sábado, 30 de maio de 2026

Viroses

Os vírus são parasitas que obrigatoriamente precisam de outros seres vivos para sobreviver, como bactérias, protozoários, algas, plantas e animais. 
Muitas doenças causadas por vírus (viroses) – como a gripe, o resfriado, a poliomielite, o sarampo, a rubéola, a caxumba ou parotidite e a catapora – são transmitidas de uma pessoa para outra por meio de espirro, tosse ou fala, que espalham gotículas no ar. A transmissão dessas doenças pode ocorrer também por meio de água ou alimentos contaminados com a saliva de pessoas infecta das. Com exceção do resfriado, há vacinas eficazes contra essas doenças citadas. 
Outras viroses, como a dengue, a zika, a chikungunya e a febre amarela, são transmitidas por mosquitos, enquanto a raiva é transmitida por mordidas de animais infectados. Vamos conhecer com mais detalhes algumas viroses.

Gripe e resfriado 


A gripe e o resfriado são causados por vírus diferentes. No entanto, alguns de seus sintomas são semelhantes: coriza, nariz entupido, tosse e espirro; em geral, a febre só aparece nos casos de gripe. Nos dois casos, a transmissão se dá quando os vírus de uma pessoa infectada são espalhados por gotículas eliminadas pelas vias respiratórias durante a fala, o espirro ou a tosse. 
O contágio acontece também quando se leva a mão ao nariz ou à boca depois de ter tocado em uma superfície contaminada com o vírus. Por essa razão, medidas de higiene, como lavar as mãos com frequência e usar lenços ao espirrar ou tossir, podem evitar essas infecções virais.
A vacina contra a gripe oferece uma proteção limitada, de cerca de um ano. Isso acontece porque os vírus da gripe sofrem muitas mudanças em seu mate rial genético, ou seja, mutações. Assim, depois de um ano, novas variantes do vírus já estarão no ambiente e não serão sensíveis às mesmas vacinas.  
O SUS fornece gratuitamente a vacina para certas idades (idosos e crianças), profissionais da área da saúde, professores das redes pública e privada, entre outros. 

Poliomielite 


Na maioria das pessoas, a poliomielite causa ape nas febre e mal-estar. Em algumas, porém, pode afetar o sistema nervoso e provocar paralisia ou até levar à morte (o nome “poliomielite” vem do grego poliós = ”cinzento“; mielos = “medula”; ite = “inflamação”; o vírus ataca as células na parte cinzenta da medula). 
O vírus é transmitido por meio de água ou alimentos contaminados ou por contato com a saliva ou fezes de uma pessoa doente. Para evitar a doença, é muito importante as crianças serem vacinadas na época recomendada pelas autoridades de saúde pública. Também são importantes o saneamento básico e as medidas de higiene para evitar a propagação do vírus.
Com as campanhas de vacinação, o número de casos de pólio caiu drasticamente no mundo todo. Mas, mesmo sendo considerada oficialmente eliminada em muitos países (como no Brasil), não se pode garantir que o vírus tenha sido extinto. Além disso, como o vírus ainda existe ao redor do mundo, pode reaparecer em países onde já está eliminado. Por isso, a vacinação deve continuar.

