segunda-feira, 20 de abril de 2026

Hidrosfera : água no planeta

A hidrosfera é o conjunto de todos os corpos de água existentes na Terra: oceanos, rios, lagos, geleiras e reservas subterrâneas. Embora a hidrosfera cubra mais de dois terços da superfície terrestre, ela não forma uma camada contínua. Cerca de 97% da água em nosso planeta é salgada e se encontra nos mares e oceanos. 
A água de geleiras, rios, lagos e lençóis subterrâneos – conhecida como água doce – constitui os demais 3% do volume total da água que forma a hidrosfera terrestre. 
Como comparação, se toda a água do planeta estivesse em uma garrafa de 1 litro, a água doce corresponderia a 3 colheres de sopa apenas.

A água no planeta


Você já viu como o planeta Terra pode ser estudado por meio da identificação de suas camadas. A camada sólida mais superficial da Terra, chamada litosfera, é formada pela parte superior do manto e pela crosta. Cerca de 71% da superfície da Terra é coberta por água!
Do volume total de água no planeta, aproximadamente 97% está nos mares e oceanos, em estado líquido. Você já deve saber que a água dos mares e dos oceanos é salgada, ou seja, contém muitos sais minerais, entre os quais o mais comum é o cloreto de sódio, principal componente do sal de cozinha. Mas de onde vêm os sais que deixam a água do mar salgada?
À medida que os rios percorrem os continentes, eles carregam sais que se soltam das rochas, se dissolvem na água e acabam lançados no mar. Ao longo de milhões de anos, esse processo tornou os mares cada vez mais salgados.
A água do mar não é apropriada para o consumo humano, isto é, ela não serve para beber, cozinhar nem para ser usada na indústria ou na irrigação de lavouras. 
A água que pode ser consumida é aquela encontrada nos rios, nos lagos e nos reservatórios subterrâneos – os chamados lençóis de água, lençóis freáticos ou águas subterrâneas. 
Esse tipo de água apresenta uma concentração de sais muito inferior à da água do mar e é chamado água doce, pois não tem gosto salgado. Essa água corresponde a pouco menos de 1% do total de água do planeta. 
É a água que, depois de tratada, pode ser usada na agricultura, na indústria e no consumo doméstico para beber, para cozinhar e para a higiene corporal e a limpeza.
Pouco mais de 2% da água do planeta encontra-se no estado sólido, em forma de grandes massas de gelo – as geleiras, nas regiões próximas aos polos e no topo de montanhas muito elevadas. Essa água, que contém poucos sais, também é doce. 
Para cada 100 litros de água no planeta, cerca de 97 litros são de água salgada e 3 litros de água doce. Desses 3 litros, aproximadamente 2 litros estão congelados. Então, sobra apenas cerca de 1 litro de água doce no estado líquido para cada 100 litros de água disponíveis no planeta.

ÁGUA DOCE 


A água doce é encontrada principalmente em rios e lagos, mas também em reservatórios subterrâneos e geleiras. Ela contém poucos sais dissolvidos, em geral, menos de 0,5 grama por litro. A água doce é usada para o consumo humano, na agricultura e na criação de animais. 

ÁGUA SALGADA E ÁGUA SALOBRA 


A água salgada é encontrada nos oceanos e mares. Ela recebe esse nome porque tem alta concentração de sais, que varia de 30 a 35 gramas por litro de água. Os sais chegam aos oceanos levados pelos rios. Ao longo de seu percurso, os rios desgastam rochas, dissolvendo seus minerais, e arrastam sedimentos, lançando esse material nos oceanos. A água salgada é imprópria para o consumo humano e para a produção de alimentos, por exemplo.
As rochas do leito do rio são desgastadas pela ação das águas, as quais dissolvem os sais minerais, que são levados ao mar. Rio desaguando no mar de Barents, na Noruega. Foto de 2015.

Em regiões de estuários e manguezais, a correnteza dos rios e o movimento das marés promovem a mistura da água doce com a água salgada. Por isso, nesses locais, a água apresenta quantidades variáveis de sais minerais e é chamada de água salobra. O sabor e o cheiro da água salobra dependem dos sais minerais e dos sedimentos que ela contém. Em geral, a água salobra não é própria para o consumo humano.

ÁGUA NA ATMOSFERA 


O atmosférico contém água em estado gasoso. Nesse estado físico, a água não é visível. É um erro comum pensar que a névoa, a neblina, a cerração ou as nuvens sejam formadas por vapor. Na verdade, elas são constituídas de gotas de água líquida de tamanho muito pequeno. Quando essas gotículas se juntam, formando gotas maiores e mais pesadas, elas caem em forma de chuva. 

CORPOS DE ÁGUA 


Um corpo de água ou corpo hídrico é qualquer grande acú mulo de água doce, salobra ou salgada. Os corpos de água, em seu conjunto, constituem um dos principais e mais importantes recursos naturais. 

Oceanos 


Os oceanos, constituídos totalmente de água salgada, são os maiores corpos de água. Embora formem uma superfície contínua, eles estão divididos em quatro grandes oceanos: Ártico, Atlântico, Índico e Pacífico.

Lagos 


Os lagos são corpos de água isolados no interior dos continentes, sem comunicação com os oceanos. Eles podem ser de água doce ou salgada e podem receber água dos rios, das chuvas, do derretimento de geleiras ou ter nascentes internas. Um lago também pode se formar do represamento de um rio, como o lago de Itaipu, no Paraná. 

Vista parcial do lago Titicaca, entre a Bolívia e o Peru. É o lago mais alto do mundo, situado a 3 821 metros de altitude. Foto de 2016.

Rios 


Os rios podem se originar de nascentes, lo cais onde a água subterrânea aflora na superfície, ou se formar pelo derretimento de geleiras. Eles podem desaguar no oceano, em lagos ou em outros rios. 
O Amazonas, no Brasil, é o rio de maior vo lume no mundo, concentrando um quinto de toda a água doce líquida do planeta. Ele despe ja no oceano Atlântico mais de 200 milhões de litros de água por segundo. 
Encontro dos rios Negro e Solimões, que formam o rio Amazonas, em Manaus (AM). Foto de 2018.

Geleiras 


Grande parte da água doce do planeta está armazenada nas geleiras, extensas massas de água congelada encontradas em diversos locais do planeta, em especial nas regiões dos polos. As geleiras são formadas pelo acúmulo de neve que precipita e não derrete graças às baixas temperaturas onde elas se localizam.
Perito Moreno, geleira localizada na Patagônia, Argentina. Foto de 2017.

Águas subterrâneas 


As águas superficiais, como as dos rios e da chuva, infiltram-se no solo. Mas, em determinados locais da crosta terrestre, as rochas im pedem que a água continue se infiltrando. Essa água, que fica acumulada no subsolo e forma reservatórios subterrâneos, é chamada de água subterrânea. 
As rochas que provocam o armazenamento subterrâneo de água formam os aquíferos. No Brasil, existem dois sistemas aquíferos muito importantes: o Sistema Aquífero Grande Amazônia e o Sistema Aquífero Guarani. 
Os aquíferos são importantes reservas de água para consumo dos seres vivos, pois as águas podem aflorar à superfície dando origem a rios e lagos. Por isso, é muito importante evitar a contaminação dessas reservas por poluentes gerados por atividades humanas.

