sexta-feira, 8 de maio de 2026

Sistema endócrino

Todas as funções do organismo são integradas pelo sistema nervoso e pelo sistema endócrino. O sistema endócrino é constituído pelo conjunto das glândulas endócrinas, responsáveis por produzir e secretar os hormônios.
Depois de secretados, os hormônios são levados pela corrente sanguínea e atuam sobre o órgão-alvo, estimulando-o ou inibindo-o. 

Representação esquemática da localização das glândulas endócrinas. Em destaque, está o ovário. Elementos fora de proporção de tamanho.

O sistema endócrino age por meio dos hormônios transportados pelo sangue. Portanto, sua velocidade de ação é menor do que a velocidade de ação do sistema nervoso, que age por meio de impulsos nervosos e neurotransmissores. 
O hipotálamo é o principal responsável por conectar os sistemas nervoso e endócrino. Ele produz hormônios que regulam a ação da hipófise ou que são armazenados por ela.
A hipófise, por sua vez, produz hormônios que controlam a ação de outras glândulas endócrinas. Alguns exemplos são o hormônio do crescimento e o hormônio tireotrófico, que atua sobre a glândula tireóidea. 
O hormônio da glândula tireóidea (ou tireoide) age nas células regulando a velocidade com que as reações químicas do corpo ocorrem. O mal funcionamento dessa glândula pode provocar o hipertireoidismo ou o hipotireoidismo.
Atrás da glândula tireóidea, há pequenas glândulas chamadas paratireóideas, que produzem um hormônio que regula a concentração de cálcio no corpo. 
Os testículos e os ovários produzem os hormônios sexuais. Os testículos produzem a testosterona, responsável pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários masculinos, como barba, pelos nas axilas e na região pubiana, aumento da massa muscular e o tom de voz mais grave.
Já os ovários produzem o estrogênio e a pro gesterona. O estrogênio atua no desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários femininos, como o aumento das mamas e dos quadris e o crescimento dos pelos pubianos. Já a progesterona prepara o útero para receber o embrião no caso de gravidez. 
As glândulas suprarrenais (ou adrenais) produzem adrenalina e noradrenalina, hormônios liberados no sangue em situações de estresse (susto ou outras situações semelhantes de grande emoção), provocando aceleração do batimento cardíaco, aumento da pressão sanguínea e dilatação das pupilas e dos brônquios. As suprarrenais produzem ainda outros hormônios, como os corticoides, que reduzem os processos de inflamação, e o cortisol, que regula a quantidade de glicose no sangue. 
Já o pâncreas secreta o glucagon e a insulina, hormônios também responsáveis por regular a taxa de glicose no sangue. A deficiência de insulina causa a diabetes melito, doença caracterizada pelo aumento de glicose no sangue.

Órgãos e sistemas

As células do corpo formam tecidos. Os tecidos podem se agrupar e formar os órgãos. Cada órgão é formado por um ou mais tecidos diferentes, com funções relacionadas à atividade desempenhada pelo órgão em que estão localizados.
Os órgãos desempenham funções que cada tecido não poderia realizar se estivesse separado dos outros tecidos. São exemplos de órgãos: o cérebro, o estômago, os rins, os pulmões e o coração.
Os órgãos que trabalham em conjunto na execução de determinada função formam um sistema. O corpo humano apresenta os sistemas digestório, respiratório, urinário, cardiovascular, imunitário, linfático, esquelético, muscular e genital.

Os órgãos e os sistemas do corpo humano estão em permanente integração. Representação interna do corpo humano, com alguns órgãos em destaque.

Integração dos sistemas 


Para manter a vida, é necessário que todos os sistemas desempenhem suas funções adequadamente, realizando tarefas de forma integrada aos demais. As diversas atividades realizadas pelo corpo humano – como respirar, dormir, alimentar-se e movimentar-se – dependem da integração de órgãos e sistemas.

Coordenação e relação 


O sistema nervoso é responsável pela percepção dos estímulos do meio externo. Ele, então, processa as informações e as transmite. A percepção do meio é fundamental para a nossa sobrevivência. Dela participam os sentidos (visão, audição, olfato, tato e gustação). 
O sistema endócrino participa do controle das funções do organismo por meio da produção de hormônios que regulam várias atividades. Os hormônios atuam em tecidos e órgãos específicos, desencadeando respostas do organismo. O sistema nervoso e o sistema endócrino atuam conjuntamente.

Locomoção e movimento 


O sistema muscular e o sistema esquelético atuam em conjunto na locomoção e nos movimentos do corpo, desde os mais simples, como piscar, até os mais complexos, como desenhar e correr.

Revestimento e defesa 


A pele é um órgão que recobre todo o corpo e protege o organismo da entrada de agentes agressores, por exemplo, vírus e certas bactérias, atuando como uma barreira. Com seus anexos (pelos, cabelos, unhas, glândulas sudoríferas, sebáceas e mamárias), ela forma o sistema tegumentar. O sistema imunitário produz células de defesa que podem combater os agentes agressores e evitar diversas doenças.

Nutrição e excreção 


Cada célula do organismo precisa de gás oxigênio e de nutrientes. Além disso, as células produzem resíduos de seu metabolismo que precisam ser eliminados. 
O sistema respiratório garante as trocas gasosas, enquanto o sistema digestório permite que os nutrientes dos alimentos sejam aproveitados. O sistema cardiovascular distribui essas substâncias pelo sangue. Os resíduos do metabolismo são eliminados na urina, produzi da pelo sistema urinário.
O sistema digestório é formado por língua, glândulas salivares, estômago, fígado, pâncreas e intestinos. Esse conjunto de órgãos tem a função de transformar os alimentos de modo que os nutrientes possam ser absorvidos e aproveitados pelo organismo. 
O sistema cardiovascular leva para as células, por meio do sangue, os nutrientes da digestão e o gás oxigênio. O sistema respiratório é responsável pelas trocas gasosas; nesse processo, o gás oxigênio é absorvido e o gás carbônico é liberado. Os nutrientes obtidos na digestão e o gás oxigênio são usados na respiração celular. 
Como resultado de seu metabolismo, as células produzem substâncias tóxicas, como gás carbônico e ureia, que precisam ser eliminadas. O sistema urinário, do qual fazem parte os rins, produz a urina. Com a urina, são eliminados os resíduos tóxicos.

