A América do Norte é composta de dois países desenvolvidos – os Estados Unidos e o Canadá – e um país emergente – o México. Os três são países industrializados. Porém, enquanto os Estados Unidos iniciaram seu processo de industrialização na primeira metade do século XIX, e o Canadá, no final do mesmo século, o desenvolvimento industrial do México começou por volta da década de 1930 e teve um grande impulso com a criação do Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta), em 1994.
Industrialização dos Estados Unidos
A colonização britânica no território hoje ocupado pelos Estados Unidos ocorreu primeiro em uma faixa ao longo do litoral banhado pelo oceano Atlântico, área que ficou conhecida como a das treze colônias.
Na parte sul houve intensa exploração de mão de obra escravizada em grandes fazendas que plantavam principalmente algodão para exportação, numa colonização de exploração idêntica à ocorrida no Brasil e no Caribe, enquanto no norte dominou a colonização de povoamento. Com a independência dessas colônias, em 1776, e o gradativo processo de expansão territorial e de industrialização subsequentes, foram ficando cada vez mais evidentes as diferenças econômicas, sociais e culturais entre as sociedades das duas regiões.
Os fazendeiros sulistas, em decadência política e econômica, tentaram manter o poder e o regime escravocrata por meio da criação dos Estados Confederados da América, levando o governo central a declarar guerra, dando início a um conflito que ficou conhecido como Guerra de Secessão. A vitória das forças nortistas manteve a unidade territorial do país, que já se estendia do Atlântico ao Pacífico.
Para aumentar o mercado consumidor dos bens produzidos em escala cada vez maior pelas indústrias nascentes, o governo controlado pela elite empresarial do norte proibiu o uso de mão de obra escravizada e passou a incentivar a imigração de europeus. Entre o final do século XIX e o início do XX, houve expansão da industrialização e grandes contingentes de imigrantes chegaram ao país.
A maioria dos imigrantes ficou nas cidades localizadas no nordeste do território, que cresceram rapidamente. No entanto, muitos foram para o oeste e se apropriaram de terras indígenas e de parte do território que pertencia ao México. Essa foi a primeira expansão territorial dos Estados Unidos, conhecida como “imperialismo interno”. Nesse processo houve um grande genocídio das comunidades nativas e o México, independente da Espanha desde 1821, perdeu metade de seu território nas guerras expansionistas empreendidas pelos Esta dos Unidos.
O processo de industrialização se intensificou durante o século XX, transformando os Estados Unidos na maior potência industrial e na maior economia do mundo.
A região nordeste dos Estados Unidos foi a primeira a se industrializar e atualmente concentra diversos setores industriais. As siderúrgicas, por exemplo, se desenvolveram na região por causa da grande disponibilidade de carvão mineral, de minério de ferro, de meios de transporte e da proximidade dos centros consumidores. Nesse contexto, destaca-se Pittsburgh, conhecida como a “capital do aço”.
Nessa região, mais precisamente em Detroit, também se desenvolveu um grande parque de indústrias automotivas. A localização das fábricas em uma posição central facilitou a recepção de matérias-primas e de componentes, além do posterior envio dos produtos acabados aos mercados consumidores. Lá surgiram as três grandes automobilísticas do país – a General Motors (GM), a Ford e a Chrysler –, além de diversas indústrias de autopeças, o que a tornou conhecida como a “capital do automóvel”. No entanto, a concorrência com as montadoras estrangeiras e a crise econômica que se iniciou em 2008 fizeram com que muitas fábricas fechassem ou se mudassem para outros lugares.
Nova York é o maior centro financeiro dos Estados Unidos, onde localizam-se as sedes das principais empresas industriais, comerciais e financeiras, além da maior bolsa de valores do mundo, a NYSE (sigla em inglês para Bolsa de Valores de Nova York), e da bolsa eletrônica Nasdaq (sigla em inglês para As sociação Nacional de Corretores de Títulos de Cotação Automáticas).
Em Massachusetts, principalmente na região metropolitana de Boston, estão concentradas as indústrias de alta tecnologia, como as dos setores de informática e biotecnologia.
