terça-feira, 10 de março de 2026

Equador

O Equador abriga reservas de ouro, prata, chumbo e zinco, mas a economia do país se baseia na exploração do petróleo, produto que corresponde a cerca de 40% do total de suas exportações. Bastante dependente do mercado esta dunidense, o Equador exporta cerca de 50% das mercadorias produzidas em seu território para lá.

Apesar da grande produção petrolífera, aproximadamente 60% da energia consumida no Equador é proveniente de centrais hidrelétricas, cuja construção é viabilizada pela abundância de rios com quedas-d’água. No setor industrial, merecem destaque as indústrias madeireiras e têxteis.

Quito é a capital administrativa e o principal centro financeiro do Equador, mas a cidade portuária de Guayaquil é a mais populosa.

Venezuela

A Venezuela tem importantes reservas petrolíferas – uma das maiores do mundo – e integra a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O principal local de extração de petróleo no território venezuelano é o lago Maracaibo, mas a maior parte das reservas se encontra na bacia do rio Orinoco, onde a extração é mais difícil e cara.

A prosperidade econômica do país nas décadas de 1970 e 1980, decorrente do grande aumento da produção de petróleo, beneficiou apenas uma mino ria da população, que concentra grande parte da renda nacional. No final dos anos 1990, cerca de 55% dos venezuelanos se encontravam abaixo da linha da pobreza, e o nível de pobreza extrema era de aproximadamente 25%.

Nesse contexto social, foi eleito presidente o coronel Hugo Chávez. Com um forte discurso nacionalista e antiestadunidense e um projeto de universalização dos direitos sociais, o líder político venezuelano passou a representar uma espe rança para as classes desfavorecidas. Em 1999, uma nova Constituição foi apro vada, mudando o nome oficial do país para República Bolivariana da Venezuela.

Valendo-se da alta do preço do petróleo no mercado internacional, que ampliou as receitas de exportação do país no início do século XXI, o governo Chávez promoveu um amplo conjunto de reformas importantes, entre elas: a regulamentação da reforma agrária; a cogestão entre Estado e funcionários nas empresas falidas; a restrição da participação de grupos transnacionais na exploração de petróleo; e a nacionalização de empresas em setores conside rados estratégicos (telecomunicações, energia elétrica e exploração mineral). Na política externa, Chávez procurou estreitar relações com Cuba, Irã e Rússia.

Durante o governo Chávez, foram ampliados os investimentos em progra mas sociais, como os de alfabetização, de alimentos a preços baixos e de assis tência médica a comunidades carentes. Os resultados inicialmente foram po sitivos e, em 2011, a porcentagem de população em situação de pobreza havia caído para 27%.

A crise econômica venezuelana

Ancorada na exploração de petróleo, a economia venezuelana não resistiu às crises econômicas de 2008 e de 2012, que ocorreram paralelamente à crise política no país. Após a morte de Chávez, em 2013, Nicolás Maduro foi eleito presidente. O cenário político do país passou a ser marcado pela escalada autoritária de Maduro – que aparelhou o sistema judiciário e o Exército com aliados e foi reeleito para mais seis anos de mandato em 2018, por meio de eleições con testadas por opositores e membros da comunidade internacional. Em 2019, seus opositores orquestraram uma tentativa de golpe de Estado, mas esta terminou sendo malsucedida, e Maduro permaneceu no poder. Com a queda nas receitas de exportação e uma elevada dependência de importações, a Venezuela passou a conviver com escassez de produtos, infla ção e desvalorização de sua moeda. O agravamento da crise levou à emigra ção de aproximadamente 1 milhão de venezuelanos, principalmente em direção a outros países latino-americanos – elevando as tensões com vizinhos (Brasil, Colômbia e Guiana).

Chile

O Chile é o país mais desenvolvido da América Latina, levando em considera ção o IDH, e se destaca pelas intensas relações comerciais que estabelece com países de diversas partes do mundo – cerca de 30% do que os chilenos conso mem é importado, e aproximadamente 30% de sua produção é exportada. Banhado pelo oceano Pacífico, realiza grande parte de suas transações comerciais com países asiáticos, como Japão, Coreia do Sul, Malásia e Nova Zelândia, e faz parte da Associação de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec) desde novembro de 1994.

