domingo, 24 de maio de 2026

ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS

A distribuição dos seres vivos nos ecossistemas, tanto terrestres como aquáticos, está intimamente relacionada com fatores abióticos.
Nos ecossistemas aquáticos, a luz é um fator extremamente importante, já que influencia a distribuição dos seres fotossintetizantes, a base da maioria das cadeias alimentares desses ambientes. A intensidade da luz diminui com o aumento da profundidade. 
A região iluminada dos ecossistemas aquáticos é chamada zona fótica, enquanto a região com ausência completa de luz recebe o nome de zona afótica. Até cerca de 200 metros de profundidade, ainda há luz suficiente para que a fotossíntese ocorra.
Outro fator que tem grande influência na distribuição dos seres vivos nos ambientes aquáticos é a pressão hidrostática, que, de modo simplificado, pode ser descrita como a força que a água exerce em todas as direções, comprimindo os corpos nela imersos. 
À medida que aumenta a profundidade, aumenta também a pressão exercida pela coluna de água. No ambiente aquático, dependendo do modo como se locomovem, os organismos são encontrados em uma destas comunidades: plâncton, nécton e bentos. 
• Plâncton: conjunto de seres aquáticos flutuantes levados pelas correntezas. Há o fitoplâncton, formado por seres autotróficos como algas microscópicas, e o zooplâncton, constituído por seres heterotróficos, como protozoários, pequenos crustáceos e larvas de vários animais. 
• Nécton: conjunto de seres capazes de nadar e vencer as correntes, como polvos, lulas, peixes, golfinhos e baleias. 
• Bentos: conjunto de seres que vivem no fundo do ambiente aquático, fixos ou não, como ostras, mexilhões, esponjas, estrelas-do-mar e caranguejos.
O fitoplâncton marinho é responsável pela maior parte do gás oxigênio liberado para a atmosfera. Já em ambientes de água doce, rios de águas agitadas possuem pouco plâncton, pois os seres que o formam não conseguem se manter em águas movimentadas. Nesse caso, os produtores são algas presas ao fundo do rio. O fitoplâncton é mais abundante em lagos, ambientes com águas calmas.

BIOMAS: ZONAS DE TRANSIÇÃO

Algumas regiões com características específicas, existentes entre os principais biomas brasileiros, são identificadas como zonas de transição. A percepção de uma zona de transição ocorre, principalmente, pelas mudanças na vegetação, que, por sua vez, influencia comunidades animais que habitam essas áreas. 
Uma delas é a transição entre a Amazônia e a Caatinga, onde ficam as florestas de palmeiras do Maranhão. Na zona de transição entre o Cerrado e a Amazônia há as florestas secas de Mato Grosso. Há também a zona entre o Cerrado e a Caatinga, com florestas de árvores com folhas secas.
Entre a Amazônia e a Caatinga está localizada a Mata dos Cocais. Essa zona é formada por extensas florestas de palmeiras, como o babaçu, a carnaúba e o buriti. Seguindo do leste para o oeste, o clima se torna cada vez mais úmido e proporciona uma vegetação cada vez mais arbórea e exuberante. O babaçu é uma palmeira nativa das regiões Norte e Nordeste do Brasil, explorada de maneira sustentável pela população local.

Área de Mata dos Cocais. Chapada do Araripe, Barbalha (CE), 2020.


Entre a Amazônia e o Cerrado está localizada a Mata Seca, for mação florestal com características comuns do Cerrado que geralmente ocorre em locais afastados dos cursos de água ou da umidade permanente.
Já na transição entre o Cerrado e a Caatinga, observa--se uma vegetação mais rica que a da Caatinga, com florestas de árvores de folhas secas. O clima nessa região é mais seco que o do Cerrado, com solo mais ressecado e períodos prolongados sem chuva. A maior parte dessa área está no interior de estados nordestinos.

Manguezais 

Os manguezais são típicos de estuários (locais onde rios se encontram com o mar), enseadas e lagunas de água salgada. Eles se estendem do litoral do Amapá até Santa Catarina.
O solo do manguezal é lodoso e fica constante mente inundado com alternâncias definidas pela maré. É rico em matéria orgânica, o que permite o desenvolvi mento de uma fauna e de uma flora bastante diversas. A flora é composta de quatro espécies arbóreas principais conhecidas como mangue-vermelho, mangue-preto, mangue-branco e mangue-de-botão, variação que ocorre à medida que se afastam da água. Também é possível encontrar samambaias e orquídeas nesse ambiente.
A maioria das plantas do manguezal tem adaptações que permitem a sobrevivência em solo inundado e pobre em gás oxigênio, como raízes respiratórias, chamadas pneumatóforos, que permitem a captação do gás oxigênio do ar, e caules aéreos, que permitem a sustentação da planta em solo lodoso.

Mangue-vermelho (Rhizophoram mangle), espécie vegetal típica de área de manguezal com caules aéreos, no Parque Estadual Ilha do Cardoso, Cananéia (SP), 2019.

Raízes de mangue-preto (Avicennia,schaueriana), mostrando as estruturas respiratórias chamadas pneumatóforos. São Sebastião (SP), 2022.


O manguezal é berço de inúmeras espécies de ostras, caranguejos, sardinhas, garoupas, tubarões e outros animais. Nesse ambiente, as espécies permanecem protegidas até a fase adulta. É no manguezal que várias espécies de fauna aquática e terrestre, de valor ecológico e econômico, desenvolvem-se.


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