No planeta Terra, há grande diversidade de plantas, com as mais variadas formas e ocupando os mais diversos ambientes. Para facilitar a compreensão desse grupo de seres vivos, os botânicos estabeleceram alguns critérios que possibilitam a classificação científica das plantas. Entre os critérios utilizados estão a presença ou a ausência de tecidos condutores de seiva, de sementes e de frutos.
De acordo com esses critérios, as plantas podem ser agrupadas de diferentes formas. Adotamos uma classificação que divide as plantas em quatro grandes grupos: briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.
A evolução das plantas
As pesquisas científicas indicam que as plantas evoluíram de um ancestral semelhante às algas verdes atuais. As plantas atuais apresentam
diversas adaptações que possibilitaram a colonização do ambiente terrestre.
As plantas terrestres possuem estruturas para diminuir ou impedir a
perda de água, como a cutícula, uma camada de revestimento que reduz
a evaporação, principalmente nas folhas.
No ambiente terrestre, as plantas retiram água principalmente do solo.
As briófitas são avasculares (sem tecidos condutores), e a condução de
água e de sais minerais das suas raízes para as demais estruturas do
corpo é realizada de uma célula para outra, por um processo chamado
difusão. O transporte de seiva por difusão é lento e só é viável em plantas de pequeno porte. No processo evolutivo dos grupos de plantas, o
surgimento dos tecidos condutores permitiu um transporte de água e
nutrientes mais eficiente, o que possibilitou às plantas vasculares (com
tecidos condutores) atingir tamanhos maiores.
As briófitas e as pteridófitas necessitam de água para a reprodução,
o que as torna dependentes de ambientes úmidos, mesmo sendo terrestres. Já as gimnospermas e as angiospermas apresentam estruturas
reprodutivas que as tornam independentes da água para a reprodução.
As gimnospermas e as angiospermas têm sementes que envolvem o
embrião, protegendo-o e evitando a perda de água. Nas angiospermas,
a flor está relacionada a aspectos reprodutivos, e o fruto protege a
semente, facilitando também sua dispersão.
Briófitas
As briófitas são plantas de tamanho pequeno, atingindo poucos centímetros de altura. Vivem preferencialmente em locais úmidos e som
breados. Desenvolvem-se diretamente no solo ou ocupam a superfície
de troncos de árvores e rochas. Os representantes mais comuns das
briófitas são os musgos, as hepáticas e os antóceros.
As briófitas são avasculares. Não possuem sementes, flores ou frutos.
Essas plantas são formadas por estruturas simples e não apresentam
raiz, caule ou folhas verdadeiros.
Pteridófitas
As pteridófitas são vasculares e possuem raiz, caule e folhas verdadeiros. A maioria das espécies de pteridófitas é terrestre e vive preferencialmente em ambientes úmidos e sombreados. Não apresentam flores,
frutos ou sementes. Os exemplos mais comuns de pteridófitas são as
samambaias, as avencas, os licopódios e as cavalinhas.
O caule das pteridófitas é geralmente subterrâneo e horizontal, chamado rizoma.
As folhas desse grupo vegetal dividem-se em folíolos. Na época da
reprodução, pequenos pontos escuros, chamados soros, surgem na
superfície inferior dos folíolos. Nos soros são produzidos os esporos,
estruturas reprodutivas assexuais.
Exemplos de pteridófitas:
Gimnospermas
As gimnospermas vivem preferencialmente em regiões de clima frio ou
temperado. No Brasil, ocorrem naturalmente em locais geralmente com
altitudes elevadas nas regiões Sul e Sudeste. Há apenas duas espécies
de gimnospermas nativas brasileiras: a araucária, também conhecida
como pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), que produz os pinhões, utilizados na culinária brasileira, e o pinheiro-bravo (Podocarpus
lambertii). A sequoia, gimnosperma nativa da América do Norte, chega a
atingir mais de 100 metros de altura.
As gimnospermas, assim como as pteridófitas, são plantas vasculares
com raiz, caule e folhas verdadeiros. Algumas espécies apresentam folhas
em forma de agulha, o que diminui a perda de água por evaporação e, em
locais com inverno rigoroso, reduz o acúmulo de neve sobre a superfície
foliar, evitando o congelamento.
As plantas desse grupo apresentam sementes nuas, pois não há
produção de frutos. A denominação gimnosperma vem do grego gymnos,
“nu”, e sperma, “semente”. As sementes abrigam, protegem e nutrem o
embrião, garantindo, assim, o seu desenvolvimento até o surgimento das
primeiras folhas.
Exemplos de gimnospermas:
Angiospermas
As angiospermas são as plantas mais comuns e abundantes que existem, podendo ser encontradas em vários tipos de hábitat, como ambientes
aquáticos ou regiões de clima desértico. Quanto ao porte, podem ser
herbáceas (ervas e gramas), arbustivas (arbustos) ou arbóreas (árvores
e palmeiras). São exemplos de angiospermas o manjericão, a azaleia e
os ipês.
Assim como as pteridófitas e as gimnospermas, as angiospermas são
plantas vasculares. Essas plantas têm raiz, caule, folhas e sementes. No
entanto, diferentemente das gimnospermas, cujas sementes são nuas,
as angiospermas possuem sementes protegidas pelo fruto. O desenvolvimento de estruturas da flor das angiospermas dá origem ao fruto.
Exemplos de angiospermas: