Chamamos de biocombustíveis os combustíveis derivados de uma energia vegetal não fóssil. A extração de álcool dos vegetais, que produz os bioetanóis, enquadra-se nessa definição.
É possível extrair o bioetanol de mais de um tipo de cultura vegetal, como milho, cana-de-açúcar, mandioca ou da própria celulose que compõe as plantas.
Em 1975, o Brasil iniciou o chamado Programa Nacional do Álcool (Proálcool), que visava à produção de bioetanol por meio da cana-de-açúcar. Utilizando tecnologias brasileiras para diminuir o consumo dos combustíveis provenientes de fontes fósseis não renováveis, como a gasolina, o objetivo era tornar o Brasil menos dependente dos países que exploram o petróleo.
O programa contou com o levantamento de pesquisas de diversas áreas, como Química e Engenharia. A Geografia contri buiu com estudos sobre solo e clima, que apontaram as melhores áreas para o cultivo da cana-de-açúcar no território brasileiro.
Apesar do sucesso do Proálcool, o programa rendeu herança negativa no que diz respeito à manutenção dos latifúndios, da monocultura canavieira e ao aumento da desigualdade social gerada pela exploração de subempregos no Brasil. Além disso, o uso prolongado de terrenos pela monocultura da cana-de-açúcar reduz a qualidade dos solos, tornando-os inférteis.
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