Em termos de produção econômica, o Chile apresenta uma produção agrícola altamente especializada. Atrás apenas do Brasil, o país é o maior exportador de frutas da América do Sul, comercializando mais de trinta espécies diferentes no mercado externo. A atividade emprega mais de 500 mil pessoas, com quase 8 mil produtores e cerca de 750 empresas exportadoras. O clima Mediterrâneo, marcado por verões quentes e secos e por invernos frios e chuvosos, é extrema mente favorável à produção de uvas para a fabricação de vinhos, garantindo posição de destaque para o país no mercado mundial do setor.

A exploração de recursos minerais é outra atividade relevante para a eco nomia chilena, com destaque para o cobre, cujas reservas se localizam no norte, próximo à cidade de Antofagasta (deserto do Atacama), e que corresponde a aproximada mente 40% do total das exportações do país e a cerca de 25% de toda a produção mundial. Muito utilizado na fabricação de fios e cabos para telecomunicações, o cobre está per dendo espaço para a fibra óptica, mas continua sendo empregado na transmissão de energia elétrica. A exploração do produto, que era totalmente realizada por companhias estadunidenses, atualmente conta com a participação do governo por meio da associação de empresas es tatais com as referidas companhias dos Estados Unidos.

Colômbia

Com uma população estimada em 50,8 milhões de habitantes, a Colômbia é o segundo país mais populoso da América do Sul. O litoral colom biano é banhado pelo oceano Pacífico e também pelo mar do Caribe – onde está localizada a cidade de Cartagena, o principal destino turístico do país, que reúne um rico conjunto arquitetônico do período colonial.

Na América do Sul, a Colômbia tem o terceiro maior PIB, atrás apenas do Brasil e da Argentina. Nas últimas décadas, o país tem recebido muitos investi mentos externos. A Colômbia tem significativas reservas de petróleo (20% das exportações do país), gás natural, carvão mineral (40% das reservas conhecidas na América Latina), níquel e ouro. Além disso, mais da metade das esmeraldas que abaste cem o mercado mundial é de origem colombiana. No setor industrial, destacam--se as indústrias química, têxtil, de alimentos, de couro e de máquinas.

O território colombiano apresenta áreas de instabilidade social, devido à atuação do narcotráfico – o país é um centro distribuidor de cocaína para as redes do tráfico de drogas internacional, apesar de todas as ações destinadas a seu combate. Nesse contexto, destaca-se o Plano Colômbia (2000), um acor do com os Estados Unidos que objetivava acabar com a atuação dos grupos guerrilheiros (sobretudo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, ou Farc) e paramilitares. Esse acordo intensificou a presença dos Estados Unidos no país, o que tem sido um fator de desestabilização, com acusações de desres peito aos direitos humanos.

Em 2016, as Farc assinaram com o governo da Colômbia um acordo de paz, no qual o grupo se comprometeu a entregar suas armas, transformando-se em um partido político, a Força Alternativa Revolucionária do Comum (Farc). No entanto, a situação de tensão não cessou totalmente, pois ainda há grupos em combate em determinadas regiões do país.




