segunda-feira, 3 de agosto de 2026

A reprodução dos mamíferos

O grupo dos mamíferos compreende animais que mamam quando filhotes e que têm pelos no corpo. Supõe-se que os primeiros mamíferos eram ovíparos, com ovos grandes e ricos em vitelo, e que apresentavam desenvolvimento embrionário semelhante ao dos répteis.
Os mamíferos realizam fecundação interna: o macho coloca o esperma (que contém os espermatozoides) dentro do corpo da fêmea, onde ocorre o encontro dos gametas. Inicia-se, então, o desenvolvimento dos embriões. 
A maioria dos mamíferos, incluindo a espécie humana, é vivípara. Desse modo, após se formarem no útero da mãe, os filhotes nascem.
Assim, quase todos os filhotes de mamíferos nascem diretamente do cor po da mãe e em estágio avançado de desenvolvimento, ou seja, já nascem com forma semelhante à que terão quando adultos.
Os embriões e fetos mantidos dentro do corpo da fêmea durante um período maior ficam mais protegidos do que os que terminam seu desenvolvi mento no interior de ovos (como acontece com aves e répteis), pois diminui, por exemplo, o risco de predação.
Em certo momento da evolução, surgiu, em alguns mamíferos, uma  estrutura denominada placenta. Através dela, o embrião recebe o alimento da fêmea e o oxigênio de que precisa para seu desenvolvimento. Por sua vez, passa para o corpo materno os resíduos de seu metabolismo. Nesses casos, o desenvolvimento embrionário ocorre dentro do corpo da fêmea, sendo esses animais vivíparos. 
A placenta é encontrada em outros vertebrados vivíparos, mas nem sempre é semelhante à dos mamíferos. No caso dos mamíferos, o surgimento da placenta foi fundamental na diversificação do grupo.
Nos mamíferos denominados placentários, o embrião ou o feto que está se desenvolvendo no útero recebe nutrientes e gás oxigênio da mãe por meio da placenta, pelo cordão umbilical. 
A placenta é uma estrutura formada por parte do corpo da mãe e parte do corpo do feto. É também por meio dela que o feto elimina os restos produzidos por ele, como excretas e gás carbônico.


Outros aspectos da reprodução em mamíferos 

Marsupiais 


O gambá, o canguru e a cuíca carregam seus filhotes recém-nascidos no marsúpio – uma espécie de bolsa ventral que eles têm no corpo. Nesse grupo de mamíferos, chamados marsupiais, a placenta é “primitiva”, reduzida, e o filhote não nasce totalmente “pronto”. 
Ao nascer, por tanto, o filhote não está completamente formado. Logo após o nascimento, a fêmea faz uma trilha de saliva em seu corpo, que serve de guia para que os filhotes escalem e penetrem no marsúpio (espécie de bolsa situada na região abdominal) da fêmea, onde completam o desenvolvimento. No marsúpio, os filhotes ficam presos aos mamilos das glândulas mamárias, sugando o leite materno.
Assim, ele fica no marsúpio, onde estão as tetas da mãe, mamando até que seu desenvolvimento se complete. Aí, então, ele estará apto a sair para o ambiente.
Atualmente existem cerca de 280 espécies de marsupiais, restritas à região australiana e às Américas. Um dos marsupiais mais conhecidos é o canguru, animal que vive na Austrália e que chega a medir cerca de 2 m de altura. Outros exemplos de marsupiais: coala, vombate, lobo-da-tasmânia, gato-marsupial, marsupial planador. No Brasil, os marsupiais mais comuns são o gambá e a cuíca.

Monotremata (monotremados) ou Prototheria (prototérios)


Os monotremados são um grupo de mamíferos que não têm placenta e são ovíparos, ou seja, põem ovos.  Apresentam ovos com desenvolvimento embrionário semelhante ao dos répteis. São representados pelo ornitorrinco e pela equidna. Esses animais põem ovos do tamanho dos de lagartos, com cerca de 15 mm de diâmetro.
Os ornitorrincos têm bico córneo e patas adaptadas para o nado. Eles nadam e mergulham com agilidade. Alimentam-se de invertebrados aquáticos e cavam longos túneis nas margens dos rios, onde as fêmeas constroem ninhos para cuidar dos filhotes. 
A fêmea de ornitorrinco coloca de um a três ovos em um ninho no fundo de sua toca. Os filhotes também eclodem incompletamente formados. Após a eclosão, o desenvolvimento dura bastante tempo. O filhote de ornitorrinco só está apto a deixar a toca 11 semanas após a eclosão.
Os filhotes, após nascerem dos ovos, lambem o leite que escorre das glândulas mamárias da mãe. Nesse grupo estão o ornitorrinco e a equidna. Esses mamíferos, encontrados no continente da Oceania, possuem uma espécie de bico e os ovos saem pela cloaca.
Os mamíferos podem ter um ou mais filhotes por vez – o número varia, de pendendo da espécie. Após o nascimento, o filhote alimenta-se do leite materno e recebe os cuidados da mãe e, às vezes, do pai, na primeira fase da vida. O tempo médio de gestação nos mamíferos também varia entre os diferentes grupos. A gestação das coelhas dura um mês, e a das elefantas pode chegar a 20 meses.
As equidnas vivem escondidas no mato, à procura de formigas e cupins, dos quais se alimentam. Quando assustadas, enterram-se rapidamente no solo para se esconder. 
A fêmea de equidna coloca o ovo em uma bolsa ventral existente em seu abdome, onde o filhote eclodirá ainda incompletamente formado. 
Nos prototérios, os filhotes lambem o leite que escorre das glândulas mamárias da mãe, entre os pelos. Não existem mamilos, estruturas que estão presentes nos demais mamíferos.

Eutheria (eutérios) ou placentários verdadeiros 


Mamíferos vivíparos, com placenta bem desenvolvida; com isso, a gestação é mais longa que a dos marsupiais e o filhote nasce completamente formado. 
Os eutérios têm ampla distribuição geográfica e são os mais numerosos entre os mamíferos atuais, com cerca de 3 800 espécies. São exemplos: tamanduá, toupeira, cachorro, foca, morcego, capivara, paca, coelho, cavalo, hipopótamo, girafa, boi, anta, baleia, golfinho, peixe-boi, elefante, elefante-marinho, macaco e ser humano.
Os mamíferos, assim como os répteis e as aves, têm âmnio, que delimita a bolsa amniótica, onde fica o líquido amniótico, seja no caso dos ovíparos, seja no dos vivíparos.
A preservação de espécies de mamíferos, assim como a dos demais seres vivos, leva em conta também como e onde eles se reproduzem. Há hoje no Brasil vários projetos de preservação de mamíferos, tanto relacionados aos que vivem na água – como o peixe-boi-marinho, a lontra, a ariranha, o boto--vermelho, as baleias – quanto aos que vivem no ambiente terrestre, como o mico-leão-dourado, o lobo-guará, o tatu-bola e muitos outros.

