sábado, 2 de maio de 2026

Os vertebrados

PEIXES E ANFÍBIOS


CORDADOS

Ao longo de sua evolução, surgiu nos animais uma estrutura chamada notocorda, que funciona como um eixo interno de sus tentação. Os animais que apresentam notocorda em ao menos uma fase de sua vida são chamados cordados. Agora, você vai aprender um pouco mais sobre três grupos de cordados: as ascídias, os anfioxos e os vertebrados.

ASCÍDIAS

As ascídias são animais marinhos que lembram as esponjas no aspecto externo, mas não apresentam parentesco evolutivo com elas. Os adultos vivem fixos e filtram a água para obter alimento. 
As larvas das ascídias, porém, são nadadoras e têm uma cauda para ajudar na locomoção. A notocorda está presente nessa cauda. Quando as larvas passam pela metamorfose para se trans formar em adultos, a notocorda regride até desaparecer.

ANFIOXOS 

Os anfioxos são animais que parecem larvas de peixes e vi vem com a parte posterior do corpo enterrada na areia do fundo do mar. Eles filtram a água para obter seu alimento. Nos anfioxos, a notocorda perdura por toda a vida. Essa estrutura dá sustentação e forma ao animal e auxilia na escavação. A locomoção dos anfioxos se dá por ondulações promovidas por contrações das fibras musculares dispostas ao longo do corpo.

Anfioxo da espécie Branchiostoma lanceolatum. 

VERTEBRADOS 


Na maioria dos cordados, a notocorda está presente apenas no embrião. Ainda no embrião, ela é substituída pela coluna vertebral. Os cordados com coluna vertebral são chamados vertebrados
O crânio forma a região da cabeça e está associado à coluna vertebral. Tanto a coluna vertebral como o crânio têm a função de proteger o sistema nervoso central, que é formado pelo encéfalo e pela medula espinal. No encéfalo, são elaboradas di versas informações que ajudam a regular o funcionamento do organismo, como comandos para mexer uma parte do corpo. Essas informações chegam ao encéfalo e saem dele por meio da medula espinal. 
O crânio e a coluna vertebral fazem parte do esqueleto interno, um conjunto de ossos que protege e sustenta o corpo de um vertebrado. Em muitas espécies, dois pares de apêndices loco motores estão ligados à coluna vertebral, que se alonga além do par posterior, formando uma cauda.

O esqueleto interno de um vertebrado é composto de dezenas de ossos. Na imagem, esqueleto de um gato.

PEIXES 


O termo peixe denomina vários grupos de animais vertebrados que vivem na água e, em geral, respiram pelas brânquias. São conhecidos fósseis de peixes com mais de 500 milhões de anos, sendo esses os vertebrados mais antigos.

CARACTERÍSTICAS GERAIS 

Os peixes têm, em geral, corpo alongado, com a cabeça e a cauda mais afinadas. O formato corporal, associado à presença de nadadeiras e à pele recoberta por escamas, facilita o deslocamento na água. 
O cérebro dos peixes é relativamente grande, se compara do ao dos invertebrados, e está ligado à medula espinal. Alguns nervos saem diretamente do cérebro para órgãos sensoriais da cabeça e de outras partes do corpo. Outros nervos saem da medula espinal e se comunicam com os músculos, controlando os movimentos do animal e permitindo sua locomoção.
De modo geral, a visão dos peixes é pouco desenvolvida, enquanto o olfato é bem desenvolvido. Células sensíveis às vibrações transmitidas pela água estão presentes sob a linha lateral, uma série de escamas dotadas de furos que pode ser vista desde as aberturas branquiais até a cauda. 
Além do crânio e da coluna vertebral, o esqueleto da maio ria dos peixes apresenta prolongamentos das vértebras que dão apoio à musculatura, que costumam ser chamados de espinhos. O impulso para a frente é dado por movimentos laterais do corpo e da nadadeira caudal. As demais nadadeiras contribuem para o equilíbrio e outros movimentos. A bexiga natatória, um órgão em formato de bolsa, pode se encher ou esvaziar de gás, auxiliando na flutuação. 
A respiração dos peixes se dá pelo fluxo de água que entra pela boca, passa pelas brânquias – situadas na altura da faringe – e sai por aberturas nas laterais do corpo. Em geral, as brânquias são protegidas por opérculos, estruturas ósseas móveis que funcionam como tampas. 
O sistema digestório é completo, com a presença de órgãos como fígado e pâncreas. O sistema circulatório é fechado, com o coração ocupando posição ventral. Os peixes são ectotérmicos, ou seja, a temperatura de seu corpo não é controlada pelo animal e varia de acordo com a temperatura do ambiente. 
A reprodução dos peixes é sexuada, e a fertilização pode ser interna ou externa, dependendo da espécie. Algumas são vivíparas, ou seja, os embriões se desenvolvem no corpo da fêmea.