Desconcentração industrial
Assim como em diversas outras regiões e países, ocorre nos Estados Unidos, já há algumas décadas, um processo de desconcentração industrial. O nordes te do país, que chegou a reunir no início do século XX mais de 75% da produção industrial nacional, teve sua participação reduzida a menos de 50%, atualmente. Essa dispersão aconteceu em virtude da necessidade de as empresas baixarem seus custos de produção e, com isso, surgiram novos centros industriais no sul e no oeste do país.
Após a Segunda Guerra Mundial o processo de dispersão das indústrias pelo território se intensificou com o incentivo do governo, que estimulou a expansão industrial no sul.
Huntsville (Alabama) tornou-se um centro de fabricação de aviões militares e de mísseis, por exemplo. Hoje abriga também o Centro de Voos Espaciais Marshall, da Nasa (sigla em inglês para Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço). No sul também se instalaram outros importantes centros de pesqui sas espaciais e de lançamento de foguetes, como o Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e o Centro Espacial Johnson, no Texas, ambos da Nasa. No Texas também se concentram indústrias ligadas ao petróleo, como a Exxon Mobil, uma das maiores empresas dos Estados Unidos.
Há outras indústrias no sul dos Estados Unidos associadas à abundante disponibilidade de matérias-primas agrícolas, como as indústrias têxteis (Geórgia, Tennessee, Carolina do Norte e Carolina do Sul). Lembre-se de que se planta algodão nos estados do sul desde a época da colonização. Outra atividade que merece destaque no sul é o turismo, propiciado pelo clima favorável, pelas praias e ilhas nas proximidades de Miami (Flórida), que atraem muitos turistas. Há ainda a indústria do entretenimento, com diversos parques temáticos.
A última região dos Estados Unidos a se industrializar foi a oeste. A Califórnia é um dos estados industriais mais importantes do país. No eixo São Francisco-Los Angeles-San Diego há um parque industrial bastante diversificado. Concentram-se desde indústrias tradicionais, como petroquímicas, metalúrgicas e automotivas, até as mais importantes empresas de alta tecnologia do país.
Diversas cidades ao sul de São Francisco formam o maior tecnopolo do mundo, o Vale do Silício. Esse parque tecnológico ficou conhecido por esse nome porque a industrialização da região se desenvolveu a partir de empresas produtoras de semicondutores (o silício é um dos componentes usados na produção de microchips eletrônicos), de computadores e de programas e sis temas computacionais (softwares). Mais recentemente aí também surgiram as principais empresas de internet. Em Seattle (estado de Washington) destaca-se a indústria aeronáutica.
Apesar do dinamismo de sua economia e da liderança em alta tecnologia, os Estados Unidos perderam a posição de maior potência industrial em consequência do avanço chinês (embora continuem sendo a maior economia do mundo).
Segundo o Relatório de Desenvolvimento Industrial 2018, em 2015 a China era responsável por 23,5% do valor da produção indus trial mundial; os Estados Unidos vinham na segunda posição, com 16,3%. Em função disso também, o número de empresas estadunidenses entre as 500 maiores do mundo vem caindo.
Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta)
Os Estados Unidos, o Canadá e o México integram o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, da sigla em inglês North American Free Trade Agreement). O México também integra a Aliança do Pacífico, com Chile, Colômbia e Peru.
O Nafta entrou em vigor em 1° de janeiro de 1994, com o objetivo de eliminar as barreiras alfandegárias entre os três países-membros e criar regras claras para o comércio, além de facilitar o fluxo de investimentos mútuos. Sua criação era parte da estratégia do governo dos Estados Unidos para fortalecer as empresas estadunidenses e ampliar seus mercados diante de competidores europeus e sobretudo asiáticos.
O tratado gerou uma enorme dependência do México e do Canadá em relação ao grande vizinho: cerca de 80% do comércio exterior desses países é feito com os Estados Unidos. Essa dependência é um dos fatores que explicam por que a crise econômica de 2008, que, teve sua origem no sistema imobiliário dos Estados Unidos, atingiu mais gravemente esses países, principalmente o México.