A reprodução das aves

As aves também são ovíparas. A fecundação interna acontece mediante o cruzamento, quando os gametas masculinos são depositados no interior do corpo da fêmea, embora a maioria das espécies de aves não tenha um órgão copulador. 
Na maior parte das espécies de aves, o pênis surge como um vestígio durante alguns dias após a eclosão do ovo, quando se pode determinar o sexo do animal; depois, esse vestígio desaparece. O pênis, no entanto, mantém-se desenvolvido e é utilizado na cópula em alguns grupos de aves, como patos, gansos, inhambus e avestruzes.
As fêmeas da maioria das aves têm apenas um ovário, que produz grandes óvulos. O óvulo, também chamado popularmente de gema, quando fecunda do pelo espermatozoide masculino, forma o zigoto, embrião do novo ser vivo. Passando por um longo canal, o ovo, já com a clara (formada por proteína) e a casca, sai pela cloaca. Os ovos são chocados pela fêmea, pelo macho ou pelos dois, geralmente em ninhos. O corpo da ave adulta sobre os ovos lhes garante o calor necessário para desenvolver o embrião. A incubação dura de 10 a 90 dias. 
Nos ovos das aves, tal qual ocorre nos ovos dos répteis, existe o vitelo, que nutre o embrião, e o líquido amniótico, que protege o filhote em formação. 
Assim como nos ovos dos répteis, a casca dos ovos é porosa, isto é, apresenta minúsculos orifícios que possibilitam a troca de gases com o meio ambiente. Ainda que a casca seja porosa, ela não permite que a água saia, evitando a desidratação do embrião, que o levaria à morte.
Os machos costumam apresentar comportamento de corte, cantando para atrair a fêmea ou se exibindo para ela. Geralmente são mais vistosos do que as fêmeas. O pavão macho, por exemplo, atrai as fêmeas com suas penas coloridas, que aparecem quando a cauda se abre totalmente.
Em geral, os ovos são postos em locais protegidos ou em ninhos construídos frequentemente com a ajuda do macho e da fêmea. Os ovos precisam ser mantidos aquecidos em temperatura constante para que os embriões se desenvolvam. A fim de que isso aconteça, a fêmea costuma se sentar em cima dele – período conhecido como incubação. 
Quando os filhotes estão completamente desenvolvidos, quebram a casca e saem do ovo. Mesmo assim, ainda precisam de um tempo para que estejam prontos para voar e se alimentar sozinhos. Em algumas espécies, o macho e a fêmea tomam conta dos filhotes juntos. Em outras, a fêmea faz esse trabalho sozinha. 

A reprodução dos répteis

A independência da água para a reprodução está relacionada com o surgimento do ovo amniótico. Diferentemente dos ovos dos peixes e dos anfíbios, o ovo amniótico tem uma casca que protege o embrião. 
O embrião fica isolado do meio externo, mas esse isolamento não prejudica as trocas gasosas. Isso porque a casca é porosa, possibilitando a entrada de O2 e a saída de CO2 , fundamentais para a respiração do embrião. 
Do ovo eclode um jovem, sem passar por estágio larval, ou seja, o desenvolvimento é direto. Dentro do ovo, o embrião se desenvolve e consome o vitelo como alimento. O vitelo também está presente nos ovos dos peixes e dos anfíbios.
O isolamento do embrião no interior do ovo com casca veio associado ao surgimento de uma estrutura chamada âmnio, que delimita uma cavidade cheia de líquido, a cavidade amniótica, no interior da qual o embrião se desenvolve. Essa nova estrutura protege o embrião contra a dessecação e os choques mecânicos. 
O surgimento do âmnio foi fundamental na expansão e no sucesso dos vertebrados em ambiente terrestre. Todos os vertebra dos que têm âmnio são chamados amniotas e são representados por répteis, aves e mamíferos. Os que não têm âmnio são chamados anamniotas e são representados por peixes e anfíbios. 
Os primeiros amniotas surgiram no Carbonífero e se diversificaram em duas grandes linhagens com representantes na fauna atual: a linhagem dos mamíferos e a linhagem que levou ao surgimento de répteis e aves.
Nem todo amniota, no entanto, tem ovos com casca, como é o caso de animais vivíparos do grupo dos répteis e dos mamíferos. Nos amniotas a fecundação é sempre interna. Os machos têm uma estrutura responsável pela introdução do espermatozoide no corpo da fêmea: o pênis .
Os répteis realizam fecundação interna: o macho introduz os espermatozoides no corpo da fêmea por meio do órgão copulador. A fecundação interna e os ovos com casca representaram um marco na evolução dos vertebrados, uma vez que dificultam a morte dos gametas e embriões por desidratação. Assim, os répteis tornaram-se independentes da água para a reprodução. Vale lembrar que, nas plantas, essa independência se deu evolutivamente com o surgimento do grão de pólen nas gimnospermas.
O ovo dos répteis é rico em vitelo, substância que nutre o embrião, e é capaz de reter a umidade. Na casca há pequenos orifícios, os poros, que possibilitam a entrada do gás oxigênio do ar e a saída do gás carbônico, ou seja, a troca de gases com o ambiente. Dentro do ovo, essa troca com o embrião é feita pelo cório. Tanto o vitelo quanto a troca de gases são vitais para o embrião desenvolver-se dentro do ovo.
Esse grupo de animais foi o primeiro na história evolutiva a ser do tado de âmnio, uma bolsa de líquido que protege o embrião contra os choques mecânicos e o ressecamento. O cório, citado anteriormente, é uma membrana que envolve o embrião e as estruturas ligadas a ele. Os resíduos originados do desenvolvimento do embrião ficam alojados no interior de uma vesícula chamada alantoide.
A maioria dos répteis é ovípara, ou seja, a fêmea põe ovos, de onde saem os filhotes. Esses ovos têm casca rígida e consistente, podendo se desenvolver em ambientes de baixa umidade. 
A tartaruga marinha e muitos outros répteis aquáticos depositam os ovos em ambiente terrestre. Eles ficam cobertos de areia e são aquecidos pelo calor do Sol. 
A maioria dos répteis não cuida de seus ovos e filhotes. Quando os filhotes estão formados, eles saem da casca usando os próprios recursos. Contudo, tanto o jacaré quanto o crocodilo têm muito cuidado com os ovos e os filhotes. A fêmea põe os ovos no ninho e fica por perto até o nascimento dos filhotes, que são carregados na boca até a água, onde ficam com ela. Alguns chegam a permanecer com a mãe durante mais de três anos. 
Existem também os répteis cujos ovos ficam retidos em um canal no corpo da fêmea enquanto os embriões se desenvolvem, como ocorre com algumas cobras. Quando os ovos saem do corpo da fêmea, os filhotes dentro deles já estão formados. A casca desses ovos é bem fina, como uma membrana, de forma que permite a saída dos filhotes logo após a postura. Há ainda alguns répteis vivíparos, cujos filhotes se desenvolvem sem a presença de ovos, como certas espécies de lagarto.
Nos répteis os sexos geralmente são separados. Apesar de a maioria das espécies atuais do grupo ser ovípara, existem alguns lagartos e certas serpentes peçonhentas que apresentam viviparidade. 
Os jacarés e crocodilos diferenciam-se dos demais, pois cuidam de seus filhotes. Após a fecundação, a fêmea constrói um ninho onde bota os ovos. Elas cuidam do ninho, evitando a presença de predadores.

