terça-feira, 10 de março de 2026

Uruguai

O Uruguai possui aproximadamente 3,5 milhões de habitantes, dos quais grande parte se concentra no sul do país, sobretudo na capital, Montevidéu, que abriga 50% de toda a população do país.
O relevo aplanado e a vegetação de Pradarias contribuíram para que a pecuária se tornasse uma atividade relevante para o país, que apresenta um dos melhores indicadores sociais do continente latino-americano.
Cerca de 92% da população uruguaia vive em áreas urbanas. A capital do país, Montevidéu, concentra as atividades econômicas ligadas aos setores bancário e portuário, assim como a maior parte das indústrias – as principais são as alimentícias (frigoríficos e laticínios), têxteis (que aproveitam os produtos agropecuários) e químicas.
Os principais recursos naturais do país são: solos aráveis, recursos hídricos e pesca. Aproximadamente, 75% do território uruguaio é formado por terrenos baixos e planos, o que favorece a criação de gado para a produção de carne. 
O país obtém energia elétrica por meio da queima de combustíveis fósseis, da atividade hidrelétrica e, principalmente, de fontes renováveis, como a eólica e a solar. O país não produz petróleo nem gás natural, sendo obrigado a importá-los. A economia é baseada no setor agropecuário. 
O país é um grande produtor de cereais, como trigo, arroz e soja. Contudo, a maior força da economia uruguaia está relacionada à criação de gado bovino e ovino e à exportação de seus subprodutos, como carne, couro e lã. 
O país tem uma arrecadação significativa com o turismo, com destaque para o balneário de Punta del Este. China, Brasil, Estados Unidos e Argentina são os principais destinos da exportação uruguaia.
No começo da década de 1990, o país iniciou uma política de privatização de empresas estatais, o que permitiu o aumento da arrecadação do governo e a diminuição dos gastos públicos. Essa medida também atraiu empresas e instituições financeiras internacionais, fazendo com que o país ganhasse fama de “paraíso fiscal”. 
Entre 2004 e 2008, o Uruguai passou por um momento de forte cresci mento econômico, com médias anuais de 8%. Em 2009, a crise econômica internacional fez com que o crescimento econômico do país fosse de apenas 2,9%. No entanto, os uruguaios conseguiram evitar a recessão e a economia continuou crescendo por meio de investimentos privados e gastos públicos. 
No período entre 2012 e 2016, devido à desaceleração da economia global e de seus parceiros do Mercosul (sobretudo Brasil e Argentina), a economia uruguaia diminuiu sua velocidade de crescimento. Uma das marcas do país nos últimos quinze anos é a combinação de abertura para o livre-comércio e fortes investimentos sociais. 
O PIB do país em 2020 foi de aproximadamente 54 bilhões de dólares. Em relação aos seus indicadores sociais, o Uruguai apresenta alta expectativa de vida e índices satisfatórios de alfabetização, sendo classificado como um ótimo país para se viver.
O PIB uruguaio é bastante dependente do setor terciário, com destaque para o turismo. Na região do Pampa uruguaio, destaca-se a atividade pecuária, sobretudo a criação de gado bovino e ovino, responsável por boa parte das exportações – a carne, o couro e a lã são os principais produtos. Com a integração ao Mercosul nos anos 1990, o Uruguai aumentou as exportações para o Brasil e a Argentina.

