A América do Norte tem 24 milhões de km2, o que corresponde a 16% das terras emersas do planeta.
O Canadá e os Estados Unidos são países desenvolvidos e compõem a América Anglo-Saxônica; o México faz parte do grupo de países emergentes e pertence à América Latina. Entretanto, desde 1994 a economia mexicana tem se integrado às outras duas por meio do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, sigla em inglês), especialmente à dos Estados Unidos, que, de longe, é a maior das três. A América do Norte tem ainda três territórios: Groenlândia (Dinamarca), Bermudas (Reino Unido) e Saint-Pierre e Miquelon (França).
Relevo
Na América do Norte existem três grandes compartimentos de relevo: a oeste, grandes cadeias montanhosas, formadas por dobramentos recentes; no centro, planícies, de estrutura geológica sedimentar; e, a leste, os montes e as serras, formados por escudos cristalinos antigos.
Toda a extensão norte-sul do subcontinente norte-americano, banhada pelo oceano Pacífico, caracteriza-se pela presença de grandes cadeias montanhosas, que formam duas cordilheiras paralelas.
Nos Estados Unidos, a cadeia da Costa e as montanhas Rochosas se dividem, com a consequente formação de planaltos e bacias interiores, como a do rio Colorado, onde se encontra o Grand Canyon. No México, a serra Madre se divide em dois grandes eixos: serra Madre Ocidental e serra Madre Oriental. O planalto Mexicano se localiza entre elas e é caracterizado por extensas superfícies planas em altitudes elevadas. Foi no planalto, onde fica a capital mexicana, que se desenvolveu o Império Asteca. Mais ao sul há a serra Madre do Sul.
Essas cadeias montanhosas da porção oeste do continente se formaram pela movimentação de duas placas tectônicas: a Placa do Pacífico e a Placa Norte-Americana. As placas que atuam na América do Norte deslizam lateral mente, formando falhas geológicas. Esses movimentos de placas tectônicas tornam a região muito propensa à ocorrência de terremotos (como já vimos na América Central e do Sul), e deram origem à falha de San Andreas, que atravessa a Califórnia de norte a sul.
Na parte central do subcontinente predominam as planícies com altitudes inferiores a 600 metros, muito utilizadas para a agropecuária. Na porção leste estão o planalto Laurenciano e os montes Apalaches, cujas altitudes são um pouco mais elevadas.
Hidrografia
Embora algumas regiões da América do Norte sejam desérticas e se miáridas, esse subcontinente apresen ta grande disponibilidade hídrica. O rio mais longo do México é o rio Grande, que nasce nas montanhas Rochosas e limita boa parte da fronteira do país com os Estados Unidos. Por essa razão, muitos imigrantes clandestinos tentam atravessá-lo para chegar aos Estados Unidos.
No Canadá, destaca-se o rio Mackenzie e os numerosos lagos de origem glacial, que se formaram pelo recuo das geleiras, ocorrido há milhares de anos. Dentre eles, destaca-se o conjunto de cinco lagos chamado Grandes Lagos, na fronteira com os Estados Unidos.
O rio São Lourenço é um importante rio da região de fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos. Em seu vale desenvolveu-se uma grande concentração urbana e industrial. Graças à construção de diversas eclusas, os Grandes Lagos e o rio São Lourenço são inteiramente navegáveis e, portanto, importantes para a economia do Canadá e dos Estados Unidos por possibilitarem o escoamento da produção de minério de ferro, carvão, produtos agrícolas e bens industriais.
Na porção oeste da América do Norte, onde estão as cadeias montanhosas, destaca-se o rio Colorado. Ele atravessa uma extensa bacia sedimentar, que ao longo de milhões de anos foi sendo erodida em seu vale e formou o Grand Canyon.
O rio Mississípi atravessa a planície central dos Estados Unidos, e sua bacia hidrográfica banha um terço do território do país. Ele nasce nas proximidades dos Grandes Lagos e corre para o sul, em direção ao golfo do México. É um rio quase inteiramente navegável e seus principais afluentes são o Missouri e o Ohio. Juntos, esses rios formam uma das maiores redes hidroviárias do mundo.
Em diversos rios da América do Norte, em trechos montanhosos e planálticos, o potencial hidráulico é aproveitado para a produção de energia hidrelétrica. A barragem Grand Coulee, no rio Columbia, abastece a maior hidrelétrica dos Estados Unidos e a sexta do planeta.