Dívida e meio ambiente na América Latina

Na América Latina, assim como no resto dos Estados Capitalistas Periféricos (ECP), a questão do meio ambiente é particularmente delicada, pois o ritmo de exploração dos recursos e de geração (e importação) de poluentes ultrapassa a capacidade dos ecossistemas. Trata-se de um dos principais resultados da constante e crescente transferência de riqueza, que tem como pilar principal o pagamento das dívidas externas e que só foi possível mediante o aumento genuíno da produtividade, o empobrecimento das pessoas dos países devedores e o abuso da natureza. Tal transferência não se limita ao século XX e princípio do século XXI. Suas origens remontam à época colonial. [...] Os impactos ecossociais da exploração de minerais, ainda que devastadores, não alcançaram as dimensões insustentáveis que atualmente se registram, promovidas pelo emprego de tecno logias e técnicas próprias dos séculos XX e XXI.
A América Latina foi fonte não só de recursos valiosos, como o ouro e a prata, mas também de diversas matérias-primas de baixo preço e que são extraí das fundamentalmente para exportação a granel. Esse papel é exercido ainda na atualidade, mas é realizado não mais pelo aparato de “funcionários” da colônia, e sim por atores empresariais dos Estados Capitalistas Centrais (ECC) e por atores nacionais/locais — embora, muitas vezes, estes últimos terminem sendo sócios dos primeiros.
Esse mecanismo de transferência da riqueza natural vem se consolidando, por um lado, com o pagamento de juros das dívidas externas, e por outro, graças a um comércio sustentado e ecologicamente desigual. Tal desigualdade trans parece na enorme discrepância do tempo necessário para a produção dos bens exportados pelos ECP, muito mais longo que o requerido pelos bens industriais e os serviços dos ECC. A essa desigualdade acrescenta-se ainda a questão dos preços das exportações dos ECP, nos quais estão incorporados os custos ambientais.
No mesmo teor e como resposta a tal saque, especialistas no assunto [...] vêm falando corretamente — desde 1992 [...] — de uma dívida ecológica dos países do Norte com os do Sul, já que estes têm de aumentar sua produtividade e superexplorar seus recursos naturais.

SADER, Emir; JINKINGS, Ivana (coord.). Latino-americana: enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe. São Paulo: Boitempo, 2006. p. 76.

Argentina

Na Argentina, cuja capital é Buenos Aires, vivem aproximadamente 45 milhões de pessoas. Cerca de um terço da população argentina vive na região metropolitana de sua capital e o restante em áreas do centro e do norte do país, como nas cidades de Córdoba e Rosário.
Entre as décadas de 1940 e 1960, os argentinos desfrutavam de um padrão de vida elevado. Depois des se período, no entanto, esse padrão começou a cair em razão de problemas internos e externos, durante e após a ditadura militar (décadas de 1970 e 1980).
A partir dos anos 1990, o país vivenciou um processo bastante intenso de abertura econômica e privatizações que, em um primeiro momento, provocou a queda da inflação e a estabilização da economia. Todavia, o que se verificou no longo prazo foi a estagnação econômica e a elevação das taxas de inflação, além do aumento da pobreza, das desigualdades sociais e da dívida externa.
Em 2001, a Argentina decretou a moratória (suspensão do pagamento da dívida externa) e passou a ser vista com desconfiança pelos investidores internacionais. Esse foi o período da mais grave crise econômica, social e política da conturbada história do país. 
Durante as últimas duas décadas, o único período de maior estabilidade econômica do país foi entre 2002 e 2007, quando o PIB cresceu em média 8,5% ao ano, resultado de políticas econômicas e do aproveitamento da capacidade industrial e de trabalho, que estavam ociosas na crise. No entanto, após essa breve estabilidade, o país voltou a passar por períodos de recessão. Em 2020, o PIB argentino foi de 389 bilhões de dólares.
Em 2014, o país decretou nova moratória, o que diminuiu as perspectivas de avanços econômicos e sociais para os anos subsequentes. A partir de 2016, com o governo do então presidente Maurício Macri, houve um crescimento econômico inicial (PIB de 2,9% em 2017), fruto da tentativa de controlar as contas públicas e a inflação. 
Porém, com a alta do dólar e dos juros nos Estados Unidos, a queda da safra agrícola em torno de 30% e a falha na tentativa de conter a inflação e os gastos públicos, o governo mergulhou em nova crise econô mica e de confiança e se viu obrigado a recorrer, em agosto de 2018, ao Fundo Monetário Internacional (FMI), algo que não acontecia desde 2003. Em 2021, o governo argentino iniciou a negociação de um novo acordo com o FMI, com o objetivo de refinanciar a dívida de 44 bilhões de dólares.

Espaço econômico


O território argentino está subdividido em quatro regiões que apresentam características específicas em relação à sua produção econômica: Pampa, Chaco, Patagônia e região andina. Observe o mapa do espaço econômico argentino.

