quarta-feira, 13 de maio de 2026

A nomenclatura científica

A classificação de uma espécie inclui sua nomenclatura, de modo que ela possa ser identificada com facilidade, independentemente do local do mundo onde esteja o pesquisador e do idioma que ele fale. 
Dessa forma, a nomenclatura científica possibilita a comunicação precisa entre os pesquisadores. Por exemplo, mandioca, maniva, aipim e macaxeira são nomes populares e regionais que correspondem à mesma espécie no Brasil, cujo nome científico é Manihot esculenta.
Também existem nomes populares que cor respondem a mais de uma espécie. O abacaxi, por exemplo, pode ser das espécies Ananas comosus ou Ananas ananassoides. 
O nome científico de uma espécie é binomial, isto é, composto de dois termos, escritos em latim e destacados do texto. Considerando, por exemplo, o nome científico do ipê-amarelo, Tabebuia alba, o primeiro termo, Tabebuia, indica o gênero ao qual a árvore pertence e deve ser escrito sempre com inicial maiúscula. Os dois termos juntos, Tabebuia alba, indicam a espécie. O segundo termo é escrito com inicial minúscula e nunca deve ser escrito sozinho.

No imenso território brasileiro, a espécie Tabebuia alba tem diversos nomes populares, como ipê-amarelo, ipê-ouro, ipê-pardo, ipê-tabaco, ipê-do-cerrado e ipê-dourado.


Os reinos

Diversas propostas de classificação dos seres vivos foram sugeridas por diferentes estudiosos e cientistas. Conforme novas tecnologias eram desenvolvidas, novos critérios podiam ser identificados e utilizados, resultando em novas classificações. 
Esse processo continua até os dias de hoje. Nesta estudo, utilizaremos a classificação dos seres vivos pro posta inicialmente pelo biólogo, botânico e ecologista estadunidense Robert H. Whittaker (1920-1980), em 1969, e, posteriormente, modificada pela bióloga estadunidense Lynn Margulis (1938-2011) e pela bióloga inglesa Karlene V. Schwartz (1936-). Elas propuseram que os seres vivos poderiam ser classificados em cinco reinos.

Os cinco reinos dos seres vivos


A classificação que abordamos reúne todos os seres vivos em cinco reinos: Monera (das bactérias e arqueas), Protoctista (das algas e protozoários), Fungi (dos fungos), Animalia (dos animais) e Plantae (das plantas). Veja a seguir algumas características dos seres vivos que compõem cada reino.
Moneraformado por seres unicelulares, procarióticos (não têm membrana envolvendo o núcleo) e autotróficos ou heterotróficos.  São as bactérias e as arqueas.
Protoctista: unicelulares ou pluricelulares, eucarióticos, autotróficos ou heterotróficos. e que podem ou não realizar fotossíntese. São os protozoários e as algas.
Fungi: formado por seres vivos unicelulares ou pluricelulares, eucariontes, que não realizam fotossíntese e obtêm alimento por absorção. Exemplos: bolores e leveduras.
Plantae: formado por seres vivos pluricelulares, eucariontes e que realizam fotossíntese. São as plantas.
Animalia: formado por seres vivos pluricelulares, eucariontes (têm núcleo celular envolvido por membrana), que não realizam fotossíntese e, em sua maioria, obtêm seu alimento por ingestão. Inclui organismos como mamíferos, aves, insetos e peixes.
Essa é uma classificação possível, mas não é a única. Há classificações que consideram uma categoria acima de reino, chamada domínio. 
Nela, os procariontes são divididos em dois domínios, Archaea e Bacteria, e os demais seres vivos são classificados no domínio Eukarya

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Sistema digestório

O sistema digestório é um conjunto de estruturas em que os ali mentos são processados e transformados em partículas menores. Isso possibilita a absorção dos nutrientes presentes nos alimentos e necessários ao organismo humano.
Além disso, o sistema digestório elimina os resíduos que restaram dos alimentos durante o processo de digestão e que não foram digeridos nem absorvidos pelo corpo. O sistema digestório é composto pelo trato gastrointestinal e pelas estruturas anexas, ou seja, que auxiliam no processo de digestão.

Trato gastrointestinal 


O trato gastrointestinal é um tubo contínuo, que compreende os órgãos apresentados a seguir.
Boca: cavidade onde se encontram a língua e os dentes, os quais realizam a digestão mecânica dos alimentos por meio da mastigação, quebrando o alimento em porções menores. Na boca também ocorre a atuação da saliva, que umedece o alimento e inicia sua digestão química. Além disso, nessa cavidade forma-se o bolo alimentar que é impulsionado pela língua à faringe. 
Faringe: tubo que impulsiona o bolo alimentar da boca para o esôfago.
Esôfago: tubo muscular que encaminha o bolo alimentar da faringe ao estômago.
Estômago: órgão que recebe o bolo alimentar e secreta o suco gástrico, com posto de substâncias que atuam na digestão química do alimento. O estômago também realiza movimentos peristálticos, relacionados à digestão mecânica. Nesse órgão, o bolo alimentar passa a se chamar quimo. 
Intestino delgado: realiza parte da digestão dos alimentos e é onde ocorre grande parte absorção de água e nutrientes. 
Intestino grosso: órgão responsável, por exemplo, pela formação e eliminação das fezes e reabsorção da água, processo já iniciado no intestino delgado. Apresenta uma porção final, chamada reto, que termina no ânus, por onde as fezes são eliminadas do organismo.