Mananciais 


Os mananciais (do latim manans = o que brota ou emana) são as fontes de onde vem a água usada para consumo humano e para as atividades econômicas. 
Rios, lagos, lençóis subterrâneos e até represas podem ser considerados mananciais. Eles são abastecidos pela água das chuvas, que penetra no solo e corre por entre as rochas até atingir um aquífero. 
A água também pode vir de geleiras que derretem e terminam por penetrar no solo da mesma forma. O contato com as rochas do solo dissolve minerais, e isso dá às águas de diferentes regiões propriedades de sabor, composição química e odor diversos. 
O desmatamento para ocupação urbana desordenada e expansão da agropecuária, com uso intensivo de agrotóxicos, o lançamento de esgotos industriais e domésticos e o despejo de lixo contaminam a água, comprometendo o equilíbrio ecológico em áreas de mananciais e colocam em risco o abastecimento de água para populações humanas.

Rio que abastece manancial em Cavalcante (GO). Foto de 2015.

ÁGUA POTÁVEL 


A água potável é própria para beber. Para ser considerada potável, a água precisa estar livre de substâncias tóxicas e apresentar quantidades de partículas e organismos consideradas seguras para seu consumo, para o preparo de alimentos, entre outros. 
Um relatório publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2019 mostra que cerca de 2,2 bilhões de pessoas em todo o mundo ainda não têm água potável para usar no dia a dia. A falta de tratamento da água e a poluição industrial e agrícola, além da ausência de saneamento básico em muitas regiões do mundo, uma em cada três, tornam a água imprópria para o consumo humano. 
Algumas populações são obrigadas a consumir água contaminada e acabam contraindo doenças. No Brasil, exis tem cerca de 35 milhões de pessoas sem acesso a água potável.

Água e vida


Nos seres vivos, a água é o componente que existe em maior quantidade. Nos seres humanos, por exemplo, ela corresponde, em média, a cerca de 70% da massa de uma pessoa adulta. Isso significa que, em um indivíduo de 70 quilogramas, quase 50 quilogramas são água. Uma parte da água do corpo humano provém dos alimentos, como frutas, verduras e outros vegetais.
No interior dos seres vivos, ocorrem diversas transformações conhecidas como reações químicas. Dizemos que ocorre uma transformação ou reação química quando uma substância se transforma em outra. Quando um pedaço de papel ou a parafina de uma vela queimam, por exemplo, esses materiais se transformam em novas substâncias, como o gás carbônico e o vapor de água. Em um organismo vivo, a maioria das transformações químicas só acontece quando as substâncias estão dissolvidas em água – e, sem essas transforma ções químicas, não há vida.
A água também transporta substâncias pelo interior do corpo dos seres vivos. No corpo humano, por exemplo, o sangue transporta várias substâncias dissolvidas na água. E muitas substâncias – em excesso ou prejudiciais ao organismo – são eliminadas na urina, também dissolvidas em água.
Em alguns animais, incluindo o ser humano, a água ajuda a regular a temperatura do corpo pela evaporação do suor. Quando o suor sobre a pele evapora, perdemos calor, o que evita que a temperatura do corpo aumente muito. 
É fundamental beber uma quantidade adequada de água para repor a que foi eliminada na urina e perdida na transpiração. Quanto maior é a temperatura e quanto mais seco está o ambiente, maior é a perda de água pela transpiração.

A água doce no Brasil 


As principais fontes de água doce para consumo humano são os rios, os lagos e os lençóis de água (ou freáticos). No Brasil, existem regiões com muitos rios, como a região Norte, mas isso não acontece em outras partes do país ou em outros países. 
O Brasil tem em torno de 12% do total de água doce superficial (a água de rios e lagos) do planeta. Além disso, possui uma das maiores reservas de água doce subterrânea do mundo, o aquífero Guarani, que está localizado a uma profundidade entre 50 m e 1 500 m. 
Assim como acontece em outras regiões do planeta, no Brasil a distribuição de água doce não é uniforme. Enquanto há muita água em lugares com poucos habitantes, existem áreas populosas que ficam distantes de rios e lagos.

Mudanças de estado físico 


Você já reparou que, em um dia quente, um sorvete começa a derreter logo depois de ser retirado do congelador? Isso ocorre porque a água que o compõe passa do estado sólido (gelo) para o estado líquido. 
Essa mudança do estado sólido para o estado líquido é conhecida como fusão. Os processos de mudança de estado não ocorrem apenas com a água, mas com qualquer substância. 
Então, o que você faz quando precisa que uma porção de água passe do estado líquido para o sólido? Quando precisamos de gelo, por exemplo, basta colocar água no congelador e, depois de um tempo, ela estará no estado sólido.  Essa mudança de estado é chamada solidificação
Com o aquecimento, a água da panela transforma-se em vapor e mistura-se à atmosfera, passando para o estado gasoso. A passagem da água ou de qualquer outra substância do estado líquido para o estado gasoso é chamada vaporização
A vaporização pode acontecer de formas diferentes. Quando a água é aquecida, ela pode chegar a um ponto em que ferve, e uma parte dela rapidamente passa para o estado gasoso, em um processo chamado ebulição. A fervura se caracteriza pela formação de bolhas na água.
 
Panela com água fervendo. As bolhas indicam que a água está em ebulição.

A vaporização também pode acontecer mais lentamente. Quando a roupa seca no varal, por exemplo, a água passa do estado líquido para o gasoso sem que haja fervura. É o processo de evaporação. A evaporação é uma forma lenta de vaporização.
Condensação, ou liquefação, é a passagem da água ou de qualquer outra substância do estado gasoso (ou de vapor) para o estado líquido. 
Você também pode observar a condensação se soltar o ar pela boca sobre um vidro ou espelho. O vidro vai ficar embaçado: são gotículas de água formadas por condensação. O vapor de água que sai misturado ao ar que você expira se condensa ao entrar em contato com o vidro, que está em temperatura mais baixa. Mas é só esperar um pouco para que essa água sobre o vidro embaçado evapore.
É a condensação também que produz a nuvem que sai de uma panela ou de uma chaleira com água fervendo. Essa nuvem é formada pela condensação do vapor de água que sai da panela, ou chaleira, e entra em contato com o ar, mais frio. Você já observou que certos produtos para perfumar o ambiente, instala dos nos banheiros, por exemplo, vão diminuindo de tamanho com o tempo? Isso acontece porque eles passam diretamente do estado sólido para o es tado gasoso. Essa passagem do estado sólido para o gasoso, e vice-versa, é chamada sublimação.
A sublimação também ocorre nos países mais frios, onde neva. Nesses países, parte da neve sublima, ou seja, passa diretamente para o estado gasoso, sem a transição para o estado líquido. 