Reprodução e manutenção da espécie 


A função reprodutiva, fundamental para a manutenção da espécie humana, é realizada pelo sistema genital. Na reprodução humana, o ovócito (gameta feminino) une-se ao espermatozoide (gameta masculino), formando o zigoto ou célula-ovo que originará o novo indivíduo, o qual herdará as características dos genitores. 
A maturidade sexual e reprodutiva só ocorre na puberdade, quando os hormônios provocam mudanças físicas e comportamentais. É nessa fase que as pessoas, geralmente, começam a se interessar por relacionamentos amorosos.



Tecido nervoso

O tecido nervoso é responsável por perceber os estímulos e transmiti-los por meio de impulsos nervosos de uma parte a outra do corpo.
Esse tecido é constituído por dois tipos de célula: os neurônios, responsáveis por transmitir o impulso nervoso, e os gliócitos (células da glia ou da neuróglia), que exercem papel importante na proteção, nutrição e sustentação dos neurônios. 
Os neurônios são formados por um corpo celular, no qual ficam o núcleo e as organelas celulares, e por dois tipos de ramificação, o axônio e os dendritos. O axônio é envolvido, parcialmente, pelo estrato mielínico, uma estrutura constituída por lipídios e proteínas que torna mais rápida a passagem do impulso nervoso.

Representação esquemática de um neurônio, responsável pela transmissão do impulso elétrico. Elementos fora de proporção de tamanho.

Tecido muscular

 

O tecido muscular é responsável pelos movimentos do corpo, por exemplo, andar, correr e saltar. Em razão de seu formato alongado, as células musculares são chama das fibras musculares. Elas podem ser de três tipos: não estriadas (ou lisas), estriadas esqueléticas e estriadas cardíacas.

Fibras musculares não estriadas em corte longitudinal. São responsáveis por movimentos que não dependem da nossa vontade (involuntários), por exemplo, os movimentos respiratórios e os dos intestinos. Imagem obtida por microscópio óptico e colorida artificialmente. Ampliada aproximadamente 230 vezes.

Fibras musculares estriadas esqueléticas em corte longitudinal. São longas, cilíndricas, com fibras transversais (estrias). Respondem pelos movimentos que dependem da nossa vontade (voluntários), por exemplo, mastigar. Imagem obtida por microscópio óptico e colorida artificialmente. Ampliada aproximadamente 730 vezes.

Fibras musculares estriadas cardíacas em corte longitudinal. São células que, embora estriadas, controlam os batimentos cardíacos, que não dependem da nossa vontade (são involuntários). Imagem obtida por microscópio óptico e colorida artificialmente. Ampliada aproximadamente 710 vezes.


Tecido conjuntivo

É o tecido encontrado em maior quantidade no organismo humano. O tecido conjuntivo faz a ligação entre a epiderme e os músculos e entre os músculos e os ossos. Pode ser classificado em tecido ósseo, tecido cartilaginoso, tecido conjuntivo propriamente dito, tecido adiposo e tecido sanguíneo.

Tecido ósseo 


O tecido ósseo forma os ossos que compõem o esqueleto. O esqueleto é responsável pela proteção dos órgãos in ternos e, com os músculos, permite a movimentação do corpo e a locomoção. 
As células do tecido ósseo contêm cálcio, um tipo de sal mineral, e osseína, uma proteína, que proporcionam ao osso, respectivamente, resistência e flexibilidade. 
A deficiência de cálcio na alimentação pode enfraquecer os ossos e causar de formações e/ou fraturas. Alimentos ricos em cálcio, como o leite e seus derivados (queijo e iogurte), são importantes para a manutenção da saúde dos ossos.

Tecido cartilaginoso 


O tecido cartilaginoso forma as cartilagens do organismo. Nos embriões, as cartilagens constituem a maior parte do esqueleto. No entanto, durante o desenvolvimento e o crescimento do indivíduo, as células cartilaginosas são substituídas, em grande parte, pelo tecido ósseo. 
Ao nascer, a criança ainda apresenta cartilagens nas extremidades dos ossos longos, como os ossos das pernas, que vão sendo substituídas por tecido ósseo no decorrer de seu crescimento. No adulto, as cartilagens estão restritas a poucas partes do corpo, por exemplo, a extremidade do nariz, a orelha externa e as articulações que envolvem os ossos.

🔔Ossos
💧Cartilagem

Representação esquemática simplificada dos tecidos ósseo e cartilaginoso. Elementos fora de proporção de tamanho.

Tecido conjuntivo propriamente dito


O tecido conjuntivo propriamente dito forma, por exemplo, a derme, camada da pele logo abaixo da epi derme. Na derme, o espaço entre as células é preenchido com as proteínas de colágeno e de elastina. Essas proteínas sustentam o tecido e dão elasticidade a ele. Com o passar do tempo, a perda dessas proteínas diminui a elasticidade da pele, causando flacidez e rugas, que podem ser observadas em pessoas com mais idade. 
Esse tecido também preenche os espaços entre as fibras musculares e envolve os vasos sanguíneos.