Sarampo, rubéola, catapora e caxumba 


O sarampo, a rubéola, a catapora e a caxumba são doenças virais comuns em crianças. Elas geralmente se curam sozinhas depois de alguns dias, mas po dem causar algumas complicações que exigem cuidados médicos. Todas elas podem ser prevenidas por meio de vacinação. 
O sarampo acomete principalmente crianças de até 10 anos de idade. Elas apresentam tosse, febre alta e manchas vermelhas no corpo, mas geralmente são curadas naturalmente em poucos dias. Mas, sobretudo em crianças com problemas de nutrição, podem ocorrer complicações. Nesses casos, a criança deve receber atendimento médico imediato. A transmissão se dá pela eliminação do vírus pelas vias respiratórias. A prevenção é feita com vacina (vacina tríplice viral contra sarampo, rubéola e caxumba). 
A rubéola também é doença típica de crianças. Seus sintomas são semelhantes aos da gripe, além de aparecerem manchas rosa na pele, menores que as do sarampo. A doença geralmente termina naturalmente, mas, em mulheres grávidas, o vírus pode passar através da placenta e provocar problemas no feto, como surdez. 
A catapora é uma doença comum em crianças. Entre os sintomas estão febre, enjoo, vômitos e pequenas bolhas no corpo. A pessoa geralmente melhora sozinha em poucos dias, mas pode ser necessário procurar um médico. As bolhas não devem ser coçadas, pois pode haver contaminação por bactérias.
Em alguns casos, o vírus pode permanecer anos sem efeito, mas provocar sintomas no adulto, como bolhas na pele e dor. A caxumba é uma inflamação que atinge mais comumente a parótida (glândula salivar situada à frente da orelha). Daí o nome parotidite para a doença. 
A cura é espontânea, mas o doente deve ficar em repouso. Em adultos, pode haver complicações em outros órgãos, como os testículos e os ovários (nesse caso, pode causar esterilidade). A vacinação é a melhor medida preventiva.

Dengue 


Essa virose é causada por um vírus transmitido principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti (figura 7.19). O mosquito não causa a doença, mas transmite o vírus e por isso é chamado de vetor. 
Os sintomas mais comuns da dengue são febre alta, mal-estar, muito cansaço, dores de cabeça, nos olhos, nos músculos e nas articulações. Podem aparecer também vômito, diarreia e vermelhidão no corpo. 
Pessoas com suspeita de dengue devem procurar atendimento médico imediato, para que se identifiquem os sinais de alarme, que indicam evolução mais grave e necessidade de cuidados maiores, com hidratação intravenosa e até internação. Além de repouso e reposição de sais e líquidos, o médico pode indicar remédios para baixar a febre.

Aedes aegypti (cerca de 5 mm de comprimento), mosquito transmissor da dengue. No detalhe, fase larval do mosquito (1 mm a 6 mm de comprimento, conforme estágio larval).

O mosquito vetor da dengue põe ovos em água parada. Por isso, é necessário que a população não deixe água acumulada em vasos de plantas, garrafas, etc. É preciso também que, nas regiões mais atingidas pela dengue, sejam feitas campanhas de educação e conscientização da população, com material educativo. Outra medida promovida pela saúde pública é o uso de produtos que matam as larvas ou os insetos adultos.

Febre amarela, chikungunya, zika 


A febre amarela ocorre nas regiões de matas (febre amarela silvestre), onde é transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. No entanto, se uma pessoa contaminada na região de mata voltar para a cidade, há o risco de transmissão do vírus para outras pessoas pelo mosquito Aedes aegypti. Essa condição caracteriza a febre amarela urbana. O último caso de febre amarela urbana no Brasil ocorreu em 1942. 
Além dos seres humanos, muitas espécies de macacos são sensíveis à febre amarela, especialmente os bugios, que, assim como as pessoas, podem morrer em decorrência da doença. Outros macacos podem ter a doença, como os saguis e os macacos-prego, mas geralmente são mais resistentes e sobrevivem. A morte de macacos é investigada para determinar onde o vírus da febre amarela está circulando. O objetivo dessa investigação é imunizar as pessoas que vivem ou frequentam esses locais. 
Com medo da infecção, algumas pessoas mataram macacos durante a epidemia de febre ama rela em 2017 e 2018. Os macacos, no entanto, não transmitem a doença, e, ao fazerem isso, as pessoas acabam por dificultar a identificação dos focos de febre amarela.
O doente apresenta febre, vômito (muitas vezes com sangue), dor no estômago e lesões no fígado que podem levar à morte. Para saber se a pessoa está com febre amarela é necessário fazer um exame de sangue que se chama sorologia. Esse exame vai dosar os anticorpos que a pessoa tem contra o vírus da febre amarela. 
Atualmente não existe um tratamento que cure a febre amarela. O que se faz é compensar as alterações que o organismo apresenta em decorrência da doença, como manter a hidratação e repor sangue perdido, por exemplo. Em pouco mais de uma semana, a pessoa vai desenvolver anticorpos que se encarregarão de destruir o vírus, possibilitando que o paciente se recupere. 
A febre amarela pode ser prevenida por uma dose única da vacina, que garante imunidade contra a doença por toda a vida, ou pela dose fracionada. A vacina, que é gratuita, é disponibilizada pelo SUS; consulte informações atualizadas em sites do governo.
A chikungunya (ou chikungunha), transmitida por mosquitos do gênero Aedes, provoca febre alta, dor nas articulações, dor de cabeça e erupções na pele que duram, em média, de 3 a 10 dias, mas as dores nas articulações podem persistir por meses ou anos. 
O mosquito Aedes aegypti pode transmitir também o vírus da zika. Os sinto mas são manchas na pele e, às vezes, febre baixa e dores nos músculos e nas articulações. O problema maior ocorre com as mulheres grávidas: o vírus pode passar para o embrião e afetar o desenvolvimento do encéfalo, entre outros problemas. 
A prevenção e o combate a essas doenças são semelhantes às medidas que devem ser tomadas contra a dengue.

