A América Platina recebe essa denominação porque
parte dos territórios dos países da região – Argentina,
Paraguai e Uruguai – é banhada pelos rios que compõem
a bacia Platina.
A região recebeu esse nome por ser atravessada pelo Rio da Prata, o que facilitou a ocupação desse território no período colonial.
Além dos aspectos hidrográficos, os países platinos com
partilham um mesmo passado colonial. Argentina, Paraguai e
Uruguai, além de Bolívia e parte do Chile, estiveram, durante
o domínio espanhol, sob mesma administração, o Vice-Reino
do Rio da Prata.
A economia dos países platinos é bastante dinâmica.
O setor agropecuário, por exemplo, tem grande des
taque na pauta de exportações, especialmente em
relação à pecuária de bovinos de qualidade, principalmente na Argentina e no Uruguai.
A atividade industrial é diversificada e os principais recursos naturais explorados são o petróleo e o gás natural na
Argentina e os rios volumosos para geração de hidreletricidade
no Paraguai, produzida nas usinas de Itaipu e Yacyretá.
No setor de serviços, a atividade turística se destaca
nos três países, e no Paraguai há uma grande área comercial
de produtos importados, em Ciudad del Este, na fronteira
com o Brasil (Foz do Iguaçu).
A Argentina
Apesar das sucessivas crises que vem enfrentando, a Argentina apresenta os melhores indicadores econômicos e sociais dos países platinos. O país pode ser dividido em três regiões geoeconômicas: o Pampa, que concentra as principais cidades e a atividade industrial do país, além de possuir elevada produção de grãos, em razão do clima temperado e do solo fértil; o Chaco e a Mesopotâmia argentina, áreas mais pobres, com produções de milho, soja, algodão e erva-mate, além da pecuária bovina; os Andes e a Patagônia, regiões menos populosas em razão do clima frio.
A Argentina é reconhecida internacionalmente por seu setor agropecuário. Boa parte da criação de bovinos abastece
o mercado interno, e cerca de 5% é exportada. Os principais destinos da carne produzida são
China, Israel, Estados Unidos, América Latina e Europa.
A atividade agropecuária está concentrada nos pampas, região de planícies cobertas de vegetação de Pradarias ou campos. Além das características naturais favoráveis, os pampas concentram
grande parte do mercado consumidor argentino e infraestruturas importantes para o escoamento da
produção, como os portos de Rosário, no Rio Paraná, e Buenos Aires, no Rio da Prata.
O modelo agropecuário argentino apresenta muitas semelhanças com o modelo brasileiro.
Ambos são pautados na produção para o mercado externo, com elevado grau de mecanização, uso
de sementes geneticamente trans
formadas e agrotóxicos e cultivos em
grandes propriedades monocultoras.
Na Argentina, o avanço da soja
e do milho sobre as áreas de pastagens tem feito com que os pecuaristas
adotem sistemas intensivos de criação
de animais, chamados feedlots (lotes
de alimentação).
Nesse modelo, que já abrange
mais de 80% do rebanho argentino,
milhares de animais são confinados
em áreas reduzidas para que possam
engordar rapidamente, alimentados
com soja transgênica. Além disso,
recebem medicamentos para evitar
doenças causadas pelo confinamento.
As características climáticas e o relevo predominantemente plano favorecem o desenvolvimen
to da agricultura, com destaque para o cultivo de
milho, algodão, soja e cana-de-açúcar.
A porção oeste apresenta elevadas altitudes
e climas rigorosos da cordilheira dos Andes. Há
baixa densidade demográfica, e as principais ati
vidades econômicas são a fruticultura irrigada e a
extração de petróleo.
No sul, na região chamada de Patagônia, há o
predomínio do clima frio com invernos rigorosos.
As características naturais fazem a região também ser pouco povoada. Além da pecuária bovina, desenvolve-se a criação de ovinos. Também
há importantes jazidas de petróleo e gás natural.
Sobre a população argentina, ressaltar que
grande parte tem origem espanhola por conta
da colonização, mas que há grande número de
descendentes de outros imigrantes, sobretudo
italianos. Vale destacar que há parcela significativa da população de origem ameríndia, decorrente da miscigenação dos povos europeus com os nativos que habitavam o atual
território argentino.
Grande parte
da população está concentrada
nos arredores de Buenos Aires,
sendo a densidade populacional
no interior mais baixa, sobretudo
na região sul e extremo sul do território, por conta das baixas tem
peraturas e solos impróprios para
a atividade agropecuária.
O Uruguai
O Uruguai é um país pouco populoso, com 3,5 milhões de habitantes, e a maior parte deles mora nas cidades. O relevo apla nado e a vegetação de Pradarias contribuíram para que a pecuária se tornasse uma atividade relevante para o país, que apresenta um dos melhores indicadores sociais do continente latino-americano.
O Paraguai
Como não apresenta saída para o mar, o Paraguai utiliza portos argentinos e brasileiros para escoar seus produtos. Desenvolve atividades extrativistas (madeira), agricultura (algodão, tabaco e soja) e pecuária bovina. O comércio nas áreas de fronteira é uma importante atividade econômica, com a venda de mercadorias baratas, as quais depois são revendidas nos países vizinhos, especialmente no Brasil.
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