Estruturas anexas 


Glândulas salivares: produzem a saliva e a secretam na cavidade bucal. A saliva auxilia na digestão e umedece o alimento, facilitando a deglutição e auxiliando o paladar.
Fígado: produz a bile, material que contém substâncias que auxiliam a digestão dos lipídios, um tipo de nutriente presente nos alimentos. 
Vesícula biliar: armazena a bile, produzida pelo fígado, e a libera no interior do intestino delgado. 
Pâncreas: glândula que produz hormônios e suco pancreático, que auxilia a digestão dos alimentos.


Sistema respiratório

O sistema respiratório é responsável por captar o gás oxigênio do meio externo e eliminar o dióxido de carbono ( CO 2 ) do organismo. Esse papel é desempenhado com a participação de diferentes órgãos e estruturas.
Os pulmões são os órgãos responsáveis pelas trocas gasosas no corpo humano. A entrada e a saída de ar dos pulmões são chamadas ventilação pulmonar e são divididas em duas fases: a inspiração e a expiração.

A inspiração é a entrada de ar nos pulmões. Nela, ocorre a contração do músculo diafragma e dos músculos intercostais, fazendo a caixa torácica se expandir, ou seja, aumentar de volume. Como resultado, a pressão no interior dos pulmões diminui, ficando inferior à pressão atmosférica, o que empurra o ar das narinas para os alvéolos.

A expiração é a saída de ar dos pulmões. Nela, o diafragma e os músculos intercostais relaxam e voltam à posição original. Esse relaxamento faz com que a pressão do ar dentro dos pulmões fique maior que a pressão atmosférica. Como resultado, o ar é empurrado para fora do organismo.

Ao passar pela cavidade nasal, o ar inspirado recebe calor dos capilares sanguíneos e, assim, é aquecido. Além disso, o muco presente nessa cavidade umedece o ar e aprisiona partículas de impurezas, impedindo que avancem no sistema respiratório. 
O ar segue pela faringe e é encaminhado à laringe. Além de conduzir o ar à traqueia, a laringe está envolvida na produção da fala. 
A traqueia se divide e forma dois ramos, chamados brônquios, os quais penetram os pulmões. Os brônquios se ramificam várias vezes e originam tubos menores, denominados bronquíolos
Os bronquíolos, por sua vez, subdividem-se, originando os ductos alveolares, que terminam em estruturas microscópicas denominadas alvéolos. A função dos alvéolos é realizar a troca de gases entre o ar e o sangue presente nos capilares.
O processo em que ocorre a troca dos gases respiratórios, entre os alvéolos e os capilares, é chamado respiração pulmonar. As paredes dos capilares e dos alvéolos são muito finas e mantêm contato entre si, permitindo a troca de gases entre os sistemas respiratório e cardiovascular.
O gás oxigênio que entra nos capilares dos alvéolos é transportado pelo sistema cardiovascular, por meio do sangue, para os diferentes tecidos do corpo humano. 
Os tecidos mantêm comunicação com o sistema cardiovascular por meio de capilares. Essa comunicação é importante porque, como estudamos, o sangue distribui nutrientes e oxigênio aos tecidos e retira deles o dióxido de carbono. A troca dessas substâncias entre os capilares e os tecidos é chamada respiração tecidual. 
Nas células dos diferentes tecidos, ocorre a chamada respiração celular. Nesse processo, a glicose, proveniente da digestão de alimentos, é transformada, na presença do oxigênio obtido na inspiração. Como resultado, a energia presente no nutriente é liberada e o dióxido de carbono e a água são formados. O sangue participa do transporte dessas substâncias para todas as partes do corpo humano.


Sistema urinário

Durante o metabolismo das proteínas, um tipo de nutriente, são produzidas em nosso organismo substâncias tóxicas, como a amônia e a ureia. Essas substâncias são eliminadas do organismo pelo sistema urinário, por meio da urina. Além disso, esse sistema auxilia a regular o volume e a composição do sangue no corpo humano.
Os papéis desempenhados pelo sistema urinário envolvem a atuação de diferentes órgãos e estruturas. 

Rins: órgãos que exercem diferentes papéis, como o de filtrar o sangue, retirando dele impurezas, e o de produzir a urina. Além disso, os rins regulam o volume dos líquidos corporais no corpo humano. 
Ureteres: tubos musculares que transportam a urina dos rins até a bexiga urinária. 
Bexiga urinária: órgão muscular que armazena a urina temporariamente. 
Uretra: tubo muscular que conduz a urina armazenada na bexiga urinária para fora do corpo humano. 