A reprodução dos anfíbios

Os primeiros vertebrados que conquistaram o ambiente terrestre foram os anfíbios. Eles evoluíram a partir de um grupo de peixes sem representantes na fauna atual. Esses peixes tinham nadadeiras pares especiais que lhes permitiam ficar apoiados sobre o fundo. 
Além desse tipo especial de nadadeira, eles tinham pulmão. Desse modo, podiam respirar o gás oxigênio do ar na dando até a superfície ou, quando em águas rasas, elevando a cabeça para fora da água, apoiados nas nadadeiras. 
O termo anfíbio (anfi = duas; bio = vida) deriva do fato de que muitos desses animais passam uma fase do ciclo de vida na água e outra fase no ambiente terrestre. Embora isso ocorra em várias espécies de anfíbios, há enorme diversidade de modos de reprodução nesse grupo, com representantes que têm fecundação interna e desenvolvimento direto. No entanto, os anfíbios ainda estão restritos a ambientes úmidos, salvo algumas exceções, e muitas de suas espécies dependem da água para a reprodução.
Animais com essas características podiam explorar um novo ambiente com menor competição por alimento e menor número de predadores que o ambiente aquático. Nessa época, os únicos animais terrestres eram os invertebrados; por exemplo, os insetos.
Os anfíbios foram os primeiros animais vertebrados a conquistar o ambiente terrestre. O lugar para a reprodução dos anfíbios varia entre as espécies. Na maioria dos casos, o acasalamento acontece na água. Pode ser uma poça transi tória, formada após uma chuva, um rio, lago, açude, ou na água acumulada em plantas como as bromélias. Há também os que procriam na terra, desde que seja bem úmida.
Existem várias espécies de anfíbios em que os machos ou as fêmeas cuidam dos ovos e/ou das larvas, vigiando-os, construindo “ninhos” onde os ovos são depositados ou adotando outros comportamentos que garantam o desenvolvimento da prole.
O coaxar do sapo macho faz parte do ritual “pré-nupcial”. A fêmea, em seu período fértil, é atraída pelo parceiro sexual por meio de seu coaxar e seu canto, que varia de acordo com a espécie. A maioria deles tem dois ou três tipos de vocalização. Além do canto nupcial (que atrai parceiras), há os cantos de advertência, com os quais o macho defende seu território da aproximação de outros machos.
A fêmea, com o corpo cheio de óvulos, é agarrada pelo macho em um forte “abraço”, até que lance seus gametas, isto é, seus óvulos, na água. Então, o macho lança seus espermatozoides sobre esses óvulos, fecundando-os. Há, portanto, fecundação externa. 
O desenvolvimento do óvulo fecundado ocorre também na água. Nos numerosos ovos, protegidos por uma grossa camada de substância gelatinosa, que geralmente se prende às plantas aquáticas, as células vão se dividindo e formando embriões. Os ovos fecundados eclodem e as larvas, denominadas girinos, vivem e crescem na água até realizarem a metamorfose para a forma adulta.

A reprodução dos peixes

O grupo dos peixes é o mais diverso entre os vertebrados. Existem mais de 20 mil espécies de peixes que variam em tamanho, de milímetros a muitos metros, como o tubarão-baleia. Os peixes habitam os ambientes aquáticos – de água doce e marinho.
Na maioria das espécies de peixes, a reprodução ocorre por fecundação externa. Os machos lançam seus gametas, os espermatozoides, sobre os óvulos das fêmeas, que compõem sua desova. A fêmea de um peixe solta, de uma só vez, uma quantidade enorme de óvulos. São esses óvulos que, depois de fecundados, se transformam em ovos.
Os ovos, sem casca, são protegidos por um tipo de gelatina. Após o desenvolvimento do embrião, esses ovos eclodem, ou seja, abrem, e deles saem larvas chamadas alevinos, que nadam livremente na água. Algumas espécies de peixes têm um órgão copulador, ou seja, um órgão sexual que possibilita que os espermatozoides sejam colocados no interior do corpo da fêmea. Nessas espécies, ocorre fecundação interna, como é o caso dos tubarões. 
Nos  tubarões e arraias, há no macho o órgão copulador, chamado clásper, que corresponde a uma modificação das nadadeiras pélvicas.
Nos peixes ósseos há fecundação interna em algumas espécies. Por exemplo, entre os lebistes (ou barrigudinho), peixes de água doce muito usa dos em aquários, os machos têm a nadadeira anal modificada. Por meio dessa nadadeira, eles introduzem seus espermatozoides na abertura genital da fêmea. Esses peixes são ovovivíparos e, quando saem do corpo da fêmea, são jovens.
Nos peixes cartilaginosos a fecundação é sempre interna. Eles podem ser ovíparos, ovovivíparos ou vivíparos, dependendo da espécie. Em nenhum dos casos ocorre fase larval.
Embora a maioria dos peixes seja ovípara, isto é, produza ovos que eclodem fora do corpo materno, há também aqueles cujos ovos são mantidos dentro do corpo materno até o momento da eclosão, além dos chamados vivíparos, cujos filhotes se desenvolvem dentro do corpo da mãe, que não produz ovos. Algumas poucas espécies de peixes cuidam da prole, ou seja, dos ovos e dos filhotes, guardando os ovos em ninhos ou no próprio corpo. O macho do cavalo-marinho, por exemplo, guarda os ovos numa bolsa ventral.
O cavalo-marinho tem um modo de reprodução atípico: a fêmea coloca seus óvulos em uma bolsa incubadora no corpo do macho. Ali, eles são fecundados pelos espermatozoides do macho e então os embriões se desenvolvem.


ANGIOSPERMAS

A reprodução sexuada não ocorre apenas em animais. Ela também está presente no ciclo de vida de outros seres vivos, como plantas, fungos e protistas. Até em bactérias há processos que permitem a troca de genes entre dois indivíduos. 
A maioria das espécies de plantas pode apresentar flores em pelo menos um momento de sua existência, ou seja, a maioria das espécies vegetais é de angiospermas. 
As angiospermas (do grego aggeîon = vaso, envoltório e sperma = semente) são o grupo de plantas com maior sucesso no ambiente terrestre. Além das sementes e da independência da água para a reprodução, elas também apresentam duas estruturas exclusivas que contribuíram muito para o seu êxito evolutivo: a flor e o fruto.

A FLOR


Flores são estruturas relacionadas à reprodução dessas espécies de plantas. Após o florescimento, a flor origina um fruto com uma ou mais sementes. Cada uma delas, ao germinar, poderá originar uma nova planta dessa mesma espécie, isto é, um novo indivíduo. 
Na flor estão as estruturas responsáveis pela reprodução dessas plantas. 
Estames são as unidades que compõem a estrutura reprodutiva masculina de uma flor. Um ou mais carpelos formam a estrutura reprodutiva feminina. Existem espécies de plantas cujas flores apresentam apenas os carpelos e outras que apresentam apenas os estames. As primeiras são flores femininas, e as outras, flores masculinas. 
Em outras espécies, estames e carpelos aparecem juntos numa mesma flor. Tais ocorrências vão depender da espécie da planta. Por exemplo, a aboboreira e o chuchu são plantas que possuem flores com o sexo separado. A mamona tem flores com os dois sexos.


