Após a puberdade, os hormônios secretados pela hipófise estimulam, a cada mês, o amadurecimento dos gametas femininos. Os ovócitos se desenvolvem nos ovários em meio a um conjunto de células chamado folículo. Quando o gameta feminino está no estágio de ovócito secundário, o folículo se rompe e libera o gameta, no processo chamado ovulação.
O organismo feminino, a partir da puberdade, passa a liberar geralmente um ovócito secundário por mês. O ovócito é transportado do ovário até o útero pelas tubas uterinas. Se ele encontrar espermatozoides durante esse trajeto, pode ocorrer a fecundação.
Ovócito sendo fecundado por um espermatozoide. Microscopia
eletrônica; colorida artificialmente. Imagem ampliada em
620 vezes.
Assim que o espermatozoide penetra no ovócito, o gameta feminino
passa a se chamar óvulo. O óvulo fecundado dá origem ao zigoto, primeira
célula do futuro bebê. O zigoto se divide em duas células, depois em quatro
e assim por diante. Esse conjunto de células – já chamado embrião – continua o trajeto até o útero e se fixa na parede uterina, processo denominado
nidação.
É no útero que o embrião se aloja, recebe alimento e se desenvolve.
Você pode estar se perguntando como os espermatozoides,
gametas masculinos, chegam até as tubas uterinas da mulher.
Esse processo pode se dar de forma natural, quando um
homem e uma mulher mantêm relações sexuais sem proteção
e sem o uso de métodos contraceptivos.
Na relação sexual, o pênis é introduzido na vagina da mulher e, durante a ejaculação, lança
o sêmen no interior do corpo feminino. O sêmen contém espermatozoides, que são células com
flagelos, capazes de se movimentar. Eles nadam em direção ao útero e atingem as tubas uterinas,
local em que geralmente ocorre a fecundação.
O encontro dos gametas femininos e masculinos também pode ocorrer por métodos laboratoriais,
quando o casal opta por fazer uma inseminação artificial ou fertilização in vitro.
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