quarta-feira, 13 de maio de 2026

O reino dos protoctistas

O reino Protoctista inclui seres eucarióticos conhecidos popularmente como protozoários e algas. Os protozoários são heterotróficos e unicelulares; já as algas são aquáticas, autotróficas fotossintetizantes e podem ser tanto unicelulares quanto pluricelulares.
As algas As algas formam um grupo muito numeroso. Existem algas de vários tamanhos: microscópicas ou macroscópicas. O corpo das espécies pluricelulares, denominado talo, pode formar filamentos, lâminas ou estruturas que lembram os caules e as folhas das plantas. No entanto, ao contrário do que acontece nas plantas, os talos não são constituídos de tecidos nem de órgãos.

Exemplo de alga pluricelular da espécie Ecklonia radiata.

A diversidade e a classificação das algas As algas exibem uma enorme variedade de tonalidades. Além da clorofila, sempre presente, possuem outros pigmentos. Essa variedade de pigmentos é uma das características consideradas no estudo e na classificação desses seres.
Entre as algas unicelulares destacam-se os dinoflagelados, os euglenoides e as diatomáceas. Entre as pluricelulares destacam-se as algas pardas, as algas vermelhas e as algas verdes. Nesse último grupo, também há diversas espécies unicelulares. 
Algas pluricelulares apresentam estruturas mais complexas e podem ter talos bastante especializados; elas vivem fixas no fundo de rios e mares ou em pedras e outros substratos.  

  
Exemplos de algas unicelulares
                  
Dinoflagelado da espécie Noctiluca scintillans (ampliada cerca de 50 vezes).

Euglena (Euglena sp.) (ampliada cerca de 700 vezes). (C) Diatomácea da espécie Actinoptychus heliopelta (ampliada cerca de 80 vezes). 

A reprodução das algas 


As algas podem se reproduzir sexuada ou assexuadamente. A reprodução sexuada ocorre pela fusão de gametas. A assexuada pode acontecer nas algas macroscópicas pela fragmentação dos talos e nas algas unicelulares por divisão binária.

Os protozoários 


Os protozoários podem apresentar hábito de vida livre, ser parasitas ou viver associados a outros organismos. Os de vida livre estão distribuídos por diversos ambientes, como rios, lagos, mares, solos úmidos e substratos lodosos. Além disso, há protozoários que parasitam animais e plantas, causando-lhes diversas doenças e problemas de saúde.

A diversidade e a classificação dos protozoários 


Os protozoários são unicelulares, e a complexidade de suas células pode variar muito entre as espécies. A presença de estruturas especializadas para a locomoção e os tipos dessas estruturas são características utilizadas para classificá-los em grupos. Descrevemos alguns deles a seguir.

Rizópodes: deslocam-se por pseudópodes, que são expansões do cito plasma. Esse processo também é empregado na captura de alimento, na chamada fagocitose. Exemplo: ameba. 
Flagelados: deslocam-se por meio de estruturas em forma de chicote, os flagelos. Exemplos: giárdia e tripanossomo. 
Ciliados: locomovem-se por meio de numerosos cílios. Exemplo: paramécio. 
Esporozoários: não possuem estrutura de locomoção. A grande maioria é parasita. Exemplo: plasmódio.

Paramécio (Paramecium sp.), um ciliado (ampliada cerca de 830 vezes).

Ameba da espécie Chaos carolinense, emitindo pseudópodes sobre um corpo estranho (ampliada cerca de 16 vezes).
Tripanossomos da espécie Trypanosoma cruzi, flagelados causadores da doença de Chagas (ampliada cerca de 3.080 vezes).


Ameba


A reprodução dos protozoários O processo mais comum é o assexuado, por divisão binária, que ocorre em rizópodes, flagelados e ciliados. 
Nos ciliados pode haver também outra forma de reprodução, a conjugação: os dois indivíduos se aproximam de forma que ocorra transferência de material genético entre eles.

Os protoctistas na Saúde Pública, na Economia e no ambiente


Com o desmatamento e a transformação dos ambientes naturais, decorrentes dos processos de urbanização e industrialização, o contato entre seres humanos e o ciclo natural de diversos parasitas passou a ser muito comum. Essa situação tem sido responsável por uma série de problemas de saúde pública, a exemplo das altas incidências de doenças causadas por protozoários, como a malária, a doença de Chagas e a leishmaniose. 
As algas marinhas são utilizadas como alimento e fornecem produtos para o ser humano. Podemos citar, por exemplo, o comércio da alga vermelha do gênero Porphyra, chamada no Japão de “nori” e usada para preparar sushi (comida à base de alga e arroz). 
O ágar, extraído de algumas algas, é utilizado nas indústrias de alimentos, cosméticos e medicamentos e, em atividades de laboratório, para o cultivo de microrganismos. 
A maioria das algas microscópicas flutua nas águas e, com as cianobactérias, compõem o fitoplâncton, base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos. O fitoplâncton é responsável por cerca de 90% de toda a produção do gás oxigênio do planeta.


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