Tecido adiposo


O tecido adiposo forma a tela subcutânea, localizada abaixo da derme. Suas células têm vesículas (pequenas bolsas) de gordura. Podem ser destacadas duas funções importantes do tecido adiposo: atuar como isolante térmico, retendo parte do calor produzido pelo organismo, e constituir uma reserva energética, uma vez que a gordura acumulada em suas células pode ser usada para a produção de energia.

Células adiposas (em rosa). As fibras (em amarelo) dão suporte a essas células. Imagem obtida por microscópio eletrônico de varredura e colorida artificialmente. Ampliada aproximadamente 200 vezes.

Tecido sanguíneo


O sangue é o único tecido do corpo formado por uma parte líquida: o plasma. O plasma é formado por água, proteínas, substâncias nutritivas, hormônios e excretas. Esse tecido contém também as células sanguíneas: hemácias, leucócitos e plaquetas. 
As hemácias, ou glóbulos vermelhos, transportam o gás oxigênio. Nos mamíferos, essas células não têm núcleo. 
Os leucócitos, ou glóbulos brancos, defendem o corpo da ação de microrganismos ou substâncias estranhas ao organismo. Há diferentes tipos de leucócito que atuam de forma específica, por exemplo, produzindo anticorpos ou englobando e destruindo corpos estranhos. 
As plaquetas são fragmentos de células fundamentais para o processo de coagulação sanguínea. É pela ação das plaquetas que o sangue coagula rapidamente em ferimentos.

Células do sangue: hemácias (em vermelho), leucócitos (em azul) e plaquetas (em amarelo). Imagem obtida por microscópio eletrônico de varredura e colorida artificialmente. Ampliada aproximadamente 3 900 vezes.





Tecido epitelial

Entre as principais funções do tecido epitelial estão a proteção e o revestimento do corpo e a produção de substâncias que atuam na regulação do organismo. 
As células do tecido epitelial podem ter formato achatado, cúbico ou prismático e formar uma ou mais camadas bem próximas umas das outras. Por estarem bem próximas, as células do tecido epitelial formam uma barreira que protege o organismo contra danos mecânicos, perda de água e agentes causadores de doenças (bactérias, vírus, entre outros).

Representação esquemática, em corte, de epitélio formado por células cúbicas. 

O tecido epitelial de revestimento recobre o corpo humano externa e internamente. A epiderme é o tecido epitelial que recobre o corpo, formando a pele, enquanto a mucosa é o tecido epitelial que reveste as cavidades do organismo, como a boca, o estômago e o intestino. 
O tecido epitelial glandular forma glândulas que produzem suor, leite, saliva, gordura e hormônios. Há dois tipos de glândula: exócrina e endócrina. 
As glândulas exócrinas produzem secreções, como o suor e o leite, que são eliminadas na superfície do corpo ou em cavidades corporais, como estômago, boca e intestino. São exemplos de glândulas exócrinas as glândulas mamárias, sebáceas e sudoríferas (ou sudoríparas). 
Já as glândulas endócrinas produzem os hormônios, substâncias que são liberadas no sangue e agem em diferentes órgãos. São exemplos de glândulas endócrinas os ovários e os testículos.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

GRUPOS DE SERES VIVOS

O estudo das formas de vida que habitam o planeta gera uma grande quantidade de informações. Para facilitar o acesso a essas informações, os seres vivos são organizados em grupos de acordo com suas características ou padrões. Esse processo de categorização é chamado de classificação biológica. 
No dia a dia, quando nos referimos a alguns seres vivos, geralmente utilizamos nomes populares, como cachorro, gato, laranjeira, minhoca e cogumelo. No entanto, os nomes populares podem variar de acordo com a região ou o país, por exemplo. Por isso, os cientistas estabeleceram um padrão de nomes para ser utilizado mundialmente e facilitar a identificação das espécies. 
Além disso, a padronização da nomenclatura científica tem como objetivo atribuir um único nome a cada espécie, além de trazer informações sobre ela, sua história evolutiva e mesmo o histórico de sua descoberta.
Os cientistas que trabalham com a classificação biológica são os sistematas. Eles classificam os seres vivos em grupos e criam nomes científicos adequados para cada um deles. 
Para separar os seres vivos em grupos, são usados diversos critérios, como as semelhanças. Para encontrar semelhanças, compara-se não apenas o aspecto exterior, mas principalmente a estrutura corporal – células, tecidos e órgãos –, sua composição química e mesmo o material hereditário.
O agrupamento básico para a classificação dos seres vivos é a espécie. Diversas definições para espécie já foram criadas. Utilizamos a definição de espécie biológica: um grupo de seres vivos que consegue cruzar entre si e se reproduzir, gerando descendentes férteis.

O NOME CIENTÍFICO 


Cada idioma tem uma palavra própria para se referir a um determinado ser vivo. O cavalo, por exemplo, é horse em inglês, Pferd em alemão, cheval em francês e caballo em espanhol. Os nomes também variam de acordo com a região do país: por exemplo, no Brasil, os nomes mandioca, aipim, macaxeira e maniva são usados para se referir à mesma planta. 
Entretanto, nos trabalhos científicos, é necessário se referir a uma espécie de um modo que pesquisadores de todo o mundo entendam. Por isso, os cientistas usam o nome científico para definir a espécie. O nome científico do cavalo, por exemplo, é Equus caballus, enquanto o da mandioca é Manihot esculenta. Pesquisadores de qualquer parte do mundo podem utilizar es ses nomes para se referir a esses organismos.
Veja a seguir as normas que devem ser usadas para criar e escrever um nome científico. 
• Os nomes científicos devem ser escritos em itálico ou sublinhados, sempre em latim. 
• O nome de cada espécie é composto de duas palavras, por isso essa forma de nomear as espécies é denominada sistema binomial
• A primeira palavra deve indicar o gênero, e a segunda é chamada epíteto específico. 
• O nome do gênero deve iniciar com letra maiúscula, enquanto o epíteto da espécie deve ser escrito com letras minúsculas. 
Ao escrever em sequência o nome de vários organismos que pertencem ao mesmo gênero, a primeira palavra (correspondente ao nome do gênero) pode ser abreviada a partir da segunda citação. Por exemplo: laranjeira (Citrus sinensis), cidreira (C. medica) e pé de tangerina (C. reticulata). O sistema binomial foi elaborado pelo naturalista sueco Carolus Linnaeus (1707-1778) – ou simplesmente Lineu – em 1735. 
Na época de Lineu, o latim era a língua universal do ensino no mundo ocidental e os trabalhos científicos eram escritos nesse idioma. Utilizando, portanto, a estrutura das palavras em latim, Lineu adotou essa língua para criar os nomes científicos.