O Pampa argentino


O Pampa é a região mais dinâmica do espaço geográfico argentino, concen trando grande parte das produções agropecuária e industrial e cerca de 70% da população nacional. É onde se situa Buenos Aires e as cidades de Rosário e Córdoba, as mais importantes do país.
Trata-se de uma das áreas mais produtivas do globo, com destaque para a agropecuária: na região é praticada atividade agrícola intensa, ao lado de uma próspera criação de bovinos e ovinos. O solo da região do Pampa é muito fértil, o que favorece a alta produtividade, principalmente do trigo. É dessa região que os argentinos obtêm metade de sua produção agrícola.
Essa região apresenta similaridade com o Pampa brasileiro, particularmente no que se refere à existência de pastos naturais e à criação de bovinos para corte, realizada de forma tanto extensiva como intensiva. O circuito da carne no Pampa argentino é marcado pela presença de grupos industriais frigoríficos (inclusive brasileiros que atuam na Argentina) que abastecem os mercados interno e ex terno com carne de alta qualidade. A atividade pecuária possibilita também a industrialização do couro para a fabricação de roupas, bolsas e calçados.
Em meados da década de 2000, a Argentina era o terceiro maior exportador de carne do mundo, mas a proibição temporária da exportação e a elevação de impostos no país contribuíram para uma diminuição no volume de carne argen tina direcionado ao mercado externo. Atualmente, a Argentina está entre os dez maiores exportadores. O país se destaca nas exportações de cereais (trigo e soja) e lã, produtos que, juntos, representam cerca de dois terços das expor tações argentinas. Os principais destinos são Brasil, China e Estados Unidos.

Demais regiões


O Chaco, região ocupada pelo povo indígena Guarani, apresenta baixa den sidade demográfica, com predomínio da pecuária extensiva de bovinos e de espaços agrícolas dedicados ao cultivo do algodão, do sorgo e do milho.
Na Patagônia, a região menos povoada do país, predominam as grandes propriedades rurais. A prevalência dos climas Desértico e Semiárido dificulta a produção agrícola, no entanto a região se destaca na criação de ovinos em sistema extensivo, assim como na extração de petróleo e gás natural. Recente mente, o turismo e o cultivo de uva para a fabricação de vinhos vêm se expan dindo na região.
Na região andina, onde predomina o cultivo de frutas – com destaque para a uva – e de oliveiras, a cidade mais importante é Mendoza, grande produtora e exportadora mundial de vinhos. A região também se destaca pela produção de azeite, além da extração de petróleo e gás natural.

O setor industrial


As indústrias argentinas se concentram principalmente na Região Metropo litana de Buenos Aires (siderúrgicas, estaleiros navais, refinadoras de petróleo, indústrias mecânica, têxtil e alimentícia). Outros centros industriais importantes ocorrem ao redor das principais cidades do país, como Rosário, Córdoba, Santa Fé e Mendoza.
Os setores industriais mais expressivos são o de alimentos (carne) e o têxtil (couro e lã), que aproveitam a grande disponibilidade de produtos agropecuários. Outros setores industriais presentes são o automobilístico, o metalúrgico e o da construção civil. As empresas transnacionais controlam boa parte dessas indústrias, como as fábricas do setor automobilístico, sendo marcante a presença do capital estrangeiro na economia do país.


México

O México, pela sua localização, pertence à América do Norte e, segundo a regionalização histórico-cultural, pertence à América Latina. Com aproximada mente 129 milhões de habitantes, sua população é com posta majoritariamente de mestiços, brancos de origem hispânica e indígenas. É um país emergente e um dos três mais industrializados da América Latina, ao lado do Brasil e da Argentina.
A maior parte da população mexicana concentra-se na região Centro-Sul do território, no planalto de Anahuac – onde está localizada a Cidade do México, capital do país, e seu mais importante centro urbano. As menores densidades demográficas são verificadas nos extremos norte e sul do país, assim como na maior parte da costa do golfo do México (Atlântico).
Em várias regiões do México, sobretudo no norte, atuam diversos grupos ligados ao narcotráfico, pois o país é uma porta de entrada para as drogas nos Estados Unidos. No estado de Chiapas, o mais pobre do país, destacam-se o predomínio da população indígena e os elevados índices de pobreza. Esse estado é o berço do movimento Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), grupo armado revolucionário que, desde sua formação, pressiona o Estado mexicano a realizar mudanças sociais e econômicas na região.