O ciclo da água


A água da hidrosfera existe na Terra há muito tempo. Ela passa constantemente por várias mudanças de estado físico: condensação, evaporação e solidificação. Esse movimento constante da água no planeta é chamado ciclo da água
Ao evaporar dos oceanos, rios e lagos, por exemplo, a água sobe para a atmosfera, onde se condensa e forma nuvens. Ao precipitar como chuva ou neve, ela penetra no solo e reabastece os corpos de água. 
A água circula na natureza e muda de estado físico. Ela passa pelos rios, pelos mares, pelo solo, pela atmosfera e pelo corpo dos seres vivos: é o ciclo da água, também chamado de ciclo hidrológico
Aos poucos, a água de oceanos, rios, lagos, pântanos e solos evapora e passa para a atmosfera. A água que as plantas retiram do solo também passa por mudanças de estado: pelo processo da transpiração, ela sai pelas folhas da planta na forma de vapor e passa para a atmosfera. 
O processo pelo qual a água da superfície terrestre evapora, juntamente com a passagem da água ao estado de vapor pela transpiração, principalmente das plantas, é chamado evapotranspiração
Os animais também lançam água no ambiente: pela respiração (há vapor de água no ar expirado), pela transpiração (suor), pela urina e pelas fezes. 
Quando o vapor de água se condensa na atmosfera, pode formar as nuvens ou a neblina, que são compostas de gotas de água tão pequenas que as correntes de ar são suficientes para mantê-las flutuando.  As nuvens também podem conter cristais de gelo. A chuva pode ocorrer quando muitas dessas gotículas se agrupam e formam gotas maiores, que são mais pesadas e, por isso, caem. 
Parte da água da chuva cai nos rios, nos lagos e nos oceanos. Os rios levam a água para os oceanos. Outra parte se infiltra no solo e pode ser absorvida pelas plantas ou chegar a uma camada mais profunda de rochas, que não deixa a água passar, formando os lençóis freáticos. Essa água subterrânea, por sua vez, percorre a camada abaixo do solo, chamada subsolo, e pode atingir rios, lagos e mares. Ela também pode aflorar naturalmente em alguns pontos da superfície do solo e formar as fontes ou nascentes de água; ou pode ser retirada dos poços escavados pelo ser humano.
Vista aérea do leito do rio São Francisco no Parque Nacional da Serra da Canastra, em São Roque de Minas (MG), 2021. Observe a neblina formada sobre a mata associada ao rio. Ela é formada por gotas muito pequenas de água em estado líquido. (Imagem obtida por drone.)

Nascente histórica do rio São Francisco no Parque Nacional da Serra da Canastra, São Roque de Minas (MG), 2021.

Como economizar água?


Se, por um lado, a quantidade de água doce disponível no mundo é pequena e sua distribuição é desigual, por outro, não é possível vi ver sem esse recurso. Como vimos, a água é usada para beber, cozinhar, para a higiene pessoal e para a limpeza. Além disso, tudo que é produzido no campo e nas indústrias depende do uso de água. 
No Brasil, a água também é usada na obtenção de energia elétrica, em usinas conhecidas como hidrelétricas. Isso significa que, quando falta água, pode faltar também a eletricidade necessária para iluminar residências, escritórios e hospitais, para refrigerar e conservar alimentos, para ligar aparelhos elétricos, entre outros.
 Barragem da Usina Hidrelétrica de Furnas durante estiagem (período de seca). São José da Barra (MG), 2020.

A preservação dos rios, lagos e represas depende de medidas públicas, tomadas pelos governos, como a proteção de matas e florestas. Mas também existem ações individuais que cada um de nós pode tomar para evitar o desperdício de água. Veja a seguir algumas dessas medidas. 
- Reduzir o consumo de bens desnecessários. A produção de roupas, calça dos, eletrônicos e todos os demais bens consome muita água. 
- Evitar o desperdício de alimentos. Todo alimento produzido depende de água, solo, combustível e trabalho. Quando evitamos o desperdício, é possível economizar muitos recursos, incluindo a água.
- Consertar imediatamente os vazamentos de água. Uma torneira pingando pode desperdiçar mais de 40 litros de água por dia. 
- Não deixar a torneira aberta sem necessidade; por exemplo, enquanto escovamos os dentes ou ensaboamos a louça. 
- Ficar no banho somente o tempo necessário. Um banho de chuveiro de 15 minutos gasta quase 300 litros de água. Se diminuirmos o tempo de banho para 5 minutos, o consumo cai para 95 litros. Além disso, podemos fechar o registro do chuveiro enquanto nos ensaboamos. 
- Manter a válvula da descarga regulada. É mais adequa do que o vaso sanitário tenha uma caixa acoplada. Esse tipo de caixa libera cerca de 6 litros de água a cada descarga, enquanto a válvula pode gastar 20 litros por vez. 
- Utilizar vassoura e balde com água em vez de mangueira na limpeza de calçadas e lavagem de carros. 
- Regar os jardins e as plantas nos horários mais frescos do dia, pela manhã ou à noite, o que reduz a perda de água do solo por evaporação. 

 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Neurotransmissores

As células nervosas 


O sistema nervoso humano é formado por células especializadas, os neurônios e os gliócitos. Os gliócitos, também denominados células gliais, sustentam, protegem e nutrem os neurônios. Os neurônios são as unidades estruturais e funcionais do sistema nervoso, pois é por meio deles que os estímulos são percebidos e conduzidos para as diferentes partes desse sistema. Os neurônios são formados por corpo celular, dendritos e axônio. 
• O corpo celular contém o núcleo e a maior parte do citoplasma da célula.  
• O axônio é um prolongamento que transmite o estímulo proveniente do corpo celular para outros neurônios. Envolvendo o axônio de alguns neurônios, há células que formam uma camada gordurosa, conhecida como estrato mielínico, que facilita a transmissão do estímulo.

Neurônios humanos, evidenciando o corpo celular e os prolongamentos. (Imagem obtida com microscópio eletrônico, colorizada artificialmente e ampliada cerca de 870 vezes.)

Representação esquemática de um neurônio, mostrando suas partes.

A transmissão das informações no sistema nervoso 


Os neurônios são células especializadas na recepção e na transmissão de estímulos. Essa transmissão de informação é feita por meio de impulsos nervosos, cuja propagação sempre ocorre em um mesmo sentido nos neurônios: dos dendritos para o corpo celular e deste para o axônio. 
A transmissão do impulso nervoso entre neurônios se dá sem que haja contato físico entre eles. Entre o axônio de um neurônio e a célula vizinha existe um espaço microscópico chamado sinapse. É por ele que se dá a transmissão do impulso nervoso. 
Quando o impulso nervoso chega à extremidade do axônio, em geral, são liberados neurotransmissores nas sinapses. 
Os neurotransmissores são capazes de agir sobre os dendritos do neurônio seguinte e desencadear um novo impulso nervoso. Também existem sinapses entre neurônios e células de músculos e glândulas. 
Cada neurônio do cérebro humano está ligado por meio de sinapses a cerca de outros 10 mil neurônios, ou seja, cada neurônio é capaz de receber cerca de 10 mil mensagens ao mesmo tempo.
É difícil imaginar que as funções do nosso corpo, assim como reações, emoções, manifestações de humor e pensamentos, são coordenados por neurotransmissores, substâncias que transmitem o impulso nervoso de um neurônio a outro. 

Existem muitos tipos de neurotransmissores e cada um deles está envolvido em ações diferentes do sistema nervoso. 

Observe alguns exemplos no a seguir.

Acetilcolina

Neurotransmissor envolvido no comando das contrações musculares pelo sistema nervoso, na memorização de informações e no aprendizado.

Dopamina 

Causa a dilatação dos vasos sanguíneos. Sua liberação também está relacionada com o humor, o sono, as sensações de prazer e a aprendizagem.

Endorfinas

São um grupo de neurotransmissores que inibem a sensação de dor e intensificam a sensação de bem estar e felicidade. As atividades físicas desencadeiam a liberação desses neurotransmissores.

Serotonina

Importante no controle dos ciclos de sono e vigília (período em que estamos acordados), no apetite e na sensação de bem-estar.

Glutamato

É um neurotransmissor cuja liberação está envolvida nos processos de memória e aprendizagem.

