quarta-feira, 5 de agosto de 2026

OVULAÇÃO E FECUNDAÇÃO

Após a puberdade, os hormônios secretados pela hipófise estimulam, a cada mês, o amadurecimento dos gametas femininos. Os ovócitos se desenvolvem nos ovários em meio a um conjunto de células chamado folículo. Quando o gameta feminino está no estágio de ovócito secundário, o folículo se rompe e libera o gameta, no processo chamado ovulação.
O organismo feminino, a partir da puberdade, passa a liberar geralmente um ovócito secundário por mês. O ovócito é transportado do ovário até o útero pelas tubas uterinas. Se ele encontrar espermatozoides durante esse trajeto, pode ocorrer a fecundação.
Ovócito sendo fecundado por um espermatozoide. Microscopia eletrônica; colorida artificialmente. Imagem ampliada em 620 vezes.

Assim que o espermatozoide penetra no ovócito, o gameta feminino passa a se chamar óvulo. O óvulo fecundado dá origem ao zigoto, primeira célula do futuro bebê. O zigoto se divide em duas células, depois em quatro e assim por diante. Esse conjunto de células – já chamado embrião – continua o trajeto até o útero e se fixa na parede uterina, processo denominado nidação. 
É no útero que o embrião se aloja, recebe alimento e se desenvolve. Você pode estar se perguntando como os espermatozoides, gametas masculinos, chegam até as tubas uterinas da mulher. Esse processo pode se dar de forma natural, quando um homem e uma mulher mantêm relações sexuais sem proteção e sem o uso de métodos contraceptivos.
Na relação sexual, o pênis é introduzido na vagina da mulher e, durante a ejaculação, lança o sêmen no interior do corpo feminino. O sêmen contém espermatozoides, que são células com flagelos, capazes de se movimentar. Eles nadam em direção ao útero e atingem as tubas uterinas, local em que geralmente ocorre a fecundação.
O encontro dos gametas femininos e masculinos também pode ocorrer por métodos laboratoriais, quando o casal opta por fazer uma inseminação artificial ou fertilização in vitro.

A fecundação e o desenvolvimento do zigoto 


A fecundação ou fertilização consiste na união do ovócito com o espermatozoide. Durante o ato sexual, milhões de espermatozoides são liberados pelo homem na vagina da mulher. Os gametas masculinos percorrem o útero e chegam às tubas uterinas. Nesse percurso, a maioria dos espermatozoides morre. Apenas alguns conseguem chegar até o ovócito e, em geral, somente um deles penetra no ga meta feminino.
Em geral, o encontro e a união dos gametas masculino e feminino ocorrem nas tubas uterinas. Depois de ser fecundado por um espermatozoide, o ovócito passa por alterações, tornando-se o óvulo, e produz compostos que impedem a entrada de outros espermatozoides.
Um ovócito é liberado do ovário aproximadamente na metade do ciclo menstrual. Como os espermatozoides podem sobreviver de 3 a 4 dias dentro do corpo da mulher após a relação sexual, a fertilização pode ser decorrente de uma relação ocorrida quatro dias antes da liberação do ovócito. Por isso, costuma-se considerar que o período fértil abrange o intervalo de 4 dias antes e 4 dias depois da ovulação.
A união do núcleo do óvulo com o núcleo do espermatozoide pro move a formação do zigoto, que contém material genético das duas células que o formaram. 
No início, o zigoto é uma única célula. À medida que continua seu trajeto pelas tubas uterinas, em direção ao útero, o zigoto se divide por mitose. Primeiro, formam-se duas células, depois, quatro, e assim sucessivamente. Essas células originam o embrião
Por volta de 7 dias após a fecundação, o embrião chega ao útero e se implanta na parede uterina. O processo de implantação do embrião na parede uterina é chamado de nidação.


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