Sistema linfático

É formado pelos vasos linfáticos, pelos linfonodos (nódulos linfáticos) e pelos órgãos linfoides, como baço, timo e tonsilas. Participa dos mecanismos de defesa do corpo.
Os espaços existentes entre as células que compõem os tecidos do corpo humano são preenchidos com o fluido intercelular. Parte desse fluido é absorvida pelos capilares sanguíneos e passa a compor o sangue. Outra é absorvida pelo sistema linfático, formando a linfa. 
O sistema linfático drena o fluido intercelular dos tecidos, já que seu excesso pode prejudicar o funcionamento dos tecidos e órgãos. 
Além disso, esse sistema atua no transporte de determinadas vitaminas e lipídios do sistema digestório até o sangue e auxilia nas defesas do corpo humano contra agentes estranhos e células cancerosas, por exemplo.

Tonsilas: estruturas localizadas na região do pescoço e que atuam na defesa do nosso organismo contra determinadas substâncias estranhas e microrganismos. 
Linfonodos: estruturas distribuídas por todo o corpo ao longo dos vasos linfáticos e que atuam na filtragem da linfa e na defesa do organismo.
Timo: órgão localizado próximo aos pulmões e onde ocorre a maturação de determinadas células de defesa. 
Baço: responsável por produzir proteínas que atuam na defesa do organismo. Além disso, atua na eliminação de partículas estranhas e microrganismos. O baço tem íntima relação com o sistema cardiovascular, pois atua na produção, no armazenamento e na eliminação de componentes do sangue, atuando também como um reservatório de sangue, que é liberado nas situações em que há grandes perdas sanguíneas.
Vasos linfáticos: apresentam paredes bem finas e transportam a linfa. Sofrem ramificações, dando origem aos capilares linfáticos, que são vasos microscópicos.

Defesas do corpo humano


Vimos que, entre outros papéis, o sistema linfático auxilia na defesa do corpo humano. No entanto, ele não é o único responsável por essa defesa. 
O corpo humano também apresenta barreiras que impedem ou dificultam a entrada de agentes causadores de doenças. A pele e os tecidos que revestem os órgãos internos são exemplos dessas barreiras. 
No entanto, nem sempre essas barreiras físicas são suficientes para impedir a entrada desses agentes patogênicos no organismo. Para auxiliar nas defesas do corpo humano, existem proteínas, células, tecidos e órgãos especializados. 
A capacidade de se defender de agentes estranhos ao corpo é chamada imunidade. Um exemplo de defesa no corpo humano são células chamadas leucócitos. Determinados leucócitos presentes no corpo realizam fagocitose, processo no qual as células englobam e destroem microrganismos, fragmentos de células e substâncias estranhas. 
Os leucócitos são produzidos na medula óssea vermelha e distribuídos no sangue e na linfa. Nos linfonodos, a linfa é filtrada e os agentes causadores de doença são destruídos por determinados leucócitos. 
Existem leucócitos que produzem anticorpos, proteínas que atuam no processo de defesa do corpo humano. Os anticorpos atuam de forma mais específica sobre agentes invasores.

Sistema cardiovascular

O corpo humano necessita de diversas substâncias para se desenvolver e realizar suas atividades vitais, ou seja, necessárias para a manutenção da vida. Entre essas substâncias podemos citar os nutrientes, provenientes da digestão dos alimentos e absorvidos pelo sistema digestório, e o gás oxigênio ( O 2 ) , obtido pelo sistema respiratório.
Essas substâncias são transportadas e distribuídas às demais células do corpo, principalmente por meio do sangue. Além disso, o sangue atua retirando das células os resíduos produzidos por elas, transportando-os até os órgãos responsáveis por eliminá-los do corpo. 
O coração está localizado na região torácica, entre os pulmões. Ele é formado por tecido muscular cardíaco, capaz de se contrair de maneira involuntária e autônoma. Além disso, o coração está conectado a diversos vasos sanguíneos.
O coração é o órgão que impulsiona o sangue, que circula no interior dos vasos sanguíneos. Tanto o sangue quanto o coração e os vasos sanguíneos constituem o sistema cardiovascular.
Os vasos sanguíneos são estruturas tubulares por onde circula o sangue. Eles podem ser de diferentes tipos. Leia a seguir. 
Artérias: transportam o sangue do coração para os tecidos do corpo humano e têm maior diâmetro quando comparado aos demais tipos de vasos sanguíneos. Além disso, sua parede é mais espessa. 
Veias: transportam o sangue dos tecidos para o coração. Em geral, apresentam paredes menos espessas que as artérias. 
Capilares: têm parede fina, geralmente uma camada, que permite as trocas de substâncias entre o sangue e as células dos tecidos. Têm pequeno diâmetro.

Cólera

A cólera é causada por um tipo de bactéria. Seus principais sintomas são diarreia aquosa abundante, vômitos e cãibras nas pernas.  A perda r...