quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

A EUROPA EM CRISE

A União Europeia conseguiu ampliar o mercado para vender produtos fabrica dos nos países mais industrializados do bloco. Ao mesmo tempo, oferecia ajuda para o desenvolvimento de membros mais pobres por meio de empréstimos para promover melhorias, como metrô e linhas de trens. Espanha, Grécia e Portugal são  exemplos dos que foram beneficiados com esse tipo de apoio da União Europeia. Esse modelo atraiu outros países que desejavam se tornar membros do bloco. 
O ingresso de mais países trouxe problemas para o bloco, pois nem todos estavam em condições de seguir as normas estabe lecidas, como conter os gastos do governo, a inflação (aumento geral de preços) e os obstáculos da burocracia. Desse modo, alguns países começaram a enfrentar dificul dades para cumprir seus compromissos e pagar suas dívidas, como ocorreu com Grécia e Portugal em 2009, o que ocasionou uma forte crise.
Na Europa, milhares de manifestantes saíram às ruas nas cidades de Bruxelas, Madrid, Barcelona, Roma e Londres para protestar contra a crise econômica iniciada nos Estados Unidos em 2008. Por causa dessa crise, muitos países europeus, como Grécia, Portugal e Itália, ficaram com excessivas taxas de endividamento ou, como a Irlanda, com bancos em situação precária. 
O crescimento da economia desses países ficou em níveis mínimos, com cortes de gastos públicos e ameaças de calote de dívidas públicas. No entanto, a principal consequência da crise de 2008 na Europa foram o desemprego e sérios problemas sociais. 
As consequências da crise para os países europeus são variadas. A primeira é a instabilidade da moeda (euro). Ainda não se sabe até quando a União Europeia vai conseguir ajudar seus membros em dificuldades financeiras a saldar dívidas de curto prazo. Com a diminuição da atividade econômica, caiu a oferta de empregos. No auge da crise, países europeus sofreram ataques especulativos. 
A crise também gerou o aumento da intolerância contra imigrantes. As tensões sociais nos países da União Europeia são evidenciadas pelos protestos contra a presença de estrangeiros e também pelas manifestações de imigrantes reivindi cando garantias sociais. Nesse contexto, o Reino Unido decidiu sair do bloco.
Em 2017, autoridades da União Europeia anunciaram que julgavam superada aquela que consideraram ter sido a pior crise financeira vivida desde o período pós-Segunda Guerra Mundial. As economias tinham voltado a crescer e o desemprego havia diminuído na maioria dos países europeus. Contudo, em 2020, a economia dos países europeus foi afetada pelos impactos da pandemia de covid-19. Após mais de dois anos de restrições, a aplicação em massa de vacinas possibilitou a redução dos índices de mortalidade e uma tímida retomada econômica.

O BREXIT


Além da crise econômica, outra importante questão enfrentada pela União Europeia foi a decisão do Reino Unido de sair do bloco político-econômico, aprovada em plebiscito pela maioria da população britânica em 2016. 
A partir da formalização do pedido de saída, ocorrida em 2017, o Reino Unido passou a ter dois anos para concluir o processo. Entre as possíveis consequências do Brexit, podemos citar a desvalorização do euro e da libra, variações nos mer cados financeiros, saída de grandes empresas europeias do Reino Unido, maior rigor nas políticas de imigração, além de influenciar outros países da União Euro peia a fazer o mesmo. Há ainda um forte descontentamento da Escócia, integran te do Reino Unido, o que pode reacender os anseios separatistas de parte dos escoceses. 
Em 2020, iniciou-se o processo transitório de saída do Reino Unido da União Europeia, que foi concluído oficialmente no início do ano seguinte. 
A resolução enfraqueceu politicamente a União Europeia, e muitos políticos e estudiosos argumentaram que o maior perdedor em longo prazo, do ponto de vista econômico, será o próprio Reino Unido.
Os principais argumentos utilizados pelos defensores da saída foram: a necessidade de aumentar o controle de fronteiras e questões de segurança; a defesa da soberania nacional perante as decisões da União Europeia; queixas em relação às contribuições financeiras para o bloco; e, por fim, a proteção da identidade cultural britânica, que estaria sendo comprometida pela grande quantidade de estrangeiros no país. 
O continente europeu tem exercido papel de liderança mundial há séculos e, atualmente, sua maior força político-econômica é a União Europeia. Principal bloco regional do mundo, a União Europeia é resultado de décadas de aproximação e cooperação entre países. 
Porém, a crise financeira, o controle temporário de fronteiras e o processo do Brexit têm levantado dúvidas sobre o futuro do bloco. Apesar disso, é importante para o Brasil manter relações de cooperação com a União Europeia, para garantir investimentos e ampliação do mercado de expor tação do país. 

A GUERRA NA UCRÂNIA


A tensão entre a Rússia e a Ucrânia vinha crescendo desde a anexação da Crimeia pelos russos em 2014. Incentivados pelo governo russo, grupos separatistas ucranianos se insurgiram até tomar o poder das cidades Donetsk e Luhansk. Nas eleições de 2019, na Ucrânia, Volodymyr Zelensky saiu vitorioso com uma plataforma de não alinhamento ao Kremlin, o que ampliou as tensões entre os dois países. Em 2021, a diplomacia ucraniana dava sinais de aproximação com a Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan). Para Vladimir Putin, essa possível aproximação foi tida como um avanço do Ocidente à sua suposta zona de influência. Diante disso, o presidente russo ordenou o deslocamento de suas tropas para as fronteiras da Ucrânia. Apesar de o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Olaf Scholzs se encontrarem com Putin em Moscou, todos os esforços diplomáticos desses países não foram suficientes para garantir a paz no Leste Europeu e a Rússia invadiu a Ucrânia, cercando e bombardeando em poucos dias as principais cidades ucranianas.

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