sábado, 16 de maio de 2026

Aves

O grupo das aves reúne aproximadamente 9 mil espécies, que ocupam praticamente todos os ambientes da Terra. Há espécies que não voam, como a ema e o avestruz; outras que são voadoras, como os beija-flores e os gaviões; e existem ainda aquelas que podem nadar e se alimentar no meio aquático, como os patos e os pinguins. Algumas das principais características das aves são: 

• são animais endotérmicos, ou seja, regulam a temperatura corporal, mantendo-a praticamente constante, pelo controle da produção de calor interno;
• o corpo é recoberto por penas, que auxiliam no voo e na manutenção da temperatura corporal, pois retêm uma camada de ar sob elas, exercendo a função de isolante térmico; 
• possuem bico e não têm dentes. O formato e o tamanho do bico estão relacionados ao tipo de alimentação; 
• espécies aquáticas apresentam na pele glândulas uropigianas, que secretam uma substância oleosa, ajudando na impermeabilização das penas; 
• respiram por pulmões, que estão ligados a projeções chamadas sacos aéreos; 
• são animais ovíparos com fecundação interna. Os ovos protegem o embrião da desidratação e apresentam substâncias de reserva.

Capacidade de voo 


Ao facilitar o rápido deslocamento, o voo deu às aves a possibilidade de chegar a lugares dificilmente alcançados por outros animais e de ocupar diversos territórios. Inúmeras características possibilitam o voo. 
Os membros anteriores são asas recobertas por penas; apresentam quilha ou carena, estrutura na qual se prendem os músculos peitorais, responsáveis pelo batimento das asas durante o voo; possuem ossos pneumáticos, que são ossos ocos, preenchidos de ar. Os sacos aéreos, expansões do pulmão, maximizam a capacidade respiratória e influenciam a massa e a densidade corpórea.




Répteis

Os répteis são representados por lagartos, lagartixas, tartarugas, jacarés, serpentes, entre outros. As principais características desses animais são:

ovo com casca rígida, que protege o embrião contra a dessecação e os choques mecânicos. Esse tipo de ovo contém reservas de água e nutrientes, utilizadas pelo embrião durante seu desenvolvimento, e apresenta estruturas que dificultam a perda de água para o ambiente;
• a pele da maioria dos répteis é revestida por escamas ou placas córneas, que evitam a perda de água;
• são ectotérmicos;
• respiram por um par de pulmões que apresentam maior superfície para trocas gasosas do que os dos anfíbios; 
• geralmente são ovíparos com fecundação interna. 

Os répteis estão distribuídos de maneira mais ampla em ambientes terrestres do que os anfíbios. Isso está relacionado, entre outras características, à proteção do corpo dos répteis contra o ressecamento, à fecundação interna e aos ovos com casca, que proporcionam independência do ambiente aquático para a reprodução. 
Há três grupos principais de répteis: os quelônios, representados por tartarugas, cágados e jabutis; os crocodilianos, que abrangem os jacarés, os crocodilos e os gaviais; e os escamados, que incluem os lagartos e as serpentes.
Jacarés, crocodilos e gaviais apresentam focinho alongado, dentes pontiagudos e corpo recoberto de placas córneas, formando uma couraça resistente. Esses animais pertencem ao grupo dos crocodilianos. Na foto, jacaré-do-pantanal (Caiman yacare).

As serpentes têm corpo revestido por escamas e realizam mudas de pele ao longo da vida. Juntamente com os lagartos (como as lagartixas, as iguanas e os camaleões), elas compõem o grupo dos escamados. Na foto, jiboia (Boa constrictor) durante o processo de muda.

Tartarugas, cágados e jabutis constituem o grupo dos quelônios. Apresentam uma carapaça dura, constituída por placas ósseas, em volta do tronco. Essa carapaça funciona como proteção para os órgãos internos. Na foto, tartaruga- -verde (Chelonia mydas).


Animais venenosos e peçonhentos 


Animais venenosos são aqueles que produzem toxinas (veneno), mas não apresentam estruturas para inoculá-las em suas vítimas. Ou seja, dependem do contato físico para que essas toxinas sejam liberadas. Esse é o caso de alguns sapos, rãs e peixes. 
animais peçonhentos são aqueles capazes de inocular as toxinas em outros animais. Esses animais possuem estruturas especializadas na introdução da peçonha no organismo da vítima. Esse é o caso de algumas serpentes, que têm dentes ligados às glândulas de peçonha.
 




sexta-feira, 15 de maio de 2026

Anfíbios

Os anfíbios são representados por sapos, rãs, pererecas, salamandras e cobras-cegas. O nome anfíbio (do grego amphi = dupla; bios = vida) deve-se ao fato de a maioria das espécies passar uma parte da vida na água e a outra em terra firme. 