Categorias taxonômicas 


Na classificação biológica, os seres vivos são organizados em categorias taxonômicas, como domínio, reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie. Essas categorias estabelecem níveis hierárquicos entre si. 

O SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE LINEU 


O sistema binomial de Lineu é usado até hoje, mas com algumas modificações. 
Nesse sistema, os seres vivos são agrupados em categorias ou níveis de classificação. Cada categoria é um agrupamento de organismos que apresentam uma ou mais características em comum. 
O sistema de classificação biológica atual utiliza as seguintes categorias ou níveis de classificação: 

O reino é um conjunto de filos. Os animais fazem parte do reino Animalia.
O filo é um conjunto de classes. O filo dos cordados abrange todas as classes de animais que desenvolvem uma estrutura de sustentação chamada notocorda. São exemplos os mamíferos, os répteis e os peixes.
A classe é um conjunto de ordens. A classe dos mamíferos reúne todas as ordens de animais que produzem leite para alimentar seus filhotes, como os carnívoros, os primatas (macacos e humanos), os cetáceos (baleias) e os quirópteros (morcegos).
A ordem é uma reunião de famílias. A ordem dos carnívoros abrange diversas famílias de animais que, em geral, consomem carne na sua alimentação. São exemplos os felídeos e os canídeos.
As famílias são conjuntos de gêneros. A família dos felídeos reúne todos os gêneros dos animais que conhecemos popularmente como felinos, como Panthera, Felis e Puma.
O gênero é um conjunto de espécies. O gênero Panthera inclui espécies como Panthera onca (onça), Panthera leo (leão) e Panthera tigris (tigre).
Conjunto de organismos que se reproduzem e geram descendentes férteis. A espécie é a unidade básica da classificação biológica. A onça-preta (Panthera onca) é uma espécie encontrada em vários biomas brasileiros.

REINOS E DOMÍNIOS 


Diversos sistemas de classificação já foram adotados ao longo do tempo, de acordo com diferentes critérios para for mar os grupos. 
As classificações mais antigas seguiam critérios que não representavam características específicas dos organismos, mas sim de sua relação com o ser humano. Assim, os animais podiam ser classificados, por exemplo, como perigosos ou inofensivos, comestíveis ou venenosos. 
Aristóteles, que viveu no século IV a.C., é considerado a primeira pessoa a empregar um sistema racional, usando características inerentes aos seres: os seres imóveis seriam as plantas, enquanto os animais seriam os organismos móveis. 
De acordo com a classificação de Aristóteles, os seres vivos eram agrupados em dois grandes reinos: o vegetal e o animal. Essa classificação foi desenvolvida com base em alguns critérios, entre eles a capacidade de locomoção e o modo de nutrição dos seres vivos. O reino vegetal seria composto por seres vivos autótrofos e imóveis. Já o reino animal, seria composto pelos seres vivos heterótrofos e com capacidade de locomoção.
Com o descobrimento de novas espécies e o aprofundamento dos estudos dos seres vivos, os critérios desse sistema de classificação se tornaram insuficientes e não abrangiam todos os seres vivos.
A invenção do microscópio no final do século XVI possibilitou a descoberta de seres muito pequenos, que inicialmente também foram classificados como animais ou plantas. No século XIX, o reino Protista foi proposto para abrigar organismos que não se adequavam nem ao reino das plantas nem ao dos animais. 
No século XX, foram desenvolvidas novas técnicas e instrumentos de observação, o que possibilitou estudos mais detalhados sobre as células e o metabolismo dos seres vivos, por exemplo. Assim, novos critérios foram estabelecidos e uma nova proposta de classificação foi elaborada. 
Em 1969, o biólogo estadunidense Robert H. Whittaker (1920-1980) apresentou uma organização dos seres vivos em cinco reinos: Monera, Protista, Fungi, Plantae e Animalia. Esse sistema se baseia em critérios como organização celular e modo de obter alimento. 
Posteriormente, em 1982, a proposta dos cinco reinos sofreu algumas modificações, sugeridas pelas biólogas estadunidenses Lynn Margulis (1938-2011) e Karlene Schwartz (1936-). Graças às novas tecnologias, foi possível, por exemplo, fazer a análise de dados genéticos de moléculas que formam as células dos seres vivos.
As análises genéticas possibilitaram que o microbiologista estadunidense Carl Woese (1928-2012) e sua equipe propusessem, em 1977, uma classificação mais abrangente que os reinos. Essa nova organização propôs que os seres vivos fossem organizados em três domínios: Bacteria, Archaea e Eukarya.
Veja, a seguir, como os organismos são agrupados segundo esse sistema.

   BACTERIA       ARCHAEA       EUKARYA

              ↖       ⬆           
                               seres vivos mais antigos

GRUPOS DE SERES VIVOS 


A diversidade de seres vivos é muito grande e isso motivou o desenvolvimento de sistemas de classificação. 