REPRODUÇÃO 

O ciclo de vida das angiospermas também apresenta duas gerações que se alternam. O esporófito é a fase duradoura, ou seja, é a planta que vemos e que, quando adulta, produz flores. O gametófito é muito reduzido e se desenvolve dentro da flor. 
As flores, órgãos envolvidos na reprodução sexuada das angiospermas, produzem gametas: 
• os gametas femininos são chamados oosferas; 
• os gametas masculinos são os núcleos espermáticos.
Os estames compõem a estrutura masculina de uma flor. Nas extremidades dos estames, as anteras, formam-se os grãos de pólen, dentro dos quais se encontram os núcleos espermáticos. Um ou mais carpelos formam a estrutura feminina de uma flor. A base dilatada de cada carpelo é o ovário, dentro do qual há um ou mais óvulos. No interior de cada óvulo encontra-se uma oosfera. Nas plantas, o termo óvulo não designa o gameta feminino (que é a oosfera), mas uma estrutura que o aloja.

A polinização 


Os grãos de pólen são o “pozinho” que os estames das flores soltam e que você pode perceber ao manusear algumas flores e encostar o dedo nos estames. 
A polinização é o transporte de pólen das anteras para o estigma de uma flor. Nas angiospermas, ela pode ocorrer por meio do vento, da água ou de animais, como moscas, abelhas, borboletas, aves e morcegos. O conjunto de características de cada flor, como perfume, cor, forma e tamanho, determina o tipo de polinizador.
Levados pelo vento, pela água, por insetos ou outros animais, os grãos de pólen podem ser depositados no estigma, que é a parte superior do carpelo. O estigma atingido pode ser da mesma planta que produziu o pólen ou de outra planta (outro indivíduo) da mesma espécie. Quando o pólen se deposita no estigma, ocorre o que chamamos de polinização da flor.
  
As flores do milho (Zea mays) não são atrativas para animais. A polinização é feita pelo vento.

Fertilização 


Após a polinização, cresce um fino tubo a partir do grão de pólen, denominado tubo polínico, que desce pelo carpelo adentro até atingir o óvulo. 
O tubo polínico permite que o núcleo espermático, que estava dentro do grão de pólen, chegue até o ovário e encontre a oosfera, que está dentro de um óvulo. A junção de ambas as células é a fertilização, ou fecundação, que forma um novo indivíduo, o zigoto. Por meio de divisões celulares, o zigoto sofre aumento do número de células, transformando-se num embrião de planta. 

Polinização por agentes físicos 


A polinização por agentes físicos, como o vento ou a água, depende muito do acaso, pois nem sempre o movimento desses agentes ocorre em direção às flores. Algumas adaptações aumentam as chances de sucesso: 

• estigmas grandes, com ampla superfície para receber os grãos de pólen; 
• anteras apoiadas sobre hastes compridas e flexíveis, que balançam com o vento e favorecem a dispersão do pólen; 
• produção de grande quantidade de pólen; 
• grãos de pólen com formato que facilita a flutuação no ar ou na água.

Flores polinizadas pelo vento são, em geral, pequenas, pálidas, não emitem odor e não produzem néctar. O milho, o esporão-de-galo e a grama são alguns exemplos.

Polinização por animais 


Os animais polinizadores procuram as flores em busca de alimento, que pode ser o néctar, um líquido que contém açúcar e se acumula na base da flor, ou os grãos de pólen. Esses alimentos são ricos em substâncias nutritivas. 
Os grãos de pólen grudam no corpo do animal quando ele visita a flor. Ao se deslocar para outra flor, ele transporta o pólen até o estigma dessa outra flor e realiza a polinização. Assim, o animal contribui para que sementes e frutos sejam formados.
As flores polinizadas por animais noturnos, como mariposas e morcegos, em geral são brancas ou exibem cores pálidas e emitem aroma forte no final do dia. Já as flores polinizadas por abelhas e borboletas, animais de hábitos diurnos, geralmente são coloridas e perfumadas. 
Como o deslocamento dos polinizadores de uma flor para outra não depende do acaso, as chances de sucesso da polinização por animais são maiores quando comparadas à polinização por agentes físicos. 
Acredita-se que essa relação de benefício mútuo entre as plantas e seus polinizadores tenha sido um importante fator na evolução das angiospermas, resultando na enorme diversidade de espécies atualmente descritas, cada uma com suas flores características.

Frutos e sementes 


As angiospermas são encontradas em quase todos os ambientes. Isso se deve, entre outros motivos, ao fato de serem facilmente dispersadas, sobretudo por causa dos frutos e das sementes. 
Os frutos e as sementes das angiospermas começam a se desenvolver logo após a fecundação, a partir de estruturas femininas da flor. Tanto o fruto como a semente podem ter características que favorecem o fenômeno da dispersão. Os frutos podem ser coloridos, suculentos e saborosos, por exemplo.
Ao se alimentar dos frutos da amoreira (gênero Morus), a raposa-vermelha (Vulpes vulpes) atua na dispersão das sementes.

Depois da polinização e da fertilização ocorre uma série de eventos que faz, em muitos casos, o ovário se transformar num fruto, dentro do qual há uma ou mais sementes. Cada semente contém um embrião, que veio de uma oosfera fertilizada por um núcleo espermático. 
Além do embrião, a semente contém uma reserva nutritiva que será usada pelo embrião durante o início de seu desenvolvimento, que ocorrerá quando a semente germinar.

O fruto 


As principais funções do fruto são proteger a semente e pro mover sua dispersão, ou seja, favorecer o transporte da semente para longe da planta-mãe. O fruto se forma a partir do desenvolvimento do ovário da flor após a fecundação. Durante esse desenvolvimento, a parede do ovário torna-se mais espessa e passa a ser chamada pericarpo. 

O pericarpo é dividido em três partes: epicarpo, que é o revestimento externo do fruto; mesocarpo, que é a camada intermediária; endocarpo, que corresponde à camada mais interna, que fica em contato com a semente. Em algumas espécies, o mesocarpo é carnoso e serve de alimento para animais.

Os frutos apresentam enorme variedade de formas e tipos. De modo geral, eles podem ser classificados em carnosos e em secos. Os frutos carnosos apresentam mesocarpo macio e suculento; em geral, são nutritivos e saborosos. Exemplos: manga, goiaba, abacate e laranja. 
Os frutos secos não são macios ou suculentos, e costumam ser duros e fibrosos. Exemplos: a vagem do amendoim e o fruto da castanheira-do-pará. Em alguns casos, o fruto pode ser a única fonte de alimento de determinado animal. Assim, caso a planta entre em extinção, essa espécie de animal também tende a desaparecer.