Distribuição das atividades econômicas
Embora já não sejam a maior potência industrial do mundo, os Estados Unidos mantêm sua posição de liderança na economia mundial em diversas atividades, especialmente nos setores de alta tecnologia. O Canadá, embora com um PIB bem menor, também tem uma economia bastante desenvolvida, com setores modernos, como o aeronáutico. Os dois países são muito ricos em recursos naturais, como os minerais metáli cos e os combustíveis fósseis.
Nos Estados Unidos e no Canadá a produção agrícola se concentra em grandes propriedades que aplicam as mais modernas tecnologias. Esses países também dispõem de tecnologia de ponta no setor industrial e possuem ativida des terciárias – comércio e serviços – bem desenvolvidas. Essas são as atividades que mais contribuem para o PIB desses países e as que mais empregam mão de obra.
A econômico do Canadá
O território canadense é uma enorme fonte de riqueza. Com recursos energéticos (carvão e petróleo), minerais metálicos, madeira, água
(mais de 60% da energia consumida no país é obtida de usinas hidrelétricas) e extensas áreas cultiváveis em relação ao total de sua população, o Canadá conta com um cenário econômico bastante diversificado.
No entanto, além da grande dependência do comércio exterior canadense em relação aos Estados Unidos, o capital estadunidense é dominante em diversos ramos de negócios no Canadá, com predomínio na indústria
automobilística, de borracha, química e de aparelhos elétricos e eletrônicos,
entre outros. Os capitais canadenses, contudo, são majoritários nos setores
mais tradicionais, como nas indústrias extrativa, têxtil, alimentícia, entre outras, que se apoiam, muitas vezes, nas riquezas naturais do país.
Concentrações industriais canadenses
A principal concentração industrial
do Canadá localiza-se na região sudeste, junto aos Grandes Lagos e no
Vale do Rio São Lourenço. A região conta com um eficiente sistema de
transportes, composto de ferrovias, rodovias e vias marítimo-fluviais e
lacustres.
No oeste do país, a região de Vancouver também apresenta
concentração industrial, principalmente indústrias siderúrgicas, metalúrgicas e de papel e celulose.
Na porção mais central do território, há
concentrações industriais secundárias nas cidades de Winnipeg, Regina,
Calgary e Edmonton, principalmente voltadas para a transformação de
recursos naturais e produtos agropecuários.
Produtos florestais canadenses
O setor florestal do Canadá, que inclui a silvicultura e a extração de madeira, a produção
de papel e celulose, além da fabricação de
produtos de madeira, tem uma importante
contribuição no PIB canadense. O ramo industrial de papel e embalagens do Canadá
é um dos mais importantes do mundo.
A extração madeireira da Floresta Boreal ou de
Coníferas conta com um complexo industrial
especializado, principalmente na província da
Colúmbia Britânica, localizada no extremo oeste do território. Em 2020,
o setor florestal do Canadá empregava mais de 205 mil pessoas, e o país
era o segundo maior exportador mundial de celulose (o primeiro era o
Brasil). Em sua totalidade, os produtos florestais exportados pelo país
geraram cerca de 33 bilhões de dólares.
Diante da necessidade de garantir a continuidade do aproveitamento econômico da Floresta Boreal para as futuras gerações, há anos o
governo canadense adotou leis e fiscalização mais rigorosas para a exploração florestal, entre elas a exigência de reflorestamento contínuo
das terras desmatadas.
As atividades agropecuárias
A agricultura canadense apresenta elevada mecanização e empre
go de tecnologia avançada, o que permite obter grande produtividade.
Além disso, funciona de forma bastante integrada aos setores da indústria alimentícia, de laticínios e de cereais, que contam com filiais de empresas dos Estados Unidos no país.
Reconhecem-se, no Canadá, três regiões agrícolas: a região dos Grandes Lagos e do Vale do Rio São Lourenço, a região das planícies centrais
e a região da Colúmbia Britânica.
