domingo, 22 de fevereiro de 2026

Estados Unidos: realidade socioeconômica

Mesmo com programas de revitalização urbana promovidos pelo governo e pela iniciativa privada, as grandes cidades dos Estados Unidos têm apresentado problemas cada vez mais graves, relacionados à condição socioeconômica da população.
Algumas medidas tomadas pelo governo, como a excessiva elevação de impostos e o corte de verbas destinadas à realização de obras sociais (habitação, saúde e educação), causaram o empobrecimento de alguns segmentos da população nas últimas décadas.
Atualmente, o número de pobres corresponde a 12,3% do total da população (cerca de 40 milhões de habitantes). Esses indivíduos sofrem com a falta de moradia e acabam residindo nas áreas mais deterioradas das cidades, bairros onde proliferam a violência, a criminalidade e o tráfico de drogas.
Esses problemas atingem, principalmente, a população afrodescendente e imigrante, bastante discriminada na sociedade estadunidense. Atualmente, a discriminação racial é proibida por lei em todo o país, mas nem por isso tem sido possível erradicá-la. Os afrodescendentes, por exemplo, são marginalizados, e muitos dos crimes cometidos no país estão relacionados à prática de racismo.

Crescimento populacional reduzido


Embora os Estados Unidos tenham a terceira maior população do planeta, desde o final dos anos 1960, a média de crescimento populacional se situa na faixa de 1% ao ano, aproximadamente. O maior crescimento vegetativo nos Esta dos Unidos se verifica entre afrodescendentes, asiáticos e hispânicos, que são os imigrantes latino-americanos de língua espanhola que vivem no país. Entre os brancos, as taxas estão próximas de zero.
Em virtude do elevado padrão de vida de boa parte da população, a expectati va de vida é alta: 78,6 anos, segundo dados de 2017. As taxas de crescimento po pulacional e a elevada expectativa de vida vêm acarretando uma transformação gradual na estrutura etária da população estadunidense, com aumento na pro porção de idosos. Conforme projeção do governo dos Estados Unidos, em 2030 haverá mais idosos do que crianças no país.

A pobreza e o racismo


O número de pessoas pobres nos Estados Unidos corresponde a 13% da população total. São consideradas pobres as famílias de quatro pessoas com renda anual igual ou inferior a 22,31 mil dólares. A pobreza é maior entre os hispânicos e afrodescendentes, dos quais cerca de 27% vivem abaixo do limite de pobreza. Essa situação se reflete na expectativa de vida da população negra, que é de 71 anos, enquanto a da população branca é de aproximadamente 78 anos. No caso das crianças negras, a taxa de pobreza é bem mais elevada — chega a 39%, três vezes maior do que a registrada entre as crianças brancas, que corresponde a cerca de 12%.
Outro grave problema da sociedade estadunidense é o racismo, que atinge os imigrantes hispânicos e asiáticos e, principalmente, os afrodescendentes. Segundo o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, em cada dez crimes, três são motivados por racismo contra esses grupos.
O racismo nos Estados Unidos tem raízes históricas. Nos estados do sul, onde a economia colonial se baseava na monocultura do algodão, houve intensa utilização da mão de obra de africanos escravizados. Nesses estados, o racismo emergiu de forma mais ostensiva.
Em três estados do sul — Alabama, Mississípi e Carolina do Sul —, até o início dos anos 1960, havia discriminação racial em locais públicos e até mesmo na área da educação, com escolas separadas para afrodescendentes e para brancos. Embora seja considerada crime nos Estados Unidos desde 1964, a discrimi nação racial persiste.
A eleição de Barack Obama, primeiro presidente afrodescendente dos Estados Unidos, representou um marco na sociedade estadunidense, ao mesmo tempo que reflete resultados positivos das lutas empreendidas pela população afrodescendente por melhores condições de vida e uma participação mais ativa na sociedade.

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