DIVERSIDADE DOS PEIXES


Existem mais de 30 mil espécies de peixes descritas. Dessas,
cerca de 5 mil ocorrem nas águas brasileiras. Os peixes atuais
podem ser classificados nos grupos descritos a seguir.

Agnatos 

Os agnatos ou ciclóstomos têm esqueleto cartilaginoso, não apresentam mandíbula e têm a boca circular. Formam um grupo pequeno, com pouco mais de 100 espécies, conhecidas popular mente como lampreias e feiticeiras. 
São dotados de crânio, mas suas vértebras são rudimentares ou mesmo ausentes. O corpo desses peixes é alongado, com até 1 metro de comprimento, e suas nadadeiras laterais são ausentes.

A lampreia (Lampetra planeri) é um peixe agnato.

Condrictes 

Os condrictes ou peixes cartilaginosos têm mandíbula, e seu esqueleto é cartilaginoso. Nesse grupo, que inclui os tubarões e as arraias, há 900 espécies conhecidas, e a maioria delas vive em águas salgadas. Todos os peixes desse grupo são predadores, e o comprimento de seu corpo varia bastante entre as espécies. 
A boca dos condrictes ocupa posição ventral, e os opérculos e a bexiga natatória são ausentes. Além da linha lateral, mui tas espécies têm um órgão sensorial exclusivo desse grupo, as ampolas de Lorenzini, que percebem os impulsos elétricos gerados pela atividade muscular dos animais, facilitando a localização de suas presas.

O tubarão-branco (Carcharodon carcharias) é um condricte.


Osteíctes 

Os osteíctes têm mandíbula, e seu esqueleto é ósseo. Com cerca de 28 mil espécies descritas, são o maior grupo de peixes, muito diversificados em formas e tamanhos. As espécies distribuem-se por vários hábitats, desde as águas oceânicas mais profundas até as cabeceiras de rios. Muitas espécies habitam lagos e pântanos que secam durante a estiagem. 
Os hábitos alimentares desse grupo são variados. A boca ocupa posição frontal, e o opérculo está presente. Na maioria das espé cies, as nadadeiras assemelham-se a leques: são delgadas e sus tentadas por finas estruturas alongadas que se apoiam na musculatura. A piaba, o pirarucu e o pacu são exemplos de osteíctes. 
Em algumas espécies, as nadadeiras laterais são carnosas, dotadas de musculatura e ossos internos. Algumas dessas espécies, como a piramboia, além de respirarem por brânquias, têm um órgão que permite respirar ar atmosférico. Acredita-se que, há cerca de 400 milhões de anos, espécies primitivas de peixes com dois pares de nadadeiras laterais carnosas podem ter dado origem aos vertebrados terrestres. 

ANFÍBIOS


Os anfíbios são um grupo de vertebrados que conquistaram parcialmente o ambiente terrestre. Uma série de características permite aos anfíbios viver nesse ambiente. Entre elas estão:

• o esqueleto mais robusto;
• a presença de quatro pernas;
• a respiração pulmonar;
• a pele semipermeável.

CARACTERÍSTICAS GERAIS 

Assim como os peixes, os anfíbios são animais ectotérmicos. Mesmo com adaptações ao ambiente terrestre, muitos anfíbios precisam viver em ambientes úmidos, em geral próximo a rios e lagos. Entre os motivos para isso, está o fato de os anfíbios de penderem da água para a reprodução. 
Em muitas espécies, a fecundação é externa, e os ovos são postos na água. Quando eclodem, os ovos geram larvas aquáticas – denominadas girinos – dotadas de brânquias e nadadeiras, que passam por uma metamorfose. Nesse processo, adquirem pernas e pulmões, tornando-se capazes de viver na terra. 
O sistema nervoso central dos anfíbios é formado por encéfalo e medula espinal, de onde partem nervos que chegam a todas as partes do corpo. O tato, o paladar, o olfato, a audição e a visão são responsáveis pela percepção. A audição tem importância especial para as espécies que se comunicam por sons, especialmente na época do acasalamento. 
A respiração pulmonar é complementada pela respiração cutânea, ou seja, pela pele. Para realizar as trocas gasosas, a pele deve ser permeável e úmida. Em ambientes áridos, portanto, a perda de água pela transpiração pode levar à desidratação dos anfíbios.
 