Raiva (ou hidrofobia) 


O vírus da raiva afeta o sistema nervoso. É transmitido por mordidas de morcegos ou por mordidas de cães, gatos ou ratos contaminados. A saliva desses animais, quando contaminados pelo vírus da raiva, também pode transmitir a doença. Se não houver atendimento médico rápido, a raiva pode ser fatal.
Se uma pessoa tocar em um animal que possa estar contaminado, deve procurar o serviço de saúde mais próximo. Se for mordida, deve lavar a ferida com água e sabão e procurar o posto de saúde mais próximo para receber a vacina e o soro antirrábico, antes que os sintomas da doença (dor de cabeça e contrações musculares, entre outros) se manifestem. A raiva também causa dificuldade de engolir água e por isso é conhecida como hidrofobia. 
É muito importante manter em dia a carteira de vacinação de cães, gatos e outros animais de estimação, seguindo sempre as instruções do médico veterinário. 


domingo, 24 de maio de 2026

Cólera

A cólera é causada por um tipo de bactéria. Seus principais sintomas são diarreia aquosa abundante, vômitos e cãibras nas pernas. 
A perda rápida dos líquidos do corpo causa desidratação e fraqueza. Se não houver tratamento, pode ser fatal. 
A principal via de transmissão é a contaminação da água e de alimentos por fezes de indivíduos doentes. Frutos do mar contaminados ingeridos crus também são de alto risco.
A incidência de cólera era praticamente restrita à Índia até 1817. Com o avanço das viagens e navegações, chegou a outros países e continentes. O primeiro caso registrado no Brasil ocorreu na década de 1820, no Rio de Janeiro, então capital do país. 
Em 1855, mais de 200 mil pessoas morreram somente nessa cidade. No final do século XIX, a doença foi erradicada do país graças a melhorias no saneamento básico nas principais cidades, mas infelizmente retornou depois de quase cem anos.
A primeira epidemia de cólera na América Latina no século XX começou no Peru. No Rio de Janeiro, o primeiro caso foi confirmado em novembro de 1991, pelo Laboratório de Saúde Pública Noel Nutels e pela Fiocruz. 
Já em meados de julho de 1991, a Organização Mundial de Saúde (OMS) registrava, só na América Latina, mais de 251 mil casos com 2 618 mortos. A OMS também registrava o avanço da doença em dez países da África, que passou de epidemia para pandemia.

