segunda-feira, 9 de março de 2026

O protecionismo comercial: uma barreira ao desenvolvimento

A economia mundial é marcada pela intensa concorrência entre países no mer cado internacional. No entanto, a criação de políticas protecionistas comerciais, principalmente por parte dos países desenvolvidos, tem se tornado um empecilho à conquista de um livre-comércio global.
Entre as políticas protecionistas mais comuns estão as barreiras alfandegárias, ou seja, o conjunto de tarifas cobradas pelos governos à importação de pro dutos estrangeiros, principalmente aos que exercem concorrência com os produtos nacionais.
As tarifas alfandegárias, de certo modo, impedem a existência de uma concorrência justa e igualitária entre os produtos provenientes dos países em desenvolvimento, principalmente aqueles considerados emergentes, e aqueles produzidos nos países desenvolvidos.
Embora os países desenvolvidos incentivem o livre-mercado e se beneficiem do fato de que as nações em desenvolvimento importam seus produtos de alta tecnologia, eles mesmos dificultam a entrada de produtos agropecuários (frutas, su cos, cereais, carnes) ou industrializados de baixa tecnologia (calçados e produtos têxteis) vindos desses países. 
Assim, o protecionismo cria dificuldades para países em desenvolvimento com economias essencialmente agrárias ou que são grandes potências no setor, impedindo que esses países conquistem mercados e aumentem sua geração de riquezas.

A OMC e a prática do protecionismo


A Organização Mundial do Comércio (OMC) é a instituição internacional responsável por aplicar um sistema de normas comerciais entre os países e também analisar disputas entre eles. Criada em 1995, substituiu o antigo Acordo Geral de Tarifas e Comércio (Gatt), de 1948.
A principal função da OMC é regular as relações comerciais entre os Estados, atuando como mediadora das disputas e desentendimentos comerciais entre os países que se consideram lesados por algumas práticas comerciais.
No entanto, o papel desempenhado pela OMC tem gerado severas críticas no comércio mundial, uma vez que é acusada de proteger os interesses dos países ricos e das empresas transnacionais. De fato, muitas disputas levadas aos fóruns da OMC podem ser agrupadas como ações empreendidas por países em desenvolvimento.
Entre as queixas, estão aquelas a respeito das tarifas alfandegárias e subsídios dispensados pelos países da União Europeia e os Estados Unidos aos seus agricultores. Essas políticas protecionistas ajudam a garantir a estabilidade rural e a segurança alimentar nesses países, mas fazem com que nações que são grandes expor tadoras de produtos agropecuários, como o Brasil, reclamem da concorrência desleal e da dificuldade de competir nesses mercados.




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