Os sapos apresentam pele enrugada e membros posteriores curtos, preferindo viver em solos úmidos. Na foto, indivíduo da espécie Leptodactylus sp.

Os animais desse grupo foram os primeiros vertebrados a colonizar o meio terrestre, embora parte de sua vida ainda dependa do meio aquático. Algumas das principais características dos anfíbios são mencionadas a seguir.

• São ectotérmicos
• Na maioria das espécies adultas, a respiração é pulmonar e cutânea. Na pulmonar, as trocas gasosas ocorrem nos pulmões, enquanto na respiração cutânea as trocas são feitas diretamente através da pele, que é dotada de glândulas mucosas. Nas fases larvais e nos adultos de algumas espécies, a respiração é branquial
• A maioria das espécies é ovípara e apresenta fecundação externa. Os ovos são colocados na água e originam larvas aquáticas chamadas de girinos, que sofrem metamorfose e se desenvolvem em indivíduos adultos.
Dependem do meio aquático: precisam viver em ambientes úmidos para evitar a dessecação da pele, o que prejudicaria a respiração cutânea, e necessitam da água para a fecundação e a postura de seus ovos. Os anfíbios podem ser classificados em três grupos: os urodelos, que compreendem as salamandras e os tritões; os ápodes, representados pelas cobras-cegas; e os anuros, que incluem os sapos, as rãs e as pererecas.

Glândulas de veneno 


As glândulas paratoides dos sapos liberam substâncias tóxicas ao serem pressionadas. Essas glândulas servem de defesa contra predadores. Quando um sapo é abocanhado, suas paratoides são pressionadas e liberam o veneno, fazendo com que o predador o solte.

Representação esquemática de um sapo, mostrando a localização das glândulas paratoides.

 


Peixes

Os peixes apresentam uma grande variedade de formas e tamanhos. Existem espécies que vivem em água doce e outras que vivem em água salgada. As seguintes características são compartilhadas pela maioria das espécies:

• a pele dos peixes secreta muco, que lubrifica a superfície do corpo e ajuda no deslocamento do animal na água;
• apresentam nadadeiras, órgãos responsáveis pela locomoção no meio aquático;
• a respiração da maioria dos peixes ocorre por meio de brânquias, estruturas ricas em vasos sanguíneos e especializadas na realização de trocas gasosas com a água. Em peixes ósseos, as brânquias são recobertas por uma estrutura óssea em forma de lâmina denominada opérculo. Há um grupo de peixes que, além de brânquias, apresenta pulmões rudimentares. São os peixes pulmonados, também chamados de dipnoicos
• os peixes apresentam nas laterais do corpo uma estrutura sensorial, a linha lateral, com a qual captam as vibrações aquáticas, que lhes possibilitam a percepção do movimento e da direção das correntes de água em torno do corpo; 
• a maioria das espécies é ectotérmica, ou seja, depende de fontes externas de calor para regular a temperatura do corpo, que, em geral, varia de acordo com a temperatura do ambiente.

Peixes ósseos e cartilaginosos 


Existem cerca de 27 mil espécies de peixes. A maior parte delas é classificada em dois grandes grupos: peixes cartilaginosos, caracterizados pela presença de esqueleto cartilaginoso, sem tecido ósseo; e peixes ósseos, que apresentam esqueleto ósseo com cartilagens.
Entre os peixes cartilaginosos, podem ser citados os tubarões e as raias. Eles apresentam um esqueleto de cartilagem resistente e a pele revestida por escamas muito pequenas, chamadas dentículos. O fígado desses animais acumula óleo, que os auxilia na flutuação. 
A fecundação é interna nos peixes cartilaginosos. Os machos apresentam uma modificação em uma de suas nadadeiras, a nadadeira pélvica, chamada clásper, que é utilizada na cópula. Podem ser ovíparos, ovovivíparos ou vivíparos, e as fêmeas geralmente têm poucos filhotes. 
Existe uma grande diversidade de peixes ósseos (mais de 20 mil espécies) que vivem em praticamente todos os ambientes aquáticos. Eles apresentam um esqueleto com ossos calcificados e cartilagens, pele mucosa revestida por escamas e bexiga natatória, um órgão que ajuda a regular a flutuação do peixe de acordo com a quantidade de gás que fica em seu interior.  
Na maioria das espécies, os peixes ósseos têm sexos separados, apresentam fecundação externa e são ovíparos, podendo depositar no ambiente desde algumas dezenas até milhares de ovos.

