domingo, 22 de fevereiro de 2026

América Anglo-Saxônica: ambiente e recursos naturais

Ambiente e desenvolvimento econômico


Em qualquer área de nosso planeta, as características ambientais determinam os recursos naturais de uma área, que podem ser explorados ou não, de acordo com as necessidades e condições técnicas de um grupo em certa época. Os Estados Unidos e o Canadá detêm importantes jazidas minerais e recursos hídricos que são intensamente explorados. O aproveitamento des ses recursos, voltado ao desenvolvimento econômico e à satisfação das necessidades da população, acaba gerando pressões ambien tais, que retornam para seus habitantes por meio de crises hídricas e poluição da água, do ar e do solo.
A América Anglo-Saxônica tem recursos minerais em abundância, como ouro, cobre, chumbo, zinco, minerais de terras raras (usados na informática) e minério de ferro, encontrados principalmente nas áreas montanhosas e nos planaltos desgastados da Costa Leste.
Nas áreas da Planície Central estão as maiores jazidas de petróleo e gás natural; já o carvão está mais igualmente distribuído pelo território. Os Estados Unidos são o terceiro maior produtor de carvão mineral do mundo, ao lado da China e da Índia. Questões que envolvem gestão, exploração e industrialização de minerais são fundamentais para esses países, que consomem grandes quantidades des ses recursos e dependem deles para abastecer suas atividades econômicas.
No entanto, a extração excessiva de recursos naturais provoca uma série de impactos ambientais, como danos irreversíveis ao solo e ao relevo pela atividade mineradora. Além disso, o uso de máquinas para extração, transporte e trans formação desses recursos emite gases que provocam o efeito estufa. Nas últimas décadas, a comunidade internacional tem aumentado a pressão para que as maiores economias do mundo, como Estados Unidos e Canadá, diminuam o consumo de combustíveis fósseis. Assim, em 2016, o governo canadense anunciou que até 2030 o país não deve mais utilizar carvão mineral para a produção de eletricidade.
O governo dos Estados Unidos, na primeira gestão de Donald Trump, recusou-se a assumir qualquer compromisso nesse sentido. Contudo, as propostas de seu sucessor, Joe Biden, mostraram intenções importantes para a implantação de uma pauta favorável ao meio ambiente. Com o retorno de Donald Trunp na sua segunda gestão houve um retrocesso, e portanto, suscitando uma nova pespectiva do governo em relação ao meio ambiente.

Modelo de desenvolvimento insustentável


O grande desenvolvimento econômico, científico e tecnológico alcançado pelos Estados Unidos deu ao país uma posição bastante privilegiada. Entretanto, será que esse modelo de desenvolvimento pode ser considerado ideal? Essa questão merece algumas reflexões. Em primeiro lugar, como observamos nas imagens acima, o modelo adotado é, muitas vezes, incompatível com a preservação ambiental.
A fim de abastecer seu parque industrial, o país se tornou um dos maiores poluidores e devastadores de recursos naturais do planeta. Para entender melhor o que isso significa, muitos especialistas asseguram que a existência de mais uma sociedade de con sumo como a estadunidense seria praticamente insustentável para o planeta. Isso porque, segundo cálculos, se a maior parte dos países consumisse recursos naturais como os Estados Unidos, seriam necessários cinco vezes mais recur sos do que o planeta dispõe atualmente.
Outro aspecto importante refere-se às questões sociais, porque, embora vários indicadores mostrem que sua população usufrui de excelente qualidade de vida, parte de seus habitantes convive com sérios problemas socioeconômicos, relacionados, especialmente, à marginalização de determinados segmentos e à discriminação racial. Portanto, o modelo de desenvolvimento estadunidense é questionável, pois estimula o aumento constante do consumo, mesmo que isso resulte em degradação ambiental e em desigualdade social.

Os recursos minerais e a energia


Na produção de carvão destacam--se os montes Apalaches — com suas minas a céu aberto, cuja produção é obti da a custos reduzidos — e as montanhas Rochosas. O carvão estadunidense des tina-se sobretudo à produção de energia, por meio das usinas termelétricas. Com o expressivo crescimento da produção de óleo (petróleo leve) e gás de xisto, chamados de não convencionais, os Estados Unidos sus penderam uma lei de 1975 que proibia a exportação de petróleo cru e passaram a exportar petróleo leve. A maioria das refinarias do país não está adaptada para o processamento do óleo de xisto.
No entanto, é preciso considerar os problemas ambientais decorrentes da extração desses recursos, uma vez que o processo empregado (fracionamento hidráulico) ocasiona a degradação dos lençóis freáticos e das águas subterrâneas. Por isso, apesar de possuírem grandes reservas de petróleo, os Estados Unidos são obrigados a importá-lo, também em razão do elevado consumo de energia e da política de preservação das reservas internas. 
As principais áreas produtoras de petróleo situam-se ao longo do litoral do Golfo do México, no Texas e na Louisiana. Seus principais fornecedores no exterior são o Canadá, a Arábia Saudita, a Venezuela e o México. 
O Alasca também abriga importantes jazidas petrolíferas. A produção local é transportada à outra porção territorial dos Estados Unidos através de um extenso oleoduto que atravessa todo o oeste canadense.
Com a posse das maiores reservas de urânio do mundo, os Estados Unidos lideram a produção de energia nuclear, que supera inclusive o potencial das usinas hidrelétricas. A maior parte da energia gerada no país, porém, é proveniente das usinas termelétricas.

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