecido de crescimento se dividem continua
mente. Também chamado de tecido meristemático, é responsável pelo
crescimento da planta e está presente nas pontas dos caules e das raízes.
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