Cavalo-marinho macho da espécie Hyppocampus reidi incubando ovos na bolsa ventral. Os cavalos-marinhos são peixes ósseos e os machos são os responsáveis pela incubação dos ovos.




Equinodermos

O filo Echinodermata é composto de animais exclusivamente marinhos, como o ouriço-do-mar, a estrela-do-mar e o pepino-do-mar. Todos os equinodermos possuem um endoesqueleto (esqueleto interno) calcário. Com poucas exceções, os equinodermos adultos têm simetria radial. Sua digestão é exclusivamente extracelular, e o sistema digestório tem boca e ânus.
Os equinodermos vivem exclusivamente em ambientes marinhos. Eles não apresentam cabeça e seu esqueleto é interno, podendo apresentar pequenas projeções para fora do corpo, em forma de espinhos, que auxiliam na sua locomoção. Os equinodermos podem ser divididos em cinco grupos.

- Os asteroides possuem formato de estrela e, em sua maioria, cinco braços, como a estrela-do-mar.

 Estrela-do-mar da espécie Echinaster sepositus.

- Os equinoides, como o ouriço-do-mar, possuem corpo arredondado e espinhos que recobrem o corpo. Nesses animais, não há braços.

Ouriço-do-mar da espécie Echinometra viridis.

- Os ofiuroides, em geral, apresentam cinco braços, mas, em comparação com asteroides, seus braços são mais finos e separados do centro do corpo, como na serpente-do-mar.

 Serpente-do-mar da espécie Ophiothrix suensoni.

Os holoturoides, como o pepino-do-mar, apresentam corpos alongados e, assim como os ouriços-do-mar, não têm braços.

Pepino-do-mar da espécie Thelenota ananas.

Os crinoides vivem geralmente fixos ao substrato e possuem braços finos e numerosos, como o lírio-do-mar.

 Lírio-do-mar do gênero Comaster.

Uma característica exclusiva desse grupo é a presença de um sistema ambulacral no interior do corpo. Esse sistema é formado por um conjunto de canais preenchidos por um líquido composto basicamente de água do mar. Esses canais se comunicam com apêndices chamados pés ambulacrais, que podem ser usados na locomoção, na alimentação e na fixação do animal. A água do mar entra no sistema por uma placa perfurada do esqueleto, o madreporito
Grande parte dos representantes desse filo possui sexos separa dos. A reprodução pode ser assexuada ou sexuada. A fecundação é externa, com a liberação dos gametas na água do mar. 
Algumas estrelas-do-mar podem se reproduzir assexuadamente dividindo seu corpo em dois ou mais pedaços que contenham uma parte do disco central. Cada pedaço é capaz de regenerar o resto do organismo e originar uma nova estrela-do-mar.

Estrela-do-mar da espécie Linckia multifora em processo de regeneração de outros quatro braços. Ela pode regenerar braços danificados e até mesmo originar um novo animal a partir de um único braço que contenha parte do disco central.


Artrópodes

Os artrópodes, animais pertencentes ao filo Arthropoda. O grupo dos artrópodes é o mais numeroso do reino Animal em quantidade de espécies. Os artrópodes podem viver em ambientes aquáticos e terrestres.
Eles apresentam apêndices articulados, especializados em diferentes funções, e um esqueleto externo, o exoesqueleto, rígido e impermeável, que minimiza a perda de água por evaporação e fornece proteção e suporte para os músculos dos apêndices articulados. Em algumas regiões do corpo, como nas pernas, o esqueleto tem articulações que possibilitam a movimentação.
O exoesqueleto é composto de quitina, material que confere certa resistência, também encontrado nos fungos. Esse esqueleto externo não acompanha o crescimento do animal e, por isso, é trocado periodicamente em um processo denominado muda ou ecdise.

Uma das maiores espécies de besouro do mundo, o serra-pau da espécie Macrodontia cervicornis, habita a Floresta Amazônica. Note o exoesqueleto rígido e os apêndices articulados desse animal.

Por causa de sua rigidez, o exoesqueleto não permite o crescimento corporal, daí a necessidade de os artrópodes trocarem-no periodicamente para poderem crescer, em um processo conhecido como muda ou ecdise. Durante esse processo, o corpo do animal se expande, pois o novo exoesqueleto se mantém flexível durante um período. Passado algum tempo, ele se torna rígido novamente.
O corpo dos artrópodes é segmentado e dividido em cabeça, tórax e abdome. Em alguns artrópodes, como os camarões, os caranguejos e as aranhas, a cabeça e o tórax formam uma estrutura única, o cefalotórax. Vários representantes dos artrópodes têm capacidade de voar. 
O sistema digestório dos artrópodes tem boca e ânus, e a digestão é extracelular. A maioria das espécies apresenta reprodução sexuada e a fecundação pode ser externa ou interna. 
Os artrópodes são classificados em alguns grupos. Entre eles, destacam-se os crustáceos, os aracnídeos, os insetos, os quilópodes e os diplópodes.