Na região dos Grandes Lagos e do Vale do Rio São Lourenço, a policultura (cereais, frutas, hortaliças e beterraba açucareira) e a pecuária
intensiva (produção leiteira) abastecem o mercado interno. Essas atividades são realizadas principalmente nas províncias de Ontário e Quebec,
com predomínio da agricultura de tipo familiar.
Os terrenos relativamente planos e os solos ricos das planícies cen
trais são responsáveis pela produção de cerca de 10% dos cereais
negociados no mercado internacional, o que torna o Canadá um dos
maiores exportadores mundiais de grãos, com destaque para o trigo, a
aveia e a cevada. Mais a oeste, onde o clima é mais seco, desenvolveu-se a pecuária de corte.
Na província da Colúmbia Britânica, situada a oeste do Canadá, nas
proximidades de Vancouver, a atividade agrícola existe, mas não tem a
mesma importância que em outras regiões canadenses. Os principais
produtos cultivados são frutas (maçã, pera, pêssego, abricó etc.) e alguns cereais para o abastecimento do mercado interno.
México
Com a criação do Nafta, em 1992, a economia mexicana apresentou
maior crescimento graças aos investimentos estrangeiros e ao aumento
das exportações para os Estados Unidos e o Canadá.
O México também tem grande disponibilidade de recursos minerais e fósseis, com destaque para o petróleo. Ao longo do processo de industrialização mexicano, a exploração desse combustível fóssil permitiu o desenvolvimento de petroquímicas, além dos setores industriais tradicionais, como siderurgia, automobilística e têxtil.
Desde a criação do Nafta, o México recebe investimentos dos Estados Unidos tanto nos setores industriais mais tradicionais quanto em novos ramos, como eletrônica e telecomunicações. Muitas filiais de indústrias estadunidenses, assim como japonesas, coreanas e europeias, se instalaram no país, especialmente em cidades próximas à fronteira, como Juárez, Mexicali e Tijuana.
O objetivo é baixar os custos de produção, uma vez que nessas cidades a mão de obra, a energia e os impostos são mais baratos. A maior parte das mercadorias produzidas nessas empresas, chamadas maquiladoras, é exportada, principalmente para os Estados Unidos. Estima-se que haja cerca de 3 mil maquiladoras funcionando no México na zona de fronteira, empregando por volta de 2 milhões de trabalhadores.
O baixo custo da mão de obra no México atrai indústrias estadunidenses e de outros países desenvolvidos interessadas em reduzir o custo da produção na linha de montagem. É o caso das indústrias têxteis, de calçados, de montagem de produtos eletrônicos, entre outras. Essa situação se reflete no percentual de mão de obra mexicana utilizada na indústria.
No México há regiões agrícolas modernas, que seguem o mesmo modelo dos países desenvolvidos, mas há também regiões em que predomina a agricultura tradicional, principalmente no sul do país.
Após o ingresso no Nafta, os itens agrícolas importados dos Estados Unidos e do Canadá ficaram mais baratos do que os produzidos no México, o que reduziu o mercado para os produtores locais. Nos Estados Unidos e no Canadá, os grandes agricultores recebem apoio do governo, e isso contribui para diminuir o custo da produção. Assim, a competição desigual prejudicou o cultivo de diversos produtos, como o milho, base da alimentação mexicana, que era produzido em pequenas e médias propriedades e perdeu o mercado consumidor nacional para grandes empresas agrícolas dos Estados Unidos.
Uma das características de países desenvolvidos é ter uma agropecuária que emprega pouca mão de obra, porque é muito mecanizada. Entretanto, apesar de moderno e produtivo, esse setor da economia contribui relativamente pouco para a composição do PIB, diante do enorme peso da indústria e sobretudo das atividades de comércio e serviços.
México: agropecuária
O território mexicano é pouco favorável à agropecuária. A presença de montanhas e de climas áridos e semiáridos reduz a disponibilidade de áreas cultiváveis. Ainda assim, esse setor emprega mais de
12% da População Economicamente Ativa (PEA) do país.
Cerca de 39% do território mexicano é ocupado pela pecuária, voltada
principalmente para a criação de gado bovino e praticada no centro-norte do país.