A EVOLUÇÃO DOS SERES VIVOS 


Um dos critérios mais utilizados atualmente para agrupar os seres vivos é o parentesco evolutivo entre eles. Esse critério se baseia na ideia de que as espécies se modificam ao longo do tempo, um processo conhecido como evolução.
De acordo com as teorias evolutivas mais aceitas atualmente, todos os seres vivos teriam surgido de um organismo original, e novas espécies surgem a partir de espécies já existentes. Portanto, todas as espécies que existem e já existiram apresentam alguma relação de parentesco evolutivo, em maior ou menor grau. 
A história da vida na Terra poderia ser representada como uma árvore ramificada. Na base da árvore, estaria o ancestral comum de todos os seres vivos. Ao longo do tempo, surgiriam ramificações nessa árvore, ou seja, diferentes espécies ou grupos de seres vivos.
As novas formas de vida bem-sucedidas deixariam descendentes. Outras, não tão bem-sucedidas, en trariam em extinção. Assim, na árvore dos seres vivos haveria ramos com representantes atuais e outros que só poderiam ser reconhecidos em formas fósseis, isto é, que já não existem na atualidade.
(A)


(B)

Por muito tempo, as garças (Ardea alba) (A) e os tuiuiús (Jabiru mycteria) foram classificados na mesma ordem.
Porém, após uma série de estudos sobre o material genético desses animais, os cientistas concluíram que é mais
correto classificar os tuiuiús na mesma ordem dos pelicanos (Pelecanus onocrotalus) (B).

Atualmente, todos os estudos sobre a classificação dos seres vivos levam em consideração aspectos evolutivos. Por isso, novas descobertas e pesquisas podem alterar a classificação das espécies e até mesmo criar ou descartar agrupamentos.

Classificação em domínios e reinos 


Atualmente, existem outras propostas de classificação, com diferentes grupos e quantidades de reinos. Nesta coleção, vamos nos basear na classificação em três domínios e em seis reinos, como proposto por Woese e sua equipe. 

Domínio Archaea e reino Archaea 


O domínio Archaea contém um único reino, o Archaea, agrupando microrganismos procariontes unicelulares, com membrana plasmática e parede celular com composição diferente das bactérias. Os seres vivos desse domínio, em muitos casos, vivem em condições extremas, como ambientes com altíssima concentração de sal e altas temperatura.

Domínio Bacteria e reino Eubacteria 


O domínio Bacteria contém um único reino, o Eubacteria, formado pelas bactérias conhecidas atual mente. Fazem parte desse reino indivíduos procariontes unicelulares.

Domínio Eukarya 


O domínio Eukarya inclui seres vivos eucariontes, que podem ser unicelulares ou pluricelulares. Fazem parte desse domínio quatro reinos: Protoctista, Fungi, Plantae e Animalia.

Reino Protoctista


Os organismos que compõem o reino Protoctista são bastante diversos. Basicamente, é possível organizar os integrantes deste reino em dois grupos com características distintas: os protozoários e as algas. 
Os protozoários são seres vivos eucariontes, unicelulares e heterótrofos. Eles apresentam formato do corpo e modos de locomoção bastante variados, como por meio de cílios e flagelos.
Já as algas são autótrofas e podem ser unicelulares ou pluricelulares. Apesar de poderem ser compostas por mais de uma célula, as algas pluricelulares não formam tecidos.

Reino Fungi


O Reino Fungi é formado pelos fungos, que são seres vivos eucariontes unicelulares ou pluricelulares. Todos os representantes desse reino são heterótrofos. Como exemplo de fungos unicelulares, podemos citar as leveduras.
Os fungos pluricelulares, como mofos, bolores e cogumelos, possuem o corpo formado por estruturas chamadas hifas. O conjunto de hifas é chamado micélio. 
Alguns fungos apresentam hifas responsáveis pela reprodução, as quais formam o corpo de frutificação.


Reino Plantae 


O reino Plantae é formado por plantas, que são seres vivos eucariontes, pluricelulares e, em sua maioria, autótrofos. As plantas apresentam células especializadas, que podem formar tecidos e órgãos.
A maioria das plantas apresenta sistemas de tecidos vegetais básicos: de revestimento, fundamental e vascular. O tecido de revestimento é aquele que reveste e protege as plantas. Já o tecido fundamental atua na sustentação e no armazenamento de substâncias. Além disso, é nesse tipo de tecido que ocorre a maior parte da fotossíntese. E o tecido vascular, também chamado condutor, é especializado no transporte de substâncias entre as partes da planta.
A associação de tecidos dá origem aos órgãos das plantas, como a folha, a raiz e o caule. Esses exemplos de órgãos estão relacionados aos processos de manutenção e crescimento das plantas e, por isso, são chamados órgãos vegetativos. Além destes, as plantas podem apresentar órgãos relacionados ao processo de reprodução, como a flor, o fruto e a semente. Por isso, esses órgãos são chamados órgãos reprodutivos. 
As plantas são organizadas em quatro grandes grupos: briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas. Esses grupos se diferenciam, principalmente, pelo modo de reprodução e pela estrutura do corpo de seus representantes.

Reino Animalia


O reino Animalia inclui organismos eucariontes, pluricelulares e heterótrofos. Alguns representantes desse grupo não apresentam tecidos especializados, como as esponjas. No entanto, a maioria apresenta organizações mais complexas, incluindo tecidos especializados, órgãos e sistemas.
Assim como nos demais grupos de seres vivos, o reino dos animais é subdividi do em filos. Existem cerca de 35 filos nesse reino. A seguir, vamos estudar alguns desses filos.