A semente 


A semente tem origem no desenvolvimento de um óvulo após a fecundação. Ela é formada pelo embrião, por uma reserva nutritiva e pela casca. O embrião é formado por um eixo e por uma ou duas folhas embrionárias chamadas cotilédones. Os cotilédones estão relacionados com a nutrição do embrião. 
A casca é a parte mais externa e protege a semente enquanto esta não germina. As reservas nutritivas garantem a energia e as substâncias necessárias para que ocorra a germinação. A germinação é o processo em que o embrião rompe o envoltório da semente e começa a se desenvolver em contato com o ambiente. 
A maioria das sementes contém pouca umidade em seus tecidos, o que praticamente interrompe o metabolismo. Nesse período, geralmente a semente amadurece e pode ser transporta da para longe da planta que a originou. Ela não germina até que absorva certa quantidade de água do ambiente, o que possibilita a retomada do crescimento do embrião ou a germinação. Esse processo também depende de vários fatores, como temperatura, luminosidade e disponibilidade de gás oxigênio. 
A resposta das sementes a esses e outros fatores depende de cada espécie. Algumas, como a alface e outras ervas, germinam apenas se estiverem expostas à luz. Para outras espécies, porém, a luz não interfere na germinação. Temperaturas abaixo de 5 °C ou acima de 45 °C impedem a germinação das sementes da maioria das espécies. 
Existem sementes que, mesmo sob condições favoráveis, não germinam: são sementes que se encontram dormentes e podem permanecer nesse estado por muitos anos. Em algumas espécies, a dormência é interrompida quando a semente é alterada de alguma maneira, por exemplo, se é lavada ou tem sua superfície raspada. 
Durante a germinação, a planta jovem utiliza as reservas nutritivas da semente para crescer e desenvolver raízes, caule e folhas, até ser capaz de produzir o próprio alimento pela fotossíntese.

A dispersão das sementes 


Uma das principais funções do fruto é promover a dispersão das sementes. Os frutos podem ser transportados pelo vento, pela água ou por animais. As características dos frutos facilitam esse transporte. 
Alguns frutos, por exemplo, têm apêndices em forma de asa ou semelhantes a fiapos de algodão, o que facilita sua dispersão pelo vento. Outros, como o coco-da-baía, têm estrutura fibrosa, que os ajuda a flutuar na água de rios e mares. A água, portanto, é o agente dispersor dessas plantas.
Os frutos carnosos geralmente são coloridos e perfumados. Dessa forma, eles atraem animais que os utilizam como alimento. As sementes também são engolidas pelos animais e podem ser eliminadas com as fezes, muitas vezes longe da planta-mãe. 
Em certos casos, os animais transportam os frutos acidentalmente. É o que acontece com os diversos tipos de carrapicho, frutos que têm espinhos ou produzem uma substância pegajosa e, assim, grudam nos pelos ou nas penas dos animais. Em algum momento esse fruto se desprende, geralmente longe da planta que o originou. 

Frutos carnosos, como o sapoti (Manilkara zapota), atraem diversos animais, como os tucanos (Ramphastos toco). As sementes são eliminadas com as fezes do animal.

DIVERSIDADE DE ANGIOSPERMAS 


Atualmente, há cerca de 300 mil espécies de angiospermas vivas e descritas pela ciência. Elas estão distribuídas em vários grupos, mas a maioria pertence a apenas dois deles: monocotiledôneas e eudicotiledôneas. 

Monocotiledôneas 

As sementes das monocotiledôneas (do grego mono = um) têm apenas um cotilédone, daí o nome desse grupo. Outras características desse grupo são as raízes fasciculadas, sem um eixo principal, e as nervuras das folhas – prolongamentos dos vasos condutores de seiva – que são dispostas paralelamente umas às outras. As partes das flores, como as pétalas e os estames, costumam ocorrer em múltiplos de três. Cerca de 60 mil espécies de monocotiledôneas já foram descritas. Entre as mais conhecidas, estão o milho, a cebola, o arroz, a banana, o lírio e as orquídeas. 

Eudicotiledôneas 

Nas eudicotiledôneas, as sementes têm dois cotilédones. As raízes são axiais, ou seja, é possível identificar um eixo principal, de onde partem ramos laterais. As nervuras das folhas são ramificadas. As partes das flores ocorrem em número de 4 ou 5, ou múltiplos desses números. Cerca de três quartos das espécies de angiospermas descritas são eudicotiledôneas. A laranjeira, a roseira, a castanheira, a jabuticabeira e a margarida são alguns exemplos de espécies desse grupo.

GIMNOSPERMAS

Existem plantas que se reproduzem por meio de sementes mas não apresentam flores nem formam frutos. 
Na história da evolução das plantas, as sementes apare ceram pela primeira vez nas gimnospermas (do grego gymnos = nu, despido e sperma = semente). As sementes contêm um embrião e uma reserva nutritiva, a qual sustenta o embrião nas etapas iniciais de seu desenvolvimento. 
As gimnospermas apresentam vasos condutores, e a maioria das espécies tem caule do tipo lenhoso, ou seja, que forma madeira. Por isso, algumas espécies desse grupo atingem dezenas de metros de altura, ficando entre os maiores organismos vivos do planeta. 
Um exemplo é o pinheiro-do-paraná ou araucária. Suas estruturas reprodutivas, denominadas estróbilos, são diferentes nas plantas masculinas e nas femininas. Nos estróbilos das plantas masculinas, forma-se pólen, que é constituído de pequeninas estruturas aproximadamente esféricas (grãos de pólen), que contêm os gametas masculinos. Quando essas plantas liberam o pólen, este é levado pelo vento e atinge os estróbilos das plantas femininas (conhecidos popularmente como pinhas). Esse acontecimento é a polinização. Em seguida, ocorre a fertilização, ou fecundação, que é o encontro dos gametas masculinos (que vieram no pólen) com os gametas femininos (que estavam na pinha), formando zigotos.
Após a polinização e a fecundação, vão se originar as sementes de araucária, costumeiramente chamadas de pinhões. Cada semente contém um embrião que se originou de um zigoto. Essas sementes, que não ficam abrigadas dentro de frutos, após caírem no chão podem germinar e produzir novas araucárias.
A araucária pertence ao grupo das gimnospermas, plantas que se reproduzem por sementes, mas não exibem flores nem produzem frutos. Outros exemplos de gimnospermas são os cedros, os pínus (pinheiros), os ciprestes, as sequoias e as cicas.
Muitas espécies de gimnospermas foram introduzidas no Brasil como plantas ornamentais ou por seu valor econômico. No país, há apenas 22 espécies de gimnospermas nativas. A araucária, ou pinheiro-do-paraná, é a mais conhecida delas.

REPRODUÇÃO 

Nas gimnospermas, a fase duradoura do ciclo de vida é o esporófito, que corresponde à parte visível da planta. O gametófito é muito reduzido e se desenvolve no interior dos estróbilos, estruturas de reprodução. Os estróbilos podem ser masculinos ou femininos. 
Na maioria das espécies atuais, os estróbilos têm a forma de cone e são popularmente chamados de pinhas. 

DIVERSIDADE DE GIMNOSPERMAS 

Os quatro principais grupos de gimnospermas atuais são as coníferas, as cicadófitas, as ginkgófitas e as gnetófitas.

PTERIDÓFITAS

As pteridófitas são chamadas de plantas vasculares porque apresentam um sistema interno de vasos condutores que transportam água e nutrientes entre os vários órgãos da planta. Esse sistema de vasos possibilita que as pteridófitas atinjam tamanhos maiores do que os alcançados pelas briófitas.
As samambaias são exemplos de plantas que não têm flores e frutos, nem se reproduzem por sementes.
Avencas também são exemplos de plantas que não produzem frutos nem sementes. Elas apresentam soros, que podemos ver facilmente em suas folhas, e se reproduzem por meio de esporos. Samambaias e avencas pertencem ao grupo de plantas denominadas pteridófitas, que se reproduzem por esporos e não apresentam flores, frutos nem sementes.
Os vasos condutores estão presentes em todos os órgãos da planta. Por isso, as pteridófitas apresentam raízes, caule e folhas verdadeiros. Assim como nas demais plantas, o ciclo de vida das pteridófitas alterna entre as fases sexuada (gametofítica) e assexuada (esporofítica).
O esporófito corresponde à fase duradoura do ciclo de vida das pteridófitas. Nas samambaias, por exemplo, o esporófito é a planta que cultivamos em vasos. O gametófito é bem pequeno, com poucos milímetros, e tem vida curta. É necessária a presença de água na fase sexuada da reprodução.