Os produtos com maior área de cultivo e voltados para o abastecimento do mercado externo são: algodão, sisal, café e cana-de-açúcar.
Para o mercado interno são cultivados: milho, batata, trigo, arroz,
feijão etc. Após a entrada em vigor do Nafta, a produção de milho perdeu espaço diante da concorrência estadunidense. Mas, mesmo assim,
por se tratar de alimento tradicional desde o tempo dos astecas e maias, o México continua sendo um grande produtor mundial de milho.
As transnacionais de alimentos no México
Grandes empresas transnacionais de alimentos têm se estabelecido
no México. Compram as melhores terras e orientam a produção para
atender ao mercado externo, principalmente os Estados Unidos. Controlam 90% da produção mexicana de algodão, aspargos, morangos, ce
bolas, hortaliças e outros vegetais.
Embora as grandes empresas também cultivem esses produtos nos
Estados Unidos, preferem o México, onde podem obter lucros maiores,
uma vez que a terra e a mão de obra são mais baratas, além da proximi
dade do mercado consumidor estadunidense.
Entre as consequências desse estabelecimento de empresas transnacionais de alimentos no México, destacam-se: diminuição da área de cultivo de milho e de feijão – produtos básicos e tradicionais na alimentação
do mexicano – e sua consequente alta de preços; aumento da carência
alimentar; alteração dos hábitos alimentares da população em decorrência da influência da propaganda das transnacionais; valorização da terra
rural, dificultando seu acesso aos camponeses e aos sem-terra etc.
México: matérias-primas minerais e energia
O México se destaca entre os maiores produtores mundiais de prata, ouro, cobre, chumbo, zinco, além de possuir grandes jazidas de minério de ferro, manganês, níquel, petróleo, gás
natural, como também outros minérios essenciais à atividade industrial.
Em 2014, o México realizou reformas em sua política de monopólio
estatal nos setores de petróleo e eletricidade, abrindo esses setores para
a participação de empresas privadas. Além disso, na busca de alterar a sua
matriz energética baseada no petróleo e no gás natural (mais de 85% da
matriz, em 2020), o governo tem incentivado a implantação de fontes re
nováveis de energia solar, eólica e outras – o Brasil, em 2021, tornou-se o
6º país do mundo em potência instalada de energia eólica; o petróleo e
o gás natural representavam 44,9% da matriz energética brasileira.
Na porção oriental do território mexicano, voltada para o Golfo do México, localizam-se as grandes jazidas petrolíferas
e de gás natural e as indústrias petroquímicas, nas cidades de Tampico e Veracruz.
O México
rompeu com o monopólio estatal em
2014 e passou a dar concessões de exploração de petróleo às empresas privadas, sem, contudo, perder soberania
sobre os depósitos petrolíferos. Até então, a empresa estatal Pemex (Petróleo
Mexicano) era a única que extraía pe
tróleo desde 1938.
Concentrações industriais no México
Diferentemente do Brasil, cuja concentração industrial não ocorre em sua capital ou
em seu entorno, no México há grande concentração e diversidade de ramos industriais
na Cidade do México, em decorrência de diferenças relacionadas a eventos e processos históricos entre esses dois países. Existem também outros centros industriais mexicanos importantes: Guadalajara, Monterrey, Lázaro Cárdenas, Monclova etc. Os ramos têxtil, alimentício, automobilístico (controlado pelas transnacionais),
petroquímico, siderúrgico e metalúrgico se destacam.
A partir dos anos 1960, com a expansão econômica dos Estados Unidos no mundo e após
um acordo com o governo do México, indústrias estadunidenses passaram a ser implanta
das no território mexicano. Muitas delas se instalaram na fronteira entre Estados Unidos e
México, visando diminuir os custos de produção.
As maquiladoras passaram a realizar parte de
sua produção no México, atraídas, principalmente, pelos baixos impostos, pela mão de obra
barata e pela proximidade com
os Estados Unidos, o que reduz
tanto os custos de produção
como os de transporte.