Esquema simplificado das estruturas externa e interna do corpo de um anfíbio macho. Como em todos os vertebrados, o sistema circulatório é fechado e o coração é ventral. 

DIVERSIDADE DOS ANFÍBIOS 


Os anfíbios provavelmente tiveram origem em peixes dotados de nadadeiras carnosas há cerca de 400 milhões de anos. Atual mente, são conhecidas cerca de 7 mil espécies, divididas em três ordens, que serão vistas a seguir. Os critérios para essa classificação incluem, entre outros, a presença de pernas e cauda.

Anuros 

Anuros são anfíbios desprovidos de cauda na fase adulta, como pode ser observado nos sapos, nas rãs e nas pererecas. Com aproximadamente 6 mil espécies descritas, são abundantes nas regiões tropicais e temperadas úmidas de todo o planeta. 
O tamanho dos anuros é bem variável: de 1 centímetro a qua se 30 centímetros de comprimento. São bons nadadores e, na terra, andam aos saltos. As larvas são geralmente herbívoras e os adultos alimentam-se de insetos, capturando-os com sua língua pegajosa. 
Os machos são conhecidos pelo coaxar: sons produzidos ao inflar o papo e forçar a passagem do ar. Esses sons são utiliza dos para atrair as fêmeas e defender o território. Cada espécie emite um som característico, possibilitando que os indivíduos da mesma espécie se reconheçam em uma lagoa ou em um brejo onde há várias espécies. 

O Bufo americanus é um anuro que fica com o papo inflado durante a produção de sons.

Caudados 

Também chamados de urodelos, são dotados de cauda. Esse grupo é composto de salamandras e de tritões. As cerca de 600 espécies conhecidas habitam as regiões tropicais do planeta e as zonas temperadas do hemisfério Norte. Costumam medir até 15 centímetros de comprimento. 
A maioria das espécies é terrestre e de hábitos carnívoros. Em geral, a fecundação é interna, e os ovos são depositados na água. Mas algumas espécies são totalmente terrestres, sem fase larval.

Ápodes 

Os ápodes, como o próprio nome indica, são desprovidos de pernas. Há cerca de 180 espécies descritas de ápodes, popularmente conhecidas como cecílias ou cobras-cegas. Encontrados nas florestas tropicais da América do Sul, da Ásia e da África, eles vivem em túneis no solo ou na água, onde caçam os invertebrados, como minhocas e vermes, de que se alimentam. 
A fecundação é interna, e o desenvolvimento do embrião se dá dentro dos ovos ou no interior do corpo das fêmeas. Na maio ria das espécies não há fase larval, e as fêmeas liberam filhotes com aparência semelhante à dos animais adultos.

RÉPTEIS E AVES


RÉPTEIS 


Os cientistas consideram que os répteis são bem adaptados à vida fora da água. Algumas características desses animais contribuem para a vida em ambientes secos. 
O corpo dos répteis é coberto por uma pele espessa e resistente, que protege o animal contra a perda de água por transpiração. A pele impermeável não permite a troca gasosa por sua superfície, mas nos répteis o pulmão é bem desenvolvido. 
Os répteis são capazes de eliminar urina muito concentrada e, com isso, retêm mais água no corpo. Essa economia de água é fundamental para a vida no ambiente terrestre. 
A fecundação interna garante a proteção dos gametas dentro do corpo. O desenvolvimento de um ovo com casca coriácea e membranas internas impede a desidratação, protege e dá suporte à vida do embrião. Essa característica possibilitou a independência da água para a reprodução. 