DIVERSIDADE DE PTERIDÓFITAS 

São conhecidas aproximadamente 12 mil espécies atuais de pteridófitas. Os principais grupos são as filicíneas, as licopodíneas e as equisetíneas.

Filicíneas 

As filicíneas são as pteridófitas mais comuns, com cerca de 11 mil espécies. O grupo inclui samambaias, avencas, rendas--portuguesas, chifres-de-veado e a samambaiaçu (xaxim). Atualmente, a maioria das filicíneas é de pequeno porte, mas algumas espécies podem ultrapassar os 10 metros de altura, como a samambaiaçu. 
As filicíneas são as pteridófitas mais bem adaptadas ao meio terrestre. A maioria é encontrada em ambientes úmidos, mas há espécies que sobrevivem em ambientes mais secos, como a Caatinga.

Licopodíneas 

Há cerca de mil espécies de licopodíneas conhecidas atual- mente. Elas são popularmente chamadas de licopódios e selaginelas. 
Todas são pequenas e encontradas apenas em locais úmidos. Suas folhas têm formato de agulha ou escamas e recobrem praticamente toda a planta. 

Equisetíneas 

No passado, o grupo das equisetíneas tinha representantes que atingiam dezenas de metros de altura. Atualmente, ele é formado apenas por um gênero com 15 espécies, o Equisetum. Todas são popularmente chamadas de cavalinhas e apresentam porte médio, por volta de um metro de altura.



BRIÓFITAS

As briófitas são plantas avasculares, ou seja, não têm vasos condutores de seiva. A absorção de água e de sais minerais pode ser realizada por qualquer parte do organismo, e a distribuição ocorre diretamente de uma célula para outra. 
As briófitas são plantas de pequeno porte, que não ultrapassam alguns centímetros de altura ou de comprimento; em geral, ocupam ambientes úmidos e sombreados. Na reprodução das briófitas, o gameta masculino precisa nadar para encontrar o gameta feminino. Assim, para que a fecundação seja possível, é necessário que haja água no ambiente.
O ciclo reprodutivo das briófitas é alternante: o gametófito produz gametas e se reproduz de modo sexuado dando origem ao esporófito. O esporófito produz esporos que, ao ser liberados, podem germinar originando novos gametófitos. O ciclo de vida alternante, semelhante ao de certas algas verdes, reforça a ideia de que essas algas deram origem às plantas. 
Nas briófitas, o gametófito vive por mais tempo, sendo considerado a geração duradoura. O esporófito vive menos e depende de alimento e de água fornecidos pelo gametófito. Assim, o esporófito é a geração transitória das briófitas. 

DIVERSIDADE DE BRIÓFITAS 


As briófitas podem ser reunidas em três grupos: musgos, hepáticas e antóceros. 

Musgos 

Musgos são plantas muito pequenas que crescem sobre solos, rochas e troncos de árvores em locais úmidos e sombrios dos. Embora cada plantinha seja bem pequena, várias delas reunidas apresentam o aspecto de um tapete verde aveludado.
Os musgos não apresentam flores, frutos ou sementes. São plantas muito simples, avasculares (sem sistema vascular), cuja reprodução envolve esporos, estruturas aproximadamente esféricas muito pequenas, que podem ser facilmente dispersadas pelo vento. 
Quando um esporo atinge uma superfície na qual há condições favoráveis, continua seu desenvolvimento e, após uma série de complexos eventos, origina um novo indivíduo.
Os musgos formam o maior grupo de briófitas, com pouco mais de 12 mil espécies. No Brasil, são muito comuns nos ambientes naturais e urbanos. Crescem no solo, em barrancos, sobre troncos de árvores e até sobre rochas, muros e paredes, comumente em locais sombreados e úmidos. O gametófito de um musgo tem porte ereto, com altura entre 1 cm e 5 cm. Em geral, os gametófitos crescem lado a lado e, sobre eles, de tempos em tempos, crescem esporófitos – delicadas hastes cor de ferrugem.
Os musgos pertencem ao grupo de plantas denominadas briófitas, ao qual também pertencem as hepáticas e os antóceros.

Hepáticas 

A maior parte das 9 mil espécies de hepáticas vive em ambientes terrestres, em locais muito úmidos ou sombreados; há também espécies de água doce. Os gametófitos das hepáticas são achatados e crescem espalhando-se rente à superfície. Os esporófitos se desenvolvem no interior de estruturas que produzem gametas femininos.  

Antóceros 

Os antóceros constituem o menor grupo de briófitas, com cerca de 100 espécies descritas. Seus gametófitos são semelhantes aos das hepáticas: são achatados e crescem de modo rasteiro em solo úmido ou sobre rochas nas margens de rios. Os esporófitos são longos e crescem com postura ereta.


EVOLUÇÃO DAS PLANTAS

Os biólogos acreditam que as plantas tiveram origem a partir de um grupo de algas verdes que passou a se desenvolver no ambiente terrestre há cerca de 500 milhões de anos. Ao longo do tempo, várias características se estabeleceram e estão presentes até hoje em muitos grupos de plantas. Em geral, essas características têm relação com a adaptação das plantas ao ambiente terrestre, ou seja, à vida fora da água.
A diversidade de plantas é muito grande e inclui as algas vermelhas, as algas verdes, as “briófitas” como os musgos, as “pteridófitas” como as samambaias e avencas, as “gimnospermas” como os pinheiros, e as angiospermas, plantas que formam flores, como as mangueiras, os coqueiros, as laranjeiras, as bananeiras e muitas outras. Estamos usando “aspas” para os grupos que atualmente não correspondem mais a categorias taxonômicas válidas, embora ainda possam ser empregados como termos coletivos.
As algas vermelhas e verdes vivem principalmente em ambientes aquáticos e as demais principalmente em ambiente terrestre, sendo por isso chamadas plantas terrestres. 