Espaço econômico


O México apresenta o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e uma economia diversificada, com destaque para a alta participação do setor de comércio e serviços, assim como para a indústria e o extrativismo.
Em relação à produção agropecuária, a participação do setor na composição do PIB é menor do que no Brasil e na Argentina. No entanto, diversos cultivos se destacam no espaço rural mexicano, entre eles o milho, a soja, o trigo, o algodão, o café e a cana-de-açúcar.

Extrativismo e indústria


O território mexicano possui riquezas minerais como prata, chumbo, zinco, cobre e uma das maiores reservas mundiais de petróleo e gás natural – as exportações petrolíferas geram importantes fontes de divisas para o país. A abundância desses minerais e a expansão da produção de energia elétrica e das indústrias petroquímicas, siderúrgicas e automobilísticas favoreceram o desenvolvimento industrial mexicano, marcado pela forte presença de transnacionais estadunidenses.
Os principais recursos naturais no território mexicano são: petróleo, gás natural, prata, cobre, chumbo, zinco, ferro e manganês. O petróleo é extraído no Golfo do México e parte da produção é exportada. O México está entre os maiores produtores de petróleo cru do mundo, com uma das maiores reservas do recurso. O país é também exportador de gás natural.
O milho, que ocupa a maior parte das áreas de cultivo, é o principal alimento da população, herança das antigas civilizações que se desenvolveram no territó rio mexicano. A criação extensiva de gado bovino e o cultivo de café, algodão e cana-de-açúcar, além das culturas irrigadas de frutas e legumes, também se destacam no setor agropecuário.
O Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta), acordo comercial entre Canadá, Estados Unidos e México, trouxe grandes investimentos econômicos e industriais para o território mexicano. Ao mesmo tempo, gerou problemas, como a importa ção de milho norte-americano, que desestruturou a produção de um item básico da alimentação mexicana. A mão de obra barata, os incentivos fiscais e os recursos naturais, como o petróleo, atraem as empresas transnacionais, principalmente dos Estados Unidos e do Canadá.
A presença de unidades produtivas de empresas estadunidenses no México, chamadas de maquiladoras, aumentou com a criação do Nafta, substituído pelo Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), que, por sua vez, pode limitar a continuidade dessa ampliação.
Essas indústrias se beneficiam da mão de obra local barata e de impostos e encargos sociais mais baixos (subsidiados pelo governo), além da localização estratégica – a maioria está localizada na zona de fronteira, possibilitando o escoamento de produtos com preços baixos e competitivos para o mercado estadunidense.
A entrada de indústrias transnacionais no México alavancou as vendas de bens industrializados para o exterior, sobretudo produtos eletroeletrônicos, ele trodomésticos e automotivos. Essas empresas importam parte dos componen tes e peças de outras filiais ou de suas matrizes a fim de realizar a montagem da mercadoria final: máquinas fotográficas, computadores, impressoras, televi sores, veículos automotores, entre outros produtos.
As áreas mais industrializadas do país são a Região Metropolitana da Cidade do México e a fronteira com os Estados Unidos, onde se destacam as indústrias automobilísticas e de autopeças. A maioria dessas indústrias são transnacionais, chamadas de maquiladoras, que se beneficiam do baixo custo da mão de obra mexicana.
O turismo é uma atividade de destaque que atrai anualmente uma grande quantidade de visitantes de todo o mundo, gerando emprego e renda para o país. Os atrativos turísticos são: os exten sos litorais de praias com infraestrutura, como as cidades de Cancún e Acapulco; além do patrimônio histórico e cultural da Cidade do México e das etnias indígenas maia e inca.
Além de belas praias, o México reúne um rico e diversificado patrimônio histórico-cultural que inclui museus, monumentos e ruínas das civilizações asteca e maia, atraindo o interesse de visitantes de todo o mundo.

Cuba: passado e presente

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