CARACTERÍSTICAS GERAIS 

Os répteis são animais ectotérmicos, por isso, a maioria das espécies é mais ativa durante o dia, quando as temperaturas mais elevadas ativam seu metabolismo. 
A maioria das espécies de répteis se alimenta de insetos e de outros vertebrados. No entanto, algumas espécies de lagartos e de tartarugas terrestres são predominantemente herbívoras. Quanto à locomoção, a maioria das espécies tem pernas posicionadas lateralmente ao corpo e, quando anda, pratica mente arrasta o abdome no chão (em latim, reptare significa rastejar). Mesmo assim, pode se deslocar com velocidade, por curtos espaços.

Os répteis foram os primeiros animais a desenvolverem ovos com casca. A foto, feita na África em 2019, mostra a eclosão de ovos de tartarugas marinhas, após período de incubação.

Esquema simplificado da anatomia de um réptil fêmea. O sistema circulatório é fechado, e o coração é ventral. Nos répteis, o canal excretor (ureter), o intestino e o canal reprodutor (oviduto) abrem-se na cloaca.

Muitas espécies são ápodes, ou seja, não têm pernas, como as serpentes, que se deslocam rastejando com agilidade. Algumas espécies são excelentes nadadoras. Em espécies de hábito aquático, como muitas tartarugas, os membros são achatados em forma de remos, adaptados à natação. Embora desajeitadas em terra firme, essas espécies nadam com desenvoltura. 
O sistema nervoso dos répteis segue o padrão geral dos vertebrados. O cérebro, protegido pelo crânio, é ligado à medula espinal, protegida pela coluna vertebral. Com cérebro bem desenvolvido, esses animais são capazes de comporta mentos sofisticados. Exceto pela audição, os órgãos senso riais são bem desenvolvidos.
O ovo com casca coriácea apresenta três membranas: o âmnio, cheio de líquido, onde se desenvolve o embrião; o alantoide, que armazena os resíduos da urina e contribui para as trocas respiratórias; e o córion, membrana que envolve o conteúdo do ovo. O saco vitelínico funciona como uma reserva de nutrientes para o embrião.

DIVERSIDADE DOS RÉPTEIS 


Os fósseis de répteis mais antigos têm cerca de 350 milhões de anos. São conhecidas, atualmente, mais de 7 mil espécies de répteis, além das espécies extintas que incluem, entre outras, os dinossauros. 
No Brasil, ocorrem mais de 700 espécies. Os principais grupos de répteis atuais são os quelônios, os escamados e os crocodilianos.

Quelônios 

O grupo dos quelônios abrange mais de 300 espécies de tartarugas, jabutis e cágados, de vida terrestre, marinha ou de água doce. Apresentam tamanhos bem variados: algumas espécies têm poucos centímetros de comprimento, enquanto outras alcançam 2 metros de comprimento. 
Todos os quelônios têm uma carapaça dorsal – resultado da fusão das costelas com a pele – bastante enrijecida e coberta por queratina. Na região ventral, a carapaça é menos rígida e recebe o nome de plastrão.

A tartaruga-verde (Chelonia mydas) pode atingir até 2 metros de comprimento quando adulta.

Escamados 

É o grupo mais diversificado, com mais de 6 mil espécies de serpentes, lagartos, lagartixas, iguanas e cobras-de-duas-cabeças (anfisbenas). Como o nome sugere, o corpo dos escamados é coberto por escamas, camada superficial da pele que é trocada periodicamente. 
Outra característica desse grupo é a grande capacidade de abertura das mandíbulas, o que aumenta a força da mordida e permite engolir presas de grande tamanho.

A jararaca (gênero Bothrops) é uma serpente comum no Brasil. Note a língua bipartida, característica dos escamados e relacionada ao olfato desses animais.

Crocodilianos 

Esse grupo abrange cerca de 25 espécies atuais de jacarés, crocodilos, gaviais e caimãos. As principais características dos crocodilianos são o crânio alongado e a forte musculatura que movimenta as mandíbulas. São excelentes predadores. Dentre os répteis atuais, os crocodilianos são considerados o grupo evolutivamente mais próximo às aves, pois são os únicos que têm coração semelhante ao delas.

O jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) é comum nas beiras de rios e lagos da América do Sul. Na época da reprodução, constrói ninhos com gravetos e folhas. Esse animal já esteve na lista de espécies ameaçadas de extinção.