Filo Porifera 


Os poríferos, também conhecidos como esponjas-do-mar, são animais aquáticos que possuem grande quantidade de pequenos poros em seus corpos. Eles são animais invertebrados, isto é, não possuem coluna vertebral.
Algumas espécies de poríferos são de água doce, mas a maioria é marinha. Os adultos vivem fixos no fundo do mar ou no fundo de lagos e podem ser encontrados Esponja-do-mar: pode atingir aproximadamente 10 cm de altura. isolados ou agrupados, formando colônias. Colônia de esponjas-do-mar (Crella elegans). 
Os poríferos não apresentam tecidos, órgãos ou sistemas especializados. Por isso, os processos relacionados à digestão e à respiração, por exemplo, ocorrem no interior das células. Além disso, o transporte de substâncias no corpo do animal é feito de uma célula a outra. 

Filo Cnidaria


Os cnidários são animais invertebrados aquáticos. A maioria deles vive no mar, mas também existem espécies de ambientes de água doce. 
O corpo dos cnidários pode ter o formato de pólipo ou medusa. Os pólipos, como a anêmona-do-mar, apresentam formato tubular e, em geral, vivem fixos no substrato. As medusas, como as águas-vivas, têm formato de guarda-chuva aberto e são de vida livre. 
Tanto os pólipos quanto as medusas apresentam tentáculos ao redor de uma abertura oral central.
Os cnidários apresentam boca e cavidade digestiva, na qual ocorre a digestão. O tubo digestivo desses animais é considerado incompleto, pois apesar de apresentarem boca, não têm ânus. Esses animais não têm sistemas respiratório, circulatório e excretor. Já a coordenação do corpo é feita por uma rede de células nervosas. Observe a seguir a estrutura de um cnidócito.

Filo Platyhelminthes


Os platelmintos são vermes que apresentam o corpo alongado, achatado e mole. Além disso, não possuem pernas. Há espécies de platelmintos que vivem em ambientes marinhos, na água doce e em hábitats terrestres. Além disso, há várias espécies que são parasitas de outros seres vivos, podendo causar doenças. 
Entre os representantes dos platelmintos, podemos citar a planária, o esquistossomo e a tênia.
Os platelmintos apresentam tubo digestório incompleto e a cavidade digestiva distribui alimento pelo corpo. O oxigênio é absorvido pela pele e distribuído pelo corpo de uma célula a outra. 
Os representantes desse filo não têm sistemas respiratório nem circulatório. Já o sistema nervoso é mais desenvolvido que nos cnidários. 
O esquistossomo e a tênia são vermes que podem parasitar o corpo humano. O esquistossomo, por exemplo, pode ser encontrado parasitando o intestino ou o fígado humano.
As tênias, por sua vez, podem parasitar o corpo de animais como bois, porcos e seres humanos. 
As tênias adultas não possuem sistema digestório. Com auxílio das ventosas, elas se fixam à parede intestinal dos hospedeiros e, assim, absorvem os nutrientes de que necessitam.

Filo Nematoda 


Os nematódeos são vermes com corpo cilíndrico e extremidades afiladas. Os representantes desse filo podem ser de vida livre, encontrados no solo ou na água. Também podem parasitar plantas e outros animais, incluindo o ser humano.
Diferentemente dos filos anteriores, os nematódeos possuem tubo digestório completo, ou seja, apresentam boca e ânus, em extremidades opostas do corpo. Geralmente, os nematódeos têm sexos separa dos, apresentando indivíduos macho e fêmea. 
A lombriga é um exemplo de nematódeo. Ela parasita o intestino dos seres humanos e causa uma doença conhecida como ascaridíase.
O ancilóstomo é outro exemplo de nematódeo que parasita o intestino delgado do ser humano. Esse verme causa uma doença chamada ancilostomose, que também pode ser causada pelo nematódeo Necator americanus.

Filo Annelida


Os anelídeos são animais invertebrados que têm o corpo mole, formado por segmentos em forma de anéis e coberto por uma camada resistente, chamada cutícula. Os representantes desse filo têm sistema digestório completo. 
A maioria dos anelídeos possui cerdas na superfície do corpo. De acordo com a presença ou ausência de cerdas e sua quantidade, os anelídeos podem ser divididos em três grupos: hirudíneos, oligoquetas e poliquetas. 
Os hirudíneos não têm cerdas sobre o corpo e podem ser aquáticos ou terrestres. Os oligoquetas têm poucas cerdas por segmento do corpo e podem ser encontrados em ambientes terrestres úmidos e de água doce. Os poliquetas apresentam muitas cerdas por segmento do corpo e vivem no mar.

Filo Mollusca


Os moluscos são animais invertebrados encontrados tanto em ambientes aquáticos quanto em ambientes terrestres úmidos. Eles têm corpo mole, geral mente protegido por uma concha, que é produzida pelo próprio animal. Essa concha pode ser interna ou externa.
O caracol e o caramujo são exemplos de moluscos que possuem concha externa. Já a lula é exemplo de molusco que possui concha interna. Há também aqueles que não têm concha, como a lesma.
Os moluscos têm sistema digestório completo e estão divididos em várias classes, entre elas gastrópodes, cefalópodes e bivalves. 
Os gastrópodes apresentam pés bem desenvolvidos, localizados na região ventral do corpo. Esses moluscos são predominantemente marinhos, embora existam algumas espécies que vivem em ambientes de água doce e terrestres.
Os cefalópodes são animais marinhos que se caracterizam por apresentar um conjunto de braços ou tentáculos na região da cabeça. As lulas, por exemplo, têm dez tentáculos com ventosas, sendo dois deles mais longos e relacionados à re produção. O polvo e o náutilo também são exemplos de cefalópodes.
Alguns cefalópodes possuem uma pequena concha interna no formato de uma pena, chamada gládio. As trocas gasosas nos cefalópodes ocorrem por meio de brânquias. 
Os bivalves possuem uma concha rígida composta de duas partes, chamadas valvas. Esses animais vivem em água doce ou salgada. Em geral, as estruturas sensoriais e o pé se localizam nas extremidades do corpo. Os mexilhões e as ostras são exemplos de bivalves.
Os bivalves podem ser carnívoros ou onívoros, mas a maioria é filtradora, ou seja, se alimenta de partículas em suspensão na água. Nesses animais, a água do ambiente é filtra da nas brânquias, onde as partículas de alimento ficam retidas. Nas brânquias também ocorrem as trocas gasosas da maioria dos bivalves.

