A geosfera é formada pela crosta terrestre e por outras camadas mais internas, a maioria delas em estado sólido. Tanto o interior da Terra quanto sua superfície passam constantemente por mudanças.
As alterações que ocorrem na parte interna da Terra são causadas principalmente por temperaturas e pressões muito altas.
Já as alterações que ocorrem na superfície terrestre são causadas pelos elementos do clima, pela água e pelos seres vivos, incluindo o ser humano.
De acordo com os cientistas que estudam a geosfera, ela pode ser dividida em três cama das principais: a crosta, o manto e o núcleo.
Explorando a Terra por dentro
Descobrir o que existe no interior do planeta não é uma tarefa simples.
Os cientistas utilizam diferentes recursos tecnológicos e métodos para observar
ou concluir, com base nos dados obtidos, o que existe abaixo da crosta terrestre.
Em 1970, na região da Península de Kola, na Rússia, iniciou-se uma escavação com o objetivo de perfurar o máximo possível dentro da crosta terrestre.
A perfuração foi interrompida em 1992, quando a temperatura chegou a 180 °C
e já não era mais possível continuar. Atingiu-se uma profundidade de 12 262
metros. Caso chegasse aos 15 mil metros, como era planejado, estima-se que a
temperatura chegaria a 300 °C.
Este é considerado o buraco mais profundo do mundo feito pelo ser
humano. Mas pouco passou da camada mais externa.
Após o colapso da então
União Soviética, a instalação foi fechada e o local abandonado é visitado por
turistas curiosos.
De fato, ainda não temos recursos tecnológicos para visitar as regiões mais
profundas da Terra. Todas as informações que temos sobre elas são obtidas de
maneira indireta.
Da crosta ao núcleo: desvendando o interior da Terra
O lugar em que vivemos está
localizado em uma pequena parte do planeta, a mais externa, que chamamos
de crosta terrestre.
Em volta dessa crosta por todo o planeta, há uma camada de ar, uma
mistura de diversos gases e vapor de água. Essa camada de ar é chamada de
atmosfera.
A atmosfera,
que corresponde à camada de ar que envolve todo o planeta e auxilia na manutenção da vida. Temos, portanto, uma camada gasosa, que envolve toda a Terra,
e a superfície, composta de oceanos e continentes.
Biosfera: onde há vida
A região do planeta Terra onde se encontraram formas de vida, seja no
ambiente terrestre ou aquático, chama-se biosfera (do grego bios = vida e
sphaira = esfera/globo). Esses seres vivos apresentam adaptações às regiões do
planeta onde vivem. O termo biodiversidade é usado para descrever a riqueza
e a variedade de formas de vida na Terra.
Por suas características, podemos classificar as regiões da biosfera em
hidrosfera, litosfera e atmosfera.
A origem dos nomes dados por cientistas a
essas regiões ajuda a entender suas diferenças. Como já vimos anteriormente, a
atmosfera (do grego atmos = vapor/névoa e sphaira = esfera/globo) é a camada
de ar que envolve a Terra. A litosfera (do grego lithos = pedra e sphaira = esfera/
globo) é a camada sólida mais externa, constituída por rochas e diferentes tipos
de solos. Já as regiões do planeta que são cobertas por águas chamamos de
hidrosfera (do grego hidro = água e sphaira = esfera/globo). Ela inclui oceanos,
rios, lagos, geleiras (água no estado sólido), aquíferos e lençóis freáticos (água
subterrânea) e vapor d’água.
Essa divisão é feita apenas para fins de estudo, pois as regiões da biosfera
apresentam interações entre si, incluindo os seres que nelas vivem.
A presença da espécie humana na Terra vem provocando alterações na biosfera. Muitas delas geram impacto negativo, levando
à destruição de ambientes naturais, causando desequilíbrios e
reduzindo a biodiversidade.