GRUPOS DE PLANTAS

De acordo com a ausência ou a presença de determinadas características, as plantas são classificadas em quatro grupos: briófitas, grupo dos musgos; pteridófitas, grupo das samambaias; gimnospermas, grupo dos pinheiros; e angiospermas, grupo das plantas que têm flores e frutos, como o ipê e as roseiras.
O surgimento e a expansão das plantas no ambiente terrestre modificaram a paisagem dos primórdios da Terra e possibilitaram a expansão dos animais nesse ambiente, já que elas são a base das cadeias alimentares mais frequentes na natureza. Dentre as várias características que propiciaram essa expansão, vamos analisar aquelas relacionadas com a reprodução sexuada. 
As plantas terrestres derivam de um grupo ancestral comum ao das algas verdes e, na transição para o ambiente terrestre, surgiram as seguintes características:
• camada de células estéreis envolvendo e protegendo os gametângios, estruturas formadoras de gametas; esta camada protetora não existe nos gametângios das algas; 
• retenção do zigoto e dos estágios iniciais de desenvolvimento embrionário dentro do gametângio feminino, conferindo grande proteção ao embrião.
As “briófitas” apresentam características de transição do ambiente aquático para o terrestre. Elas ocorrem preferencialmente em ambientes úmidos e abrigados da luz direta e dependem da água para a reprodução sexuada. Nessas plantas, os gametas masculinos são flagelados, como ocorre também na maioria das algas. Os flagelos são estruturas que promovem o deslocamento das células e só são eficientes nesse processo em meio líquido. Assim, plantas que apresentam gametas flagelados dependem da água para a fecundação. 
No ambiente terrestre, há necessidade de gotas de orvalho ou de chuva para que os gametas masculinos cheguem até os femininos, que, nos diversos grupos de plantas terrestres, são sempre imóveis.
As “pteridófitas” apresentam, em relação às “briófitas”, mais adaptações ao ambiente terrestre, porém também dependem da água para a reprodução sexuada, uma vez que seus gametas masculinos também são flagelados.
As primeiras plantas que passaram a apresentar independência da água para a reprodução foram as “gimnospermas”, plantas cujas estruturas relaciona das à reprodução sexuada são bem evidentes e são chamadas estróbilos. É o caso das coníferas, como a araucária (pinheiro-do-paraná) e o pinheiro-silvestre. Essa independência está relacionada ao surgimento dos grãos de pólen, do tubo polínico, dos óvulos e das sementes.
Os grãos de pólen apresentam envoltório resistente, abrigando em seu interior a estrutura formadora de gametas masculinos, chamados nesses casos de células espermáticas A B. Na época da reprodução, os grãos de pólen são liberados e podem ser transportados por diversos mecanismos até as estruturas reprodutoras femininas. Esse processo é chama do polinização. Nas “gimnospermas”, a polinização sempre depende do vento.
Nas plantas, o óvulo não é o gameta feminino, como ocorre nos animais. Ele é uma estrutura que abriga o gameta feminino; a oosfera. Ao chegar ao óvulo, o grão de pólen germina, formando o tubo polínico, que leva o gameta masculino até o gameta feminino, ocorrendo a fecundação.
Após a fecundação, o óvulo transforma-se em se mente. As sementes abrigam o embrião, protegendo-o contra a desse cação e outros fatores adversos do meio. Na araucária, a semente é popularmente conhecida por pinhão, e o estróbilo feminino é denominado pinha. O desenvolvimento do embrião origina o pinheiro, e assim o ciclo continua.
O surgimento da semente contribuiu para aumentar a sobrevivência do embrião e facilitar a dispersão da espécie, possibilitando que essas plantas ocupassem mais amplamente o ambiente terrestre. 
As novidades evolutivas que surgiram nas “gimnospermas”, relacionadas com a independência da água para reprodução, persistiram nas angiospermas. Elas também apresentam grãos de pólen, tubo polínico, óvulos e sementes. 
Na linhagem das angiospermas, entretanto, surgiram outras estruturas de proteção do óvulo e da semente: os ovários e os frutos, respectivamente. Após a fecundação, os óvulos dão origem às sementes, e os ovários formam os frutos, que dão maior proteção às sementes e contribuem para sua dispersão.
Nas angiospermas os elementos relacionados com a reprodução sexuada encontram-se reunidos em estruturas evidentes: as flores. 


ALGAS

As algas são seres eucariontes e podem ser unicelulares ou pluricelulares. Todas são autótrofas fotossintetizantes, ou seja, produzem o próprio alimento por fotossíntese. Elas têm clorofila – pigmento verde envolvido no processo da fotossíntese –, mas também podem ter outros pigmentos, responsáveis pela sua variação de cor. As algas também apresentam grande diversidade de aparência e de tamanho.
O corpo das algas pluricelulares é formado por um talo cujas estruturas lembram partes de uma planta, como caule e folhas. Esse talo, no entanto, não é constituído de órgãos ou de tecidos verdadeiros, como é o caso da maioria das plantas.
A maioria das espécies de algas é marinha ou de água doce, mas algumas se desenvolvem em ambientes terrestres úmidos. Sejam unicelulares, sejam pluricelulares, as algas podem se re produzir de forma assexuada e sexuada.

REPRODUÇÃO ASSEXUADA 

As algas unicelulares se reproduzem assexuadamente por divisão binária. Nas algas pluricelulares, a reprodução pode ocorrer por esporulação e por fragmentação do talo. Na esporulação, cada esporo flagelado é capaz de originar um novo indivíduo pluricelular. Na fragmentação, um ou mais pedaços da alga se destacam, podendo originar novos indivíduos.

REPRODUÇÃO SEXUADA 

A reprodução sexuada é comum entre as algas. Nas pluricelulares, os processos sexuados são variados. Em certas espécies, os indivíduos adultos são formados por células haploides. Algumas dessas células formam gametas, os quais são lança dos na água. Quando os gametas se unem, originam um zigoto diploide. O zigoto se divide por meiose e cada célula haploide se desenvolve até formar uma alga adulta haploide. Em outras espécies, a alga adulta é formada por células diploides. 
Algumas células sofrem meiose e originam gametas haploides, lançados no ambiente. Após a fecundação, o zigoto diploide se desenvolve em adultos diploides. Em muitas espécies, como as do gênero Ulva, o ciclo de vida é alternante: em uma fase do ciclo, as algas adultas são haploides; em outra fase, as algas adultas são diploides.

Reprodução sexuada nas plantas

Briófitas (musgos) e pteridófitas (samambaias) foram as primeiras plantas terrestres e dependem até hoje da água do ambiente para a reprodução. A água é necessária para que o gameta masculino, móvel e flagelado, alcance e fecunde o gameta feminino. Isso limita sua ocupação a ambientes úmidos, como o entorno de cachoeiras, florestas úmidas e locais similares.

Reprodução nas briófitas


Veja, por exemplo, como o processo ocorre nos musgos, que pertencem ao grupo das briófitas. Essas plantas têm alternância de gerações, ou seja, uma geração que se reproduz sexuadamente origina uma nova geração que se reproduz assexuadamente, a qual, por sua vez, gera descendentes que se re produzem sexuadamente.
No ciclo reprodutivo estão presentes os esporófitos – indivíduos produtores de esporos – e os gametófitos – indivíduos produtores de gametas. Na fase sexuada, ocorre a produção dos gametas, e na fase assexuada, a produção de es poros. Esses esporos caem no solo, germinam e formam uma grande quantidade de novas plantas masculinas ou femininas que irão produzir, respectivamente, gametas masculinos e femininos.

Reprodução nas pteridófitas 


Assim como as briófitas, as pteridófitas são encontradas geralmente em lugares úmidos e com sombra, pois dependem da água para a reprodução. Na reprodução sexuada desses dois grupos de plantas, os gametas masculinos precisam estar na água para se deslocar até o gameta feminino, que é imóvel. As pteridófitas também se reproduzem com alternância de uma fase sexuada e outra assexuada.