Os neurotransmissores estão envolvidos nas diferentes ações do sistema nervoso. A liberação de um tipo de neurotransmissor depende do tipo de estímulo, do órgão do sistema nervoso, entre outros fatores. Por exemplo, a luminosidade é o principal estímulo relacionado à liberação de serotonina e outras substâncias envolvidas no sono e no despertar. 
Até os sentimentos que temos pelas outras pessoas são comandados pelos impulsos nervosos e neurotransmissores. Alterações nos níveis de neurotransmissores liberados podem desencadear problemas de saúde, como crises de ansiedade e pânico, depressão, entre outros. 
Esses problemas geralmente são causados por um conjunto de fatores, entre eles hábitos de vida, acontecimentos cotidianos e problemas genéticos. O importante é que seja realizada uma avaliação médica para chegar ao diagnóstico correto e sejam indicados tratamentos específicos para cada pessoa.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Os tecidos do corpo humano

Como surgem os tecidos do corpo humano 


Todas as células que formam nosso corpo derivam de uma única célula inicial: o zigoto. Ele é formado pela união de duas outras células: o gameta feminino e o masculino. O zigoto contém, portanto, metade do material genético nuclear da mãe e metade do pai. 
Ao longo do desenvolvimento embrionário, o zigoto se divide várias vezes. Inicialmente, divide-se em duas células iguais entre si. Cada uma das novas células se divide originando um total de quatro células. E, novamente, cada uma dessas células se divide originando oito células. As divisões celulares se sucedem, formando um organismo com muitas cé lulas, todas derivadas indiretamente do zigoto. Elas possuem, portanto, o mesmo material genético do zigoto.
A esse tipo de divisão celular, na qual uma célula dá origem a duas cé lulas iguais entre si e à célula-mãe, damos o nome de mitose . Assim, ao longo do desenvolvimento embrionário, nosso corpo realizou várias mitoses gerando todas as nossas células. 
A mitose não está restrita ao desenvolvimento embrionário. Ela ocorre na renovação de células que morrem naturalmente em nosso corpo e também nos processos de reparo, quando há alguma lesão. 
Se todas as células de nosso corpo surgem por mitose e se na mitose as células-filha são idênticas às células-mãe, como pode ter surgido a enorme diversidade de formas e de funções celulares que há no nosso corpo? 
Essa explicação é complexa, mas, resumidamente, o que ocorre é que, a partir de determinado momento do desenvolvimento embrionário, as células-filha iniciam o processo de diferenciação celular. Começam a apresentar formas e funções distintas, organizando-se em tecidos, que se organizam em órgãos e estes em sistemas.

 Os tipos de tecidos do corpo humano 


Nos animais, como o ser humano, as células com características e funções semelhantes formam conjuntos organizados com funções definidas, os tecidos. De acordo com as características e funções, os tecidos do corpo humano podem ser agrupados em quatro categorias: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso.
 

Tecidos epiteliais 


Os tecidos epiteliais, ou simplesmente epitélios, são formados por células que ficam firmemente aderidas umas às outras e com pouca ou nenhuma substância extracelular, ou seja, substância que fica entre as células. Os epitélios podem ser classificados de acordo com a função principal que executam:

• Epitélios de revestimento: revestem a superfície externa do corpo, caso da epiderme, e as superfícies internas de órgãos, como boca, nariz, esôfago, estômago, intestinos, faringe, entre outras. 
• Epitélios glandulares: células especializadas na produção de substâncias que são liberadas para fora das células (secreção); formam as glândulas, como as sebáceas e as sudoríparas da pele.

Epitélios de revestimento 


• Epitélio simples pavimentoso: formado por apenas uma camada de células de formato achatado, que se assemelha aos ladrilhos de um piso ou pavimento. Reveste a superfície interna de vasos sanguíneos e os alvéolos pulmonares; permite passagem seletiva de substâncias, como gases, nutrientes e água.
• Epitélio pseudo estratificado ciliado: formado por uma só camada de células ciliadas dispostas de modo que dão a falsa impressão de formar várias camadas de células (por isso o termo pseudo, que significa “falso”). Reveste a traqueia e os brônquios e apresenta células ciliadas e algumas glândulas unicelulares, secretoras de muco. O muco protege a superfície do epitélio e retém bactérias e partículas que possam entrar no sistema respiratório juntamente com o ar inspirado. Os cílios batem, enviando as bactérias e as partículas retidas pelo muco para fora do corpo.
• Epitélio estratificado pavimentoso: formado por várias camadas de células, sendo as últimas de formato achatado. Forma a epiderme, reveste a boca e o esôfago. Desempenha funções de proteção mecânica, contra infecções e contra a perda de água.
Epitélio simples cilíndrico: formado por uma camada de células de formato retangular. A superfície livre das células possui microvilosidades, projeções em forma de dedo com função de aumento da superfície de absorção. Algumas das células são secretoras de muco. Reveste os intestinos. Executa funções de absorção, secreção e proteção.

As células dos epitélios são constantemente renovadas, como vimos no caso da epiderme. A renovação das células da epiderme é feita em cerca de trinta dias. O epitélio que reveste o intestino é renovado em tempo muito menor: em cerca de seis dias. Essa renovação se deve à presença de células-tronco adultas na camada basal desses tecidos.
Nos epitélios de revestimento, as células entram em contato com diferentes tipos de substâncias e protegem os órgãos onde se encontram. Certas substâncias, no entanto, podem ser prejudiciais e afetar a estrutura e a função dos epitélios. É o que acontece, por exemplo, com as substâncias tóxicas contidas no cigarro e com a alta temperatura da fumaça que é aspirada ao fumar. Esses fatores afetam as células do epitélio de revestimento de todo o sistema respiratório.

Epitélios glandulares 


Os epitélios glandulares, que produzem secreções, formam órgãos chamados glândulas. Há três tipos de glândulas, classificadas conforme o destino de suas secreções:
• Exócrinas: o produto da secreção chega à superfície pelos ductos. Exemplo: glândulas sudoríparas e sebáceas da pele. 
• Endócrinas: o produto da secreção é chamado hormônio e é lançado diretamente no meio extracelular, passando para o sangue. Os hormônios são substâncias produzidas em uma glândula e atuam sobre outras glândulas ou outros tecidos. As glândulas endócrinas não têm ductos secretores. Exemplo: glândula tireoide. 
• Mistas: formadas tanto por glândulas exócrinas quanto endócrinas. Na espécie humana, o exemplo é o pâncreas. A parte exócrina produz enzimas digestivas que são lançadas no intestino e a parte endócrina produz os hormônios insulina e glucagon, lançados no sangue. Esses hormônios participam do controle do açúcar no sangue: a insulina reduz e o glucagon aumenta.

Tecidos conjuntivos


Os tecidos conjuntivos são caracterizados por apresentarem diversos tipos de células imersas em grande quantidade de matriz extracelular, que é sintetizada pelas próprias células do tecido. A figura a seguir mostra alguns dos tipos de tecido conjuntivo presentes no corpo humano.