AVES 


Acredita-se que as aves tenham surgido há cerca de 150 milhões de anos, a partir de um grupo de dinossauros atualmente extintos. De fato, as aves têm características semelhantes às dos répteis. 
Algumas delas são: a presença de escamas, que nas aves estão presentes apenas nas pernas; o tipo de ovo, sendo que a casca do ovo das aves é calcária; a eliminação de urina concentrada, o que contribui para a economia de água e a redução do peso corporal. 

Fotografia de um fóssil de arqueoptérix, espécie extinta há cerca de 150 milhões de anos. Ela é considerada espécie de transição entre répteis e aves por apresentar tanto características de aves (penas) como de répteis (estrutura do esqueleto e dentes).


CARACTERÍSTICAS GERAIS 

As adaptações ao voo são as características principais das aves. Os membros anteriores são modificados em asas, e o corpo é revestido por penas leves e resistentes, formadas por que ratina, que possibilitam o voo e ajudam a manter a temperatura corporal elevada, essencial para voar. 

O esquema mostra algumas partes da estrutura de uma pena. (Representação sem proporção de tamanho


As aves são homeotérmicas, ou seja, sua temperatura corporal é constante, independentemente da temperatura do ambiente. O esqueleto é formado por ossos pneumáticos, ocos, leves e resistentes, o que diminui o peso corporal. A porção da coluna vertebral que sustenta a cauda é curta. O bico substitui os ossos das mandíbulas e os dentes, contribuindo para a redução do peso. O formato do bico é muito variável entre as espécies e reflete seus hábitos alimentares. 

Representação do esqueleto de uma ave. A estrutura corporal reflete as adaptações ao voo. Note a cauda curta e a caixa torácica reforçada. A musculatura peitoral, que movimenta as asas, apoia-se na quilha, bem desenvolvida nas aves voadoras e reduzida nas corredoras. As pernas podem ser adaptadas para nadar, correr ou agarrar. 

As aves são dotadas de sistema nervoso bem desenvolvido, o que possibilita comportamentos sofisticados, como o voo, a construção de ninhos e os rituais de acasalamento. Os sistemas respiratório e circulatório são muito eficientes, garantindo o suprimento de gás oxigênio para as células e a manutenção do metabolismo em níveis elevados.

DIVERSIDADE DAS AVES 


As aves constituem o maior grupo de verte brados terrestres, com cerca de 10 mil espécies descritas até o momento. A maioria das aves é tipicamente voadora, mas algumas espécies se especializaram na natação, como os pinguins, e outras são corredoras, como as emas. 
Alguns beija-flores podem ter apenas 5 centímetros de comprimento, enquanto o avestruz pode chegar a 2,5 metros. Os cientistas dividem as aves em cerca de 30 subgrupos, alguns dos quais estão especificados nesta página: os galiformes, os passeriformes, os psitaciformes, os anseriformes e os falconiformes.

Galiformes

O grupo inclui as galinhas, os perus e outras aves domesticadas para fins de alimentação humana.

Gallus gallus, a galinha doméstica.

Passeriformes 

Popularmente denominados pássaros, incluem bem-te-vis, canários, pardais, sabiás, entre outros.

O sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) alimenta-se de pequenos invertebrados e de frutas.

Psitaciformes 

São os papagaios, as araras e os periquitos. Têm bico muito forte, adaptado para comer sementes.

O papagaio-verdadeiro ou papagaio verde (Amazona aestiva) costuma ser visto em casais ou em bandos.

Anseriformes 

O grupo inclui os patos, os marrecos, os gansos e os cisnes, adaptados para nadar.

O pato-do-mato (Cairina moschata) alimenta-se de plantas aquáticas e de pequenos invertebrados.

Falconiformes 

É o grupo das aves de rapina, como águias e falcões. O gavião-real ou harpia (Harpia harpyja), uma das maiores aves de rapina do mundo, é uma espécie presente nas matas brasileiras.