Filo Arthropoda


Os artrópodes podem ser encontrados em diversos hábitats aquáticos e terrestres. Os integrantes desse grupo apresentam apêndices articulados ligados ao corpo, como antenas, asas e pernas. 
Os artrópodes têm o corpo revestido por uma estrutura externa rígida, de nominada exoesqueleto ou cutícula. Essa estrutura protege o animal e diminui a perda de água para o meio externo, por exemplo. 
O exoesqueleto limita o crescimento dos artrópodes. Por isso, quando precisam aumentar de tamanho, eles eliminam o antigo e produzem um novo e maior. O novo exoesqueleto é inicialmente flexível e depois se torna rígido. Esse processo de troca de exoesqueleto é chamado muda ou ecdise.
De acordo com a organização do corpo, os artrópodes podem ser divididos em diferentes grupos, como insetos, miriápodes, crustáceos e aracnídeos. A seguir, vamos estudar esses grupos de artrópodes.

Insetos 


O corpo dos insetos é dividido em três partes: cabeça, tórax e abdome. Além disso, os insetos têm três pares de pernas ligadas ao tórax e algumas espécies podem ter asas. Na cabeça, há um par de antenas e outro de olhos, além das estruturas bucais.  
As antenas são apêndices relacionados à percepção de estímulos do ambiente, como ondas sonoras, superfícies e até mesmo de substâncias químicas presentes no ambiente. Já as estruturas bucais estão relacionadas à alimentação.
Os insetos têm alguns sistemas que desempenham funções especializadas no organismo. O sistema digestório, por exemplo, é do tipo completo e inclui órgãos como faringe, papo, esôfago, estômago e intestino. Insetos, como abelhas e gafanhotos, apresentam respiração traqueal, ou seja, realizada por meio de traqueias.
O sistema circulatório dos insetos é formado por um coração e alguns vasos. No interior desses vasos, circula um líquido chamado hemolinfa, que transporta, por exemplo, os nutrientes provenientes da digestão para as diferentes regiões do corpo. 
Os insetos têm várias células nervosas na região da cabeça, formando um gânglio cerebral. Desse gânglio parte um cordão nervoso ventral. O sistema nervoso dos insetos capta estímulos do ambiente e gera respostas a eles, além de atuar na coordenação dos órgãos e na locomoção.

Miriápodes


Os miriápodes possuem o corpo segmentado, dividido em cabeça e tronco. 
O tronco é alongado e cada um de seus seg mentos possui um ou dois pares de pernas. A cabeça apresenta um par de antenas e outro de olhos, que captam estímulos do ambiente. Além disso, há peças bucais, na cabeça, que auxiliam na alimentação. As lacraias e os piolhos-de-cobra são exemplos de miriápodes.
Assim como os insetos, os miriápodes possuem respiração traqueal.

Crustáceos


Os caranguejos, as lagostas, os camarões, as cracas e os tatuzinhos-de-jardim são exemplos de crustáceos. A maior parte das espécies de crustáceos é marinha. 
O exoesqueleto desses animais se caracteriza por ser mais endurecido que o dos demais artrópodes, formando uma carapaça rígida. 

Aracnídeos 


Os aracnídeos são representados pelas aranhas, escorpiões, ácaros e carrapatos. Os aracnídeos não têm antenas. A respiração desses artrópodes pode acontecer por meio de pulmões ou traqueias. 
Em algumas espécies de menor tamanho, como os ácaros, as trocas gasosas ocorrem pela superfície do corpo. O sistema circulatório desses artrópodes transporta nutrientes e gases relacionados à respiração.
A maioria dos aracnídeos é predadora e tem estruturas para a inoculação de veneno em suas presas. Agora, vamos conhecer algumas estruturas internas de uma aranha.

Filo Equinodermata


Os equinodermos, como a estrela-do-mar e o ouriço-do-mar, são invertebrados marinhos. Algumas espécies desse grupo são fixas, enquanto outras se locomovem no substrato dos oceanos. 
Os equinodermos apresentam um esqueleto interno, chamado endosqueleto. Ele é formado por placas calcárias rígidas, que podem ser fixas ou móveis, e protege os órgãos internos, dando sustentação ao corpo desses animais. Em algumas espécies, esse esqueleto forma projeções que aparecem na superfície do corpo, na forma de espinhos. 
Os equinodermos possuem o chamado sistema ambulacrário. Esse sistema é formado por um conjunto de canais internos, de onde partem projeções para a superfície externa do corpo, chamadas pés ambulacrais. 
O sistema ambulacrário é utilizado pelos equinodermos na locomoção, na respiração, na captura do alimento e na percepção de estímulos químicos e táteis no ambiente. Em algumas espécies de equinodermos, a respiração também ocorre por meio de brânquias. 

Filo Chordata


O nome cordados vem da presença da notocorda, que é uma estrutura longitudinal de sustentação e que se localiza no dorso dos embriões dos cordados. Em alguns animais, ela se mantém durante toda a sua vida e, em outros, ela pode desaparecer durante o desenvolvimento embrionário do organismo.
A seguir, vamos iniciar o estudo de alguns grupos de animais vertebrados, isto é, que apresentam coluna vertebral. Iniciaremos esse estudo pelos peixes.