• Tecido adiposo: as células adiposas são arredondadas e especializadas no armazenamento de gordura. Entre as células, a quantidade de material extracelular é menor em relação aos demais tipos de tecido conjuntivo. Ocorre principalmente abaixo da derme na pele, formando a tela subcutânea que atua como reserva de energia e como barreira contra a diminuição da temperatura do corpo.
• Tecido conjuntivo denso: é bem resistente à tração graças à grande quantidade de fibras proteicas dispostas em várias direções; além das fibras, a matriz extracelular é viscosa, o que representa uma barreira contra a penetração de partículas estranhas ao tecido. É encontrado em grande parte da derme que compõe a pele.
• Tecido cartilaginoso (ou cartilagem): suas células produzem muita substância extracelular, o que dá ao tecido consistência firme, mas não rígida. Está presente, por exemplo, na orelha externa, no nariz, na traqueia e revestindo as extremidades de ossos longos nos locais de articulação.
• Tecido ósseo: apresenta matriz extracelular rica em sais de cálcio, o que lhe confere consistência rígida. É o principal tecido presente nos ossos, órgãos que formam o sistema esquelético. 

Tecido ósseo 


Os ossos são duros e resistentes, por isso são capazes de sustentar o corpo, proteger alguns órgãos e suportar a força imposta pelos músculos para efetuar os movimentos. São órgãos formados por vários tipos de tecido, principalmente pelo tecido conjuntivo ósseo, que se integra a vasos e nervos em seu interior e pode, inclusive, reservar gordura. 
Esse tecido apresenta grande rigidez e resistência, pois a substância intercelular (matriz óssea) é impregnada de sais de cálcio, que cristalizam tornando-a dura. 
As células adultas que compõem o tecido ósseo apresenta a forma estrelada e se chamam osteócitos. Há também células jovens, os osteoblastos, que depositam a matriz óssea, e as células que a reabsorvem, os osteoclastos. Essas ações conjuntas são fundamentais na regeneração e no crescimento dos ossos. 
Enquanto os osteoblastos adicionam a nova matriz, os osteoclastos a retiram. Assim, o osso cresce ou se regenera com forma, largura e comprimento adequados, sem deformações.

Tecidos musculares


Os tecidos musculares são formados por células alongadas, chamadas fibras musculares. Esses tecidos formam os músculos, relacionados aos movimentos do corpo.
As fibras musculares contêm em seu interior filamentos proteicos que participam da contração e distensão da célula. Dependendo de como esses filamentos se organizam, há a formação de faixas transversais mais escuras intercaladas com faixas mais claras. As fibras que apresentam essas faixas são chamadas fibras estriadas. 
As que não possuem  são chamadas fibras não estriadas, ou lisas. Em função do tipo de fibra muscular e de como essas fibras atuam, podemos identificar três tipos de tecido muscular: estriado esquelético, estriado cardíaco e não estriado (ou liso).

• Não estriado (liso): é formado por fibras com apenas um núcleo e sem estrias transversais. Contrai-se lentamente e não é comandado por nossa vontade. Ocorre, por exemplo, nos órgãos que formam o sistema digestório, caso do esôfago, do estômago e dos intestinos.
Também é o tipo de tecido muscular presente nas artérias, vasos que fazem parte do sistema cardiovascular.
• Estriado cardíaco: suas fibras são estriadas e ramificadas, com um ou dois núcleos. A contração independe de nossa vontade. Constitui o músculo do coração (miocárdio).
• Estriado esquelético: é formado por fibras geralmente mais longas do que as dos demais tecidos musculares; cada fibra possui vários núcleos e estrias transversais. As fibras contraem-se rapidamente e são comandadas por nossa vontade, o que caracteriza os movimentos voluntários. Forma os músculos do sistema muscular esquelético, responsáveis pela locomoção e por outros movimentos voluntários do corpo.

Tecido nervoso


O tecido nervoso é o principal tecido dos órgãos e estruturas que formam o sistema nervoso. Esse sistema é composto de encéfalo, medula espinal, nervos e gânglios.
Esse tecido é formado por dois tipos de células, sendo a matéria extracelular praticamente inexistente. Essas células são os neurônios e os gliócitos.

Neurônios


Os neurônios são em geral células grandes. O corpo celular chega a medir 150 mm de diâmetro e o axônio a até mais de 1 metro de comprimento. Os neurônios têm a propriedade de receber e transmitir estímulos nervosos, permitindo ao organismo responder a alterações do meio.
São muitos os tipos morfológicos de neurônios, mas quase todos apresentam basicamente três regiões:

• Corpo celular: centro do alto metabolismo do neurônio. O corpo celular pode receber estímulos de outros neurônios;
• Dendritos: numerosos prolongamentos da célula que diminuem de diâmetro à medida que se ramificam. Têm a função de receber estímulos do meio e de outros neurônios. Os dendritos aumentam consideravelmente a superfície dos neurônios, o que lhes permite captar grande variedade de estímulos;
• Axônio: prolongamento único, ramificado, com diâmetro constante ao longo do comprimento;  é uma estrutura especializada na transmissão do impulso nervoso a outro neurônio ou a outros tipos celulares, como as células glandulares e musculares.
Os neurônios recebem as informações pelos dendritos ou pelo corpo celular e as transmitem pelo axônio. Os neurônios adultos não se dividem, mas podem ser repostos por células- tronco adultas presentes nesses tecidos. Novos neurônios podem ser formados e há fatores ambientais, comportamentais e fisiológicos que estimulam esse processo. Alguns deles são: exercícios físicos, exposição a novos ambientes e atividades que envolvem aprendizado e memória.
Existem condições que podem inibir a formação de neurônios, como estresse, processos inflamatórios, distúrbios do sono, consumo de drogas ou álcool e envelhecimento.
Além disso, no encéfalo adulto, caso ocorra uma lesão causada por traumas ou acidentes vasculares, os neurônios que restaram podem estabelecer novas conexões e circuitos entre os neurônios remanescentes, reparando os danos, quando possível.
Outro mecanismo existente nos neurônios é o processo de regeneração de axônios, desde que o corpo celular não tenha sido danificado. 

Gliócitos 


Os gliócitos, ou células da glia, são mais numerosos que os neurônios, porém menores. Existem vários tipos dessas células e eles se relacionam com as funções de sustentação e nutrição dos neurônios. Um dos tipos de gliócito é o astrócito, uma célula que apresenta muitos prolongamentos. O astrócito fornece nutrientes aos neurônios, pois parte dos seus prolongamentos comunicam-se com vasos sanguíneos e parte com os neurônios.

Sistema muscular

Os ossos são muito importantes para a realização dos nossos movimentos, mas o esqueleto não se move sozinho: ele necessita da ação coordenada dos músculos para que o corpo se mova.
O sistema muscular do corpo humano tem mais de 650 músculos que ajudam na locomoção, na manutenção postural do corpo e dos órgãos internos, em pequenos movimentos, e que também são responsáveis pelas expressões faciais.
Nas expressões faciais, os músculos nos possibilitam sorrir ou manifestar outros sentimentos e estados emocionais, como quando franzimos a testa e comprimimos pálpebras e lábios, por estarmos zangados, por exemplo. Vários músculos se movimentam quando expressamos sentimentos: ao sorrir, usamos 17 músculos; já ao franzir a testa, são 43.
Os músculos são órgãos formados por um grande número de células alongadas, as fibras musculares, que têm no citoplasma uma enorme quantidade de miofibrilas, proteínas contráteis que são filamentos microscópicos que conferem ao tecido muscular a capacidade de se contrair e se relaxar ou encurtar-se e alongar-se. 
Como você pode observar no esquema abaixo, os músculos não são todos iguais. Eles se diferenciam pela forma e pelo tamanho, pois há músculos grandes, como os das panturrilhas, chamados de gastrocnêmio, e outros pequenos e até minúsculos, como os músculos eretores dos pelos da pele humana.