Reprodução nas fanerógamas


As plantas fanerógamas (gimnospermas e angiospermas) são plantas que têm os órgãos reprodutores visíveis. Elas conquistaram mais amplamente o ambiente terrestre há cerca de 280 milhões de anos. Isso foi possível porque, na história da evolução das plantas, surgiram novas estruturas que possibilitaram a reprodução independentemente da água. As principais aquisições evolutivas foram os grãos de pólen e as sementes. 
Os grãos de pólen correspondem aos gametófitos masculinos jovens, que podem ser transportados até o órgão reprodutivo feminino. Nesse local, podem crescer e originar o tubo polínico, que representa o gametófito masculino adulto. Este contém as células que farão o papel dos gametas masculinos. Assim, esses gametas ficam protegidos da desidratação e podem ser levados de uma planta para outra pelo vento ou por outros agentes. Esse processo de transporte dos grãos de pólen chama-se polinização.
Isso facilita a reprodução e a ocupação de novos territórios, pois as plantas capazes de desenvolver tubos polínicos realizam o processo de reprodução independentemente da água do ambiente, porque o gameta masculino está no tubo polínico e chega até o gameta feminino sem necessidade de meio líquido. Além disso, essas plantas têm o embrião protegido pela semente, que é uma estrutura que armazena reservas nutritivas que suportam o desenvolvimento do embrião até se formarem as primeiras raízes e folhas. 
Essas características favoreceram sua sobrevivência nos mais diversos ambientes terrestres. As sementes podem ser protegidas ou não pelos frutos. As gimnospermas (gimnos = nu; sperma = semente) são plantas que têm sementes, mas não apresentam fruto.

As angiospermas são plantas com flores e frutos. As flores são estruturas reprodutivas visíveis. Suas cores e seus odores atraem animais que atuam como agentes polinizadores, isto é, realizam a polinização. O fruto, por sua vez, protege a semente. Isso favorece a reprodução dessas plantas e, consequentemente, a ocupação do ambiente por elas. Uma flor pode ter até quatro partes: cálice, corola, androceu e gineceu. 

Vejamos como são formadas essas partes.

• Sépalas – estruturas, geralmente verdes, que ajudam a manter a umidade e protegem os botões florais de parasitas e animais herbívoros. As sépalas algumas vezes assumem as funções das pétalas. O conjunto de sépalas forma o cálice. 
• Pétalas – folhas modificadas que podem apresentar várias cores e odores e têm grande importância na atração de agentes polinizadores, como insetos, aves e morcegos. O conjunto de pétalas forma a corola. 
• Estames – estruturas que formam o sistema reprodutor masculino. Cada estame é composto de antera e filete. Na antera são produzidos os grãos de pólen. O conjunto de estames forma o androceu. 
• Carpelos – estruturas que constituem o sistema reprodutor feminino. O carpelo é composto do ovário e do estilete, a porção alongada cuja ponta é denominada estigma. O estigma produz uma secreção viscosa que contribui para a fixação do grão de pólen. O ovário, após a fecundação, se transforma em fruto. O conjunto de um ou mais carpelos forma o gineceu.

As flores podem ser hermafroditas, masculinas ou femininas. As flores hermafroditas possuem tanto o androceu quanto o gineceu, como a flor na imagem da página anterior. As masculinas contêm apenas o androceu, e as femininas, só o gineceu. 
Há espécies que não têm flores hermafroditas, mas que apresentam, numa mesma planta, flores masculinas e flores femininas, ou seja, os órgãos reprodutores masculino e feminino estão em flores separadas do mesmo indivíduo. Há também espécies, como os mamoeiros, que apresentam separadamente plantas apenas com flores masculinas e plantas apenas com flores femininas. 
Nas espécies com flores hermafroditas ou com flores masculinas e femininas na mesma planta, a autofecundação (quando a planta fecunda a si mesma) é uma possibilidade que desfavorece a variabilidade genética na geração seguinte. Há, porém, adaptações nessas espécies que impedem ou dificultam a autofecundação. Por exemplo:

• o amadurecimento do gineceu em época diferente do amadurecimento do androceu; 
• a localização, na flor, do androceu em posição inferior à do gineceu, dificultando o contato do pólen com o estigma, ou das flores femininas em partes mais altas da planta.




Reprodução assexuada em plantas

Muitas plantas têm a capacidade de se reproduzir assexuadamente, desenvolvendo uma nova planta com origem nos órgãos de uma planta-mãe, os quais normalmente não têm função reprodutiva e são chamados de vegetativos. As plantas-filhas crescem e se desenvolvem naturalmente por meio de raízes, caules e folhas da planta-mãe, os quais inicialmente dão origem a raízes, permitindo o estabelecimento e fixação da nova planta, que depois desenvolve caule e folhas.
As plantas podem se reproduzir de maneira assexuada, sexuada ou das duas formas. A reprodução assexuada ocorre, por exemplo, na cana-de-açúcar, em que pedaços do caule são dispostos no solo e se tornam novos organismos com material genético idêntico ao da planta original. Essa técnica é utilizada nas plantações agrícolas.
A reprodução assexuada também ocorre em caules subterrâneos e rasteiros, por exemplo. Esses caules vão se ramificando e, como ocorre com a batata-inglesa, formando raízes que originam novas mudas. Raízes, como a batata-doce, também podem originar novas mudas. 
Os seres humanos vêm usando o conhecimento sobre a reprodução as sexuada das plantas para produzir alimentos maiores ou mais nutritivos, por exemplo. No caso da banana, foram selecionados frutos sem sementes. A bananeira se reproduz de forma assexuada por brotos que surgem em sua base. O caule verdadeiro da bananeira não é o que observamos sobre a terra, mas sim uma estrutura subterrânea.
Ao longo da história, os seres humanos aprenderam a utilizar essas características das plantas para produzir alimentos em larga escala, uma vez que esse tipo de reprodução gera mais descendentes e com mais facilidade.
Na reprodução assexuada em que há intervenção do ser humano, utilizam-se partes da planta para se obter descendentes com as mesmas características da planta-mãe, buscando manter a qualidade e a produtividade nas plantas-filhas.
Isso é benéfico por permitir prever que os descendentes serão semelhantes à planta-mãe, ainda que isso também signifique que eles estejam mais sujeitos a sofrer de uma mesma doença ou com mudanças ambientais. 
Observe os principais métodos de reprodução assexuada de plantas utilizados pelo ser humano.

Estaquia

Técnica em que a reprodução ocorre por meio de fragmentos do caule da planta-mãe, que formam novas raízes. As estacas também são conhecidas como mudas.

Enxertia

Técnica em que são utilizadas duas plantas com o propósito de reprodução simples ou de juntar as melhores características de cada uma numa só planta.

Alporquia 

Técnica em que são feitos cortes numa parte do ramo que, depois, é coberta com terra úmida e envolta em plástico. Após algum tempo, crescem raízes no lugar dos cortes. Essa parte do ramo pode então ser cortada e plantada no solo.

Mergulhia

Técnica em que o caule, quando flexível, é direcionado para o solo e parte de sua extensão é enterrada para enraizar. Depois, ele é separado da planta-mãe. A mergulhia é empregada, por exemplo, na reprodução do cajueiro. Essa técnica pode ser realizada, também, com raízes e folhas.



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