Bacterioses

São doenças causadas por bactérias. Em geral, as bacterioses são tratadas com antibióticos. Um exemplo é a cólera, doença causada por um tipo de bactéria chamado vibrião.
As bactérias que causam doenças são chamadas bactérias patogênicas. Elas podem ser transmitidas de diversas maneiras: 
- por gotículas de saliva contaminadas espalhadas no ar por espirro, tosse ou fala – é o caso da tuberculose, da meningite bacteriana, de alguns casos de pneumonia, da hanseníase, entre outras; 
- por contato com alimento, água ou objetos contaminados – é o caso da cólera, da leptospirose, do botulismo e das diarreias causadas por bactérias; 
- por picada de pulgas e carrapatos, bem como de outros artrópodes contaminados – é o caso da peste bubônica (transmitida por pulgas, que também infectam ratos) e da febre maculosa (transmitida pela picada de determinados carrapatos); 
- por contato sexual – como a sífilis e outras. 

As bactérias são seres microscópicos e de estrutura muito simples, que fazem parte do reino Monera. Além delas, compõem esse reino as cianobactérias, também conhecidas como algas azuis ou cianofíceas. Uma das principais características dos seres desse reino é serem unicelulares, isto é, constituídos de apenas uma célula. Sua célula é bem simples, sem o envoltório que separa o material genético do restante do conteúdo celular.
Esses seres têm grande importância ambiental. Assim como os fungos (dos quais falaremos mais adiante), atuam como decompositores nas cadeias e teias alimentares. As bactérias também têm importância econômica, pois realizam processos químicos que permitem a produção de alimentos, por exemplo, a coalhada, o vinagre e os iogurtes. 
Elas também são utilizadas em pesquisas científicas, que levam à produção de novos medicamentos, vacinas e alimentos, e podem trazer respostas a muitas questões que intrigam os cientistas e a problemas que afetam a humanidade, como a degradação de materiais plásticos, por exemplo.
As bactérias que causam doenças são chamadas de patogênicas. 
A forma desses organismos pode variar. Além do tipo vibrião, temos entre as formas mais comuns de bactérias: bacilos, cocos e espirilos.

Microbiota ou flora intestinal humana 


É o grupo formado predominantemente por bactérias, mas também outros microrganismos que vivem no intestino, que facilitam o processo de digestão, evitam várias doenças e colaboram para o equilíbrio do organismo como um todo. Esses seres ajudam a evitar a proliferação de outros que causam doenças. 
A microbiota se forma logo após o nascimento e vai se modificando aos poucos. Cada pessoa tem microbiotas diferentes das outras, em parte definidas geneticamente e em parte determinadas por características individuais e ambientais, como modo de nascimento (parto normal ou cesariana), idade e hábitos alimentares. A má alimentação (muita gordura e poucas fibras, por exemplo) e o uso indiscriminado de alguns medicamentos (automedicação geralmente) são os maiores responsáveis pelo desequilíbrio da flora intestinal, o que pode causar distúrbios de diferentes gravidades.

Leptospirose 


A leptospirose é transmitida por meio da água e de alimentos contaminados pela urina de animais portadores da bactéria, principalmente o rato. Precisa ser tratada com rapidez, porque a doença pode ser fatal. O risco de contrair leptospirose aumenta no período das enchentes, principalmente em populações sem saneamento básico adequado e expostas à urina de ratos. 
Além de medidas públicas em relação ao saneamento básico e ao controle de ratos, podemos realizar algumas ações para afastar esses animais, como manter a limpeza da residência, em especial da cozinha, e manter os alimentos bem guardados, além de descartar adequadamente o lixo doméstico.