MAMÍFEROS


Os mamíferos da atualidade podem ser encontrados em todos os ambientes. Existem espécies terrestres, arborícolas, fossoriais, de água doce, marinhas e voadoras, que ocupam desde as regiões tropicais até as zonas polares do planeta. Entre as características exclusivas dos mamíferos, as principais são o corpo total ou parcialmente coberto por pelos e a presença de glândulas mamárias, desenvolvidas nas fêmeas. 
Os mamíferos, assim como as aves, são animais endotérmicos. Sua respiração é pulmonar, e seu sistema circulatório também é semelhante ao das aves. 
O sistema nervoso dos mamíferos inclui um cérebro bem desenvolvido, e esses animais têm grande aptidão para a aprendizagem e são capazes de modificar seu comportamento, adaptando-se a diversas situações. Muitos vivem em grupos e sociedades, o que exige boa capacidade de comunicação. 
Os órgãos sensoriais são bem desenvolvidos. A pele dos mamíferos apresenta glândulas secretoras, como as glândulas sebáceas e as glândulas mamárias. A fecunda ção desses animais é interna, e o desenvolvimento embrionário ocorre no útero materno na maioria das espécies.

O mamute-lanoso (Mammuthus primigenius), mamífero pré-histórico, foi extinto há cerca de 5 600 anos. O esqueleto da foto está em exibição no Museu Estadual da Pré-História, na Alemanha.  

LOCOMOÇÃO E SUSTENTAÇÃO 


Os mamíferos em geral são quadrúpedes, e seus membros são dispostos perpendicularmente ao corpo. As articulações da coluna vertebral participam, com os membros, da locomoção. O tamanho e o formato dos membros variam bastante: 
Membros alongados: Cavalos, antílopes e outros mamíferos corredores e saltadores apoiam apenas os dedos ou suas extremidades no solo. As unhas podem ser modificadas em cascos, como nos herbívoros, ou em garras, como nos carnívoros. 
Nadadeiras: Mamíferos aquáticos têm os membros em for ma de nadadeiras. Em alguns casos, como nos golfinhos e nas baleias, os membros posteriores são bastante reduzidos. Asas: Nos morcegos, os membros anteriores têm forma de asas e são adaptados ao voo, enquanto os membros posteriores são adaptados para agarrar. 
Polegares opositores: O dedo polegar, em muitas espécies, realiza um movimento oposto aos demais dedos, o que lhes per mite agarrar objetos com firmeza. Nos primatas em geral, isso ocorre nas quatro extremidades dos membros; nos humanos, apenas nos membros anteriores.

DENTIÇÃO 


Os mamíferos têm dentes especializados em diferentes funções: molares (dentes que trituram), incisivos (dentes que cortam) e caninos (dentes que rasgam). A dentição reflete o hábito alimentar de cada espécie.

Nos carnívoros, os três tipos de dente estão presentes, mas os caninos, usados como garras, são mais desenvolvidos.

Nos herbívoros, os incisivos são usados para cortar folhas, e os molares, para triturá-las. Os caninos são reduzidos ou ausentes.

DIVERSIDADE DOS MAMÍFEROS 


Os mamíferos originaram-se de um grupo de répteis, há mais de 160 milhões de anos. O grupo expandiu-se há cerca de 60 milhões de anos, e, atualmente, são conhecidas cerca de 5,5 mil espécies de mamíferos. Dessas, cerca de 700 es tão no Brasil. De acordo com características relacionadas ao modo de desenvolvimento dos embriões, os mamíferos são classificados em três grupos.

Monotremados 

Os monotremados apresentam características semelhantes às dos mamíferos ancestrais. Não têm placenta – órgão que une a mãe ao feto – e são ovíparos. Nas fêmeas, as glândulas mamárias são desenvolvidas. Atualmente, existem três espécies de monotremados: o ornitorrinco e duas espécies de equidnas.

Marsupiais 

Os mamíferos marsupiais e os placentários têm um ancestral comum e compartilham uma série de características, como a viviparidade. O marsúpio é uma bolsa localizada no ab dome das fêmeas, na qual os embriões completam seu desenvolvimento e onde estão as glândulas mamárias. São exemplos de marsupiais os cangurus, os coalas, o gambá e a cuíca.

Placentários 

Os mamíferos placentários são o grupo mais numeroso e diversificado de mamíferos. São divididos em 24 grupos, en tre eles os quirópteros (morcegos), os cetáceos (como botos, golfinhos e baleias), os carnívoros (como ursos, cães e gatos) e os primatas (macacos e seres humanos).


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OS ANIMAIS

Todos os animais têm características em comum:  • Apresentam células eucarióticas.  • São pluricelulares. A maioria apresenta células agrupa...