Crustáceos 


São artrópodes que, de maneira geral, dispõem de uma carapaça rígida ao menos em uma fase de sua vida. O grupo dos crustáceos inclui animais como caranguejos, camarões, cracas e tatuzinhos-de-jardim. 
O corpo desses animais se divide em cefalotórax e abdome e apresenta cinco ou mais pares de apêndices, além de dois pares de antenas. A respiração dos crustáceos aquáticos é feita por brânquias. 
A maioria apresenta sexos separados. A reprodução é sexuada, com fecundação interna ou externa, dependendo da espécie. Algumas espécies incubam os ovos, dos quais eclodem animais jovens semelhantes aos adultos. Na maioria das vezes, porém, dos ovos eclodem larvas, que se desenvolverão em adultos.

O caranguejo da espécie Ocypode quadrata recebe o nome popular de maria-farinha em alguns locais.

Cracas do gênero Balanus. Esses animais permanecem fixos a um substrato.

Aracnídeos 


O grupo dos aracnídeos é formado por artrópodes terrestres, como as aranhas, os escorpiões, os ácaros e os carrapatos. O corpo dos aracnídeos geralmente é dividido em cefalotórax e abdome
No cefalotórax, há quatro pares de pernas, um par de quelíceras (apêndices relacionados à manipulação de alimento) e um par de pedipalpos (apêndices que têm funções diversas nos diferentes grupos de aracnídeos). 
Alguns aracnídeos, como aranhas e escorpiões, produzem uma secreção tóxica denominada peçonha. Acidentes envolvendo esses animais podem causar problemas de saúde e até ser fatais, especialmente para crianças. 
No final do abdome, as aranhas possuem glândulas que produzem seda. Associadas a essas glândulas, existem pequenos apêndices que se movem e tecem a seda. Entre outras funções, a seda é empregada na construção de teias, utilizadas como armadilhas para capturar alimento, e na construção de ninhos e de abrigo para os ovos. 
Nesses animais, a digestão se inicia fora do corpo, quando substâncias são lançadas sobre a presa capturada; o líquido resultante da pré-digestão é ingerido. Geralmente, os aracnídeos têm sexos separados e fecundação interna. 

A tarântula-negra (Grammostola pulchra) é um exemplo de aracnídeo. Embora algumas pessoas a considerem um animal de estimação, sua captura e comercialização são proibidas no Brasil.

Algumas espécies de aracnídeos são capazes de inocular veneno em outros organismos. As aranhas, por exemplo, inoculam veneno por meio de suas quelíceras. Os escorpiões usam o aguilhão para inocular veneno, um ferrão localizado na cauda.

Aranha-marrom da espécie Loxosceles rufescens. Seu veneno pode causar a morte das células na região da picada.

Escorpião da espécie Hadrurus arizonensis. Seus pedipalpos auxiliam na captura de presas.

Ácaros (família Acaridae). O tamanho reduzido desses aracnídeos permite que sejam transportados pelo ar.

Insetos 


Os insetos constituem o grupo de artrópodes com maior número de espécies. Seu corpo divide-se em cabeça, tórax e abdome. A cabeça possui um par de antenas, um par de olhos e apêndices relacionados à alimentação, chamados peças bucais. No tórax existem três pares de pernas e a maioria apresenta dois pares de asas, mas há grupos que apresentam um único par, como as moscas, e outros que não possuem asas, como os piolhos. O voo permite aos insetos percorrer maiores distâncias à procura de alimentos e de parceiros para a reprodução, bem como possibilita que fujam de predadores.
Os insetos apresentam indivíduos com sexos separados. A reprodução é sexuada com fecundação interna, e a fêmea põe ovos que se desenvolvem em novos indivíduos. O desenvolvimento pode ser direto ou indireto
No desenvolvimento direto, do ovo eclode um animal jovem semelhante ao adulto, porém menor em tamanho. No desenvolvimento indireto, o indivíduo recém-eclodido passa por um conjunto de transformações até adquirir a forma adulta, processo denominado metamorfose. A metamorfose pode ser completa ou incompleta.
Muitas espécies de insetos, como abelhas, vespas e borboletas, realizam polinização, uma das etapas envolvidas na reprodução das plantas com flores. Ela é extremamente importante para a produção de frutos e de sementes.