Tipos de músculo


Além do movimento do corpo, os tecidos musculares são responsáveis pelas contrações do coração, pela manutenção do equilíbrio e da postura corporal, pelo movimento dos alimentos ao longo do sistema digestório, pelos movimentos respiratórios e dos olhos, etc. 
Os miócitos (células do tecido muscular), também chamados de fibras musculares, se alongam e se encurtam quando ocorre algum movimento. Há três tipos de tecido muscular, cada um deles com características específicas, principalmente em relação ao tipo de contração que suas células realizam: os músculos estriados esquelético e cardíaco e o músculo não estriado.
Podemos classificar os músculos do corpo em três grupos principais: músculos estriados esqueléticos, estriado cardíaco e não estriados ou lisos.
Os músculos estriados esqueléticos têm células com estrias ou divisões transversais. As contrações dessa classe de músculo são rápidas e voluntárias, ou seja, podemos controlá-las. De modo geral, está associado a um osso. Esse tipo de músculo é responsável pelos movimentos mais perceptíveis do nosso corpo, como aqueles realizados ao andar, sorrir, correr, pular, escrever, etc. 
Esses músculos são, também, denomina dos esqueléticos, porque estão presos pelos tendões aos ossos. Eles são os principais responsáveis por nossa locomoção. Exemplos: músculos dos braços 
O músculo estriado cardíaco, também chamado de miocárdio, é encontrado apenas no coração. Apesar de ser estriado, suas contrações são involuntárias, ritmadas e vigorosas. Apresenta contração rápida, ritmada e involuntária, ou seja, sua atividade não depende de uma intenção consciente para acontecer. São as contrações desse músculo que garantem a circulação do sangue no corpo, pois impulsionam o sangue do coração para os pulmões e para o restante do organismo.
Os músculos não estriado (antes chamado de liso) são constituídos de células sem estrias transversais e têm contrações lentas e involuntárias, isto é, que não dependem da nossa vontade. Não as controlamos. A musculatura lisa é encontrada na maioria dos nossos órgãos internos, por exemplo, o estômago, o intestino e a bexiga. Tem movimento involuntário, ou seja, que não pode ser controlado e não depende da nossa vontade. 
Representação esquemática do músculo estriado esquelético
do braço e, no detalhe, miócitos (fibras musculares) que o formam.

Representação esquemática da musculatura estriada cardíaca do coração (miocárdio).

Representação esquemática da musculatura não estriada do estômago.

Músculo estriado esquelético e a movimentação do corpo 


O corpo humano apresenta mais de 500 músculos estriados esqueléticos, que correspondem a aproximadamente 40% do peso de uma pessoa. Como esses músculos se encontram, em sua maioria, ligados aos ossos, recebem o nome de músculos esqueléticos. 
Mas nem todos os músculos esqueléticos es tão ligados a ossos. Alguns deles estão presos à pele, como os do rosto, e permitem as expressões faciais. A língua também é um músculo capaz de grande amplitude de movimentos, indispensáveis para a alimentação e para a fala.
Nos músculos que se ligam aos ossos, as estruturas que fazem a ligação da extremidade do músculo com o osso são os tendões, filamentos fibrosos muito resistentes formados por tecido conjuntivo. Movimentos repetitivos podem causar uma inflamação do tendão, chamada de tendinite
Na execução de movimentos, os músculos se encurtam e se alongam. Quando os miócitos se contraem, o músculo encurta e puxa os tendões, que por sua vez puxam os ossos aos quais estão presos. Geralmente, os músculos esqueléticos trabalham aos pares — enquanto um deles se contrai, o outro relaxa. Esse processo em que os músculos atuam de modo oposto é chamado de antagonismo muscular

Analise a imagem a seguir: quando o antebraço é flexionado, ocorre a contração do músculo bíceps braquial e o relaxamento do músculo tríceps braquial. Em contrapartida, se o tríceps é contraído, o bíceps relaxa e o antebraço se abaixa.
Representação esquemática do antagonismo muscular entre o
bíceps e o tríceps do braço na flexão e extensão do antebraço. Quando o bíceps se contrai, ele puxa o tendão ligado ao rádio, um dos ossos do antebraço. O movimento acontece na articulação do cotovelo.

Propriedades dos músculos 


Os músculos têm duas propriedades que os caracterizam: contratilidade e elasticidade. Contratilidade é a propriedade que permite ao músculo se contrair gerando movimento. Quando um músculo se contrai, torna-se mais curto; ao relaxar, alonga-se novamente. 
A propriedade de o músculo se distender e voltar ao tamanho anterior depois de cessar a pressão que o fez se contrair é a elasticidade
A locomoção depende do sistema ósseo, da contração muscular, de estímulos provindos do sistema nervoso e de energia para que o corpo execute os movimentos. 
Enquanto um músculo se contrai, o outro relaxa, e vice-versa. Como os músculos só podem puxar, para que ocorram os movimentos musculares, é necessário um par de músculos trabalhando sempre em conjunto: enquanto um deles puxa em um sentido, o outro faz a mesma coisa, mas em sentido contrário.

Movimentos e coordenação do sistema nervoso


O movimento acontece porque existe a coordenação entre o sistema muscular e o sistema nervoso. 
Como sabemos, a contração dos músculos estriados esqueléticos é voluntária, ou seja, depende em grande parte da nossa vontade. Sendo assim, nós podemos desencadear o início de um movimento quando desejamos ou necessitamos.
A contração dos músculos ocorre como resposta a estímulos do sistema nervoso. 
As células do sistema nervoso que enviam estímulos aos músculos são os neurônios motores, que controlam a contração muscular. 
No caso das pessoas com paralisias musculares, a conexão entre os neurônios motores e os músculos não se estabelece e, por isso, não conseguem movimentar pernas e braços, por exemplo.

As doenças e os músculos 


Há muitas doenças que podem afetar os músculos e prejudicar seu funcionamento. Aqui, veremos duas delas: poliomielite e tétano. A poliomielite ou paralisia infantil é uma doença causada por vírus, transmitida por contato direto (pessoa-pessoa), objetos ou pela água e por alimentos contaminados. 
O vírus ataca o sistema nervoso central, a medula espinhal, impedindo o contato dos nervos motores com os músculos. Logo, como não recebe os impulsos nervosos para se contrair ou relaxar, os músculos se atrofiam, principalmente nas extremidades do corpo, e perdem a capacidade de movimentação.
O tétano é outra doença grave, causada por bactérias que penetram no organismo pelos ferimentos, e também ataca o sistema nervoso central. A “toxina” produzida pelas bactérias afeta os nervos que controlam os movimentos musculares, provocando espasmos (contrações musculares demoradas) e, em alguns casos, pode causar até a morte. 
Tanto para a poliomielite quanto para o tétano, há vacinas preventivas capazes de evitar a ação dos microrganismos que provocam essas doenças.





Os sistemas do corpo humano

Os seres multicelulares se organizam em diferentes níveis, vamos investigar modelos para compreender a organização complexa dos principais sistemas do corpo humano. Os sistemas serão estudados e representados separadamente, mas não se esqueça de que eles trabalham em conjunto o tempo inteiro, mantendo o funcionamento do organismo. 
Todas as funções dos diferentes sistemas do corpo também estão integradas e o bom funcionamento de um depende do bom funcionamento do outro. 
Por exemplo, os nutrientes disponibilizados pelo sistema digestório são encaminhados para as demais partes do corpo pela circulação sanguínea, que também distribui o gás oxigênio capturado pelo sistema respiratório. 
Assim, a ação integrada dos sistemas garante o bom funcionamento de todo o corpo. Vamos agora fazer um resumo desses e de outros sistemas do corpo.

