O canal do Panamá foi criado para ligar o oceano Atlântico ao Pacífico, com o objetivo de facilitar o comércio marítimo internacional, evitando que os navios tivessem de contornar a América para passar de um oceano a outro. Até hoje esse canal tem papel fundamental nas exportações e importações mundiais.
A construção do canal foi iniciada pelos franceses em 1881, na época em que o Panamá pertencia à Grã-Colômbia. Com a independência do Panamá, os Estados Unidos assumiram a obra, que demorou dez anos para ser finalizada, mas um tratado garantiu aos Estados Unidos o domínio perpétuo sobre a faixa de terras onde seria cons truído o canal. Quando ficou pronto, em 1914, à custa de mais de cinco mil mortes e ao custo de 360 milhões de dólares, o canal permitiu às embarcações navegar entre os dois oceanos com mais segurança, levando metade do tempo para realizar o trajeto.
Durante todo o século XX, houve protestos por parte da população panamenha, que não queria a presença estadunidense na área mais importante do país. Devido à tensão crescente, em 1977, os Estados Unidos concordaram em assinar um tratado para a devolução gradual do canal, que se completaria em 1999. Até essa data, os panamenhos só tinham oportunidade de avistar o canal de longe, do alto do morro Ancón, o mais alto da Cidade do Panamá.
O canal do Panamá conta com bloqueios nas extremidades e funciona por meio de um sistema de três eclusas: Gatún, Pedro Miguel e Miraflores. Essas eclusas são abertas e fechadas durante as travessias para que as embarcações sejam elevadas ou rebaixadas, vencendo os des níveis do terreno.
Atualmente, o canal do Panamá arrecada entre 2 mi lhões e 4 milhões de dólares por dia, que somam 2 bilhões de dólares ao ano. O canal possui 77,1 quilômetros de comprimento e a travessia leva de 8 a 10 horas. Antes de existir, as embarcações eram obrigadas a percorrer um trajeto de 20 mil quilômetros para contornar a extremidade sul da América do Sul.
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