Borboleta da espécie Danaus genutia.

Alguns insetos, como as formigas, os cupins e as abelhas, vivem em sociedades bem organizadas, com divisão de funções entre os indivíduos.

Quilópodes e diplópodes 


Os quilópodes e os diplópodes são animais terrestres que vivem no solo úmido e sombreado, como embaixo de cascas de árvores, troncos e folhas caídas. 
Esses artrópodes apresentam o corpo alongado e dividido em cabeça e tronco. Na cabeça há um par de antenas e ocelos (olhos simples). O tronco é formado por muitos segmentos, cada um deles com um ou dois pares de pernas, sendo classificados em quilópodes e diplópodes, respectivamente. 
Os representantes dos quilópodes são as lacraias e as centopeias. Os indivíduos desse grupo têm um par de pernas por segmento do corpo. Já os diplópodes são popularmente conhecidos como piolhos-de-cobra, gongolos ou embuás. Têm dois pares de pernas por segmento do corpo.  Algumas espécies são venenosas.

Lacraia do gênero Scolopendra.






Moluscos

Os moluscos podem viver em ambientes aquáticos, como mares, rios e lagos, ou em ambientes úmidos terrestres. São animais de corpo mole, geralmente abrigado em uma concha externa. Entretanto, existem espécies em que a concha se localiza dentro do corpo e outras nas quais a concha está ausente.
Esses animais pertencem ao filo Mollusca. Podem ser encontrados em ambientes aquáticos, principalmente marinhos, ou terrestres. São exemplos desse filo a ostra, o marisco, a lula, o polvo, a lesma e o caramujo. 
Na cabeça dos moluscos estão as estruturas sensoriais, como tentáculos e olhos. O pé é a estrutura musculosa, geralmente utilizada para locomoção. Os órgãos internos são protegidos pelo manto, que é responsável pela secreção da concha nas espécies em que ela está presente.
Os moluscos apresentam simetria bilateral e corpo mole, que pode ser dividido em cabeça, saco visceral e . Na cabeça estão a boca e os órgãos relacionados à percepção de estímulos, como olhos e tentáculos. O saco visceral contém os órgãos internos relacionados à digestão, respiração, excreção, circulação e reprodução. O pé é uma estrutura musculosa responsável pela movimentação e fixação do animal.
O corpo desses animais é recoberto por um tecido, o manto. Em muitas espécies, esse tecido é responsável pela produção de uma concha calcária que os envolve parcial ou totalmente, protegendo-os. 
A digestão pode ser intra ou extracelular, e os restos não aproveitados são eliminados pelo ânus. A respiração em alguns moluscos é realizada por brânquias, estruturas de paredes finas pelas quais circula o sangue, enquanto outros respiram por meio de cavidades internas revestidas pelo manto e ricas em vasos sanguíneos, semelhantes a pulmões.
Nos moluscos, a reprodução é sexuada, a fecundação é cruzada e, dependendo da espécie, pode ser externa ou interna. Há espécies hermafroditas, como a maioria dos caramujos, e espécies em que os sexos são separados, como as lulas e os polvos. Muitas espécies aquáticas apresentam estágio de larva. 
Os moluscos podem ser divididos em alguns grupos. Os gastrópodes têm como representantes os caramujos e as lesmas; os bivalves são representados por ostras, mariscos e mexilhões; e os cefalópodes mais conhecidos são as lulas e os polvos.

Os caramujos aquáticos, os caracóis terrestres e as lesmas são exemplos de gastrópodes. Com exceção das lesmas, os gastrópodes apresentam uma concha externa, sobre o pé.

Gastrópodes, como o caracol de jardim da espécie Helix aspersa, podem ter uma concha espiralada e apresentam uma língua raspadora, a rádula.
    
                      
                              Caracol do gênero Helix.


Os bivalves apresentam concha dividida em duas peças, chamadas valvas, o que remete ao nome do grupo. São exemplos os mariscos, os mexilhões e as ostras.

Bivalve da espécie Callista chione.

Os cefalópodes possuem tentáculos unidos à cabeça. Os tentáculos podem auxiliar na captura de presas, na aderência ao substrato, na locomoção e na reprodução. As lulas, os polvos e os náutilos são moluscos cefalópodes.

 Polvo da espécie Octopus vulgaris.







Mamíferos

Os mamíferos estão amplamente distribuídos pelo planeta, habitando os polos, os topos das montanhas, as florestas, os desertos e os oceanos....