Paraguai

Com cerca de 7 milhões de habitantes, o Paraguai, cuja capital é Assunção, tem a maioria de sua população vivendo na parte leste do país. Na porção oeste (área do Chaco), embora corresponda a 60% do território paraguaio, vivem apenas 2% dos habitantes do país. Os principais recursos naturais do país são: madeira, minério de ferro, manganês, calcário e recursos hídricos. O país não possui reservas conhecidas de petróleo nem de gás natural.
Assim como a Bolívia, o Paraguai não tem saída para o mar, sendo o intercâmbio comercial do país com o exterior feito predominantemente através dos rios Paraguai e Paraná (Assunção, capital do país, está localizada às margens do rio Paraguai) ou por rodovias que passam pelo território brasileiro, até atingir o porto de Paranaguá, no estado do Paraná.
O Paraguai utiliza portos argentinos e brasileiros para escoar seus produtos. Desenvolve atividades extrativistas (madeira), agricultura (algodão, tabaco e soja) e pecuária bovina. O comércio nas áreas de fronteira é uma importante atividade econômica, com a venda de mercadorias baratas, as quais depois são revendidas nos países vizinhos, especialmente no Brasil.
A economia paraguaia é pouco diversificada e sua produção industrial é modesta. O fraco desempenho da economia pode ser explicado, em primeiro lugar, pela ausência de saída para o mar, o que dificulta a ampliação das relações comerciais do país. 
A indústria paraguaia é pouco diversificada, e a atividade extrativa mineral é inexpressiva. A economia do país é baseada na exportação de produtos agropecuários, principalmente soja, algodão, carne e laticínios. A distribuição de terras é desigual, com grandes áreas concentradas nas mãos de poucos proprietários.
A principal via de acesso para o Oceano Atlântico é o Rio Paraguai, que se une ao Rio Paraná e às rodovias brasileiras. O Porto de Paranaguá, no Paraná, é o local de entrada e saída da maioria dos produtos. 
Além disso, a infraestrutura do país é pouco eficiente, o que resulta em baixo volume de exportações e pouca arrecadação para o Estado, que possui uma enorme dívida externa. 
É um dos poucos países do mundo em que a agricultura arrecada mais que a indústria. Os principais produtos de exportação são: soja, trigo, mandioca e cana-de-açúcar.
O país é um grande exportador de energia elétrica, excedente da Usina Binacional Itaipu, e o Brasil é seu maior comprador. Na fronteira com o Brasil, mais preci samente com Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, existe uma grande área comercial localizada na Ciudad del Este. 
Essa espécie de zona franca atrai diariamente muitos brasileiros que cruzam a Ponte da Amizade, que separa os dois países, em busca de produtos importados. 
O Paraguai apresenta os piores índices sociais entre os países platinos, porém, nos últimos anos, vem apresentando crescimento da sua economia, ainda que em 2020 apresente uma balança comercial deficitária. O PIB paraguaio foi de 35 bilhões de dólares.
Atualmente, o Paraguai se destaca como exportador de energia elétrica, revendendo a parte da energia que não consome e que é produzida nas usinas hidrelétricas binacionais de Itaipu (Brasil-Paraguai) e Yaciretá (Argentina-Paraguai).

América andina

A América andina é formada por Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, países que abrangem, em seus territórios, partes da cordilheira dos Andes. No caso, os Andes são um elemento natural muito marcante no território desses países, justificando a denominação regional.
A base da economia da América Andina é a produção de matérias-primas, principalmente minerais, com destaque para a extração de ouro, prata, petróleo, cobre, estanho, carvão e minério de ferro, que se destinam ao mercado externo.
A economia dos países da América andina, de modo geral, é estruturada em função das atividades agropecuárias e extrativistas. 
A produção agrícola é bastante diversificada. Com exceção do Chile, onde predominam as culturas de clima Subtropical (trigo, uva e aveia), nos demais paí- ses andinos cultiva-se uma série de produtos tropicais: café e cana-de-açúcar, na Colômbia (segundo produtor mundial de café); banana, no Equador (principal produto agrícola de exportação do país); cacau, no Equador, na Colômbia e na Venezuela; além de milho, arroz e mandioca, produtos consumidos em larga escala pela população andina e cultivados em todos esses países.
A pesca também é uma atividade expressiva em alguns países da América andina, sendo o Chile e o Peru os principais produtores de pescado. A presença de muitos peixes nas áreas litorâneas desses dois países se deve à passagem da corrente marítima de Humboldt (ou do Peru). Essa corrente traz grande quantidade de plânctons, microrganismos que são a base da cadeia alimentar nos oceanos.

Bolívia

A economia da Bolívia é dependente da exploração de recursos minerais e energéticos como estanho, gás natural e lítio (minério utilizado na fabricação de baterias elétricas para automóveis movidos a eletricidade). A Bolívia tem as maiores reservas de lítio do mundo, o que confere ao país importância estraté gica significativa – considerando que, no futuro, pode ocorrer uma ampliação do mercado em razão do aumento da frota de carros elétricos em escala global.

Com a chegada ao poder de um líder de ascendência indígena, Evo Morales, eleito presidente em 2005, a Bolívia passou a trilhar novos rumos na explora ção de suas reservas de gás natural e petróleo. Em 2006, Morales estatizou esses setores, medida que afetou diretamente a empresa brasileira de petróleo (Petrobras), que controlava 95% do refino e era responsável por cerca de 15% do PIB boliviano.

A partir da nacionalização, o controle de todo o processo de extração, produção e refino passou a ser responsabilidade de uma empresa estatal boliviana. Paralelamente, acordos foram feitos com a Argentina e o Brasil para um aumento no preço do gás que a Bolívia vende a esses países – distribuído por meio de gasodutos como o Bolívia-Brasil, inaugurado em 1999 e que é de grande impor tância no abastecimento das regiões Sul e Sudeste do Brasil. O aproveitamento do gás natural da Bolívia faz parte de uma estratégia do governo brasileiro para diversificação da matriz energética, muito dependente das usinas hidrelétricas e do petróleo.

Um aspecto relevante do território boliviano é a falta de acesso ao mar – ao perder a província de Atacama (território costeiro) para o Chile na Guerra do Pacífico (1879-1884), a Bolívia perdeu também sua única saída para o oceano. Nas décadas de 1990, um acordo com o Peru permitiu à Bolívia dispor de uma zona franca comercial no porto peruano de Ilo. Bolívia e Chile não man têm relações diplomáticas desde 1978, e a fronteira entre os países é uma zona de tensão, mas, em 2021, delegações dos dois países se reuniram em La Paz para en caminhar uma solução para esse impasse diplomático.