Sistema cardiovascular 


É formado pelo coração e pelos vasos sanguíneos. É por onde circula o sangue, que transporta pelo corpo nutrientes, gases, excretas, hormônios e outras substâncias.
O coração, os vasos sanguíneos e o sangue formam esse sistema. Através dos capilares, que são tubos microscópicos, ocorre a passagem de nutrientes, gases (gás oxigênio e gás carbônico) e outros compostos entre as células e o sangue. O gás oxigênio e os nutrientes passam do sangue para as células, enquanto o gás carbônico e outros compostos percorrem o sentido inverso.
O coração é um órgão dividido em quatro câmaras, sendo dois átrios e dois ventrículos. Esse órgão é constituído de tecido muscular que se contrai de forma rítmica, impulsionando o sangue dos átrios para os ventrículos e depois para todo o corpo por meio dos vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares).
Em seu trajeto, o sangue sai do coração, segue pelas artérias para todo o corpo e volta ao coração pelas veias: essa é a chamada circulação sistêmica. Nela, o sangue rico em gás oxigênio chega às células, enquanto o sangue pobre em gás oxigênio é levado ao coração. 
Do coração, o sangue pobre em gás oxigênio é levado por artérias pulmonares até os pulmões, onde se torna rico em gás oxigênio e retorna ao coração pelas veias pulmonares: é a chamada circulação pulmonar. Essas trocas gasosas são chamadas de hematose. 
O sangue é o tecido responsável por transportar materiais de uma região do corpo para a outra. Ele é composto do plasma, que é uma parte líquida com nutrientes, resíduos e várias substâncias dissolvidas em água, e dos chamados elementos figurados, que são componentes com diferentes funções. 


capilares

Os elementos mais numerosos do sangue são as hemácias, ou glóbulos vermelhos.
As hemácias transportam o gás oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo. Em seu interior há uma substância que transporta o gás oxigênio chamada hemoglobina. 
A hemoglobina também transporta uma pequena porção do gás carbônico, mas a maior parte desse gás é levada pelo plasma.
Problemas nesse transporte podem ter diferentes causas, ocasionando diversos efeitos. Na anemia, por exemplo, há menor número de hemácias ou menor quantidade de hemoglobina em cada glóbulo. Consequentemente, há diminuição na quantidade de oxigênio que vai para as células, o que pode causar cansaço e tontura, entre outros sintomas.
Os glóbulos brancos, também chamados de leucócitos, são responsáveis pela defesa do organismo, usando diferentes mecanismos para destruir microrganismos que invadem o corpo. Alguns leucócitos podem combater diretamente bactérias e outros organismos.
Outros leucócitos produzem os chamados anticorpos, que combatem microrganismos e substâncias estranhas que invadem o corpo.
Leucócito (em amarelo) combatendo bactérias (em azul). Imagem obtida ao microscópio eletrônico; aumento de cerca de 3 600 vezes; colorida artificialmente.

Você já deve ter caído e ralado os braços e as pernas. O sangue participa da cicatrização das feridas, regenerando os tecidos afetados; as plaquetas são os elementos que ajudam a interromper o sangramento.

Sistema respiratório 


É o sistema por meio do qual são realizadas as trocas gasosas entre o corpo e o ambiente externo. Por meio dele, conseguimos o gás oxigênio do ar atmosférico, usado na respiração celular, e eliminamos o excesso de gás carbônico do corpo para o ar atmosférico. É formado pelas vias aéreas e pelos pulmões.
As células do corpo humano, assim como as de muitos organismos, utilizam o gás oxigênio para obter energia por meio de um processo chamado respiração celular. Nos seres humanos e em outros animais, o sistema respiratório é responsável pela obtenção do gás oxigênio do ambiente que será usado nesse processo. Também é esse sistema que elimina do corpo o gás carbônico, produzido durante a obtenção de energia. 


O ar penetra no corpo pelo nariz (ou pela boca), chega à faringe e depois passa pela laringe. Na laringe se encontram as pregas vocais (também chamadas cordas vocais) que podem vibrar durante a saída do ar, produzindo os sons da voz.
Em seguida, o ar passa pela traqueia, pelos brônquios e pelos bronquíolos. Dos bronquíolos o ar é conduzido aos alvéolos pulmonares. O ar que chega aos alvéolos contém gás oxigênio, que acaba sendo absorvido pelo corpo e vai para o sangue. Ao mesmo tempo, o sangue em contato com os alvéolos contém gás carbônico, que é passado para eles e acaba sendo eliminado na saída do ar (expiração). Nos alvéolos ocorre, portanto, a troca do gás carbônico do sangue
pelo gás oxigênio do ambiente.
O ar entra nos pulmões e sai deles por causa da contração de músculos: o diafragma, um órgão muscular localizado abaixo dos pulmões; e os músculos intercostais, que ficam entre as costelas. Esse processo de entrada e saída do ar é chamado ventilação pulmonar.

Sistema linfático 


É formado pelos vasos linfáticos, pelos linfonodos (nódulos linfáticos) e pelos órgãos linfoides, como baço, timo e tonsilas. Participa dos mecanismos de defesa do corpo.
Os espaços existentes entre as células que compõem os tecidos do corpo humano são preenchidos com o fluido intercelular. Parte desse fluido é absorvida pelos capilares sanguíneos e passa a compor o sangue. Outra é absorvida pelo sistema linfático, formando a linfa. 
O sistema linfático drena o fluido intercelular dos tecidos, já que seu excesso pode prejudicar o funcionamento dos tecidos e órgãos. 
Além disso, esse sistema atua no transporte de determinadas vitaminas e lipídios do sistema digestório até o sangue e auxilia nas defesas do corpo humano contra agentes estranhos e células cancerosas, por exemplo.

Tonsilas: estruturas localizadas na região do pescoço e que atuam na defesa do nosso organismo contra determinadas substâncias estranhas e microrganismos. 
Linfonodos: estruturas distribuídas por todo o corpo ao longo dos vasos linfáticos e que atuam na filtragem da linfa e na defesa do organismo.
Timo: órgão localizado próximo aos pulmões e onde ocorre a maturação de determinadas células de defesa. 
Baço: responsável por produzir proteínas que atuam na defesa do organismo. Além disso, atua na eliminação de partículas estranhas e microrganismos. O baço tem íntima relação com o sistema cardiovascular, pois atua na produção, no armazenamento e na eliminação de componentes do sangue, atuando também como um reservatório de sangue, que é liberado nas situações em que há grandes perdas sanguíneas.
Vasos linfáticos: apresentam paredes bem finas e transportam a linfa. Sofrem ramificações, dando origem aos capilares linfáticos, que são vasos microscópicos.

