quarta-feira, 5 de agosto de 2026

SISTEMAS GENITAIS

Os sistemas genitais participam do processo de reprodução, que, como vimos, na espécie humana envolve mais do que a produção de descendentes e está relacionado com a sexualidade, a afetividade, o prazer, os sentimentos e as emoções. Ele é constituído de órgãos que atuam na produção, na maturação e no transporte de gametas, bem como na produção de hormônios sexuais. É importante conhecer seu funcionamento para aprender a cuidar da saúde e agir com respeito consigo mesmo e com as outras pessoas.
Os seres humanos têm reprodução sexuada e realizam fecundação interna, isto é, os gametas masculinos são introduzidos no corpo da fêmea. Além disso, o embrião desenvolve-se no corpo feminino, característica dos animais vivíparos.

Sistema genital masculino

O sistema genital masculino apresenta dois testículos, que estão envoltos pelo escroto, dois epidídimos, dois ductos deferentes, ducto ejaculatório, pênis e glândulas acessórias, que são: duas glândulas seminais, uma próstata e duas glândulas bulbouretrais.


O sistema genital masculino é encarregado da produção de espermatozoides, que são os gametas masculinos, também chamados células reprodutivas masculinas. O sistema genital também é responsável pela produção de hormônios, como a testosterona.
Os dois testículos, que estão abrigados fora da cavidade abdominal, no interior de uma bolsa de pele chamada escroto, são os órgãos responsáveis pela produção dos espermatozoides, os gametas sexuais masculinos. Para que os espermatozoides sejam produzidos, os testículos precisam estar em uma temperatura cerca de 3 °C menor do que a temperatura corporal. Assim, esses órgãos ficam alojados fora da cavidade abdominal. 


A produção de espermatozoides se inicia com a puberdade – quando os níveis de testosterona começam a aumentar – e continua ao longo de toda a vida do homem. Por dia, são produzidos milhões de espermatozoides.

Os espermatozoides apresentam três partes principais: 

• cabeça, onde estão o núcleo, o material genético da célula masculina e as enzimas que auxiliam a penetração do espermatozoide no gameta feminino; 
• corpo, onde há uma grande quantidade de mitocôndrias, as quais liberam a energia necessária ao deslocamento do espermatozoide e às funções metabólicas da célula; 
• cauda, estrutura que realiza movimentos ondulatórios, responsáveis pela locomoção do espermatozoide.

Espermatozoides vistos ao microscópio. Imagem ampliada 3 300 vezes (quando aplicada com 21 cm de largura); colorida artificialmente.

Depois que são produzidos, os espermatozoides passam por um processo de maturação, até que se tornam gametas viáveis. Essa maturação ocorre parcialmente nos testículos e parcialmente nos epidídimos, órgãos localizados na lateral e acima dos testículos. 
Os espermatozoides maduros, armazenados nos epidídimos, permanecem viáveis por meses e podem ser reabsorvidos pelo organismo, caso não sejam ejaculados. Durante o ato sexual, o pênis introduz os gametas masculinos no corpo feminino. 
No pênis, há tecido erétil, uretra e glande, a qual fica protegida por um tecido externo denominado prepúcio. Durante a excitação sexual, o tecido erétil se enche de sangue e o pênis fica ereto, condição necessária para que o órgão penetre na vagina e ocorra a ejaculação. 
Na ejaculação, os espermatozoides armazenados nos epidídimos passam pelos ductos deferentes e pelo ducto ejaculatório, onde recebem as secreções produzidas pelas glândulas seminais. Por fim, chegam à uretra, onde recebem as secreções produzidas pela próstata e pelas glândulas bulbouretrais, e saem do corpo. Essa mistura se chama sêmen.
O sêmen é composto pelos espermatozoides e pelas secreções das glândulas acessórias, que são importantes para a nutrição e a locomoção dos gametas. As secreções das glândulas seminais, por exemplo, são ricas em nutrientes importantes para os espermatozoides. As secreções prostáticas auxiliam na diminuição da acidez da uretra (causada pela passagem anterior de urina), e as secreções das glândulas bulbouretrais são lubrificantes, o que facilita a locomoção dos espermatozoides.
Nos homens, a uretra é um canal comum aos sistemas genital e excretor. Ou seja, por ela, além do sêmen, sai também a urina, que fica armazenada na bexiga urinária. No entanto, as duas funções, ejacular e urinar, nunca acontecem ao mesmo tempo, pois a parte do canal da uretra que sai da bexiga e atravessa a próstata se fecha durante a ejaculação.