Cólera 


A cólera (ou o cólera) é uma doença provocada por uma bactéria chamada Vibrio cholerae. O contágio ocorre pela ingestão de alimentos e água contaminados ou pelo contato com fezes ou vômito de pessoas infectadas. 
A bactéria se instala no intestino humano e provoca diarreia intensa, podendo levar à morte por desidratação. Para prevenir doenças como a cólera, os alimentos devem ser protegidos contra moscas e outros animais. Frutas, verduras e legumes, quando comidos crus, devem ser devidamente higienizados. 
Esses alimentos devem ser lavados em água corrente e colocados em um recipiente com água. Deve-se adicionar ao recipiente uma solução de hipoclorito de sódio, que pode ser adquirido em mercados, feiras ou sacolões. 
As instruções sobre a quantidade de produto que deve ser usada estão no rótulo, que indica também o tempo em que os alimentos devem ficar de molho. Embora seja comum a higienização com vinagre, esse procedimento não é tão eficiente para eliminar os microrganismos. 
Antes de preparar os alimentos ou comê-los, é preciso sempre lavar as mãos. Em meio a tantas doenças que podem ser evitadas com hábitos de higiene, você não acha que é importante lavar as mãos antes das refeições, ao chegar da rua e depois de ir ao banheiro? 
É fundamental também que as autoridades competentes melhorem as condições de saneamento básico da população, fornecendo água tratada e rede de esgoto.

Tuberculose e pneumonia bacteriana 


A tuberculose é causada pela bactéria conhecida como bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis) e compromete, em geral, os pulmões. Por isso, a pessoa doente apresenta tosse persistente. As medidas preventivas incluem vacinação das crianças – a vacina é a BCG (bacilo de Calmette-Guérin) – e melhorias das condições de vida da população mais pobre. O tratamento é feito com antibióticos. 
A pneumonia bacteriana (há também formas causadas por outros agentes) ataca os pulmões e começa, em geral, com febre alta, dor no peito ou nas costas e tosse com expectoração. 
Apenas o médico pode diagnosticar a doença e deve ser consultado para iniciar o tratamento com antibióticos. O doente deve ficar em repouso. A pneumonia é mais perigosa para as pessoas idosas, pois nessa etapa da vida as defesas do organismo, e particularmente as do sistema respiratório, diminuem.

Tétano 


O tétano é causado pelo bacilo Clostridium tetani. A bactéria penetra no organismo por ferimentos na pele, ao entrar em contato com solo ou objetos contaminados. A pessoa contaminada apresenta dores abdominais e fortes contrações musculares que podem provocar parada respiratória. A vacinação é essencial na prevenção. O soro antitetânico deve ser aplicado em casos de ferimento suspeito, como aqueles mais profundos e que não foram limpos corretamente. 

Hanseníase 


A hanseníase é uma doença crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae. A doença atinge principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo levar à incapacidade física. 
A hanseníase pode acometer tanto homens como mulheres, de qualquer idade. Entretanto, é necessário um longo período de exposição ao contágio, e apenas uma pequena parcela da população infectada adoece. 
A bactéria é transmitida principalmente pelas vias aéreas superiores, pelo contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente não tratado. Seu período de incubação pode levar em média de 2 a 7 anos.
Não existe vacina para prevenção, mas ela tem tratamento, que é feito com medicamentos distribuídos gratuitamente nas unidades de saúde. O Brasil é o segundo país com maior número de casos de hanseníase, ficando atrás somente da Índia. Veicular informações corretas é a melhor forma de com bater a doença e os preconceitos a ela associados.



Protozooses

Protozooses são doenças causadas por protozoários. Podemos citar como exemplos a doença de Chagas e a malária.
Os protozoários são organismos unicelulares de estrutura mais complexa que as bactérias. Existem várias espécies de protozoários, e elas podem ser classificadas em vários grupos. O critério mais utilizado pelos cientistas para essa classificação é o tipo de locomoção.
Sarcodíneos (ou rizópodos) são protozoários que se locomovem estendendo pseudópodes, expansões em sua célula que atuam como “falsos pés”. As amebas são um exemplo de sarcodíneo. Os flagelados são os que “nadam” com auxílio de flagelos. Um exemplo de flagelado é a giárdia. Os ciliados são seres que utilizam cílios na locomoção, como o paramécio.
Algumas doenças, como as protozooses, são mais comuns em localidades onde não há saneamento básico e a população é de baixa renda. Elas são chamadas de doenças negligenciadas e recebem menores investimentos para a produção de remédios e pesquisas científicas. 