Sistema digestório 


É o sistema que executa a digestão, isto é, a quebra dos alimentos em nutrientes, substâncias mais simples, que podem ser absorvidas pelo corpo. Além de boca, esôfago, estômago, intestinos e ânus, esse sistema conta com as glândulas anexas, como as glândulas salivares, o fígado e o pâncreas.
O ser humano, assim como os outros animais, precisa se alimentar de plantas ou de outros organismos para manter suas funções. 
O sistema digestório é responsável pela digestão dos alimentos e absorção dos seus nutrientes. A passagem por esse sistema começa na boca, onde os dentes cortam e trituram os alimentos.
Esse sistema é formado por um tubo principal associado a glândulas. As glândulas salivares, por exemplo, lançam na boca a saliva, líquido responsável por umedecer a comida e iniciar a digestão de determinados alimentos. O fígado, além de desempenhar inúmeras funções, produz um líquido, a bile (armazenada na vesícula biliar), que facilita a digestão das gorduras. 
Outra glândula que produz uma secreção responsável pela digestão de vários tipos de alimentos é o pâncreas. A digestão permite que os nutrientes presentes nos alimentos atravessem a parede do tubo digestório, por onde o alimento passa, impulsionado pela ação muscular. Nas paredes do tubo digestório, os nutrientes são absorvidos pelo sangue, que os transporta até as células do corpo todo.
Depois de passar pela boca e ser engolido, o alimento passa pela faringe e pelo esôfago, chegando ao estômago, onde a digestão continua. Em seguida, é empurrado para o intestino delgado, que, juntamente com o fígado e o pâncreas, atua na digestão do alimento. 
Após a digestão, ocorre a absorção da maior parte dos nutrientes. Na próxima etapa da digestão, o alimento chega ao intestino grosso, onde boa parte da água contida nos alimentos é absorvida pelo corpo e ocorre a formação das fezes, compostas de tudo que não foi digerido nem absorvido pelo organismo. As fezes são eliminadas passando pelo reto e chegando ao ambiente externo pelo ânus.

Sistema endócrino 


É formado pelo conjunto de glândulas endócrinas, que produzem e liberam hormônios, substâncias que controlam o funcionamento dos órgãos do corpo. Enquanto o sistema nervoso alcança os órgãos por meio dos nervos, o sistema endócrino depende do transporte dos hormônios pela circulação sanguínea.
Embora sejam estudados separadamente e tenham funções próprias, todos os sistemas do corpo humano são integrados. Um dos responsáveis por essa integração é o sistema endócrino, juntamente com o sistema nervoso. 
Ele é formado por um conjunto de glândulas que produzem e lançam hormônios no sangue. Os hormônios são substâncias que influenciam na atividade de vários órgãos. 
Exemplos de ações que são controladas por hormônios produzidos na glândula hipófise: o crescimento do corpo, a perda de água pela urina, a produção de leite na amamentação e as contrações do útero no parto, além de controlar outras glândulas do corpo. Já a glândula tireoide produz hormônios que estimulam o consumo de gás oxigênio pelos órgãos e aumentam a frequência e a intensidade dos batimentos cardíacos, além de controlar a formação dos ossos durante o crescimento.
Localização da glândula tireoide sobre a traqueia, vista em transparência através do corpo. (Elementos em tamanhos não proporcionais entre si. 

As glândulas paratireoides são quatro pequenas glândulas localizadas na parte de trás da glândula tireoide. Elas produzem o hormônio que regula a quantidade de cálcio no sangue. 
Já as glândulas suprarrenais produzem adrenalina, hormônio que prepara o corpo para enfrentar situações de perigo, em que a reação necessária pode ser de luta ou de fuga. É pelo efeito da adrenalina que percebemos, entre outras sensações, o coração acelerar em uma situação de risco. 
O pâncreas é uma glândula mista. Esse órgão é uma glândula anexa ao sistema digestório, lançando suco pancreático no intestino delgado. O pâncreas também é responsável por liberar no sangue um hormônio chamado insulina.
Quando nos alimentamos de doces, pães, massas e mandioca, eles são pro cessados pelo sistema digestório. No intestino delgado, a glicose obtida desses alimentos vai para o sangue. A ação da insulina faz com que a glicose que está circulando no sangue entre nas células, onde será utilizada como fonte de energia. Este é mais um exemplo de homeostase no organismo. 
O pâncreas também produz o hormônio glucagon, que tem um efeito oposto ao da insulina: quando cai a taxa de glicose no sangue, ele promove o seu aumento, transformando glicogênio armazenado no fígado em glicose. Tanto o excesso quanto a falta de glicose no sangue prejudicam o funciona mento do organismo. 
Quando o pâncreas deixa de produzir insulina ou passa a produzi-la em quantidade insuficiente, a taxa de glicose no sangue aumenta, o que caracteriza a doença conhecida como diabetes melito. 
O tratamento da diabetes consiste em monitorar e controlar a taxa de glicose no sangue com injeções de insulina (ou outro medicamento) ou, às vezes, apenas com uma dieta que evite alimentos ricos em açúcar. Exercícios físicos também são recomendados. 

Sistema esquelético 


O esqueleto é o eixo de sustentação do corpo e protege muitos órgãos vitais, como os pulmões, o coração e o cérebro.

Sistema nervoso 


Os órgãos desse sistema desempenham a função de coordenação do corpo, em conjunto com o sistema endócrino. Pode ser dividido em duas partes: sistema nervoso central, formado pelo encéfalo e pela medula espinal, e sistema nervoso periférico, formado pelos nervos.

Sistema muscular estriado esquelético 


Os músculos desse sistema são responsáveis pelos movimentos voluntários do corpo.

Sistema urinário 


É relacionado com a excreção de substâncias nitrogenadas que não são úteis ao corpo. Esse sistema é formado por dois rins, que filtram o sangue e removem as excretas, e dois ureteres, que conduzem a urina dos rins até a bexiga urinária. A bexiga armazena a urina, que é conduzida para fora do corpo pela uretra.
Os processos que acontecem dentro do corpo, em conjunto com a alimentação, produzem substâncias que podem se tornar tóxicas ou podem estar em excesso no corpo. Nesses casos, elas são eliminadas pela urina em forma de excretas e esse trabalho é feito pelos rins.
Representação do sistema urinário visto em transparência através do corpo.

A excreção das substâncias tóxicas ou em excesso (as excretas) ajuda a manter constante a composição química do organismo. Essa capacidade, fundamental para a sobrevivência dos organismos, é chamada homeostase. Nos rins, várias substâncias do sangue passam para o interior de milhões de tubos microscópicos. Aquelas que não são tóxicas nem estão em excesso retornam ao sangue. O líquido resultante é a urina, formada em cada rim, que passa para os ureteres, fica armazenada na bexiga urinária e sai pela uretra
A bexiga é um reservatório muscular que armazena temporariamente a uri na. À medida que ocorre o acúmulo de urina, a bexiga aumenta. Ao atingir certo volume de urina, surge a vontade de urinar. Nesse momento, os músculos em forma de anel, localizados em torno da uretra, relaxam e a urina é eliminada do corpo pela micção, que é o ato de urinar.

Sistema genital masculino 


Relacionado com a reprodução. O sistema genital masculino é formado externamente pelo pênis, que abriga em seu interior a uretra, e pelo escroto. Este abriga os testículos, onde os espermatozoides são produzidos, e os epidídimos, que armazenam os espermatozoides. Na cavidade abdominal estão as glândulas seminais, a próstata e as glândulas bulbouretrais. As secreções dessas glândulas, com os espermatozoides, compõem o esperma. 

Sistema genital feminino 


Relacionado com a reprodução, o sistema genital feminino é formado pela genitália externa (pudendo, formado por lábios maiores, lábios menores e clitóris) e pela genitália interna (vagina, útero e ovários). Por meio da interação com hormônios, nos órgãos do sistema genital feminino ocorrem a ovulação, a menstruação e a gravidez.

Covid-19

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