Se quisermos manter o planeta com condições adequadas à
vida para nós e para as gerações futuras, é preciso adotar condutas mais responsáveis com o ambiente: usar os recursos naturais
de forma adequada, sem desperdício, permitindo o acesso mais
justo e menos desigual por todos os povos do mundo; rever nossas
formas de viver e existir como indivíduos e sociedade na Terra; e,
principalmente, lembrar que, em termos ecológicos, somos apenas
uma das milhões de espécies que coexistem neste planeta.
A crosta
A crosta é dividida em crosta continental e crosta oceânica, com composições e espessuras diferentes. A espessura dessa camada pode variar entre
5 quilômetros, sob os oceanos (crosta oceânica), e 70 quilômetros na área onde
estão os continentes (crosta continental). Nela encontramos rochas, solo e seres
vivos. Suas formas compõem o relevo terrestre.
O manto
Camada mais espessa da Terra. Localiza-se abaixo da crosta e pode ser
dividido em duas camadas. O manto superior, sólido, junto com a crosta forma
a litosfera, cuja espessura varia considerando-se a região oceânica e continental. Já falamos da litosfera, como parte da biosfera. A profundidade do manto
superior pode chegar a 700 quilômetros.
Logo abaixo está o chamado manto inferior, com espessura bem maior que o
manto superior, podendo atingir cerca de 2 900 quilômetros. A temperatura aumenta
com a profundidade, podendo chegar até 3 000 °C. Assim, nessa região são encontradas tanto rochas sólidas quanto rochas derretidas, que formam o magma.
Quando o magma chega até a superfície pelos vulcões, recebe o nome de
lava. Os vulcões são estruturas geológicas que ligam o interior da Terra com o
meio externo. Apresentam uma abertura por onde a lava, cinzas, gases e outros
materiais são expelidos.
O núcleo
Na parte mais interna, temos o núcleo terrestre, que
também pode ser classificado em duas partes: núcleo
externo e núcleo interno. O núcleo externo é líquido,
com temperaturas próximas ou superiores a 4 000 °C.
No núcleo interno, embora a temperatura ultrapasse
5 000 °C, estima-se que a altíssima pressão faça com
que sua constituição – basicamente composta de dois
metais, o ferro e o níquel – seja sólida.
EROSÃO E INTEMPERISMO
A erosão e o intemperismo são alguns dos fatores que podem modificar a crosta terrestre.
A erosão é o transporte de partículas do solo, provocado pela
ação dos ventos, da água líquida e do gelo. Ela pode causar problemas principalmente para os agricultores, pois pode degradar
o solo retirando a camada superficial dele, que é a mais fértil.
O intemperismo é um processo que afeta as rochas que es
tão expostas na superfície, provocando seu desgaste e sua fragmentação. Há três tipos de intemperismo: o físico, o químico e
o biológico.
O intemperismo físico ocorre quando a rocha sofre fraturas
e pode ser fragmentada, liberando pequenas porções. Esse tipo
de intemperismo, que não altera a composição química das rochas, é causado pela variação na temperatura ou pela infiltração
de água na rocha, principalmente se a água sofrer congelamento. Como a água se expande ao congelar, essa expansão provoca
uma tensão que acaba por fraturar a rocha.
No intemperismo químico, as rochas sofrem alteração
em sua composição química. Esse processo acontece quando
as substâncias presentes nas rochas se transformam em
outras substâncias ou quando as substâncias que compõem as
rochas se dissolvem. A água das chuvas e o gás carbônico do ar
são exemplos de substâncias que reagem com os materiais que
formam as rochas, causando o intemperismo.
A ação de seres vivos, como bactérias, é responsável pelo
intemperismo biológico. Nesse caso, a ação desses microrganismos provoca alteração na composição das rochas.
Paisagem na serra das Confusões (PI)
moldada ao longo de milhares de anos
pelo intemperismo. Note o formato
arredondado das extremidades,
que indica o desgaste sofrido pelas
rochas.
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