Sistema genital feminino

O sistema genital feminino é responsável pela produção de ovócitos, que são os gametas femininos, também chamados células reprodutivas femininas. Além disso, o sistema genital feminino produz os hormônios estrógeno e progesterona, e também é responsável por abrigar o bebê em desenvolvimento.
O sistema genital feminino apresenta dois ovários, duas tubas uterinas, útero e vagina. De cada lado do útero, saem as tubas uterinas, que estabelecem a comunicação entre esse órgão e os ovários. Nos ovários são produzidos os gametas femininos, como veremos a seguir.

O útero é um órgão muscular com grande elasticidade. Sua camada mais interna, chamada endométrio, é onde deve ocorrer a fixação do embrião durante a gravidez. 


A região mais inferior, o colo do útero, se abre na vagina, um canal curto, de fortes paredes musculares, que recebe o pênis durante o ato sexual. É também pela vagina que sai a menstruação e por onde passa o bebê no parto normal.
Os órgãos do sistema genital feminino que se localizam externamente ao corpo são denominados pudendo. São os lábios maiores e os lábios menores, que protegem a entrada da vagina e da uretra, e o clitóris.

Os ovários são os órgãos responsáveis pela produção dos ovócitos, as células precursoras dos gametas femininos. A produção dos gametas femininos inicia-se quando a menina ainda está no interior do corpo da mãe, na fase fetal, e interrompe-se pouco antes do nascimento da criança. Isso significa que as mulheres nascem com uma quantidade determinada de ovócitos. 
Os ovócitos completam seu desenvolvimento na puberdade, quando os hormônios sexuais femininos passam a ser produzidos em concentrações mais elevadas. Sob a influência dos hormônios FSH e LH, alguns ovócitos continuam seu desenvolvimento a cada ciclo reprodutivo feminino, cuja duração é de cerca de um mês. 
De modo geral, a cada ciclo, apenas um ovócito estará maduro para ser fecundado e será liberado pelo ovário, no fenômeno denominado ovulação. Depois de liberado, o ovócito segue para as tubas uterinas e para o útero. 

Fotomicrografia mostrando a tentativa de fecundação de um ovócito humano pelo espermatozoide. Imagem ampliada 640 vezes.

Se houver encontro do ovócito com o espermatozoide nas tubas uterinas, fenômeno conhecido como fecundação, o zigoto formado será direcionado ao útero, enquanto sofre as primeiras divisões mitóticas e aumenta de tamanho. No útero, esse agrupamento de células se instala no endométrio. O endométrio protege o embrião e contribui para sua nutrição durante o período gestacional. 
Caso não ocorra a fecundação, o ovócito é eliminado do corpo com a menstruação.

Nas mamas estão localizadas as glândulas mamárias, que produzem o leite materno, muito importante para o recém-nascido humano. 
O leite materno é uma mistura de água, substâncias nutritivas e anticorpos. Ele é a alimentação ideal para uma criança até os seis meses de vida. A secreção e a ejeção do leite são estimuladas por hormônios. 
O leite é produzido nas glândulas secretoras, que se reúnem em aglomerações denominadas lóbulos, e conduzido ao exterior do corpo por meio de ductos. O formato característico das mamas nas mulheres deve-se ao depósito de gordura ao redor das glândulas mamárias.

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MÉTODOS CONTRACEPTIVOS E DE PREVENÇÃO

Como vimos, a reprodução humana envolve, além da capacidade de gerar descendentes, diversos outros fatores, como a sexualidade, a afetividad...