Clima
Na América do Norte há grande diversidade de climas. Isso se explica principalmente pela grande extensão latitudinal, mas também pela grande variação de altitudes e a ação de correntes marítimas.
A maior parte do continente localiza-se na zona temperada do planeta, mas, ao sul, par te do território mexicano está na zona tropical e, ao norte, parte do território canadense está na zona polar. Isso explica, em parte, a grande variedade de climas, que vão do equatorial e tropical ao temperado frio e polar. Nas altas cordilheiras do oeste predomina o clima frio de montanha, mesmo na zona tropical. Nesse caso o fator mais importante que influencia o clima é a altitude.
Além da latitude e da altitude, outro fator climático importante na América do Norte são as correntes marítimas. A corrente do Golfo, quente, ameniza as temperaturas da costa leste da América do Norte tanto no verão como no inverno. O mesmo ocorre no noroeste e no sudoeste do subcontinente, pois ali chegam as correntes quentes do Pacífico Norte e a Norte Equatorial, respectivamente. Já a corrente fria da Califórnia torna os invernos mais rigorosos na porção oes te da América do Norte, sobretudo nos Estados Unidos. O mesmo ocorre no nordeste do Canadá, por influência da corrente fria de Labrador.
As águas quentes do mar do Caribe, onde circula a corrente quente das Guianas, apresentam condições favoráveis para o sur gimento e o desenvolvimento de tempestades tropicais, algumas das quais evoluem para furacões como o Irma – um grande furacão que atingiu os Estados Unidos e o Caribe em 2017.
São cada vez mais fortes os indícios de que o aque cimento da atmosfera terrestre tem provocado mudanças climáticas capazes de potencializar os furacões em quantidade e intensidade. Outro fenômeno atmos férico comum nos Estados Unidos são os tornados, que se formam em condições especiais, em um ambiente de tempestade muito forte. Eles se originam de ventos rápidos e com temperaturas diferentes que sopram em sentidos opostos.
Mudanças climáticas
Diversas pesquisas, entre as quais se destacam as sintetizadas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), têm alertado para a elevação da temperatura média da atmosfera do planeta, e há cada vez mais indícios de que isso está causando mudanças climáticas e desequilíbrio na circulação atmosférica planetária. A temperatura média do planeta vem aumentando gradativamente desde o início da Revolução Industrial (final do século XVIII), como resultado do aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.
Preocupados com isso, 195 países assinaram em dezembro de 2015, duran te a cúpula da ONU sobre mudanças climáticas, o Acordo de Paris para tentar conter o aquecimento da atmosfera terrestre. Esse acordo prevê que os países devem se empenhar para que o aquecimento fique abaixo de 2 ºC em relação aos níveis pré-industriais, buscando não superar 1,5 ºC até 2100 (em 2018 a temperatura média do planeta já era 1 ºC mais alta em relação ao início da Revolução Industrial). Todos os países da ONU se comprometeram com essas metas; no entanto, Donald Trump, após ser eleito presidente dos Estados Unidos (o segundo maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, só atrás da China), retirou o país do acordo em 2017.
Vegetação
Apesar da destruição ao longo da história, as florestas ainda cobrem qua se metade do território canadense, cerca de um terço do território estaduni dense e um quarto do mexicano. A maior em extensão é a Floresta Boreal ou Floresta de Coníferas (também conhecida como Taiga canadense).
Nos Estados Unidos se destaca a Floresta Temperada e, no México, a Floresta Tropical. No entanto, sobretudo essas duas formações foram bastante devastadas para a utilização da madeira e a expansão de atividades agrícolas. Grande parte do que restou é floresta secundária (que renasce após o corte), e também há grandes extensões de plantio (silvicultura) para a produção de matéria-prima para a indústria de papel, móveis e construção civil.
Na América do Norte há outras formações vegetais que também foram bastante destruídas pela ação humana, como as Pradarias, substituídas pela agricultura e pecuária. Outras continuam mais preservadas, como a Tundra e a Taiga. Há muitas formações vegetais próximo à região dos Grandes Lagos que sofrem com a poluição causada pela grande concentração de indústrias na região. Observe no mapa abaixo a distribuição da vegetação original da América do Norte.
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