Peru

Assim como seus países vizinhos, o Peru tem importantes recursos minerais em seu território, com destaque para o cobre (explorado no sul do país) e a prata – o Peru é o segundo maior produtor mundial.

A atividade turística também é uma importante fonte de recur sos, dada a grande diversidade de paisagens e o enorme e rico pa trimônio arquitetônico-cultural do país. Até a chegada dos espanhóis, no século XVI, o território do atual Peru foi sede do Império Inca. Ves tígios dessa civilização podem ser encontrados em diversas localida des, com destaque para as ruínas das cidades de Machu Picchu e Cuzco, declaradas Patrimônio His tórico e Cultural da Humanidade.

Um aspecto marcante da economia da América andina verificado no Peru é a existência de muitas atividades econômicas que escapam ao controle do governo. Na chamada economia informal, as pequenas indústrias e os setores de transportes, construção e comércio não pagam impostos nem registram seus funcionários.

Equador

O Equador abriga reservas de ouro, prata, chumbo e zinco, mas a economia do país se baseia na exploração do petróleo, produto que corresponde a cerca de 40% do total de suas exportações. Bastante dependente do mercado esta dunidense, o Equador exporta cerca de 50% das mercadorias produzidas em seu território para lá.

Apesar da grande produção petrolífera, aproximadamente 60% da energia consumida no Equador é proveniente de centrais hidrelétricas, cuja construção é viabilizada pela abundância de rios com quedas-d’água. No setor industrial, merecem destaque as indústrias madeireiras e têxteis.

Quito é a capital administrativa e o principal centro financeiro do Equador, mas a cidade portuária de Guayaquil é a mais populosa.

Venezuela

A Venezuela tem importantes reservas petrolíferas – uma das maiores do mundo – e integra a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O principal local de extração de petróleo no território venezuelano é o lago Maracaibo, mas a maior parte das reservas se encontra na bacia do rio Orinoco, onde a extração é mais difícil e cara.

A prosperidade econômica do país nas décadas de 1970 e 1980, decorrente do grande aumento da produção de petróleo, beneficiou apenas uma mino ria da população, que concentra grande parte da renda nacional. No final dos anos 1990, cerca de 55% dos venezuelanos se encontravam abaixo da linha da pobreza, e o nível de pobreza extrema era de aproximadamente 25%.

Nesse contexto social, foi eleito presidente o coronel Hugo Chávez. Com um forte discurso nacionalista e antiestadunidense e um projeto de universalização dos direitos sociais, o líder político venezuelano passou a representar uma espe rança para as classes desfavorecidas. Em 1999, uma nova Constituição foi apro vada, mudando o nome oficial do país para República Bolivariana da Venezuela.

Valendo-se da alta do preço do petróleo no mercado internacional, que ampliou as receitas de exportação do país no início do século XXI, o governo Chávez promoveu um amplo conjunto de reformas importantes, entre elas: a regulamentação da reforma agrária; a cogestão entre Estado e funcionários nas empresas falidas; a restrição da participação de grupos transnacionais na exploração de petróleo; e a nacionalização de empresas em setores conside rados estratégicos (telecomunicações, energia elétrica e exploração mineral). Na política externa, Chávez procurou estreitar relações com Cuba, Irã e Rússia.

Durante o governo Chávez, foram ampliados os investimentos em progra mas sociais, como os de alfabetização, de alimentos a preços baixos e de assis tência médica a comunidades carentes. Os resultados inicialmente foram po sitivos e, em 2011, a porcentagem de população em situação de pobreza havia caído para 27%.

A crise econômica venezuelana

Ancorada na exploração de petróleo, a economia venezuelana não resistiu às crises econômicas de 2008 e de 2012, que ocorreram paralelamente à crise política no país. Após a morte de Chávez, em 2013, Nicolás Maduro foi eleito presidente. O cenário político do país passou a ser marcado pela escalada autoritária de Maduro – que aparelhou o sistema judiciário e o Exército com aliados e foi reeleito para mais seis anos de mandato em 2018, por meio de eleições con testadas por opositores e membros da comunidade internacional. Em 2019, seus opositores orquestraram uma tentativa de golpe de Estado, mas esta terminou sendo malsucedida, e Maduro permaneceu no poder. Com a queda nas receitas de exportação e uma elevada dependência de importações, a Venezuela passou a conviver com escassez de produtos, infla ção e desvalorização de sua moeda. O agravamento da crise levou à emigra ção de aproximadamente 1 milhão de venezuelanos, principalmente em direção a outros países latino-americanos – elevando as tensões com vizinhos (Brasil, Colômbia e Guiana).

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