Peixes


Os peixes habitam ecossistemas aquáticos e podem viver sozinhos ou em gr pos, formando cardumes. A maioria das espécies de peixes possui nadadeiras. Além disso, algumas espécies podem ter o corpo coberto por escamas, enquanto outras têm o corpo coberto por uma pele grossa.
Muitas espécies de peixes têm a vesícula gasosa, também conhecida como bexiga natatória. Essa estrutura é preenchida com gases e atua, principalmente, no controle da flutuabilidade do animal.
O sistema digestório dos peixes é formado por boca, faringe, esôfago, estômago, intestino e ânus ou cloaca, em certas espécies. Na boca, geralmente são observados dentes e uma língua fixa. Além dessas estruturas, os peixes têm fígado, vesícula biliar e pâncreas, que auxiliam na digestão dos alimentos, por exemplo. 
Os peixes apresentam sistemas circulatório e respiratório. Na maioria das espécies de peixes a respiração ocorre por meio de estruturas chamadas brânquias.
Existem espécies de peixes que possuem pulmões e, por isso, são capazes de absorver o gás oxigênio do ar atmosférico. Essas espécies são conhecidas como peixes pulmonados, como a piramboia. 
Para respirar, os peixes pulmonados sobem até a superfície da água e engolem o ar atmosférico, que chega aos pulmões. Nesses órgãos ocorre a absorção do gás oxigênio. Além dos pulmões, os peixes pulmonados também apresentam brânquias.

Anfíbios


Sapos, rãs, salamandras e cobras-cegas são exemplos de anfíbios. A maioria dos anfíbios vive parte de seu ciclo de vida em ambientes de água doce e a outra parte em ambiente terrestre. Por isso, em geral, os anfíbios apresentam uma fase de vida larval e aquática e outra fase adulta e terrestre.
Embora a maioria dos anfíbios seja terrestre, muitos vivem em ambientes úmidos por causa de sua pele permeável. Essa permeabilidade possibilita, por exemplo, que os anfíbios realizem trocas gasosas com o ambiente. Além disso, muitos anfíbios precisam de ambientes aquáticos para se reproduzir. Além da pele, as trocas gasosas ocorrem por meio de brânquias, pulmões ou mucosa bucal. 
Na fase larval, a respiração ocorre pelas brânquias que são externas ao corpo do animal. Já na fase adulta, as brânquias geralmente desaparecem e o animal passa a respirar por meio de pulmões, pele ou por uma combinação dessas formas de respiração.
Os anfíbios são capazes de produzir muco sobre a pele. Esse muco ajuda, por exemplo, a manter a pele úmida.
O sistema digestório dos anfíbios é formado por boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e cloaca. Os anfíbios também apresentam outras estruturas que auxiliam na digestão, como o pâncreas, órgão que produz enzimas digestivas. 

Répteis


Serpentes, lagartos, jacarés e tartarugas são exemplos de répteis. Os representantes desse grupo de vertebrados apresentam modos de locomoção bastante variados. Esse grupo representa os primeiros verte brados terrestres. Entre as adaptações que os auxilia a sobreviver fora da água, está a pele recoberta de escamas.
Apesar de algumas espécies viverem em ambientes aquáticos, elas não necessitam de água para se reproduzir, como os anfíbios. Os répteis respiram por meio de pulmões, que são mais desenvolvidos do que os dos anfíbios.
O sistema digestório dos répteis é completo, assim como o dos anfíbios, e termina em uma cloaca.

Aves


As aves apresentam respiração pulmonar. Além dos pulmões, a respiração das aves envolve outras estruturas, como os sacos aéreos. Associado ao sistema respiratório, as aves apresentam um órgão vocal, a siringe. Esse órgão muscular se localiza, geralmente, na extremidade da traqueia e está relacionado à produção de sons. 
O sistema digestório das aves é completo, terminando em cloaca. Os integrantes desse grupo de vertebrados não têm dentes. Por isso, o alimento não é triturado na boca, mas na moela. Essa estrutura apresenta parede muscular que auxilia na trituração dos alimentos. Além da moela, muitas aves têm uma porção do estô mago dilatada, chamada papo. Nele, o alimento é armazenado temporariamente. 
Nas aves, as fezes são eliminadas com os resíduos do sistema urinário. As fezes chegam à cloaca, uma porção dilatada comum ao sistema urinário e reprodutor. Nela, as fezes e a urina são misturadas e, então, eliminadas do organismo. Essas excretas apresentam uma porção mais escura, que são as fezes, e uma porção esbranquiçada, que corresponde à urina. As aves não têm bexiga urinária, com exceção do avestruz.
Externamente, as aves apresentam o corpo revestido por penas, dois membros anteriores modificados em asas e dois membros posteriores. Além disso, apresentam bico.

Mamíferos


Gatos, cavalos, cachorros, bois, coelhos, ratos, golfinhos, baleias e gambás são exemplos de mamíferos. Os representantes desse grupo apresentam diversas características em comum, como o corpo coberto por pelos em alguma fase da vida, além de glândulas mamárias, que se desenvolvem nas fêmeas adultas e produzem o leite usado para alimentar os filhotes. 
O sistema digestório dos mamíferos é do tipo completo e geralmente apresenta especializações que refletem o hábito alimentar de cada espécie.
A respiração dos mamíferos é pulmonar. Por isso, tanto os mamíferos terrestres quanto os aquáticos obtêm o gás oxigênio do ar atmosférico.





Cólera

A cólera é causada por um tipo de bactéria. Seus principais sintomas são diarreia aquosa abundante, vômitos e cãibras nas pernas.  A perda r...