Micoses

São doenças causadas por fungos. Estes podem infectar nossa pele e se multiplicar, o que causa as micoses. Essas infecções ocorrem em partes úmidas e quentes do corpo, como virilhas, entre os dedos (principalmente os dos pés) e no couro cabeludo. Por essa razão, para evitar micoses é preciso garantir que a pele esteja sempre limpa e seca. Exemplo: candidíase oral ou “sapinho”, doença causada pelo fungo Candida albicans.
Os fungos são seres vivos de formas e tamanhos bastante variados; podem ser unicelulares ou pluricelulares. Esses seres não têm clorofila e são heterótrofos; portanto, não são capazes de produzir o próprio alimento. 
Os fungos, ao se alimentarem, retiram dos restos de plantas e animais a matéria orgânica que é aproveitada pelo seu organismo. Ao fazer isso, decompõem a matéria orgânica, e a transformam em moléculas inorgânicas. 
Além do importante papel no equilíbrio ambiental, como seres decompositores, os fungos também podem ser parasitas ou viver associados de outro modo a outros seres. 
Os fungos parasitas vivem à custa de outros seres vivos, e podem provocar doenças em plantas e animais.

Verminoses

São doenças causadas por diferentes tipos de vermes parasitas que se instalam no organismo do hospedeiro, muitas vezes nos intestinos, mas que podem abrigar‑se também em outros órgãos, como o fígado e os pulmões. O termo verme, de modo geral, refere‑se a animais de corpo alongado e mole. Os vermes são divididos em dois grupos principais, descritos a seguir.

Platelmintos


São vermes de corpo achatado, em forma de fita, cujo comprimento pode variar desde poucos milímetros até vários metros, como é o caso da tênia, também chamada de solitária. Nesse grupo existem tanto animais de vida livre, como a planária, quanto parasitas. Os platelmintos parasitas absorvem, pela superfície do corpo, o alimento previamente digerido pelo hospedeiro. Entre os platelmintos parasitas que causam prejuízos à saúde temos o esquistossomo e a tênia.

Nematoides 


Tênia, com seu corpo achatado. São vermes de corpo cilíndrico e afilado nas extremidades, antigamente chamados nematelmintos. Os nematoides de vida livre, que se alimentam de pequenos animais e plantas, habitam tanto a terra quanto as águas doce e salgada. Entre os nematoides estão alguns dos parasitas mais comuns, que causam prejuízos à saúde do ser humano e de outros animais, como a lombriga, o oxiúro, a filária e o ancilóstomo.

Antibiótico à base de fungos

Em 1928, o médico e bacteriologista britânico Alexander Fleming (1881‑1955) verificou que um fungo do gênero Penicillium havia contaminado a cultura de bactérias com que trabalhava. Além disso, notou que uma substância produzida por esse fungo, a qual chamou de penicilina, inibia a multiplicação das bactérias em sua cultura. Assim, foi identificado o primeiro antibiótico.
Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1940, Howard Florey (1898‑1968) e Ernst Chain (1906‑1979) retomaram as pesquisas de Fleming e conseguiram produzir penicilina com fins terapêuticos e em escala industrial, o que foi o início de uma nova era para a medicina. Por suas pesquisas, Fleming, Florey e Chain dividiram o Prêmio Nobel de Medicina em 1945.
Infelizmente, os antibióticos não acabaram com as mortes provocadas por infecções bacterianas. De tempos em tempos são identificadas novas bactérias resistentes a esses medicamentos, o que exige a continuidade das pesquisas nesse campo e campanhas de esclarecimento sobre o uso de antibióticos.
Um dos erros mais comuns é tomar antibióticos para doenças virais, como certas infecções de garganta, gripes ou diarreias. Outro é interromper um tratamento com antibiótico antes do prazo indicado pelo médico. Esses erros acabam por selecionar variedades de bactérias cada vez mais resistentes a antibióticos.

Covid-19

Existem vários vírus da família coronavírus, incluindo alguns que causam resfriados comuns. A covid-19 é uma doença recente causada por um ...